¿Qué Hay Detrás?
20 Eu Preciso Dizer Que Te Amo
Notas iniciais
Após meu banho, eu e Naty almoçamos e a comida estava realmente deliciosa. Ajudei-a arrumar a cozinha, e sentam-nos no sofá para assistirmos algum filme. Passamos a tarde toda em casa comendo e assistindo televisão, até que Naty sugeriu que saíssemos um pouco.
Saímos para andar na rua. O sol já havia ido embora, as estrelas e a lua começavam a brilhar no céu. Caminhamos de mãos dadas em um parque próximo a minha casa, e ficamos conversando durante todo o tempo.
– Achei que você estivesse brava comigo... – comentei.
– Eu tentei, mas não consegui! – ela respondeu rindo.
– Quando você saiu caminhando sem nem olhar para trás, eu fiquei preocupado, achei que você nunca mais fosse falar comigo.
– Eu não conseguiria Maxi, confesso que fiquei muito chateada com a cena que presenciei, mas não conseguiria ficar sem falar com você.
– Aqui não foi nada, é sério, ela só estava diferente e preocupada com as notas dela, me abraçou e eu o retribui, mas meus sentimentos por ela continuam os mesmos!
– Eu sei, não precisa se explicar você já falou sobre isso ontem, eu que fui criança e não quis ouvir e acreditar em você, eu que devo desculpas – ela sorriu com um olhar perdido.
– Claro que não! Você não pelo que se desculpar, eu que precisava, não quero que você não confie mais em mim, porque afinal de contas, eu amo você e não quero desconfianças entre nós... – quando eu falei isso Naty parou instintivamente, e eu parei junto ainda segurando sua mão. – Tudo bem? – perguntei preocupado.
– Sim... Você ouviu o que acabou de dizer?
– Sim, que não quero desconfianças entre nós... – repeti o que acabara de dizer.
– Não, antes disso! – ela disse.
– Que eu amo vo... WOW! – eu nem terminei a frase antes de notar as palavras que tinha dito a Naty.
– Isso mesmo...
– Você não gostou?
– Claro que gostei – ela sorria. – Só não esperava ouvir isso de você agora, estamos juntos há pouco tempo...
– Que parece a vida inteira, acho que eu já poderia ter falado isso muito tempo antes: Natália Rico, eu amo você e quero passar o resto da minha vida ao seu lado!
– Ah Maxi! – ela exclamou com os olhos mareados e jogou os braços em volta do meu pescoço para um abraço que durou bastante tempo.
POV Naty
Maxi acabara de declarar seus sentimentos por mim, e eu não podia estar mais feliz, estávamos no calor de um abraço quando fomos interrompidos por nada menos que pingos de chuva, como da primeira vez. Soltei-me rapidamente do abraço.
– Precisamos ir! – exclamei rapidamente.
– Vamos! – Maxi concordou e corremos para sua casa.
Chegamos bastante molhados ao apartamento de Maxi, apesar de termos corrido. Maxi fechou a porta atrás de nós e começamos a rir. Até me lembrar de que alguns minutos antes da chuva aparecer, estávamos tendo uma conversa que pode se chamar de séria. Olhei para ele ainda sorrindo.
– Sabe Maxi... – eu comecei a falar e ele parou para me ouvir. – Achei que depois de Joaquim e tudo que você já conhece da minha vida, eu iria demorar bastante tempo para me apaixonar de novo, e mais ainda, para dizer isso para outro menino sem medo, mas... Eu amo você também... Na verdade, eu acho que te amo desde o primeiro dia que te vi, desde as primeiras vezes que conversamos e você mostrou não se importar nem um pouco com minha aparência, desde sempre. E eu não poderia estar mais feliz por estar com você!
POV Maxi
Naty tinha falado que me amava também, eu nem sabia como explicar a explosão de sentimentos que estava havendo dentro de mim naquele momento, apenas deixei as coisas acontecerem.
