Quando o Amor Acontece
94 Capítulo 94 - Pequenos Detalhes do Amor
Notas iniciais
Eu quero agradecer especialmente a Sa Cullen pela recomendação linda, e dizer que AMEI MUITO o/, esse é especialmente pra você. Obrigada ♥
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Simbora lê pessoal :)
Durante o curto trajeto até alcançar a velha ponte o som de risos se misturou aos sons da floresta. Tão logo alcançaram a ponte Rosalie saltou das costas de Emmett para facilitar a travessia, diminuindo os riscos com o peso excessivo. E como em todas às outras vezes em que estiveram ali atravessaram de mãos dadas.
A velha ponte trepidava a cada passo que eles davam adiante. Abaixo dela o rio corria tranquilamente seguindo seu curso natural. Em dias de tempestades o nível da água subia tornando o local um tanto assustador e perigoso.
Ao chegarem do outro lado, o casal olhou para trás com certa nostalgia.
- Nós iremos voltar anjo – murmurou Emmett, levando a mão de Rosalie à altura de seus lábios depositando um beijo singelo no dorso de sua mão macia.
- Eu sei ursinho... mas é que... sei lá... tenho medo – confessou sentindo-se um tanto estranha. – A última vez em que estive aqui ainda me assombra, passaram-se pouco mais de nove anos para que eu retornasse... E se por alguma razão, ainda desconhecida, isso voltar a acontecer?
- Ei – disse Emmett, sacudindo a mão dela –, isso não vai voltar a acontecer. Confia em mim? Humm...? – murmurou beijando a mão dela novamente. – Já falamos tanto sobre isso. Vamos voltar assim que possível para reformar a casinha, para que ela fique perfeita para nos receber sempre que possível – Rosalie continuava a olhar a outra extremidade da ponte onde estivera segundos antes. – Ei, olha para mim – pediu, inclinando a cabeça como se tentasse vê-la melhor. Ela o olhou com a expressão entristecida. – Vamos nos casar...
Rosalie o interrompeu.
- Depois das finais do campeonato de basquete – ressaltou ela.
Emmett rolou os olhos. – Sim amor, eu já sei. Somente depois da final. Você não esquece disso mesmo, não é? E eu aqui cultivando a esperança.
- Bobo – murmurou Rosalie, sorrindo. – Eu só quero que você se dedique aos treinos. Que se concentre na final apenas isso. Aí sim, depois nos dedicamos inteiramente aos preparativos para o nosso casamento.
- Certo – confirmou Emmett. – Vai ser tudo do jeito que você desejar minha rainha – à medida que concluía sua frase ele foi chegando mais perto dos lábios dela, unindo-os em um beijo apaixonado. Antes de se afastar novamente, ele lhe deu mais dois selinhos demorados e prosseguiu. – Mas como eu ia dizendo. Ninguém mais vai nos afastar. Voltaremos sempre juntos. Não precisa ficar com medo de que a história se repita. Agora vamos, anjo, porque está escurecendo.
- Ok, você me convenceu. Vamos nessa! – concordou, segundos antes de se posicionar e pular novamente nas costas de Emmett.
Emmett gargalhou segurando-a firme pelas coxas. O trajeto sob as copas das árvores foi refeito até que todas elas ficaram para trás. Há apenas alguns metros de distancia da rua, puderam notar as luzes se acendendo nos postes de iluminação pública. A partir daí Rosalie saltou das costas de Emmett, começando a andar apressada.
- Ei, porque a pressa agora? – perguntou Emmett, não entendendo a pressa repentina. Tentando provocá-la retirou a camisa de cima dos ombros e bateu com ela no bumbum de Rosalie, que sorriu olhando para trás.
- Preciso urgentemente ir ao banheiro. Minha bexiga está a ponto de explodir... – respondeu um tanto agoniada.
- Porque não falou antes – disse Emmett, aumentando o passo para acompanhá-la. – Você poderia ter feito lá moitinha né, amor.
