Quero te ter junto a mim
19 Mãe de coração
Notas iniciais
– Correeeeee! — Violetta ia na frente, puxando León.
– Estamos indo o mais rápido que podemos! Violetta! Vai com calma! — Angie corria com German, um pouco atrás. Ela carregava duas malas pequenas, uma dela e uma de German, enquanto German carregava duas grandes, sendo uma dele e uma de Angeles. German fizera o favor de carregar as malas mais pesadas, mas no fundo se arrependia disto. Angeles carregava tijolos dentro daquela mala ou o quê?
– Ah, qual é, nem parece que vocês são novos! Credo, já estão assim nessa faixa dos vinte! — Violetta dizia sem parar de correr, e Leon tentava acompanhá-la, levando todas as suas malas e as dele. Violetta não carregava nada além de sua bolsa! Era por isso que para ela estava fácil andar rápido, deixara todo o peso para León. Pobre menino. Os homens sempre ficam com o trabalho pesado.
“Última chamada para o voo 342, destino a Buenos Aires” uma voz no alto-faltante do aeroporto avisou.
– Vamos perder o voo, caramba! Venhaaaaaaam!
Angie respirou fundo e German bufou. Caminhavam o mais rápido que podiam. León não conseguira acompanhar Violetta completamente, mas ainda sim ele estava na frente do pai e da tia de sua namorada. Haviam perdido a hora, o despertador não tocara naquela manhã. Acordaram 7:30 para pegarem o voo das 8:20. E as malas nem estavam arrumadas completamente! Fora uma correria para sair do hotel, e no aeroporto não foi diferente. Violetta era a mais preocupada. Ela não via a hora de chegar em Buenos Aires. Sentia extrema falta de Francesca e Camila, e tinha muitas coisas para contá-las.
Sobre a noite do jantar romântico, German e Angie nada comentaram aos pequenos jovens. Lógico, os jovens notaram mudança no comportamento do casal adulto, estavam mais amigos. Mas não conseguiram-lhes arrancar nenhum detalhe da noite que acontecera dois dias atrás. Pelo menos, sabiam que não havia sido um fracasso, senão estariam se odiando novamente.
Violetta já havia entrado na sala de embarque, passado pelo detector de metal, e Angie, German, e León — que parou para esperar os dois que estavam atrás -, ainda corriam até a entrada da sala de embarque. Mostraram os passaportes para a recepcionista, e finalmente adentraram a sala. Angie respirou fundo ao chegar ao detector de metal, ela nunca havia corrido tanto em sua vida. Quando os três finalmente passaram, foram até Violetta, que os esperava de braços cruzados.
– Suas lesmas! — ela exclamou.
– Sua exagerada! Estamos aqui a tempo de pegar o voo, não estamos? — German disse, e exausto, se atirou em uma cadeira vazia ali mesmo.
Angie pegou sua grande mala da mão de German e optou por tirar o peso de cima do coitado. Ela levaria. German ia protestar, queria dizer que ele era forte o suficiente para carregar tudo, mas antes que pudesse dizer algo, a voz do alto-falante mandou-os se posicionar para embarcar.
– UHU! Vamos! — Violetta, toda animada, arrastou León até a saída da sala de embarque. León tinha o semblante cansado. Qualquer um percebia que, naquele estado, ele dormiria até de pé. Mas Violetta, com sua empolgação, acabara por não notar o quão irritante para León ela estava sendo. Ele preferiu não dizer nada, para evitar confusões. Irritante ou não, León amava Violetta, e não queria discutir com ela.
Angie carregou sua mala pesada e a sua mala leve até o avião, completamente em silêncio. German estava o tempo ao lado dela. Enquanto Violetta e León estavam bem a frente, os dois estavam sozinhos e bem confortáveis no meio do silêncio. Desde o dia do jantar, não se falaram muito verbalmente. Seus olhares eram os que mais se comunicavam agora. Em um só olhar diziam mais que mil palavras.
– Preparada? — German questionou com um sorriso. A loira virou-se para ele e retribuiu o sorriso.
– Hum... sim, sim. Um pouco nervosa, tenho medo de aviões, mas de qualquer forma não vejo a hora de estar em casa novamente. — ela respondeu tranquilamente, embora seu estômago formigasse ao ver o sorriso do moreno a sua frente. German riu.