– Eu não podia estar mais feliz por estar com você, Naty – falei sorrindo e me aproximei sem tirar os olhos dos delas. Minhas mãos aproximaram-se do seu rosto, e senti seu corpo molhado pela chuva estremecer. Toco sua boca com um dedo e com o mesmo faço o contorno de seus lábios. Naty fecha os olhos e apenas observo ela entreabrir os lábios enquanto faço isso. Ela abre os olhos novamente e olhamo-nos cada vez mais de perto, nossos olhos tornam-se maiores e nossas respirações aos pouco se misturam, tornando-se uma só. Aos poucos nossos lábios se tocam, nossas línguas se encontram e o beijo acontece. Minhas mãos afundam-se nos cabelos cacheados de Naty, e suas mãos tocam meu rosto.
Com o passar do tempo o beijo acelera e quando me dou conta já estamos deitados, ainda molhados em minha cama. E naquela noite passamos a noite, a que talvez tenha sido a melhor de minha vida, juntos. (N/A: não necessita detalhes, algumas coisas são autoexplicativas, né? Hehehe).
Acordei na manhã seguinte ainda feliz com o que havia acontecido, olhei para o lado e Naty dormia como um anjo. Zelei seu sono por alguns minutos e resolvi levantar para fazer café.
POV Naty
Acordei um pouco preguiçosa e fiquei me esticando na cama por alguns minutos, quando abri os olhos e observei que não estava em casa. Parei para lembrar onde estava e quando lembrei ser a casa de Maxi, imagens da noite passada vieram a minha mente e me peguei rindo sozinha.
Um aroma muito agradável adentrou em minhas narinas, e logo depois Maxi apareceu na sala/quarto com uma caneca de café na mão. Olhei para ele um pouco envergonhada, ele se aproximou e me entregou, estava um pouco estranho também.
– Bom dia – sorriu. – Dormiu bem?
– Sim, obrigada! E obrigada pelo café – comentei levantando a caneca que acabara de pegar.
– De nada!
Um silêncio constrangedor invadiu a casa, ficamos apenas tomando café sem falarmos mais nada um com o outro. Aquilo permaneceu entre nós por alguns minutos, até que Maxi quebrou o silêncio.
– Então, quais são seus planos pra hoje?
– Não tenho nada definido – comentei.
– Estava pensando, talvez pudéssemos ir ao cinema...
– Claro, é uma ótima ideia!
– Tudo bem, pego você às 20h.
– Ok – sorri. – Agora preciso ir – comentei, olhando a hora em meu celular. – Meus avós devem estar preocupados.
– Claro – ele respondeu com um ar triste.
Levantei-me, deixei a caneca na pia da cozinha, dei um beijo em Maxi e sai. Já estava fora de casa há algumas horas e provavelmente meus avós estavam preocupados com a minha ausência.
Cheguei a casa e já senti o cheirinho de comida sendo preparada para o almoço, afinal, era próximo das 11h30min da manhã. Entrei e vovó estava na sala passando algumas roupas.
– Bom dia, vovó – sorri encabulada.
– Bom dia, minha amada! Estávamos preocupados...
– Eu estava com Maxi – respondi envergonha.
– Imaginei, por isso não te liguei – ela comentou naturalmente. – Sua amiga Violetta ligou.
– Ah, vou ligar para ela – comentei lembrando que havia visto algumas chamadas dela em meu celular. – Com licença, vovó.
Subi para meu quarto, joguei minha bolsa em qualquer canto e retornei a ligação de Vilu. O telefone chamou apenas duas vezes até que ela atendeu.
– Finalmente! – ela exclamou do outro lado da linha. – Estávamos preocupadas, você sumiu!
– Oi Vilu, sinto muito... Estava com o Maxi – falei rapidamente.
– Com o Maxi? Até agora?
– Sim...
– Hmm – foi a única coisa que ela falou. – Nós precisamos conversar, eu acredito – comentou com uma risadinha.
– Tudo bem, venha aqui mais tarde... Vou ligar para Fran vir também.
– Ela vai sim! Está aqui comigo e muito interessada no assunto – riu.
– OK, espero vocês mais tarde!
