Quatro Dias e Uma Paixão

4 Conhecendo a família


Entrando em casa, May não conseguia esconder a alegria de trazer Ash, que queria muito conhecer a família dela.

MAY — Oi gente. Eu já cheguei. Onde está todo mundo?

SENRI — Eu estou aqui filha. (ele aparece junto com Max na sala e imediatamente olha para Ash) – Então esse é que é seu amigo, filha?

MAX — Ora pai não está vendo que esse é o tal de Ash?

ASH – Poxa. Estou vendo que já falou de mim.

Ash sorri para May, que fica um pouco corada, pois aquilo era sinal de que ela falava muito dele. Max se manifestou.

MAX — Nem precisava falar, pois não é todo dia que alguém manda mais de 25 mensagens pela cidade procurando minha irmã.

ASH – Acho que exagerei um pouco. (sorrindo) – Mas eu não me arrependo.

MAY — Ash, esse pentelho é meu irmão Max e esse é meu pai Senri.

ASH — Muito prazer em conhecê-los. (se curvando perante eles)

SENRI — O prazer é todo meu Ash. Mostrou-se muito gentil em trazendo minha filha aqui.

ASH – Foi um prazer. (Max o encara) – O que foi, Max?

MAX – O que veio fazer aqui? Você não está pensando em pedir ao papai permissão para namorar a minha irmã, não é?

Naquele instante May avançou por trás do irmão para agarrá-lo ao mesmo tempo em que tampava a boca dele para não deixá-la mais embaraçada na presença de Ash.

MAY — Ash não liga para ele, esse moleque só fala asneira.

ASH — Por que asneira? Você é uma moça bonita e qualquer um teria o prazer de ser seu namorado.

A afirmação de Ash deixa May vermelha, mas muito feliz fazendo com que ela soltasse Max, que tentava recuperar o fôlego.

MAY — Você falando assim me deixa sem jeito.

MAX – E você me deixa sem ar.

ASH – Respondendo sua pergunta, Max, na verdade eu vim aqui para ver o Profº Odamaki.

SENRI — Então conhece o professor?

ASH — Não pessoalmente, mas já ouvi falar dele e vim aqui por indicação de um amigo dele.

O Profº Odamaki que acabara de entrar na sala ouviu Ash falando.

ODAMAKI — Que amigo?

ASH — Então esse é o professor?

MAY — É sim, Ash.

ODAMAKI — Desculpe pela grosseria eu nem me apresentei e seu nome é Ash, não é? E o meu é Odamaki.

ASH — Isso senhor e o amigo de quem falei é o Profº Carvalho.

ODAMAKI — O que?! Você conhece o Profº Carvalho, mas isso é uma grande surpresa e como ele vai? Faz tempo que eu não falo com ele.

MAY — Mas quem é esse homem? Ele é famoso?

ODAMAKI – Sim, ele é a maior autoridade em matéria de pokemon no mundo e respeitado por todos os treinadores, criadores, observadores e lideres de ginásio que conheço.

ASH — Isso mesmo e alem de tudo é uma pessoa incrível e muito generosa.

ODAMAKI — Mas por que ele lhe mandou aqui?

ASH — É que eu quero que o senhor dê uma olhada no pokemon de minha mãe, pois ele está muito estranho e o Profº Carvalho falou que o senhor poderia ajudar.

ODAMAKI — Tudo bem Ash. É só trazer o pokemon amanhã que verei o que posso fazer, mas hoje eu estou atarefado e não posso ajudar.

ASH — Legal! Então amanhã agente se vê, mas agora eu já vou indo e foi um prazer conhecê-los.

MAY — Mas já vai?! Fica mais um pouco.

ASH — Bem que gostaria, mas eu não quero deixar minha mãe sozinha com seu pokemon doente e agente pode se vê amanhã.

MAY — Está certo. Então até amanhã, Ash.

SENRI – Isso, Ash. E foi um prazer conhecê-lo.

ASH — Tchau pra você também Max.

MICH — Tchau e você é legal cara.

ASH — Obrigado! Então tchau pra todo mundo.

Ash se despediu de seus novos amigos e todos eles ficaram bem impressionados com o rapaz, mas May queria uma confirmação mais incisiva.

