Queen Of The Death

1 Who I'm? Who I wanna be?


Notas iniciais
Espero que gostem. Primeiro capitulo está um pouco incompleto, talvez não gostem.

A vida pode mudar rapidamente e você nem perceber. Em um dia você é um adolescente normal, ainda com sua inocência e com sonhos impossíveis como viver em mundo que não seja o seu, no outro você é exatamente do mundo que desejou, mas você descobre que o antigo sempre foi o melhor da historia.

Quando descobrimos algo ficamos assustados, não porque apenas não entendemos oque vimos, mas porque somos acostumados com o mundo, somos acostumados com as coisas normais, se é assim que podemos chama-las, de normais. Mas meu mundo é normal para mim, talvez não para você, porque você não é acostumado com ele, você não sente nem o desejo de ver ele, já para mim, as coisas são completamente normais e não me surpreendem nem um pouco, e isso é problema, para os dois mundos. A humanidade carrega na verdade, a mesma realidade, ambos somos acostumados com o mundo que vivemos, tanto os semideuses como os mortais, isso é certo caro leitor? Se pensou que sim, bem, está totalmente errado, a verdade é que devemos nunca nos acostumar com oque vimos, porque como a gente, a natureza muda, o mundo muda, e devemos estar preparados para essas mudanças.

12 de Abril de 2013- Acampamento Meio-Sangue, 13:00.

A minha cabeça estava doendo e meus olhos rodando, parecia que tudo estava girando rapidamente, meus olhos não conseguiam abrir e a escuridão era confusa e me assustava. Eu conseguia ouvir algumas vozes, mas nenhuma parecia certamente conhecida, pareciam distantes e baixas, como se tivessem me observando a horas:

– É ela?- Uma voz feminina perguntou a alguém.

– Não tenho muita certeza- Uma voz mais grossa respondeu- Talvez seja apenas parecida, é impossível que esteja viva, eu a vi morrer.

Morrer? Como eu poderia estar morta? Eu estava ali, estava bem perto deles, pelo menos era isso que eu achava, bem, no estado que eu estava não conseguia pensar muito na minha situação.

– Ela está tão jovem- A voz feminina argumentou- Para uma heroína que viveu a 300 anos atrás.

Heroína? Que especie de heroína não sabe quem realmente é? Eu poderia não estar falando naquele momento, mas se pudesse, diria que eles eram insanos e que eu não tinha nada de heroína em meu sangue.

– Eu a vi morrer- A voz masculina era baixa e triste- Quem iria revive-la? Quer teria coragem de reviver alguém destinado a morrer?

Meus olhos finalmente se abriram, tudo parecia embaralhado, mas logo tudo ficou normal. Em cima de mim estava um homem com cabelos grisalhos e uma barba mal feita, ao seu lado estava uma garota loira, de olhos azuis delicados, mas a postura rígida e determinada. Eu tentei me alevantar, mas o homem me colocou novamente deitada, ele me parecia incrivelmente familiar, como se eu o tivesse conhecido por toda a minha vida.

– Descançe querida- Ele falou amigavelmente.

– Deuses- A garota ao lado exclamou- Ela realmente está viva, eu sempre sonhei em conhece-la.

– Voces estão falando de mim?- Falei um pouco confusa.

– Deuses, ela falou comigo- A garota abriu um sorriso no rosto- Meu nome é Luna, e você é minha heroína, a razão de eu viver.

– Eu sou?

Nada fazia sentido em minha cabeça, eu não sabia quem era ou oque eu havia sido. Como poderia ser heroína de alguém sem ter feito absolutamente nada? Quando olhei para o lado, pude ver que o homem não era apenas um homem, de sua centura para baixo existia um corpo forte de um cavalo, seria minha imaginação?

– Claro que é- Ela soltou uma risada animada- Eu li toda a sua historia e sempre ficava imaginado como seria se tivesse vivido em sua época. "E a bravura e sacrifício da semideusa salvou o acampamento da escuridão eterna".

– Não coloque toda sua pressão contra ela Luna- O homem a interrompeu- Katheriny, como reviveu?

Então esse era meu nome, Katheriny.

– Eu não me lembro de nada- Olhei para baixo- Eu não faço a menor ideia de quem eu sou, ou de onde eu vim.

Ela caminhou em direção a uma janela ao lado do sofá que eu estava deitada, ele parecia estar pensando, talvez tentando achar uma solução para meu problema, talvez estivesse mais confuso do que um dia eu já fui.

– Bem, isso parece um pouco provável– Ele começou seu argumento- As vezes, quando ficamos muito tempo no mundo inferior, acabamos nos esquecendo de nossa antiga vida.

"Bem, uma coisa eu posso te garantir jovem semideusa, você foi muito importante para o Acampamento, o motivo o qual continuamos a funcionar. Se eu posso te contar? Bem, creio que sua memoria irá voltar um dia, então acho melhor seguir sua nova vida assim, a unica coisa que posso te informar é que seu nome é Katheriny, você tem 17 anos e é filha de Quione, uma Deusa muito importante para a sociedade semideusa."

Era muito para assimilar, admito, mas por algum motivo não me surpreendi com a parte semideusa e de Quione, por algum motivo aquilo parecia ser exatamente minha realidade e era. Me alevantei e fiquei sentada com as mãos na cabeça, tudo doía, como se eu tivesse sido esmagada por um gigante e bem, talvez fosse isso.

– Luna, leve Katheriny para seu chalé- O homem bateu de leve nas costas da garota- Creio que ela ainda esteja com a sede de descansar.

– Quiron?- Uma faísca de lembrança veio em minha mente em quando eu me alevantava- Seu nome é Quiron, não é?

– Bom saber que sua memoria já está voltando- Ele abriu um sorriso amigável no rosto.

Luna roçou seu braço nos meus, como se fossemos melhores amigas, eu podia sentir seu sorriso enorme no rosto em quanto me guiava pelo o acampamento. Tudo parecia familiar para mim, se bem que pareciam mais velhas e menos chamativas como na minha época um dia foi, se bem que eu não tinha muita certeza do que acontecia a minha volta.

– Kathe?- A garota parou nos degraus de meu chalé- Posso te chamar assim?

– A sim, claro- Sorri meio atrapalhada.

– Eu sou filha de Afrodite- "Não me diga?" eu não falei aquilo, achei que seria um pouco deselegante de minha parte- Você é minha heroína desde sempre, como foi tão corajosa ao ponto de se sacrificar por seu melhor amigo.

– Eu queria poder lembrar- Abaixei o olhar- Queria poder lembrar oque eu fiz, quem eu sou.

A garota parecia animada ainda, como se eu fosse uma especie de sonho para ela, eu podia ver como eu era importante para ela, mesmo não sabendo quem eu realmente era.

– Você possui uma maldição- Ela parou de sorrir- Eu não queria que descobrisse sozinha porque podia descobrir da pior maneira, mas seu sangue é uma maldição. Quando encostamos nele, morremos de nossa forma mais indesejada, da forma que nunca desejamos morrer.

Ótimo, era tudo oque eu precisava saber. Eu teria que me curar sozinha, teria que fazer meus curativos, porque as pessoas não podiam tocar em meu sangue, se não elas morriam, era tudo oque faltava em minha vida, se é que eu tinha uma.

– Bem- Suspirei- De qualquer jeito, obrigado.

Notas finais
Então, oque acharam?