Quando o Amor Acontece

95 Capítulo 95 - A Chuva Cai


Notas iniciais
Boa leitura pessoinhas :)

O trajeto de volta à casa dos pais de Emmett, usando a bicicleta, foi mais rápido que das outras vezes que o fizeram a pé. Emmett parou em frente à calçada que antecedia o gramado e Rosalie saltou do guidão, sorrindo por ter a chance de reviver mais um momento adolescente naquele dia. Ela desfez o nó que havia feito na barra do vestido, para que não voasse enquanto Emmett pedalava, aproveitando o momento para fazer um comentário.

- Andar de carro importado é maravilhoso, e tem lá suas vantagens. Mas, devo admitir que isso foi muito divertido. Isso nos faz sentir livres. Ah, como era boa aquela época – divagou em meio a um suspiro.

Emmett saltou da bicicleta, levando-a até a varanda, empurrando-a pelo guidão.

- Eu sabia que você iria gostar de reviver essa experiência. Nada como reviver bons momentos. E se for ao seu lado então, nunca é demais.

- Você me conhece tão bem, amor. É incrível como você sabe... Como você guarda tanto de mim... De nós. De nossa história.

- É porque eu te amo – murmurou Emmett. – Porque tudo o que envolve você é importante para mim. Você é importante para mim.

Rosalie beijou o pescoço de Emmett enquanto ele firmava a bicicleta na parede da varanda. Quando se afastou, aproveitou para tocar a campainha. Enquanto esperavam que alguém abrisse a porta, Emmett se aproximou de Rosalie passando o braço em volta da cintura dela, lhe beijando o pé do ouvido, demoradamente.

Rosalie encolhia os ombros quando ouviu a voz de Renesmee ecoar dentro de casa, com alivio por eles terem chegado.

- Eles chegaram. Aleluia, senhor. Já podemos jantar.

Levou apenas alguns segundos para que a porta fosse aberta, ao contrário do que eles esperavam, não foi Renesmee quem atendera, mas sim uma Alice sorridente.

- Dá um sossego para a Rose, irmão urso – brincou Alice. – Nesse ritmo prevejo que serei tia logo, logo – sorriu. – O que é isso, jovens?!

Emmett gargalhou ao se afastar de Rosalie, pegando Alice nos braços, lhe dando um esmagador abraço de urso como somente ele sabia dar.

- Vai parar de implicar? – perguntou ele.

- Juro que vou... – murmurou Alice, fingindo estar sem ar. – Só me solta, por favor, Emmett.

- Tem certeza?

- Tenho – garantiu, fingindo sufocar.

- Certo – dizendo isso, ele a colocou de volta no chão. E quando Alice arrumava sua roupa que havia ficado torta, ele ameaçou pegá-la em mais um esmagador abraço de urso. Evitando as gracinhas do irmão Alice correu para a sala deixando os dois para trás.

- Irmão urso é um folgado, amassou toda a minha roupa – resmungou, sentando ao lado de Jasper, na sala de TV. – Eu estava tão lindinha com esse vestido, e agora, veja só, ficou todo amarrotado.

- Nem dar para perceber – disse Jasper, com um sorriso levemente torto.

Alice o encarou, com um bico enorme. – Você está dizendo que ele está certo e eu errada? Você está do lado dele, Jasper?

- Não. Claro que não, só estou mencionando que continua tão linda quanto antes – se explicou, tocando na pontinha do nariz de Alice. – Continua uma fadinha perfeita. A minha fadinha – Alice se derreteu toda com o comentário do namorado, encostando a cabeça no ombro dele.

Rosalie estava agarrada ao braço esquerdo de Emmett quando chegaram à sala onde toda a família estava.

- Ei, pai, o senhor deixa esses dois ficarem assim? – Albert o olhou como se dissesse “assim como”. Então Emmett completou em um tom descontraído. – Cheio de amor dentro dessa casa, é?

Albert olhou para Alice e Jasper, sentados um ao lado do outro em um dos sofás. – Jasper respeita sua irmã e essa casa também. Ele sabe que se não respeitar nunca mais repetirá o mesmo erro com outra garota – disse Albert em um tom ameaçador.