– Tchauzinho – Vilu disse por fim e desligou.
Após a ligação fiquei mais alguns minutos jogada em minha cama pensando em tudo que havia acontecido. E quão rápido havia acontecido. Como minha vida tinha mudado tão rapidamente em pouco tempo. Primeiro havia conhecido o Maxi. Em uma semana já estávamos apaixonados. Ontem declarando nosso amor e terminando a noite como terminamos. Depois de tudo que havia acontecido em minha vida, toda história de Joaquim, não imaginava que conseguiria voltar a viver e ser feliz como estava sendo naquele momento.
Voltei à realidade. Arrumei meu quarto que ficou bem bagunçado pela semana corrida de aulas. Tomei um banho e desci para almoçar. Durante o almoço conversei sobre coisas ambíguas com meus avós, e em nenhum um momento minha noite fora de casa foi comentada, o que me deixou feliz, por meus avós sabiam onde e com quem eu estava. Depois ajudei vovó a limpar a cozinha e pouco antes de terminar ouvi a campainha. Corri para atender.
– Natália – disse Vilu rindo. – Vamos lá, nos conte tudo!
– Hey apressadinha – Fran a retrucou. – Você nem perguntou como ela está...
– Então, como você está? – e antes que eu respondesse, ela falou de novo. – Agora conte tudo! – nós três caímos na risada.
– Talvez fosse interessante vocês duas entrarem – comentei lembrando-as de que estavam paradas na porta.
– Com licença – Fran disse e elas entraram.
– Vem, vamos lá em cima!
As meninas passaram pela cozinha e cumprimentaram minha avó, depois fomos para meu quarto. Elas se ajeitaram para sentar entre minha cama e a cadeira da escrivaninha.
– Então – Vilu começou. – Você tem alguma coisa para nos contar?
– Ai meninas, até tenho, mas fico envergonhada de falar isso – comentei.
– Vamos lá, estamos entre amigas... Conte-nos! – Fran me incentivou.
– Bem, vocês já devem imaginar... — e contei para elas o que aconteceu.
Ficamos conversando por algumas horas sobre isso e sobre outras coisas da vida. Quando me dei conta já era próximo das 19h30min e eu nem estava pensando em me arrumar. Catei meu celular pelo quarto para enviar uma mensagem ao Maxi, porém já tinha uma mensagem dele e algumas ligações perdidas.
Naty,
Fiquei sabendo que as meninas estão com você, logo, os garotos estão sozinhos, e resolvemos fazer um programa juntos hoje. Sei que combinamos o cinema, mas acabou que hoje é o dia dos amigos, haha.
Amo você!
Â
Respondi a mensagem avisando que tudo bem, que hoje iria fazer alguma coisa com as meninas. Elas também estavam mexendo em seus respectivos telefones.
– Parece que hoje é dia do clube do Bolinha! – Fran falou rindo.
– E nós, o que vamos fazer? – Vilu falou por fim. – Já que estamos liberadas, vamos gastar o vale-night – riu.
– Vamos sair pra comer? – Fran sugeriu.
– E depois podemos pensar em outra coisa, talvez um cinema ou um barzinho – comentei.
– Ótimo! Vamos então?
– Vou me arrumar, um minuto! – comentei, afinal, eu estava em casa, então não vestia nada muito especial. Troquei-me rapidamente, passei uma maquiagem leve e saímos.
Paramos para jantar em um restaurante árabe no centro da cidade, muito famoso por sua comida boa e acessível aos estudantes. Escolhemos um bom lugar, fizemos nosso pedido e ficamos conversando. Engraçado que podíamos ter falado a tarde toda, mas ainda tínhamos assunto.
O jantar foi bem agradável. Assim que terminamos e pagamos a conta, resolvemos optar pela opção barzinho a cinema para terminar a noite. Caminhamos um pouco até chegarmos na “rua dos bares” e escolhemos o pub irlandês, nosso favorito, diga-se de passagem, Barzen Head. Entramos e enquanto procurávamos uma mesa, avistamos algo não muito agradável.
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