¿Qué Hay Detrás?

19 Ponto de Vista


Notas iniciais
Oi galera! Postando algum tempo depois, mas postando com amor, rs. Espero que gostem do capítulo! Nos próximos novas aventuras acontecerão, tô louca pra escrever!!! Ah, obrigada a "Por siempre Naxi" pela recomendação, amei linda!

POV Maxi

Eu saí da minha aula morrendo de fome e de vontade de encontrar Naty no refeitório, quando fui parado no meio do corredor por Camila. Ela e todo seu ar de arrogância precisavam conversar comigo.

– Precisamos conversar – falou grossa.

– Fale – respondi a altura.

– Semana que vem precisamos iniciar esse trabalho, sei que assim como eu você odeia a ideia de estarmos trabalhando nisso juntos, mas eu gostaria muito de só fazer e terminar logo com isso, porque preciso muito ir bem nessa matéria – falou calma. Nem parecia a Camila de sempre.

– Na segunda-feira podemos ver isso... – falei rapidamente.

– Ok. Vou pensar em algumas ideias esse final de semana, para não iniciarmos sem nada.

– Tudo bem, na segunda nós combinamos.

– Obrigada Maxi. Esse semestre eu estou com muito medo de levar cano, você não sabe o quanto passar nessa matéria é importante para mim.

– Entendo, é importante para mim também – tentei não ser tão grosso, Camila estava agindo bem. – Você está terminando, né.

– Pois é, então você imagina como está difícil para mim, TCC e muitas matérias...

– Vai dar tudo certo! Bem, agora eu preciso ir...

– Claro, obrigada Maxi – ela se aproximou e me deu abraço, fiquei sem reação, foi totalmente inesperado. Acabei retribuindo.

– De nada! – respondi rapidamente quando ela me soltou e me afastei. – Tchau.

Entrei no refeitório e avistei as meninas, aproximei-me e quando me sentei, Naty levantou-se.

– Aonde você vai? Acabei de chegar...

– Tenho coisas pra resolver – ela respondeu friamente. Juntou suas coisas e saiu do refeitório.

– O que deu nela? – perguntei as meninas. As duas fizeram cara de quem não tinha entendido nada também e voltaram a comer. Preferi resolver depois e me juntei a elas para lanchar.

POV Naty

Acabara de ver Maxi e Camila conversando tranquilamente no corredor, e ao final, ela ainda deu-lhe um abraço. Pode não ser nada, mas me pareceu que Maxi estava bem confortável com a situação e nem se importou com o abraço, estranho, porque há dias ele vem odiando Camila com todas as suas forças.

Quando ele entrou no refeitório resolvi não ficar por lá, melhor dar um tempo, ou então, penso que teríamos discutido de cabeça cheia.

Após minha saída repentina do refeitório fui para sala, logo Vilu chegou, afinal, teríamos essa aula juntas. Ela não havia entendido muito o porquê de eu sair de lá daquele jeito, e não demorou nada em perguntar.

– O que foi aquilo?

– Não deu tempo de falar com vocês... Vi Maxi e Camila de abracinhos no corredor – comentei chateada.

– Sério? Quando?

– A hora que fui procurar ele, logo que cheguei a porta. Maxi estava de costas para mim, e não notou minha presença, mas eu vi.

– Não há de ser nada...

– Nem sei o que pensar.

Logo o professor chegou e iniciou a aula, quando terminou, eu saí da sala sozinha para ir embora, pois Fran e Vilu ficariam para ver o treino de seus amados. Estava caminhando pela universidade, quando Maxi apareceu ao meu lado.

– Naty...

– Oi Maxi.

– Você está bem?

– Sim e você?

– Tudo bem... O que aconteceu hoje no almoço?

– Nada, por quê? – falei, fingindo não entender o assunto.

– Porque você saiu de repente.

– Ah não, eu precisava resolver uns problemas, sério.

– Hm – ele deu de ombros. – Então, o que vamos fazer amanhã? – ele perguntou e continuamos caminhando em direção a minha casa.

Conversamos por algum tempo sobre o final de semana, o clima se amenizou, de minha parte, já para Maxi estava tudo bem. Mas durou pouco tempo.

– Hoje conversei com a Camila, ela veio me pedir para agilizarmos o trabalho, porque está com medo de levar cano e precisa muito dessa matéria... Nem parecia a mesma Camila de sempre.

– Eu sei...

– Sabe o quê? – ele parecia confuso.

– Que você conversou com ela.

– Como você soube?

– Eu vi vocês dois conversando quando saí para te procurar.

– Ah sim, ela estava bem diferente hoje, como já disse.

– Foi por isso que você a abraçou? – perguntei.

– Foi ela quem me abraçou, eu nem fiz nada.

– Não foi o que pareceu, você até retribuiu – falei andando rapidamente, ficando alguns passos a frente dele.

– Eu não quis arrogante depois da nossa conversa civilizada! – ele parou na minha frente impedindo que eu continuasse a andar. – Você vai ficar bolada com isso? Não foi nada, eu não gosto mais dela, eu gosto de você!

– Preciso ir – falei desviando meu caminho.

– Por favor, Naty, não faça isso... Vamos conversar.

– Não quero conversar agora! – falei por fim e saí andando.

Caminhei rapidamente em direção a minha casa, deixando Maxi sozinho ainda no gramado da Universidade. Eu estava chateada com a cena que tinha visto no almoço e por mais que Maxi dissesse que não havia sido nada, eu tinha visto a cena, e tinha sido até bem convincente.

POV Maxi

Eu não havia entendido o porquê de Naty ficar tão chateada com o abraço. Eu não abracei Camila por nada, foi simplesmente um instinto de resposta ao abraço dela. Mas não quis falar mais sobre o assunto, esperaria até que Naty esfriasse a cabeça para podermos conversar. Afinal, amanhã é final de semana e precisamos gastar nosso tempo livre junto, porque eu estou a cada dia mais tocado por essa garota.

***

Sábado de manhã, quase à tarde praticamente, acordo com o som de batidas em minha porta. Devaneio um pouco, mas levanto-me e vou abrir. E quando abro, lá está ela, toda sorridente e segurando algumas sacolas nas mãos.

– Como eu imaginava: dormindo! – ela riu.

– Naty!? O que você faz aqui?

– Vim te trazer comida – ela falou naturalmente. – Eu imaginei que você estaria dormindo essa hora, vamos ver – ela faz uma pausa e olha no relógio -, 11h45min, então, passei no mercado e comprei algumas coisas para fazer almoço... Você precisa comer bem, não queremos ninguém doente de novo.

– Não precisa se incomodar comigo, eu ia comer...

– O quê? – ela pergunta, agora já entrando em casa e indo para a cozinha.

– Sei lá, sanduíche.

– Isso não é comida! Você precisa se alimentar de verdade, com arroz, feijão, carne e muitas verduras e legumes.

– Nada demais... Agora trate de se arrumar e arrumar essa casa enquanto eu cozinho.

– Tá bom, mãe – eu ri e ela me olhou com cara de ódio, aquela cara que eu amava. Sim, eu estou cada dia mais apaixonado por ela!

Notas finais
E aí, o que acharam? Deixem seus reviews com críticas e sugestões! Obrigada