- Para Emmett. Não inventa. Assim eu vou acabar rindo e consequentemente fazendo xixi na roupa. Suponho que não é isso o que você quer, não é mesmo?!
- Longe de mim querer isso anjo. Mas a moitinha tem lá suas utilidades.
- Para você que é homem, pode até ser – Rosalie retrucou.
Emmett ficou rindo atrás das costas dela enquanto a seguia. Quando pisaram no gramado do jardim dos McCarty avistaram Elisa na varanda.
- Graças a Deus chegaram – sibilou Elisa respirando um pouco mais tranquila. – Está tudo bem? – perguntou, preocupada, ao ver Rosalie correr em direção à varanda, rapidamente subindo os poucos degraus.
- Desculpa Dona Elisa... – Rosalie se desculpou apressada, empurrando a porta da frente.
- Está tudo bem mãe – respondeu Emmett com tranquilidade. – Rose só está apressada para usar o banheiro. Eu falei para ela usar a moitinha, mas ela não quis. Fazer o que – brincou.
Elisa sorriu maneando a cabeça, olhando para o filho. Emmett chegou à varanda e seguiu a mãe para dentro de casa, sem pressa.
Rosalie passou correndo em direção ao banheiro próximo à sala de estar, sem ao menos notar quem estava na sala. Renesmee, Alice e Jasper conversavam distraidamente quando foram surpreendidos por uma Rosalie apressada.
- O que aconteceu? – perguntou Alice. – A casa está pegando fogo?
- Banheiro... – resmungou Rosalie em resposta, já em frente à porta do banheiro, no corredor ao lado.
Não foi preciso mais nada para que os três na sala sorrissem.
- Podia ter feito na moitinha – brincou Renesmee.
- Acho que ela só usava a moitinha quando era mais nova – cutucou Alice.
- Eu estou ouvindo, hein?! – gritou Rosalie.
Elisa chegou à sala, sendo seguida por Emmett que tentava abraçá-la a todo custo. Elisa se negava, lhe dando tapinhas no braço, alegando que o filho estava suado e ela tinha acabado de tomar banho.
- Está todo mundo rindo do que? – perguntou Emmett, olhando em volta buscando a razão de todo aquele riso.
Elisa aproveitou o momento e correu para longe do filho suado e brincalhão.
- De sua namorada – foi Renesmee quem respondera. – Ela passou aqui praticamente voando direto para o banheiro. O que está com dor de barriga? – sorriu.
- Ah é isso – respondeu, não dando muita importância. – Ei, mãe. Dona Elisa não fuja de mim, mulher. Eu quero te dá um abraço de urso. Vem cá abraçar seu filho lindo.
- Vai tomar um banho Emmett – resmungou Elisa. – Depois ainda quer abraçar a namorada, suado desse jeito.
- A Rose não se importa – retrucou, passando a mão no abdômen nu. Nesse mesmo instante Rosalie voltou à sala, curiosa querendo saber do que se tratava.
- Gosto do que ursinho?
- De me abraçar mesmo estando suado – Rosalie rolou os olhos e logo em seguida o abraçou pela cintura. – Eu sou um urso muito cheiroso, viu mãe? E sexy também – ele beijou a cabeça de Rosalie – Minha Rose acha.
Elisa maneou a cabeça. – Rose querida você não quer subir e tomar um banho? Passaram a tarde inteira no meio do mato, deve estar louca por um banho quente.
- Eu adoraria Dona Elisa, mas não vou poder. Minhas roupas ficaram todas na casa dos meus pais, no início da rua.
- Eu vou levar o meu anjo para tomar um banho. Depois a gente volta, mãe. Ei Jasper, a baixinha anda te dando muita dor de cabeça?
- Mais ou menos – disse ele, sorrindo, olhando para Alice.
- Não vai na onda do irmão urso não, hein Jazz.
Rosalie se afastou de Emmett para cumprimentar o namorado da cunhada. Com um beijo no rosto ela lhe disse.
