Quatro Dias e Uma Paixão

5 Quando nasce uma paixão


3º dia

Na casa de Odamaki, todos já estavam acordados tomando o café da manhã, mas May, em particular, estava ansiosa por terminar a refeição.

MAY — Eu vou dar uma saidinha e volto mais tarde.

SENRI — O que vai fazer filha pra sair tão cedo desse jeito?

MAX — Ora pai deve ser pra ver o Ash.

MAY — É pra ver ele sim e você não tem nada com isso.

SENRI — Mas por que isso se vai vê-lo mais tarde aqui mesmo?

MAY — É que quero falar algumas coisas com ele sem a presença de ninguém.

MAX — Não sei pra que todo esse mistério. (ele sorri debochadamente) — Ou será que está com medo de levar um fora na frente de todo mundo e por isso quer ficar com ele a sós pra ser menos vexatório?

MAY — Por que você vive pegando no meu pé? O que fiz pra você, moleque?

MAX — Você existe. É só isso. (risos) — Poxa, eu faço isso por ser seu irmão e terá que carregar essa cruz por toda vida, maninha.

MAY — Não sei por que fui perguntar. (revirando os olhos ignorando o irmão para depois olhar para o pai) – Pai, o professor já está no laboratório?

SENRI — Isso, ele me disse que estava adiantando o serviço para atender melhor o Ash e a mãe dele.

MAY — E por falar no Ash, eu já vou indo. (se levantando á mesa)

SENRI — Então vai, filha, mas se cuide. E tenha juízo.

MAY — Eu sempre tenho pai.

MAX — Anteontem a cozinha não concordaria.

MAY — É só você que se lembra desse assunto. Esse negócio foi há dois dias já é coisa do passado.

MAX — E você acha que o Ash vai ficar com uma garota que quase bota fogo na casa?

MAY — Não exagera. O Ash não é como você, mas não quero mais discutir isso com você e tenho mais o que fazer então tchau.

SENRI — Tchau! Filha.

May, que estava muito empolgada, deu beijos de longe para o pai e irmão para em seguida sair de casa para ir ao hotel onde Ash estava hospedado, mas naquele momento ele estava com sua mãe no CP.

DELIA — Tinha razão, filho. O Mr. Mime está um pouco melhor por vim aqui.

ASH — Não agradeça a mim e sim ao Profº Carvalho, foi ele que me disse por telefone que o contato com outros pokemons iria levantar seu astral e estou vendo que deu certo, mas assim mesmo vamos ao laboratório do Profº Odamaki.

DELIA — Mas é melhor a gente voltar para o hotel. O Mr. Mime precisa descansar.

ASH – Está bem, mãe. Vá á frente, pois esqueci algumas coisas.

E assim Ash foi correndo em direção ao hotel e quando subiu para o andar onde estava hospedado deu de cara com May na porta de seu quarto escrevendo algo em um papel. Ele não fez nenhum barulho até ficar bem próximo dela.

ASH — O que está escrevendo May?

May ficou sem jeito com a repentina aparição de Ash.

MAY — Eu estava escrevendo pra você. (ela esconde o papel) – É só isso.

ASH — E eu posso ler?

MAY — NÃO! (rasgando o papel)

ASH — Mas por que não?

MAY — Porque eu não conseguir colocar no papel o que queria dizer e estou com um pouco de vergonha. Você deve me achar uma boba.

ASH – Eu não acho nada disso. Mas me diga. O que você quer me dizer?

MAY — É isso

Nesse instante May se aproxima de Ash e lhe da um beijo rápido deixando o treinador surpreso e atônito, o que deixou May confusa achando que ele não tinha gostado.

MAY — Me desculpa Ash. Eu não sei o que deu em mim. (ela fica sem saber o que fazer) — Esquece o que fiz.

Depois de dizer essas palavras, May decidiu ir embora, mas Ash a segurou pelo braço e a puxou de volta fazendo com que seus rostos ficassem bem próximos.

ASH — É assim que se deve beijar May. (ele a beija de forma plena e vagarosa fazendo que ela quase perdesse os sentidos) — E aí você gostou?

May estava com um sorriso maroto no qual mostrava que queria mais.

MAY — Não sei pode repetir, por favor, Ash.

ASH — Claro que sim. Pode deixar comigo.

Os dois voltaram a se beijar e ficaram assim por algum tempo até Delia surpreender o filho com a moça, o que deixou os dois bem vermelhos, pois não queriam ser flagrados num momento tão íntimo.

DELIA — Podem continuar crianças. Eu não vou atrapalhar e finjam que nem estou aqui.

ASH — Está tudo bem mãe. Eu gostaria de lhe apresentar...

DELIA — Deixa-me adivinhar. (ela olha bem para May) — Você é a May, não estou certa?

MAY — E a senhora é a mãe do Ash. (ela se curva) — Muito prazer, senhora Ketchun.

DELIA — Mas pode me chamar de Delia, querida.

MAY — Tudo bem senh... Quer dizer, Delia.

DELIA — Ótimo e já que fomos apresentadas você não quer entrar pra gente conversar um pouco.

MAY — Seria uma honra, Delia.

ASH — Isso mesmo e já que está aqui vamos todos juntos para a casa do Profº Odamaki.

Entrando no apartamento logo Delia e May ficaram conversando enquanto Ash tomava banho. Ela falou da infância dela e dos problemas com Mr. Mime, que contraiu uma doença misteriosa e o Profº Carvalho sabendo disso recomendou Odamaki, pois ele já tinha feito estudos com uma doença parecida.

DELIA — Eu já falei muito de mim, mas e você? Gosta mesmo de meu filho?

MAY — E a senhora ainda pergunta depois da cena que viu há pouco?

DELIA — Tem toda razão. (ela olha á direção do banheiro para se certificar que Ash continuava lá) — Faz tempo que não vejo meu filho tão animado assim e você ficou sabendo das mais de 50 ligações que ele fez procurando você.

MAY — Claro que soube e não sabe como fiquei feliz com isso.

DELIA — Eu imagino. E não é qualquer um que faz o que ele fez por uma mulher.

MAY — Mas agora no meio dessa felicidade toda eu me lembrei que volto para minha cidade depois de amanhã e não sei como vamos ficar e, além disso, vocês moram em outro continente.

DELIA — Não se preocupe com isso, meu filho não é vencido pelas distancias com facilidade, pois se ele te ama, ele vai dar um jeito de ficar com você.

MAY — Está falando sério?

DELIA — Estou sim, pois eu o conheço á 18 anos e sei que ele é assim.

MAY — Mas será que ele me ama?

DELIA — Mas qual é a dúvida meu bem, você não confia nele, pois eu garanto que meu Ash, melhor dizendo, nosso Ash é um rapaz direito.

MAY — Eu sei disso, mas é que ás vezes ele me parece meio distante como se alguma coisa do passado o incomodasse, a senhora sabe do que estou falando?

Delia percebeu que May era mais esperta do que pensava e por isso preferiu que o próprio Ash lhe contasse.

DELIA — Olha querida, se o Ash tem alguma coisa pra lhe dizer você não acha melhor ele mesmo fazer isso.

MAY — Eu não entendi o que a senhora quer dizer com isso de ele mesmo me contar, mas pode ser só minha imaginação.

May para de falar, pois naquele momento Ash tinha acabado de se trocar aparecendo á frente delas.

Próximo capítulo = Um passado doloroso