Rosalie percebeu quando Jasper engoliu em seco sentindo-se desconfortável com o comentário do sogro. Renesmee gargalhou, mas foi repreendida com um olhar inquisidor de Alice.

- Que bom que chegaram. Vocês demoraram – murmurou Elisa ao ficar de pé, cumprimentando primeiro Rosalie depois o filho, quebrando um pouco o clima desconfortável que se instalou de repente.

- Desculpa Dona Elisa. Foi culpa minha. É que acabamos encontrando a cesta de basquete que costumávamos jogar antigamente e acabou que foi difícil resistir à vontade de jogar uma partida.

- Está tudo bem, Rose. Não se desculpe querida. Venham, vamos jantar. A mesa já está pronta. Só estávamos esperando por vocês.

Um a um todos se encaminharam para a sala de jantar. Renesmee foi à frente acompanhando a mãe. Albert logo atrás das duas. Alice e Jarper iam cochichando entre si. Rosalie e Emmett foram os últimos da sequencia.

- Amor você não deveria ter feito aquele comentário. Jasper ficou desconfortável com o que o seu pai falou – sussurrou Rosalie. – Você conhece o pai que tem. Acho que esse tipo de comentário você deveria evitar.

- Eu faço o mesmo se ele desrespeitar a minha irmã. Já expliquei para ele um milhão de vezes. Ele é meu amigo, mas Alice é minha irmã. Ela vem antes de qualquer coisa que envolva os dois. Eles vivem grudados, acha que é razão para começar a me preocupar?

Rosalie rolou os olhos. – Você tem ciúmes de Alice – provocou.

- Não é ciúme. É zelo. Ele nem sonhe que vai fazer certas coisas com minha irmãzinha antes do casamento. Eles já estiveram sozinhos, algumas vezes, em meu apartamento, mas Jasper esteve sempre sobreaviso.

- Mas você não pensou assim quanto a nós dois – sussurrou Rosalie, puxando Emmett para trás. – Fizemos certas coisas antes do casamento. Tudo bem que eu não era nenhuma donzela... – Rosalie deixou a frase morrer.

Emmett segurou o rosto dela entre ambas as mãos.

- Você se sente ofendida com isso, anjo? – perguntou preocupado.

- Claro que não Emm, eu quis tanto quanto você. Nossa primeira vez foi melhor do que eu pude sonhar. Só lamento que aquele traste tenha cruzado o meu caminho e destruído muitos dos meus sonhos. A forma brutal como abusou de mim... Mas com você, cada vez que fazemos amor, me sinto a mulher mais amada e desejada de todo o mundo – Emmett esbanjou um sorriso de covinhas. – O que quero dizer é que em algum momento eles irão sentir necessidade que isso aconteça. Assim como nós sentimos.

- Não, de forma alguma – respondeu Emmett, com a expressão séria.

- Suas outras duas irmãs, Maria e Isabella, dormem, às vezes, com o namorado, não dormem? Pelo menos foi o que deu a entender da última vez que estive lá.

- Sim. Pelo menos é o que parece – respondeu sem vontade.

- Você sentiu ciúmes delas? Ficou pilhado quando descobriu?

- No começo sim – respondeu com um tom levemente irritado.

- Então amor. O momento das duas mais novas também vai chegar algum dia. Mais cedo ou mais tarde você vai ter que deixá-las crescerem.

- Ah, Rose, para com esse assunto. Deixe minhas irmãzinhas serem inocentes até ficarem bem velhinhas. De preferencia, bem caducas.

Rosalie gargalhou, e então se deram conta de que haviam ficado para trás.

- Ah, ursinho, você é lindo tanto por dentro quanto por fora, sabia?!

Emmett aproximou seus lábios dos dela, beijando bem devagar sugando o lábio inferior.

- Eu sempre soube – murmurou entre o beijo, em um tom totalmente convencido.

Rosalie deu um tapinha no ombro largo em sinal de protesto, enquanto rolava os olhos.