- Cuidado senão a baixinha te pega de jeito.
- Pode deixar. Eu estou ficando bom em amansar a ferinha.
Rosalie sorriu quando Alice beliscou as costelas do namorado em protesto.
- Onde está o pai, mãe? – pediu Emmett.
- Ele está lá em cima, filho. Subiu agora a pouco para tomar banho.
- Então está bem. Eu vou lá com a Rose. Daqui a pouco a gente está de volta.
- Tudo bem filho. Só não demorem porque estaremos esperando para jantar conosco. Gostaria de comer algo em especial essa noite, Rose?
- De forma alguma Dona Elisa, mas mesmo assim obrigada pela gentileza.
- Por favor, sinta-se em casa querida. Você já é parte da família.
- Obrigada. O que a senhora fizer para o jantar, para mim está ótimo.
Disfarçadamente, aproveitando a distração da mãe, Emmett caminhou até ela e a prendeu em um grande abraço de urso, suado. Quando a libertou do aperto, recebeu em troca um tapa no braço.
- Para com isso garoto – protestou Elisa enquanto o filho sorria por ter conseguido o que queria.
- Emmett para – gritou Renesmee em defesa da mãe. – Você não está vendo que a mamãe não quer ser abraçada agora, porque você está suado.
Emmett deu um passo na direção de Renesmee. – Eu vou abraçar você também – ameaçou.
- Nem vem. Só quero seu abraço quando você voltar e estiver de banho tomado.
- Ah é assim?! Está bem. Então quando eu estiver de banho tomado, todo cheirosinho quem não vai querer seu abraço sou eu.
- Eu te abraço mesmo que você não queira – retrucou Renesmee, com o nariz empinado.
Emmett gargalhou. – Vai sonhando garota...
- Eu nem preciso sonhar. Só preciso querer – rebateu Renesmee mais uma vez.
Gargalhando Emmett respondeu. – Você está me saído melhor do que encomenda, pirralha.
Renesmee ficou gargalhando, vendo o irmão voltar para perto de Rosalie.
- Ok, vamos nessa, anjo – disse Emmett, segurando no braço de Rosalie.
- Voltem logo – pediu Alice.
- Voltaremos baixinha. Não se preocupe, voltarei seguindo o cheiro da comida da mamãe.
O casal se encaminhou em direção a porta de saída sendo seguido de perto por Elisa.
- Não demorem.
- Pode deixar mãe. E prepara o meu prato, um dos grandes, porque quando eu voltar estarei com uma fome de urso.
- Não se preocupe filho. Mamãe sabe como você gosta.
Emmett mandou um beijo para Elisa, que os observava da porta.
- Até daqui a pouco Dona Elisa.
- Até, querida.
Ambos desceram os poucos degraus da varanda e, de mãos dadas, atravessaram o gramado bem aparado. Alcançaram à calçada e em pouco tempo estavam andando pelo meio da rua.
Emmett soltou a mão de Rosalie, passando o braço direito em volta dos ombros dela. Já Rosalie, aproveitou para pôr a mão no bolso traseiro da bermuda que Emmett usava, não resistindo a lhe apertar o bumbum. Respondendo ao gesto da noiva, Emmett apertou o braço em volta dos ombros dela.
Da porta, Elisa os observava se afastar. Há muito tempo não via o filho tão feliz. E ela sabia que parte dessa felicidade devia-se ao fato de Rosalie Hale está de volta à vida dele.
O céu de início de noite estava escuro, sem sinal algum de estrelas. Uma brisa agitada soprava as folhas das árvores nos jardins ao redor, talvez um indício de que choveria mais tarde.
Emmett e Rosalie continuaram andando. Em um dos jardins, um cachorro latiu ao sentir a presença do casal próximo a casa. Quando passaram novamente em frente à casa dos Linton, Emmett não resistiu a fazer uma pergunta.
- Você não vai correr novamente até lá, e fazer barulho na porta dos velhinhos vai?