– Não é disso que estou falando, e você sabe. — ele mordeu os lábios e Angie desviou o olhar, sorrindo sem graça.
– Ahm.. er.. — ela olhava para todos os lados, e suas bochechas tomaram um tom rosado. German riu novamente. — Não sei do que está falando! — tomou coragem e olhou-o com firmeza.
– É claro que sabe. — ele piscou para ela, e então, sem nem querer resistir, Angeles revirou os olhos, soltando um bobo sorriso. Ela sabia muito bem do que ele estava falando.
German aproximou-se do rosto dela e beijou sua bochecha carinhosamente, e elas ficaram rosadas novamente. Angie fechou os olhos e sorriu.
– Ah, German... — a loira mordeu os lábios e balançou a cabeça. German riu divertido. Angie olhou nos olhos dele, ainda sorrindo, e acabou por ficar olhando-o por muito tempo. German fez o mesmo. Ficaram numa espécie de transe. A aeromoça dizendo para eles embarcarem no avião foi o que os despertara.
Angie, novamente corada, entrou no avião rapidamente, na frente de German. Ele entrou logo atrás e seguiu a loira que procurava um acento perto de Violetta e Leon.
– TIAAA — Vilu pulou em frente sua tia, no meio do corredor do avião, fazendo-a se assustar. Angie tinha a cabeça em outro mundo.
– Ah! Oi, meu amor — a loira sorriu para sua pequena menina, que não era tão pequena assim, mas aos olhos de Angeles... Aos olhos de uma mãe, um filho é sempre pequeno.
– Posso sentar com você? — Vilu sorriu alegre. Angie olhou para German, que estava logo atrás, para ver se ele aprovava isso ou não. — O papai fica com o León. Por favorrr, sei que você quer ficar do lado do papai e tal, mas eu também tenho direito!!! — Vilu juntava as mãos, implorando.
Angie se envergonhou com a fala de sua sobrinha e entreabriu a boca, meio nervosa.
– Violetta! — Angie a repreendeu e ela pode perceber que German segurou a risada. Vilu nem se preocupou, e riu alto. — Eu sento com você sim, mocinha. — Angie finalmente disse e Vilu comemorou.
Violetta já ia arrastando sua tia para os acentos atrás de León, enquanto sua tia olhara para German, e segurando a risada. German fez um bico para só Angie ver, e a mesma revirou os olhos sorridente, enfim sentando-se ao lado de Violetta. German sentou-se ao lado de León e cumprimentou-o, iniciando um assunto aleatório. Coisas de homens.
O avião decolou rapidamente. Logo todos os passageiros voavam pelo céu. Angeles acomodou-se no banco do acento e soltou um suspiro apaixonado. O qual fez a menina ao seu lado soltar mais uma risada.
– O que foi, menina? — Angie virou-se para sua sobrinha. — Ta rindo sozinha, que doida — Angie riu.
– Huuuum, algo me diz que a tia mais linda do mundo está apaixonadaaaa! — Vilu sentou-se meio de lado no acento, para olhar melhor a sua tia.
– Eu... — Angie ia contestar, mas logo soube que era em vão, e apenas balançou a cabeça, rindo timidamente.
– Ahá! Eu sabia — Vilu sorria cada vez mais.
– E se eu estiver apaixonada, qual o problema? — a loira se defendeu, alegremente. Ela não esconderia de sua sobrinha nada mais.
– Problema? E eu disse que tinha problema? — Violetta riu. — Me conta, quem é o pretendente pra ser meu tio??? — a menina provocara.
– Violetta! Isso não tem graça! — Angie deu-lhe um leve tapa nos braços, mas se contradizia, rindo.
– Ué, só quero saber quem vai ser meu tio! — a morena levantou os braços, em defesa, fazendo-se de desentendida. Angie apenas revirou os olhos e soltou uma risada.
– Palhacinha. Você sabe que ele não vai ser seu tio. — Angie sorriu abobalhadamente.
– Ah, não? — Vilu fez bico. — E por quê?????
– Você sabe por que!