- Onde estão Emmett e Rosalie? – perguntou Albert, na sala de jantar.

- Devem ter ficado de beijinhos pelos cantos. Irmão urso está muito assanhado pro meu gosto.

Renesmee cutucou. – Só o irmão urso? – as duas irmãs gargalharam, cumplices.

- Já estamos aqui pessoal – avisou Emmett, chegando de mãos dadas com Rosalie. Ele fez questão de puxar a cadeira para ela sentar.

- Obrigada, Emm – agradeceu Rosalie, passando os dedos no rosto dele.

Emmett lhe sorriu, com uma piscadela, sentando-se na cadeira ao lado. Elisa foi a última a sentar-se à mesa.

Todos começaram a se servir. Barulho de talheres preenchendo o ambiente em um clima totalmente familiar. A conversa fluía livremente. Cada um falava de seus planos para o futuro em meio a um clima descontraído.

Em determinado momento Emmett falou de seu noivado com Rosalie. Mais uma garrafa de vinho foi aberta e todos bridaram a esse momento. Todos lhes deram os parabéns e questionaram para quando seria o casamento. Emmett explicou que, por escolha de Rosalie, seria somente depois da final do campeonato de basquete. Albert achou sensato da parte dela e deu todo apoio. Não convinha intervir nesse momento da carreira de seu filho. Se os Lakers vencessem o campeonato a conta bancaria de Emmett triplicaria seu valor total, choveria contratos milionários.

Depois do jantar Rosalie ajudou Alice e Elisa a retirarem a mesa e deixar tudo em ordem. Os homens foram para a sala assistir um pouco de TV. Renesmee aproveitou para ir junto. A preguiça foi mais forte do que a vontade de ajudar na cozinha, então aproveitou a deixa para cair fora.

Quando Albert sentou Renesmee deitou repousando a cabeça no colo do pai. Eles conversam quando um barulho de trovão ecoou do lado de fora, estremecendo as janelas, avisando da tempestade que estava a caminho.

- Como eu imaginei. Vem uma grande tempestade por aí – sibilou Elisa, olhando na direção da janela de vidro que dava para jardim dos fundos.

- Detesto tempestades – resmungou Alice. – Trovões me dão muito medo. Sem falar nos ventos fortes.

Rosalie olhou em direção à janela, observando o jardim dos fundos. – Acho melhor chamar Emmett para irmos antes que a tempestade comece. Isso parece que vai ficar feio.

Do outro lado da cozinha, Elisa respondeu. – Vocês podem ficar e dormir aqui. Eu posso preparar o quarto de hospedes.

- Obrigada Dona Elisa. Eu adoraria poder ficar mais um pouco. Mas, na verdade, não podemos mesmo. Nós vamos embora amanhã bem cedo. O mesmo taxista que nos trouxe virá nos buscar para nos levar ao aeroporto.

- Ahh – suspirou Alice –, mas porque já vão voltar assim tão rápido.

- Não posso ficar por causa da faculdade – explicou Rosalie. – Papai já está ficando invocado comigo por causa disso. Ele relutou um pouco em aceitar que eu viesse. Mamãe teve que interceder por mim. Apesar de perder o dia amanhã, pelo menos terei tempo de me organizar para a aula do dia seguinte.

- Rose está certa, Alice. Ela não pode ficar se tem que ir para a faculdade – concordou Elisa, então olhou novamente para Rosalie. – Você faz bem em ir, querida. Não pode faltar mais. Tem que deixar seus pais orgulhosos.

- É. Olhado por esse lado – divagou Alice. – E quer saber, eu não vejo a hora de chegar o próximo ano letivo e eu ir de uma vez para Los Angeles. Faculdade, vida nova, cidade grande lá vou eu – animou-se esbanjando seu sorriso do gato de Cheshire.

Elisa maneou a cabeça. – Cidade grande é audaciosa, desperta grandes sonhos, mas esconde muitos perigos, filha. Não se esqueça disso.

- Sua mãe tem razão, Alice. Viver em cidade grande pode até ser bom em alguns aspectos, mas também esconde muitos perigos. E um dia você vai se descobrir sentindo falta desse mundo tranquilo que é a cidade onde você cresceu. Norristown, para mim, é o melhor lugar que existe no mapa.