MAY — E aí pai? O que achou dele?

SENRI — Se quer a minha permissão pra namorar ele tem toda, pois me pareceu um rapaz direito e além de tudo muito simples.

MAX — Não acha mesmo que ele vai querer namorar a sonsa da May?

Max estava querendo provocar May, mas esta nem ligou e ainda deu um troco bem dado.

MAY — Você não ouviu quando ele disse que qualquer rapaz seria um prazer ter eu como namorada? O que não seria no seu caso, pois as garotas fogem de meninos como você.

SENRI — Podia ter ficado sem ouvir essa, Max, mas a culpa é sua por ser tão metido.

Enquanto isso Ash chega ao hotel onde está hospedado e encontra com sua mãe no corredor.

DELIA — Filho você já falou com o amigo do Profº Carvalho?

ASH — Já falei mãe e não sabe da surpresa que tive.

DELIA — Que surpresa?

ASH — Sabe da garota de que falei ontem?

DELIA — Claro que sim, fez mais de 50 ligações só para encontrá-la, mas o que tem ela?

ASH — Ela, o pai e o irmão dela estão hospedados na casa dele e descobri isso no almoço com ela.

DELIA — Isso é que é mundo pequeno, mas por que não me telefonou em vez de me buscar para ir á casa dele?

ASH — Não mãe, eu não vim lhe buscar, agora ele está ocupado, mas amanhã de tarde iremos não se preocupe.

DELIA — Tudo bem. O Mr. Mime está dormindo mesmo, mas agora me conte como foi esse seu almoço com essa moça e eu quero os detalhes.

ASH — Só foi um almoço o que queria que eu contasse? A senhora tem cada idéia.

DELIA — Não vai me dizer que não rolou nenhum beijinho pra esquentar o clima pra mais tarde?

ASH — Que clima?! Que mais tarde?! Mãe nem todo mundo pensa naquilo.

DELIA — Claro que pensa só que alguns como você meu filho não admitem, mas que pensam, pensam sim senhor.

Délia deu uma risadinha ao perceber que o filho ficou um pouco corado com aquela insinuação.

ASH — A senhora me conhece mesmo, mas eu prefiro ir com calma.

DELIA — Eu acho que está com medo de se envolver com alguém meu filho e sabe o porquê.

ASH – Mãe! Mãe! Mãe! Eu já falei que essa porta agente não abre. Eu não quero falar desse assunto.

DELIA — Mas já faz três anos, filho! Deveria ter superado isso.

ASH — Eu já superei, mãe, mas a senhora vive me lembrando disso eu não quero mais tocar nesse assunto está certo.

DELIA — Ta certo, filho, mas sabe que pode contar com sua mãe.

ASH – Claro, mãe, mas vamos subir para nosso quarto.

E chegando a noite na casa de Odamaki vemos que May estava telefonando para uma amiga de sua cidade natal.

MAY — \"Alô, Sabrina. É a May.\"

SABRINA — \"Alô May tudo bem e como está aí em Mishiro?\"

MAY — \"Melhor, impossível, amiga. Eu conheci um gatinho aqui na cidade, mas ele não é daqui e só está de passagem só que acho que gosta de mim.\"

SABRINA — \"Mas que ótimo, amiga, e como ele é?\"

MAY — \"Ele é dois anos mais velho que eu, tem cabelos pretos e uns olhos castanhos que são as coisas mais lindas do mundo.\"

SABRINA — \"Tô vendo que está apaixonada mesmo.”

MAY — \"E como amiga, mas eu não posso falar muito agora, pois a casa do amigo de meu pai não tem telefone no quarto e por isso estou falando na sala e não quero ser interrompida por isso agente se fala amanhã, está certo?”

SABRINA — \"Ta, mas depois eu quero os detalhes. Tintim por tintim\"

MAY — \"Tá bom, então tchau!\"

SABRINA — \"Tchau!\"

Depois de falar com a amiga, May foi pra junto de seus familiares para jantar e estava na expectativa de que amanhã seria um dia melhor do que hoje.

Próximo capítulo = Quando nasce uma paixão