– Sei? Num sei não! Me conta! — Violetta estava adorando provocar sua tia. Ia fazê-lo até ela falar o nome da pessoa, mesmo que Violetta já soubesse. Angie também sabia que sua sobrinha estava se fazendo de desentendida de propósito, mas mesmo assim não conseguia não responder-lhe as perguntas.
– Ele não vai ser seu tio porque ele já é algo seu, ué. Aí não dá!
Elas conversavam como duas amigas. Irmãs. Mãe e filha. Tia e sobrinha. A união de Angeles e Violetta era maior do que qualquer laço. Elas não conseguiam nem ficar bravas uma com a outra. E o sorriso que mantinham no rosto quando conversavam era o mais verdadeiro sorriso que elas já deram.
– E o que ele é meu? Posso saber? — Violetta ria ainda mais.
– Chega, né, moça? Acabou a brincadeira! — Angie desviava o olhar, tentando ficar séria, mas em vão.
– Você disse que ele já é algo meu! Eu tenho o direito de saber o que exatamente ele é meu! — Vilu segurava a risada, tentando fazer manha. Angie bufou, mas nem assim conseguia esconder o sorriso. A vontade de sorrir era maior que ela. Angeles nunca se sentira tão completa em toda a sua vida.
– Seu pai, Violetta, seu pai. — Angie disse e cruzou os braços.
– Aaaaahhhhh! — a menina falou alto. Angie já devia imaginar que German as escutava do acento da frente. — Eu sabiaaaa, sempre soubeeeeee, aaaaaahhhh! — Violetta abraçou sua tia com toda a força. Angeles riu envergonhada e correspondeu o abraço da mesma forma.
– Está feliz? — Angie perguntou sorridente quando elas se afastaram. Colocou uma mecha do cabelo moreno de sua sobrinha atrás da orelha da mesma, já que o cabelo caía sobre seus olhos.
– Feliz é pouco!!! — Violetta abriu um sorriso enorme. Ela se acalmara um pouco do seu surto e disse mais baixo: — Papai escolheu certo dessa vez. Escolheu a melhor mulher para ele, e a melhor mãe para mim. — e a menina sorriu timidamente, fazendo com que Angeles sorrisse ainda mais.
A loira apenas puxou sua sobrinha e abraçou-a fortemente de novo. Beijou-lhe a testa e depois encheu-a de beijos pelo rosto, e disse:
– Aaaah, como eu te amoooooo! — Angie esmagou sua sobrinha contra seu peito. A menina tinha a cabeça apoiada ali, desfrutando do carinho de sua tia.
– Eu te amo mais! — Vilu levantou o rosto e olhou para Angie. Ambas sorriram.
– Nah, eu amo mais e ponto. — Angie fê-la deitar novamente em seu peito e abraçou-a com mais força. Violetta riu.
Ficaram assim por um tempo, até que a mais nova acabara adormecendo no colo de sua tia. Angeles não demorou muito para cair no sono também. Bastou ficar olhando para as nuvens lá fora, e o sono rapidamente veio. E foram assim a viagem inteira.
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Pov Angie
– Ei! Acordem! — acordei com German virado para trás, do seu banco, chacoalhando meus joelhos, querendo acordar a mim e a Violetta, que ainda dormia sobre meu colo.
– Hum? — abri os olhos um pouco manhosa.
– Angie — German sorriu. Involuntariamente sorri de volta. — Você acordou! Acorda a Vilu, o avião vai aterrissar, vocês precisam por o cinto.
– Ah... mas ela ta dormindo tão tranquila. Não quero acordá-la... — mexi nos cabelos de Violetta carinhosamente.
– Eu sei — German riu baixinho. O avião todo estava calmo, silencioso. — Ah, tenta por o cinto nela sem acordá-la, então...
– Tá — sussurrei como resposta e German virou-se para frente novamente. Levantei Violetta de meu colo e prendi seu cinto com dificuldade, ela estava molenga por estar dormindo. Depois coloquei o meu e apoiei-a de novo em meus ombros.
Olhei pela janela ao lado de Violetta. Ela sentara no lado da janela. Estava escuro. O céu estava negro, e eu via apenas alguns pontinhos brilhantes aparecendo. As estrelas são tão lindas.