- Você diz isso porque viveu maior parte de sua vida em cidade grande – resmungou Alice.

- Quer saber, não é por isso não. Norristown é a melhor cidade em todo o mundo para mim porque foi aqui que encontrei o amor de minha vida. Foi aqui que encontrei a felicidade que cidade grande nunca me ofereceu. Só não digo que virei morar aqui quando me casar, porque a vida de Emmett está em Los Angeles agora. Lá está tudo o que ele sonhou e buscou. Foi lá que ele se realizou profissionalmente. Em Los Angeles ele se tornou um ídolo do basquete americano. Conquistou fama, fortuna, amigos. Porém, nada mudará, e acredite quando digo que estarei sempre aqui, na primeira oportunidade.

- Nossa. Norristown e meu irmão significam muito para você. Muito mais do que eu imaginei.

- Significam Alice, e muito. Se eu tivesse que ficar novamente longe do meu ursinho eu morreria. Deus não há de permitir que isso aconteça novamente.

Elisa se aproximou de Rosalie, tocando em seu ombro. – Meu filho sente o mesmo em relação a você, querida. Conheço bem o meu garoto. O quanto ele sofreu quando os seus pais te levaram daqui. Fico feliz em saber que um dia poderei presenciar meus netos correndo por essa rua, como o pai deles correu.

- Dona Elisa a senhora irá vê-los correndo por aí. Pode ter certeza disso. Eu nunca impediria meus filhos de serem livres. De serem crianças em sua total essência. Eu sonho muito em construir uma família linda ao lado do meu Emm. Tenho certeza de que ele será um ótimo pai. Porque um bom filho, nunca decepciona quando se trata de ser um bom pai.

Emmett chegou à cozinha, com os ouvidos apurados tentando descobrir do que elas tanto falavam. Elisa olhou na direção do filho que chegava de mansinho.

- Rose – ele a chamou, e não foi preciso repetir para que Rosalie virasse na direção dele. – Vamos embora anjo. Está vindo uma tempestade por aí.

- Vamos sim. – concordou Rosalie. – Eu falei para sua mãe e para Alice agora a pouco que precisávamos sair antes da tempestade chegar.

- Porque vocês não vão de carona com o Jazz? – perguntou Alice.

- Jasper está jogando baralho com o nosso pai. Ele só vai embora mais tarde. E, bem, não tem problema se ele não puder voltar pra casa hoje. Mas a Rose eu precisamos voltar amanhã cedo e já deixamos tudo combinado com o taxista. E também não posso deixar a bicicleta da Rose aqui. Preciso deixá-la onde estava antes. Acho que Esme não vai apreciar certa desordem na casa dela. Muito menos dar por falta de objetos quando voltar a Norristown.

- Ah, que pena que vocês já têm que irem. Mas tudo bem, eu entendo que é necessário – murmurou Alice, abraçando o irmão. – Já estou com saudades irmão urso.

- Se comporte baixinha.

- Eu sempre me comporto.

- Sei...

- Claro que sim. Não seja chato – retrucou Alice.

- Rose, querida, eu arrumei algumas compotas de doces e geleias para você levar para sua mãe. Acho que ela vai gostar. Ela costumava gostar bastante das minhas geleias de cereja.

- Sim, por favor, Dona Elisa. Mamãe vai adorar. Ela sempre elogiou muito os doces que a senhora faz. E a Vera vai enlouquecer quando os vir e provar. Antes de eu sair de casa ela já ficou me cobrando uma compota.

- Quem é Vera? – perguntou Elisa, colocando varias compotas em uma sacola de papel.

- Vera é minha irmã do coração. A irmã que nunca tive, acabei encontrando na minha melhor amiga. Imagino que nesse momento mamãe e papai estão cuidando dela com todo carinho que merece.

- É uma amizade muito bonita, querida. Mande lembranças minhas aos seus pais e a sua irmã do coração, também. Traga ela algum dia para que eu possa conhecê-la. Prometo que farei muitos doces quando estiver aqui. Assim ela me dirá qual gosta mais.