Olhando naquela direção Rosalie respondera. – Não. Dessa vez não. Essa hora eles devem estar assistindo TV, ou talvez, jantando, não quero incomodá-los. Vai que eles decidem chamar a polícia e manda me prender por desordem pública. Mas... Pensando bem, talvez eu pudesse ir lá só um pouquinho.
- Para anjo, não inventa – sibilou Emmett, mantendo o braço firme em volta dos ombros dela. – Isso é sério. Deixa o casal de velhinhos sossegado.
Rosalie suspirou longa e pesadamente, observando, à distância, a árvore no jardim dos Linton. Com a mão livre, Emmett segurou o queixo dela lhe roubando um beijo. Mais alguns poucos metros de caminhada, chegaram à casa dos pais de Rosalie, que se localizava no inicio da rua. Quando criança Alice costumava dizer que aquela era a casa mais bonita de toda a rua. Porém, hoje em dia, a casa da família McCarty não ficava atrás no quesito beleza tampouco no tamanho. Só não era ostentada no mesmo padrão de luxo, e isso apenas porque os pais de Emmett eram mais conservadores.
Ao pisarem no gramado do jardim, Emmett afastou o braço que mantinha em volta dos ombros de Rosalie.
- Espera ursinho. Acabei de me lembrar de uma coisa – disse ela, antes de correr para o outro lado do jardim onde ficava a entrada da garagem.
Não entendendo o que Rosalie pretendia fazer, Emmett a seguiu e a encontrou, parada em frente ao portão da garagem, encarando a velha cesta de basquete que Carlisle instalara ali, no passado, de forma improvisada, para que eles pudessem jogar basquete nas tardes livres.
Após um suspiro nostálgico, olhando brevemente sobre o ombro ao sentir que Emmett se aproximava, ela perguntou.
- Você lembra?
- Em todos os detalhes – murmurou em resposta, parando ao lado dela, enquanto observava a cesta de basquete no alto da porta da garagem. – Foi exatamente aqui que jogamos basquete juntos pela primeira vez. Você estava tão cheia de marra. No final, acabamos empatados. Você sempre foi muito boa em esportes, loirinha.
- E ainda sou – disse ela, convencida. – Lembra que em Chicago, no dia em que nos reencontramos, jogamos basquete na praça, próximo ao restaurante onde jantamos, usando uma bola imaginária? O pessoal que passava nos olhava torto, achando tudo aquilo meio louco – sorriu com a lembrança. – Dessa vez vamos jogar pra valer. Deve ter uma bola lá dentro.
- Está me desafiando, Rosalie Hale?
- Sim, eu estou, Emmett McCarty – respondeu, encarando-o como se tentasse intimidá-lo.
- O que te faz pensar que pode me vencer no basquete? – perguntou, sorrindo.
- Amo suas covinhas ao sorrir, amor – murmurou ela. Emmett perdeu a concentração encarando os lábios rosados que se curvavam em um sorriso. – Viu, é assim que vou te vencer.
- É o que veremos – desafiou Emmett, um tanto desconcertado.
Rosalie se afastou mantendo o sorriso nos lábios. Abriu a bolsa e de lá retirou o chaveiro que continha todas as chaves da casa.
- Deixa que eu faço isso para você, amor – pediu Emmett, lhe estendendo a mão.
Rosalie lhe entregou o punhado de chaves, já com a correta separada. Emmett se aproximou da porta e girou a chave na fechadura. Depois disso empurrou até que ficasse parcialmente aberta. Ele foi o primeiro a entrar e aceder às luzes. Rosalie entrou logo depois e começou a vasculhar a garagem em busca de uma bola de basquete. Assim como o restante da casa, a garagem também estava impecavelmente limpa nem parecia que estava sem moradores há alguns anos. E isso graças ao Sr. e Sra. Scott.