– German — falei um pouco mais alto para ele me escutar. Ele rapidamente virou-se e assentiu. — Que horas são?
– Em Buenos Aires é quatro horas a mais que Vancouver. Portanto já é tarde, algo como meia-noite.
– Ah, sim — sorri para ele — Obrigada.
German piscou carinhosamente para mim e voltou-se para frente. Em poucos minutos estávamos em solo. Acordei Violetta aos poucos.
– Amorzinho, vem, chegamos!!! — a cutucava rindo, e ela resmungava, escondendo a cara no meu pescoço.
– Tô com soooono... — Vilu murmurou.
– Mas a gente chegou, vai querer ficar no avião dormindo ou ir pra casa??? — falei rindo. Violetta estava agindo como uma criança.
– Blé — ela levantou o rosto. — Vamos então! — soltei uma risada e ajeitei seu cabelo, que por sinal estava muito bagunçado.
Até fazermos tudo o que precisávamos para ir embora do aeroporto, demoramos um pouco. Saímos de lá uma da manhã. Fazia uma madrugada fria, mas nem tanto como era no Canadá.
– Uhul, a companhia aérea não perdeu minhas malaaaas! — Violetta comemorava, já mais acordada, enquanto saíamos do aeroporto. Todos riram. León a abraçava pelos ombros e Violetta apoiava a cabeça nele. Eles formam um lindo casal.
German e eu estávamos em uma espécie de mãos dadas. Não era completamente, já que apenas nossos dedos estavam entrelaçados. Mas, lógico, não deixamos os outros dois pombinhos perceberem.
– León, está tarde, não quer passar a noite em casa não? Amanhã de manhã te levo para sua casa. — German dizia simpático. Sorri com isso e apertei seus dedos de brincadeira.
– Não precisa, senhor German, minha mãe me mandou mensagem dizendo que está acordada me esperando. É melhor eu ir para casa. — León respondeu. — Mas obrigado pelo convite.
– Certo, então é melhor você ir para sua casa mesmo. Vamos? — German abriu a porta de trás do táxi para que eu, Leon e Violetta entrássemos. Quando o fizemos, German fechou a porta, colocou todas as malas no porta-malas e entrou no banco da frente. Indicou o destino da casa de León para o motorista e assim seguimos.
Deixamos León em sua casa e finalmente o taxista nos levou até a mansão. Violetta saiu do carro rapidamente e se apressou em pegar suas malas. Ela estava louca por rever seu quarto. Saí e esperei German pagar o taxista para ir buscarmos as malas juntos.
– Você mandou mensagem para a Esmeralda avisando que chegamos? — perguntei-lhe enquanto tirávamos as malas do porta-malas. Violetta estava nos esperando impaciente no portão de casa. Só German tinha a chave no momento, portanto ela ainda não havia entrado.
– Não. São quase duas da manhã, não iria acordá-la. E aliás, eu nem quero acordá-la. — German soltou uma risada e eu acabei por rir junto.
Entramos na mansão, finalmente! Olga estava acordada, assistindo novela, e se surpreendeu com a nossa chegada. Nos abraçou em silêncio para não acordar Esmeralda e Ramalho, e então se retirou.
– Eu estou cansada, vou dormir. Boa noite, papai — Violetta disse ao seu pai. Depois ela veio até mim, me abraçou e sussurrou em meu ouvido: — Boa noite, minha querida mãe de coração. — eu sorri grande com isso. Não tinha felicidade maior que essa. Segurei as lágrimas, pois como é óbvio, eu sou uma manteiga derretida. Violetta subiu com suas malas e se trancou no quarto.
– Ela não me deu abraço de boa noite. — German fez bico, e eu soltei uma risada.
– Eu te dou, vem cá — estendi os braços para ele e ele largou as malas no mesmo instante para ir me abraçar.
– Eba! — ele me apertou. Ri e o abracei com força também. Eu estava com tanto sono que poderia ter dormido naquele abraço tão confortante.
O soltei e acariciei seu rosto. Eu podia beijá-lo ali mesmo. Não podia? German sorriu de olhos fechados e se aproximou de meu rosto.
– Nananão — desviei o rosto e ele fez bico.