Emmett, Rosalie e Alice sorriram imaginando Vera junto a Elisa fazendo doces caseiros. Seria como uma festa para ela.

- Obrigada por tudo Dona Elisa. Pela gentileza, o almoço e o jantar. Estava tudo muito saboroso. Foi tudo perfeito. Eu prometo que voltarei em breve e, quem sabe, dessa vez, Vera venha conosco.

- Obrigada Rose. Aqui está – disse Elisa entregando para Rosalie a sacola de papel com as compotas.

Do lado de fora um relâmpago iluminou o jardim dos fundos sendo perceptível através do vidro da janela da cozinha.

- Vamos, Rose – apressou Emmett.

- Vamos – concordou ela, olhando na direção da janela.

- Tchau, mãe – Emmett se despediu da mãe com um abraço de urso. – Prometo que não demorarei voltar dessa vez.

- As portas dessa casa estarão sempre abertas, filho. Não deixe sua mãe com tantas saudades outra vez.

- Não deixarei mãe. Quando menos esperar a senhora me verá de novo.

Elisa beijou o rosto do filho antes de se encaminharem para a varanda, passando pela sala onde o restante do pessoal estava. Albert, Jasper e Renesmee os seguiram até a varanda.

- Até logo filho – disse Albert, abraçando Emmett, com um tapinha amigável nas costas. – Concentre-se na final do campeonato. Ganhe aquele titulo para os Lakers. Quero poder me gabar para os amigos depois.

- Valeu pai. Irei me esforçar muito para isso.

- Faça isso filho. Deixe esse velho pai orgulhoso.

- Que isso pai, você está um coroa enxutão – respondeu Emmett, batendo de leve no ombro do pai. Aproveitou para bagunçar os cabelos de Renesmee que estava ao lado de Albert.

Com o rosto tristonho ela se desculpou com o irmão. – Desculpa Emmett por ter agido mal com você e com Alice. Principalmente na presença de sua namorada.

- Está tudo bem Nessie – Emmett lhe sorriu bagunçando seus cabelos.

- Você não vai querer mais me levar para Los Angeles nas férias, não é?!

- Vou sim. Se o papai deixar.

- Ele já deixou, eu falei com ele. Não foi papai?

- Se seu irmão puder ficar de olho em você. Eu libero.

- Pode deixar pai – respondeu Emmett, sorrindo para a irmã caçula. – Cuidarei dessa pentelha.

- Legal! – Renesmee comemorou dando um pulinho, para depois ir abraçar Rosalie, que conversava paralelamente com Elisa. – Tchau, Rose.

- Tchau, Nessie. Foi um prazer vê-la novamente.

Renesmee se afastou mantendo um sorriso satisfeito no rosto. Emmett agora se despedia de Jasper.

- Cuide bem da baixinha – avisou, seguido de um aperto de mão e um tapinha amigável nas costas.

- Pode deixar. Sabe que sua irmã está em boas mãos.

- É o que eu espero senhor Jasper Whitlock – brincou Emmett ao se afastar.

Quando Emmett olhou novamente para Alice a encontrou com um beicinho enorme.

- Porque essa cara, baixinha?

- Não gosto quando nos despedimos – resmungou.

- Não vai me dar um abraço? – perguntou Emmett, com os braços abertos em um convite. Alice desfez o beicinho e foi ao encontro do irmão. Como se fosse uma criança, ela se jogou nos braços de Emmett. Ele lhe deu um grande abraço de urso depois beijou sua testa, e então Alice ficou de pé ao lado dele.

- Tchau, irmão urso. E, antes que eu esqueça, fale para Mady que lhe mandei um beijo. E diz também que estou com saudades, que não vejo a hora de vê-la novamente.

- Eu falo, sim. Ela vai adorar saber disso.

Emmett deu mais um abraço na mãe e sussurrou em seu ouvido que a amava muito. Elisa ficou com os olhos marejados vendo-o pegar a bicicleta de Rosalie e caminhar até a calçada, empurrando-a. Elisa se preocupou quando o viu montar na bicicleta, uma vez que não tinha garupa e o quadro não era reto.