Emmett ajudava na busca por uma bola de baquete, quando de repente esbarrou em algo que estava oculto sob um lençol. Curioso, ele puxou para ver o que era. Instantaneamente um sorriso gigantesco, de covinhas encantadoras, iluminou seu rosto. Ali sob seu olhar curioso e surpreso estava nada menos que a antiga bicicleta vermelha de Rosalie. Uma verdadeira enxurrada de lembranças invadiu a mente de Emmett. Foram muitas às vezes em que Rosalie usou aquela mesma bicicleta para chegar ao Secret Place.
Emmett ficou surpreso, pois a sua já não existia mais. Obviamente a de Rosalie ficara muito tempo guardada. Fora como se o tempo tivesse parado para ela. Já a dele, foi usada até que, literalmente, caíra aos pedaços.
Rosalie estava distraída vasculhando algumas caixas, ainda em busca da bola, quando Emmett a chamou.
- Amor, olha isso.
- O quê? – Rosalie olhou na direção dele ao mesmo tempo em que lhe estendia a pergunta, e quando viu ao que ele se referia, permaneceu parada com a boca levemente aberta.
- Lembra quantas vezes apostamos corrida e descemos a rua, feito loucos, rumo ao Secret Place? – relembrou Emmett, sentindo uma pontada de saudade dos velhos tempos. – Até mesmo de bicicleta você me vencia nas corridas. Você era mesmo muito rápida Rose.
Rosalie ficou de pé, lentamente, esquecendo-se das caixas por alguns instantes. Um passo de cada vez, e pouco a pouco foi se aproximado de Emmett, consequentemente de sua antiga bicicleta.
- Eu não acredito – sibilou ela, tocando o guidão. – Ah, mamãe... – sussurrou, divagando nas lembranças –, preciso te agradecer por nunca ter se livrado dos objetos que fizeram parte, e que marcaram minha vida. Por ter guardado parte de minhas memórias – ela olhou para Emmett. – Ah, ursinho, eu amava essa bicicleta... Poxa vida.
- Eu sei... – divagou Emmett. – Ainda me lembro de quando a vi passeando com ela pela primeira vez. Você lembra anjo?
- Lembro... – No mesmo dia em que nos tornamos amigos e tomamos sorvete à sombra da árvore do jardim dos Linton – os dois sorriram com a memória.
- Aquele dia, sem dúvida, será um marco em nossas vidas – confessou Emmett.
- Não tenho dúvidas disso – afirmou Rosalie. – Antes você vivia de cara amarrada comigo, mas naquele dia eu descobri que era só uma mascara.
Emmett a puxou para seu lado, lhe dando um beijo no pé do ouvido. – Você encontrou o que estava procurando? Porque daqui a pouco precisamos voltar para jantar com minha família e ainda não tomamos banho. Minha mãe vai ficar decepcionada se dermos o bolo. E meu pai vai ficar uma fera por ter nos esperado a toa. E não se esqueça de que irei anunciar a família que estamos oficialmente noivos.
- Oh, não. Longe de mim querer fazer isso com eles, ursinho. Eu sei – disse ela olhando a aliança no dedo. Não vejo a hora de contar para todo mundo. Mas então, eu vi a bola em uma daquelas caixas ali antes de você me chamar para ver a bicicleta – disse ela apontando para as caixas no chão, em um canto da garagem.
- E então vai querer mesmo disputar um mano a mano comigo?
- Lógico – afirmou.
Emmett jogou novamente o lençol sobre a bicicleta e foi em busca da bola com Rosalie em seu encalço. Ele saiu da garagem girando a bola no dedo indicador com uma agilidade absurda.
No armário, no canto da parede, Rosalie encontrou um dos controles que era usado para abrir a garagem antigamente. Quando saíram, ela usou para fechar a porta. Depois o colocou no chão, ao lado de sua bolsa.
- E então ursinho, preparado?
- Só se for agora – disse ele.
Rosalie se moveu tentando roubar a bola das mãos de Emmett, mas ele se moveu com uma agilidade assustadora. Rosalie sequer relou na bola. A tentativa de posse se repetiu uma, duas, três vezes e nada.