– Só unzinho, vai! — ele juntou as mãos, parecia uma criança implorando. Soltei uma risada.
– Não, só quando você terminar com a Esmeralda. — falei sorrindo.
– Chata — ele fez bico e eu continuei rindo. German era um fofo. — Vou arrumar o quarto de hóspedes pra você, espere aqui. — ele subiu.
Sentei no sofá e estiquei a coluna. Eu estava com dor nas costas. German logo voltou e sentou-se ao meu lado. Involuntariamente apoiei minha cabeça em seu ombro, e fechei os olhos. Eu precisava dormir.
– Está cansada?
– Uhum. — murmurei. — E minhas costas estão doendooo. Dormi de mau jeito com a Violetta.
– Eu dou um jeito nisso. — German me fez ficar de costas para ele e começou a massagear meus ombros. Meu Deus, que massagem dos anjos. German sabia muito bem como massagear, minha nossa, aquilo foi maravilhoso. Depois de um longo tempo massageando, ele disse: — Está melhor?
– Está sim. — sorri. — Obrigada. — suspirei e abri os olhos. German depositou um beijinho em minhas costas. Opa, essa massagem foi melhor ainda. Virei-me pra ele, sorrindo.
– Escutei o que conversava com a Violetta no avião hoje. — ele sorriu tímido. Fiquei meio sem reação. Eu já devia imaginar... estávamos falando alto suficiente no avião para ele escutar. Abaixei a cabeça, rindo envergonhada. German levantou meu rosto. — Eu concordo com ela. Escolhi certo desta vez. Sabe, Angie, você não sabe o tamanho da minha felicidade em ter encontrado alguém que faz-me sentir completo. E também, alguém que possa ser uma mãe ideal para Violetta. Eu... sou muito grato por você não desistir de mim. Eu espero que nunca desista, aliás. — ele sorriu bobo. Suas bochechas estavam vermelhas. German corando? Ah, meu Deus. Minha vontade era de me atirar em seus braços e beijá-lo como se não houvesse amanhã.
– Você é o amor da minha vida, German — falei baixinho, sorrindo timidamente, e abaixei a cabeça envergonhada. — Não vou desistir de você nunca.
Pude vê-lo sorrir e se aproximar. Ele colou nossos corpos e levantou meu rosto novamente.
– Um beijo só, vai... — sussurrou contra meus lábios. Eu não conseguiria resistir. Fiz o número 1 com o dedo, sorrindo, e beijei-o imediatamente.
German sorriu e me puxou pra mais perto ainda, e ficamos nos beijando tranquilamente por uns segundos. Não aprofundamos o beijo. Ficamos apenas naquilo. Era um beijo de boa noite. Um beijo que queria dizer "eu te amo". Ele me abraçava pela cintura com um braço, e com o outro segurava minha nuca. E eu, com a mão esquerda segurava seu rosto, e a direita eu mantinha apoiada em seu ombro. Assim ficamos por um longo tempo, que nem eu nem ele queríamos que acabasse.
– Humm... chega... — eu tive que interromper o beijo antes que ficássemos ali para sempre e alguém acabasse vendo. German riu. Encostamos nossas testas e ficamos de olhos fechados.
– Eu podia te beijar para sempre. — ele sussurrou.
– Eu te digo o mesmo. — ri baixinho e acariciei seu rosto com minha mão que ainda estava lá.
Abrimos os olhos juntos e sorrimos. Nos soltamos por completo, e German se levantou do sofá. Estendeu a mão para mim e eu também levantei.
– Vai descansar... — ele ajeitou meu cabelo. — Já está tarde.
– Certo. E você também, moço. — sorri.
– Pode deixar. — German sorriu bobo e me deu um rápido selinho. Revirei os olhos, rindo, e ele finalmente se afastou para subir as escadas, olhando para trás a cada degrau que subia, para me ver.
Ele finalmente entrou em seu quarto, e eu finalmente me joguei no sofá, soltando um suspiro apaixonado. Meu coração palpitava forte. Coloquei os dedos sobre meus lábios e fiquei sorrindo boba por muito tempo. Logo chacoalhei a cabeça e fui para o quarto dormir, tranquila, mais feliz do que nunca.
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