- E a Rose, filho? Como você vai levá-la aí?

Emmett sorriu, tocando no guidão. – Ela veio sentada aqui.

- Você perdeu o juízo, filho? E se por acaso vocês caírem? – sibilou, preocupada.

- Ela não vai cair. Já estamos acostumados a andar dessa maneira, mamãe. Carreguei muito a Rose assim antigamente.

De pé ao lado da bicicleta, Rosalie falou.

- Amor, eu não posso voltar sentada aí por causa dos doces que estou levando.

- Tudo bem, anjo. Vamos andando então.

- Se quiserem eu posso levá-los de carro – ofereceu Jasper.

- Não precisa. Não é tão longe assim. Chegaremos antes mesmo que a chuva comece – garantiu Emmett, saltando da bicicleta.

Com uma mão ele segurou o guidão e com a outra a cintura de Rosalie. Ambos acenaram para a família, que os observavam da varanda acenando de volta.

Em poucos segundos o casal refazia o caminho de volta à casa dos pais de Rosalie, no início da rua. Enquanto caminhavam, Rosalie fechou os olhos algumas vezes por medo dos relâmpagos. Eles aumentaram o passo ao notar que a tempestade estava perto demais. O vento soprava forte chacoalhando galhos e folhas das árvores, varrendo as folhas secas caídas ao chão. Soprava de tal maneira que parecia assoviar como um agouro.

Em determinada parte do trajeto o vestido de Rosalie ergueu com a força do vento expondo sua langerie. Rosalie lutava para segurar o vestido e a sacola de papel com as compotas de doces enquanto seus cabelos chicoteavam o rosto.

- Rose – resmungou Emmett, com um leve tom de irritação em sua voz enquanto ajudava ela segurar o vestido. Com cara de bravo, ele olhou em volta para ter certeza de que ninguém havia presenciado a cena. Por causa da tempestade que se aproximava não havia ninguém do lado de fora de suas casas, mas, mesmo assim, ele pareceu não confiar.

- Não foi minha culpa – esclareceu Rosalie. – Eu estava tentando segurar, você viu. Não me olha assim, como se eu tivesse permitido.

Emmett segurava o vestido de Rosalie com a mão que antes estivera na cintura dela.

- Tem ideia de que alguém poderia ter presenciado isso. E praticamente teria visto você seminua – ele resmungava, à medida que seguiam andando a passos apressados, passando agora em frente ao jardim dos Linton, novamente.

- Mas não viu Emmett – Rosalie ergueu o tom de voz.

- E se algum moleque estivesse espreitando em alguma janela?

- Não tinha amor – resmungou Rosalie, lutando contra o vento que chicoteava seus cabelos no rosto.

- Como você pode ter tanta certeza? – resmungou ele, irritado.

- Não tinha Emmett. Para de paranoia, caramba.

- Paranoia coisa nenhuma – retrucou.

Ainda em frente ao jardim dos Linton, os primeiros pingos de chuva grossa começaram a cair sobre suas cabeças.

- Ah que maravilha – resmungou Rosalie. – Sequei os cabelos antes de sairmos e agora vai ficar molhado outra vez. Mas que droga! – Emmett soltou a barra do vestido dela apenas para poder retirar a camisa. – O que você vai fazer?

Antes mesmo de responder algo, ele retirou a camisa colocando sobre a cabeça de Rosalie.

- Não reclama – disse ele, categórico.

- Para, Emmett, você não pode ficar exposto assim. Está relampejando muito, não está vendo.

- Não reclama Rose. Só continua andando.

Rosalie bufou inconformada por ele ter que ficar sem camisa embaixo da tempestade que se iniciava. Com a chuva começando a cair, ela não precisou mais se preocupar tanto com o vestido. Os pingos grossos de chuva estavam deixando-o pesado, começando a grudar no corpo.