Emmett sorria brincando com a bola, porque para ele, tudo aquilo, disputar com Rosalie, se resumia a uma brincadeira. Ela nunca teria chance de vencê-lo no basquete. No entanto, era audaciosa demais, e se atrevia a tentar um mano a mano.
-Também não precisa humilhar ursinho. Você tem feito isso há anos. Além de um talento absurdo você tem anos de pratica. E eu... Bem... Eu estou enferrujada.
- Nada disso. Não foi você quem disse que iria me vencer. Me desafiou e tudo mais – disse ele, com uma sobrancelha levemente erguida.
- Não custa nada sonhar... – resmungou Rosalie em um sussurro.
Aproveitando a distração entre a conversa, Rosalie tentou mais uma vez, em vão, roubar a bola das mãos dele. Emmett girou o corpo rapidamente, protegendo a bola, suas costas colidiram com os ombros de Rosalie fazendo-a tombar para o lado. Com apenas uma mão ele manteve a posse da bola, com a outra segurou a cintura de Rosalie impedindo-a de ir de encontro ao chão.
- Desculpa anjo. Eu machuquei você?
Rosalie segurou-se no braço de Emmett para manter o equilíbrio.
- Não. Eu estou bem, amor. Você foi surpreendentemente rápido e ágil. Uau!
- Acho melhor paramos por aqui. Eu não quero te machucar. Estou tão acostumado a dar o melhor de mim em quadra que, mesmo jogando por diversão, acabo exagerando.
Rosalie fazia cara de sapeca enquanto ele falava, em um minuto de distração, ela bateu na bola fazendo-a cair das mãos dele. No momento em que a bola rolou no chão, ela se afastou do braço de Emmett e correu para resgatá-la.
Emmett rolou os olhos, cedendo os braços ao lado do corpo.
- Sua safadinha.
- Vem ursinho. Vem! – ela o provocou brincando com a bola.
Emmett fingiu que iria pegá-la, por instinto, Rosalie gritou. Mas no minuto seguinte deu dois grandes passos em direção à cesta e fez um arremesso.
- Aham, aham, aham... – zombou vendo a cara de indignação de Emmett. – Dança feliz, dança feliz – comemorou, rindo da expressão do noivo. – Quem foi que marcou ponto agora? Quem? Quem? Quem? Fala pra mim.
Emmett inclinou a cabeça para o lado, admirando a beleza e o entusiasmo dela ao lhe passar a perna.
- Essa é a minha garota – sibilou ele, orgulhoso.
Rosalie fez um bico enorme, enquanto mexia a cabeça de lado para o outro.
- Munita – brincou Emmett. – Que munita.
- Para seu besta – reclamou, sorrindo.
Rosalie quicava a bola no chão, causando um barulho que ecoava através do jardim. Emmett se aproximou lhe roubando a bola em seguida fez quatro arremessos consecutivos.
- Ah, Emmett, assim não vale – resmungou pulando nas costas dele. Emmett se desequilibrou, mas continuou jogando. Só desistiu quando ela tapou seus olhos com ambas as mãos. Institivamente ele soltou a bola para afastar as mãos que tapavam seus olhos.
- Isso é sacanagem Rose. Se fosse em quadra você seria expulsa.
- Você nem me deixa chegar na bola – resmungou, saltando de volta no chão.
- Ok, eu vou ser bonzinho com você. Mas nada de trapacear, ouviu loura?
- Fechado – disse ela, estendendo a mão para selar o acordo. Emmett aceitou, mas ao fazer isso ele a puxou para um beijo. O beijo foi voraz e os deixou facilmente sem ar.
Segundos depois Emmett deixou um pouco de lado seu talento com o basquete e seus anos de pratica somente para satisfazê-la. Tendo a chance em suas mãos Rosalie conseguiu fazer algumas jogadas e mais alguns arremessos.
- Toma essa, ursinho – repetia sempre que fazia uma cesta.
Incentivando-a Emmett repetia.
- Essa é a minha garota.
