Quebra de Acordo

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Fala gente, tudo bem com vocês? Primeiramente, desculpem pela demora. Eu tenho andado um pouco sem tempo por conta de um artigo que estou escrevendo e precisa ser entregue até o dia 20 do mês que vêm. Prometo que depois do dia 20 as postagens serão mais frequentes. Sem mais, o capítulo.

Rumplestiltskin realizou buscas durante três dias seguidos por seu filho. Avisando a todos os seus servos que o avisassem caso soubessem de algo. Três dias em que ele se recusava a parar para sequer se alimentar ou descansar. Agora ele estava sentado à mesa enquanto tentava traçar algum plano que lhe possibilitasse achar e resgatar Baelfire.

— O que você quer aqui? Veio rir de minha desgraça? — Rumplestiltiskin perguntou com raiva quando Jefferson entrou em seu castelo e pediu para vê-lo.

— Ao contrário do que possa pensar, eu também sou pai e entendo a sua dor. Eu sei que ficaria louco se algo acontecesse a minha Grace.

— Isso ainda não explica o que quer aqui.

— Oferecer minha ajuda.

— Por qual preço?

— Eu vim oferecer, não vender.

— Ninguém faz algo em troca de nada.

— Eu estou oferecendo minha ajuda sem intenções, de um pai para outro.

— Eu não preciso da sua ajuda!

— Eu vivo em meio aos aldeões. Se alguém souber de algo sobre o jovem Baelfire, eu poderia ser um ouvido para descobrir isso.

— Pergunto novamente: o que quer em troca disso?

— Se prefere colocar por esses termos, digamos que você retribua isso se alguma vez minha Grace estiver em perigo.

— Você concorda em vir falar comigo imediatamente se souber de algo sobre o meu filho?

— Eu prometo. Serei seus ouvidos entre seus servos. Se alguns deles estiver por trás disso e eu descobrir, você será o primeiro a saber.

— Se você encontrar o meu filho, Jefferson, eu te prometo que nunca mais irá passar necessidades enquanto eu estiver vivo e que sua filha ficará restritamente sobre minha proteção.

Eles trocaram um rápido aceno de cabeça em concordância e Jefferson foi embora. Belle entrou logo em seguida trazendo um pouco de chá com pão e colocando sobre a mesa, em frente a Rumplestiltskin.

— Eu não quero nada, Belle.

— Eu sei, senhor, mas precisa comer um pouco pelo menos. Precisa manter suas forças.

— Somente o chá. Realmente não tenho fome. — Falou pegando o copo de chá e tomado um gole enquanto empurrava a bandeja com o pão.

Belle apenas balançou a cabeça, mas não disse nada. Sabia o quanto seu senhor estava sofrendo. Ela pegou a bandeja e voltou para cozinha. Rumplestiltskin tomou o chá em silêncio enquanto planejava diferentes maneiras de tortura e morte para Killian em sua mente. Ele sabia que mataria o seu inimigo, mas não sem antes o torturar e o fazer implorar por misericórdia. Ele teria prazer em matar ele.

— Senhor, com licença, os cavalos já estão selados. Gostaria de começar a busca agora? — Um dos soldados o informou.

— Vamos sair agora. Não há tempo para perder. Reúna o grupo que me juntarei a vocês dentro de alguns instantes.

O soldado abaixou a cabeça e se retirou. Rumplestiltskin olhou para o restante do seu chá. Por um momento contemplou em apenas jogar o copo contra a parede e terminar de estilhaçar ele, mas não conseguiu. Ele não sabia o motivo, mas não conseguia fazer aquilo com aquele copo. Ele terminou de beber o chá com apenas uma golada e se dirigiu para a cozinha, onde sabia que Belle estaria. Entregou o copo a ela.

— Eu vou sair em busca do meu filho. — Ele informou a ela.

— Tome cuidado, por favor.

— Tome conta daqui enquanto eu estiver fora. Você sabe o que fazer se algum problema se apresentar. Deixarei dois soldados na porta. Chame-os se precisar de algo.

— Eu vou.

Ele já estava saindo, mas parou na porta e olhou para ela prestes a falar, mas ela o cortou:

— E eu não deixarei que ninguém entre em seu quarto.

— Obrigado. — Agradeceu com um sorriso que não alcançou os olhos antes de sair em sua busca. Ele havia feito esse pedido durante todos os dias que ele saiu e se alegrou um pouco que ela já soubesse o que ele queria sem ele precisar dizer.