Agora eles não mais caminhavam. Agora eles corriam embaixo da chuva. Rosalie segurava a camisa de Emmett sobre a cabeça e com a outra mão equilibrava as compotas na sacola de papel que começava a enfraquecer. Emmett continuava empurrando a bicicleta, às pressas.

Assim que alcançaram o jardim da casa dos pais de Rosalie, ela se abrigou em uma pequena cobertura no beiral da porta, colocando no chão a sacola de papel molhada que estava prestes a se rasgar, para poder pegar as chaves dentro da bolsa. Tão logo alcançou as chaves, abriu a porta empurrando-a com força.

Recolheu cuidadosamente o a sacola de papel, e entrou em casa correndo. Emmett entrou logo em seguida, deixando a bicicleta pingando no hall.

- Amanhã cedo antes de irmos embora, eu levo de volta para a garagem. Sua mãe nem vai descobrir que deixei aqui essa noite.

- Tudo bem Emm, não se preocupe com isso. Pode deixar aí mesmo.

Um olhou para o outro, notando o quanto estavam molhados. Foi inevitável não sorrirem da situação em que se encontravam. Água da chuva escorria em seus corpos pingando no chão, e Rosalie tremia um pouco.

- Vem cá, deixe que eu levo isso para a cozinha – Emmett estendeu a mão pedindo a sacola de papel que estava se rasgando.

Rosalie retirou a camisa de Emmett que estava ainda sobre a cabeça e usou para aparar os potes que estavam caindo pelo fundo da sacola.

- Não é para levá-los para a cozinha, Emm. É para pôr em uma das malas. Já esqueceu que é para levar para a mamãe e para Vera. Se eu chego lá sem esses doces, Vera me mata.

- Tudo bem, me dá aqui que eu levo lá pra cima então.

Emmett recolheu das mãos de Rosalie a sacola que agora estava embrulhada em sua camisa molhada e juntos seguiram em direção as escadas. À medida que os dois andavam deixavam rastros de água pelo caminho. Quando chegaram em frente a porta do quarto de hospedes que estavam dividindo, Emmett abriu a porta e acendeu as luzes. Ele se aproximou da poltrona, retirou as compotas da sacola de papel destruída e as deixou lá.

Ele ainda segurava a camisa molhada junto ao papel destruído da sacola, quando virou e encontrou Rosalie com um sorriso bobo estampado em seus lábios. Ele paralisou quando, olhando-a com mais atenção, notara o quão sexy Rosalie estava com aquele vestido molhado, grudado em seu corpo, expondo cada curva detalhadamente.

Lá fora raios e trovões rasgavam o céu da pequena Norristown. O vento soprava os galhos das árvores cujo suas sombras se projetavam no interior do cômodo, como sombras fantasmagóricas. Em um curto espaço de tempo clarões iluminavam o interior do quarto. A luz elétrica piscava constantemente, um aviso do que estava por vir.

Emmett deixou a camisa, que antes envolvia a sacola de papel, cair de suas mãos. A passos lentos ele se aproximou de Rosalie. Seus olhos ardendo em pura luxúria e desejo. Rosalie arfou quando ele segurou as laterais de sua cintura com mãos firmes.

- Emm... – sussurrou ela.

- Não fale nada, amor... – sussurrou ele em resposta, colando seu corpo ao dela. – Só permita-me te amar enquanto a chuva cai lá fora – beijou o pescoço dela, roçando os lábios calculadamente. – Como você é linda, anjo – continuou a sussurrar lhe beijando o pescoço. – Você me fascina Rosalie Hale. Você me deixa louco de tanto desejo – dessa vez seus lábios roçaram na jugular de Rosalie, fazendo-a arfar pesadamente.

Com movimentos lentos, ela ergueu os braços e não foi preciso mais que isso para que Emmett entendesse a dica. As grandes mãos deslizaram pelas laterais do corpo curvilíneo alcançando a barra do vestido molhado. Pouco a pouco ele foi erguendo o tecido, um tanto pesado por causa de toda água que caíra sobre ele, até retirá-lo por completo atirando-o ao chão.