Após mais alguns minutos de jogo eles decidiram parar.
- Empatamos novamente, ursinho.
Emmett segurou a mão dela, depositando um beijo logo em seguida.
- Você foi ótima, amor – aproximou os lábios do ouvido dela, sussurrando. – Você fica extremamente sexy quando joga basquete, sabia?
- Você acha?
- Sim. E muito – respondeu beijando o pescoço dela antes de se afastar.
Rosalie o segurou pelo braço e lhe deu um selinho. – Agora vamos tomar logo esse banho senão quando a gente voltar à casa de seus pais, eles vão é estar dormindo isso sim.
- Você quem manda, anjo – ele se inclinou, beijando a orelha dela.
Rosalie se afastou para pegar a bolsa e o controle da garagem que estavam no chão, perto do portão, mas Emmett não queria deixá-la se afastar. Ele esticou o braço até que suas mãos se soltaram. Rosalie ficou rindo ao recolher suas coisas. Emmett se encarregou de recolher a bola e levá-la para dentro de casa.
Lado a lado eles caminharam até a porta principal cujo Rosalie abriu e acendeu as luzes do hall. Ela deixou o controle do portão sobre a mesinha de vidro, levando para o quarto apenas a bolsa. Subiu as escadas reclamando sobre o quanto estava cansada. Emmett a seguia, rindo involuntariamente, enquanto mantinha suas mãos nas laterais da cintura dela.
- Hoje você está parecendo uma criança, não parou quieta o dia inteiro.
- Só estou feliz por estar aqui novamente com você, Emm.
- E eu estou adorando te ver assim, anjo. Tudo isso me faz lembrar o passado.
- A mim também – respondeu ela.
Eles entraram no quarto com Emmett fechando a porta atrás de suas costas. Imediatamente ele foi ao banheiro aliviar a pressão na bexiga. Já estava lavando as mãos quando Rosalie entrou. Ao se aproximar fez careta por trás costas de Emmett, que a viu no reflexo do espelho. Ela deslizou as mãos sobre as costas nuas de Emmett sentindo cada músculo sob a palma de sua mão delicada e macia.
- Está suadinho hein, amor? – murmurou.
- Culpa sua que me fez correr o dia inteiro de um lado para o outro – respondeu ao ficar de frente para ela, suas mãos segurando a barra da blusa que Rosalie usava, erguendo-a devagar. Sem hesitar Rosalie ergueu os braços, facilitando o processo de retirada. Em questão de segundos sua blusa estava no chão do banheiro.
Com toques que revelava o quanto apreciava cada extensão da pele macia por onde suas mãos deslizavam, Emmett alcançou o fecho do sutiã que ela usava. Suas mãos subiram mais um pouco e lentamente deslizou as alças pelos ombros até retirá-lo por completo. Suspirou analisando ambos os seios cuidadosamente. Beijando os mamilos rosados, lentamente, fazendo cada um deles ter a chance de sentir a maciez de seus lábios quentes e a textura de sua língua.
Rosalie inclinou a cabeça para trás, deixando seus seios ainda mais acessíveis aos lábios que, a cada beijo e lambida, despertavam chamas em seu corpo.
As grandes mãos ansiosas deslizaram pela barriga esguia de Rosalie, alcançando o botão do short jeans que ela usava. Com as duas mãos ele o empurrou pelas coxas dela até que caísse ao chão. Suas grandes mãos desceram e subiram apalpando as coxas de Rosalie, deslizando para a parte interna onde seus dedos tocaram o sexo dela através do tecido fino da calcinha vermelha que usava.
- Emm, não... – pediu em um sussurro abafado. Emmett sorriu encostando seus lábios aos dela, sem afastar a mão de onde estava. – Sua família está nos esperando... – sussurrou impaciente, friccionando as pernas uma na outra sentindo a mão dele se infiltrar cada vez mais.
- Ok – murmurou Emmett, com a respiração pesada, contra os abios dela. – Eu farei o esforço, afinal teremos a noite inteira...