Mais uma vez, Belle pegou uma das facas da cozinha e foi montar guarda em frente ao quarto de Rumplestiltskin. Mesmo ela sabendo que provavelmente não duraria mais que alguns minutos se os normandos invadissem, ela ainda iria dar a vida dela para proteger o seu senhor e seus segredos.

***

Rumplestiltskin voltou desanimado de sua busca. Já era tarde da noite e a escuridão impossibilitava que eles pudessem ver algo. Quase quatro dias desde que seu filho tinha sido levado. Ele sabia que a cada dia que passava as chances de encontrar Baelfire com vida e bem diminuíam, mas ele não poderia desistir. Enquanto houvesse uma chance, ele lutaria com sua própria vida por Baelfire.

O tornozelo dele queimava de dor por passar o dia todo cavalgando e andando, mas esse era apenas um pequeno preço a pagar. Ele entrou em seu castelo, completamente escuro agora. As velas já tinham queimado e não havia sinal de ninguém além dele no castelo. Ele não queria acordar Belle apenas para que ela acendesse algumas velas, ele não precisava disso. Já conhecia o caminho de cor para o seu quarto. Lentamente ele caminhou no escuro. Sentindo como se cada passo que desse fosse massacrar o seu tornozelo. Ele não esperava, porém, tropeçar em algo perto da sua porta e cair em cima da pessoa. Ele já estava levantando sua bengala para atacar quem quer que fosse quando uma mão segurou em seu colete gentilmente e uma voz o parou.

— Senhor, sou eu.

— Belle, o que diabos faz aqui no chão?! — Ele perguntou com raiva enquanto saia de cima dela.

— Eu estava de guarda em seu quarto, senhor.

— Mas no escuro?

— Eu tinha acendido uma vela, mas acho que ela deve ter apagado ou acabado. Eu acabei dormindo, realmente não sei.

— No chão?

— Foi, senhor.

— Você quer se matar mesmo, não é? Entrasse pelo menos no quarto e sentasse em uma cadeira ou na cama. Olha o frio que está!

— Eu nunca poderia, senhor. Esse é o seu quarto. Não é para uma serva qualquer.

Ele finalmente percebeu o que disse. Ele nunca permitira ninguém em seu quarto. Por que com ela era diferente? A falta de sono, de comida e de Baelfire estava fazendo com que ele perdesse sua mente.

— Apenas vá dormir. Amanhã será um outro dia cheio. — Ele pediu, ainda sentado ao chão.

Ele escutou ela se levantando do chão e dando alguns passos antes de parar. Ele suspirou alto sabendo que ela queria mais alguma coisa.

— O que foi, Belle? — Ele perguntou um pouco sem paciência.

— Você ainda vai achar ele, senhor. Amanhã será melhor. — Ela falou de modo otimista.

Ele sentiu as lágrimas se acumularem em seus olhos com a súbita preocupação dela, mas se recusou a chorar.

— Eu sei que vou. — Ele concordou.

— Eu deixei um pouco de pão na cadeira em seu quarto para o senhor. Também preparei chá, mas já deve ter esfriado. Eu posso esquentar se quiser.

— Não, eu posso beber assim mesmo, não há problema.

— Só não deixe de comer, senhor. Você precisará de forças para continuar.

Ele assentiu com a cabeça, mesmo que ela não pudesse ver ele no escuro.

— Boa noite, senhor.

— Boa noite.

Ele esperou que ela se afastasse antes de fazer um grande esforço para se colocar de pé. Ele entrou em seu quarto e logo tateou a cadeira e achou o chá frio e o pedaço de pão. Ele não sentia nenhuma fome, mas sabia que precisaria comer se quisesse matar o desgraçado que levou seu filho então ele fez um esforço. Apesar de seu corpo cansado, ele quase não dormiu. Sua mente se dirigia entre seu filho e a lealdade que Belle estava mostrando a ele. Talvez ele não a compreendesse depois de tudo e estivesse errado. Talvez havia alguém em quem ele poderia confiar.

Continua.

Notas finais
Um enorme obrigada para quem leu. Se quiserem deixem um comentário. Eu não quero dar spoiler, mas pra quem viu ou já sondou um pouco como eu (Só assisti a parte deles) o episódio que foi ao ar ontem e focado em Rumbelle,(7x04 Beauty) o que vocês acharam? Eu particularmente não me empolguei muito não. Robert e Emilie, mais uma vez, fizeram uma atuação impressionante, mas acho que os personagens deles foram meio mal explorados (novamente, não é?) Enfim, vou parar de falar. Só queria mesmo desabafar um pouco. Um imenso abraço a todos a mais um obrigada por lerem! Até mais!