Seus lábios se uniram em um beijo ardente. Pulsação acelerada e mãos ansiosas. Emmett abriu o fecho do sutiã de Rosalie, empurrando as alças pelos ombros devagar até retirá-lo por completo. Suas grandes mãos trabalhavam com luxúria em ambos os seios, agora, expostos e intumescidos tanto pelas caricias quanto pela água da chuva que os molhara.

Emmett encarou a imensidão de castanhos claros que eram os olhos de Rosalie, segundos antes de afundar seus lábios em um dos mamilos, lhe arrancando gemidos de puro prazer. Voltou a se afastar olhando no fundo daqueles olhos tão lindos, e devagar abocanhou o outro mamilo. As grandes mãos deslizaram por toda extensão das costas de Rosalie, subindo até o pescoço, alcançado a nuca se perdendo entre os fios dourados.

Depois de muito piscar, as luzes se apagaram. O quarto ficou parcialmente escuro, sendo iluminado aleatoriamente pelos relâmpagos através do vidro da janela.

Emmett a beijou vorazmente mais uma vez, parando quando sentiu as mãos dela tentando abrir o botão de sua calça. Mantendo um sorriso travesso, ele se afastou, retirando suas próprias roupas enquanto Rosalie observava. Segundos depois, eles estavam muito próximos novamente. As grandes mãos de Emmett brincavam com as laterais da pequena peça intima que Rosalie usava. Cautelosamente ele a retirou, deslizando pelas coxas dela, chegado aos tornozelos. Rosalie afastou os pés empurrando a peça para o lado.

Sem pressa, Emmett beijou os joelhos dela, passando pelas coxas se infiltrando na parte interna alcançando o sexo. Os dedos finos de Rosalie se perderam por entre os curtos fios de cabelos de Emmett. Ele se afastou deixando-a um tanto frustrada e desejosa daquela intimidade quente.

- Você tem certeza de que não precisa do preservativo? – sussurrou entre dentes no momento em que ficava de pé, mantendo seu corpo colado ao dela.

- Toda certeza do mundo... – sussurrou ela, com a respiração falha, apertando as unhas nas costas de Emmett, deixando marcas por onde passava.

- Ah, Rose... – sibilou Emmett, apertando-a possessivamente pela cintura chegando ergue-la do chão. – Não sabe o quanto aprecio o fato de estar em dia com seu anticoncepcional, porque nada melhor que ao natural.

Rosalie pulou prendendo as pernas em volta da cintura de Emmett, sem pudor, sem constrangimento. Ele a levou para a cama, louco para amá-la mais uma vez. O cômodo estava sendo iluminado apenas pelos clarões, seguido de trovões. Emmett sentou na cama com Rosalie sobre suas pernas. Cuidadosamente ele a puxou para mais perto, usando a outra mão guiou seu sexo ao dela. Rosalie arfou sentido invadi-la com necessidade, preenchendo-a em todos os sentidos, de forma que nenhum outro homem jamais seria capaz.

Seus corpos nus, seguindo o ritmo do amor carnal. Sentindo ondas de desejo, calor e luxúria consumindo cada entranha de seu ser.

Rosalie estava de costas para a janela. Seus longos cabelos dourados cobrindo suas costas nuas, enquanto Emmett se deleitava com os belos seios, intumescidos em uma evidencia ordinária do prazer. Gemidos eram abafados pelos sons da tempestade. A cada relâmpago a silhueta do casal, se amando, surgia na parede do quarto.

Do lado de fora a chuva continuava com força total e as rajadas de vento faziam a água bater contra os vidros das janelas sem piedade. Os galhos das árvores se dobravam por causa do vento, curvando-se a uma força superior. O céu escuro reluzia constantemente com relâmpagos e trovões, forte o bastante para fazer portas e janelas tremerem.

Notas finais
Essa foi à última noite, desse fim de semana, em Norristown. A família vai ficar com saudades.
Por favor, comentem, não vai levar mais que alguns minutinhos.

Para quem ainda não viu a one-shot que postei semana passada, vou deixar o link:

http://fanfiction.com.br/historia/424445/Amor_Alem_Da_Vida/

beijo, beijo

Sill