- Seu safadinho...
- Mas você bem que gosta – sussurrou ele, convencido.
Rosalie se afastou, caminhando devagar até o outro lado do box, enquanto Emmett a observava sentindo ondas de desejo emanar de seu corpo. Ela abriu o chuveiro, olhando para Emmett como se o provocasse. Com gestos delicados e provocantes retirou a pequenina peça intima que restava em seu corpo. Aquilo foi demais para Emmett, que sentiu seus olhos arderem em pura luxuria. Inconscientemente umedeceu os lábios, enquanto suas mãos arrancavam a cueca boxer branca que escondia seu sexo pulsante. A cueca caiu ao chão e ele caminhou devagar para o outro lado do box onde ela estava.
- Olha o estado em que você me deixa senhorita Hale – murmurou com o timbre de voz levemente rouco próximo as costas de Rosalie.
- Eu não quero ver... – respondeu ela com um quê de perversão no tom de sua voz.
- Ah, você não quer ver – disse Emmett, com falso desdém. – Então que tal tocar?! – ele segurou a mão de Rosalie, por trás das costas dela, guiando para tocar seu membro enrijecido. – E agora o que você tem a dizer? – a cada palavra que pronunciava sua voz rouca entregava o quanto estava excitado.
- Perfeito... – respondeu, deslizando a mão delicada por toda extensão do sexo dele, fazendo-o arfar, deixando escapar um gemido preso na garganta.
- Rose. Rose... – sussurrou com falhas na respiração. – Você está me deixando louco.
Sem mencionar uma única palavra, Rosalie continuou estimulando o sexo dele com mãos ágeis e calculistas, até que ele atingiu um orgasmo forte que lhe proporcionou alivio instantâneo. Emmett encostou o queixo no ombro dela e gemeu ali, sentindo seu corpo relaxar. A mão dela ainda estava em seu sexo quando a virou para ficar frente a frente.
Ele segurou ambos os pulsos de Rosalie, erguendo os braços dela no alto da cabeça prendendo-a na parede. Seus lábios beijaram toda extensão do pescoço dela. Em pouco tempo estavam envolvidos em um beijo violento, propagando desejo e luxúria de ambas as partes.
Da mesa forma que ela havia lhe proporcionado prazer, com o toque de suas mãos e caricias precisas, Emmett fez o mesmo com ela, fazendo-a arfar e gemer encostada a parede de mármore dentro do box. Murmurando seu nome com o timbre carregado de desejo.
Os minutos se passaram, o banho fora enfim tomado. O casal saiu do banheiro, satisfeito com o que tinha acabado de acontecer minutos antes do banho. Quem demorou mais tempo para se vestir foi Rosalie, uma vez que tinha maquiagem para fazer e os cabelos para secar. Enquanto terminava, Emmett observava sentado na poltrona próximo à cama.
Minutos depois quando desciam às escadas, Emmett teve uma ideia que fez Rosalie sorrir de orelha a orelha. Ele foi até a garagem onde pegou a bicicleta que ela tanto usara no passado. Rosalie o esperava na calçada, e ao vê-lo se aproximar sorriu rolando os olhos.
Emmett pediu que ela sentasse no guidão, como faziam quando eram adolescentes. Como ela estava usando vestido, amarrou a barra para que não voasse à medida que ele pedalasse contra o vento. Ela sentou no guidão exatamente como ele havia sugerido. Emmett se posicionou e começou a dar as primeiras pedaladas. Juntos desceram a rua, na bicicleta vermelha de Rosalie, sentindo como se o passado retornasse.
Rosalie sorria, sentindo a brisa da noite, que prometia tempestade, soprar seus longos cabelos dourados. Enquanto pedalava Emmett desfrutava do aroma que os cabelos dela exalavam ao vento.

Notas finais
Ai, esses dois viu. Aproveitando tudo o que tem direito e um pouco mais u_u
Não esqueça de comentar galerinha :)
Beijo, beijo
Sill
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