Quando o Amor Acontece

90 Capítulo 90 - Norristown Outra Vez


Notas iniciais
Chegamos ao capítulo de número noventa o/, longa jornada, hein pessoal?! o/
E chego a essa casa de números com a recomendação fantástica da Joice. Fiquei tão surtada quando li, não sabia se pulava ou se corria hahahahahha. Obrigadaaaaaaa! Esse capítulo é dedicado a você.

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E lá vamos nós outra vez :)

Naquela mesma madrugada em que chegaram a Norristown, e fizeram amor sobre o balcão da cozinha, Emmett a carregou em seus braços escadas acima. Seus corpos nus e suados. Pulsação acelerada, respiração irregular só confirmavam o momento de prazer e entrega total cujo estavam ansiosos para vivenciar, mais uma vez, depois de tanto tempo.


No meio do caminho, não se importaram com algumas luzes que ficaram acesas em pontos específicos da grande casa. Para eles, nada, naquele momento, era mais necessitado do que o momento a dois.


Emmett empurrou a porta do quarto de hospedes com um dos pés, entrando no quarto escuro a caminho da grande cama. Colocou Rosalie, totalmente despida, sobre os lençóis macios e perfumados que haviam sido trocados recentemente. Afastou-se para poder acender a luz do abajur, do lado esquerdo da mesinha de cabeceira, iluminando parcialmente o cômodo, permitindo enxergar as curvas perfeitas do corpo de Rosalie. Os longos cabelos dourados dela estavam espalhados sobre os travesseiros, uma das mãos tocava o próprio pescoço, de forma distraída, porém, muito sedutora.


As mãos de Emmett pareciam ter tomado vida própria, assumindo o controle, deslizando minunciosamente sobre todo o corpo de Rosalie, que ainda preservava alguns dos hematomas deixados pela violência causada por Royce King.


Ela mexia-se sobre os lençóis, desfrutando a sensação que o toque das grandes mãos, porém cuidadosas, daquele homem causavam em seu corpo frágil.


Emmett, que, até então, estava ajoelhado sobre a cama, sentou-se segurando a mão dela, sugestivamente puxando-a para levantar. Rosalie sentou-se se afastando dos travesseiros, passando os dedos finos por entre os fios dourados de seus cabelos. Emmett esticou os braços, após ter liberado a mão dela, segurando-a com possessividade pela cintura curvilínea, trazendo-a para sentar em seu colo, sentindo o poder de sua excitação.


Rosalie jogou deliberadamente os cabelos para o lado, fazendo com que Emmett deixasse escapar um gemido preso na garganta. Olhando intensamente no azul daqueles olhos, que, no momento, queimavam de desejo e luxuria, Rosalie espalmou ambas as mãos sobre o peito suado e ofegante, sentindo e acariciando cada músculo. Aproveitou a proximidade para beijar o queixo de Emmett, que arfou com desejo absoluto.


Com apenas uma das mãos, ele apertou firme a cintura curvilínea de Rosalie, usando a mão livre para guiar seu sexo ao dela, afundando na umidade quente que o aguardava. Rosalie inclinou a cabeça para trás, seus cabelos encostando a sua cintura, enquanto desfrutava da sensação maravilhosa de senti-lo dentro de seu corpo mais uma vez.


Emmett aproveitou o gesto, tomando os seios de mamilos rosados e entumecidos entre suas grandes mãos, massageando-os minuciosamente. Rosalie apertou firme suas mãos nas coxas dele, e, no mesmo instante, ele voltou a segurá-la firme pela cintura, erguendo-a e trazendo-a de volta, indicando o que ela deveria fazer. Rosalie se inclinou e lhe beijou os lábios em meio a uma arfada, antes de dar início a uma cavalgada constante. Conduzindo-os a um verdadeiro abismo de emoções.


Naquela madrugada, o casal atingira pela segunda vez o orgasmo mais intenso de suas vidas.


[...]


Em Chicago, pouco antes de o dia começar clarear, Christopher carregou Vera, sonolenta, em seus braços, levando-a para seu quarto, onde a deitou cuidadosamente sobre a cama e a cobriu com os cobertores que tinham o seu perfume. Foi até as janelas, e as portas da varanda, fechou as costinhas e voltou, deitando-se ao lado dela aconchegando-a em seu peito nu.


Quando Carlisle terminou seu turno, no hospital, no meio da madrugada, ao chegar em casa, não o agradou o fato de Rosalie nem Vera estarem lá. Acusou Esme de tê-lo induzido a dizer sim. Decepcionada, ela virou as costas para o marido. Minutos depois ele se desculpou. Disse que estava decepcionado consigo mesmo, por não ter conseguido salvar a vida de uma garotinha, de dez anos de idade, pouco tempo depois de ter recebido a notícia que Rosalie iria viajar. Disse que ainda tinha a imagem da dor, nos olhos da mãe, quando recebeu a noticia.


[...]


Em pouco tempo a luz do dia iluminou o ambiente, tornando desnecessária a luz do abajur. O casal dormia, nos braços um do outro, fadigados ao pós-sexo, e uma noite inteira em claro.


As pernas de Emmett circundavam as de Rosalie, enquanto seus braços a mantinha colada em seu corpo. Nem mesmo a claridade que ultrapassava as cortinas mal posicionadas os incomodava. O casal permanecera dormindo até quase às onze horas da manhã de domingo.


Rosalie foi a primeira a acordar. Abriu os olhos lentamente, suspirando manhosa sob os braços fortes, e pernas, que circundavam seu corpo. Segurou a mão esquerda de Emmett, depositando um beijo antes de afastá-lo para poder sair da cama. Deslizou seu corpo nu sobre os lençóis até sair por completo do abraço.


Já sentada sobre os lençóis bagunçados, e totalmente nua, ela se inclinou beijando os ombros largos do namorado, de uma extremidade a outra, antes de sair da cama indo direto para o banheiro. Fez sua higiene matinal, seguido de um banho de chuveiro, lavando os cabelos dourados, que estavam extremamente bagunçados, mandando para o ralo o suor de uma madrugada de sexo absolutamente intensa e prazerosa.


Após o banho, ela saiu do banheiro enrolada em uma toalha branca, mantendo uma menor em seus cabelos, evitando os respingos de água. Evitando fazer muito barulho, ela abriu uma de suas malas após tê-la colocado sobre a poltrona que fazia parte da decoração do quarto. Escolheu algo apropriado para vestir naquela manhã ensolarada em Norristown.


Ainda de olhos fechados, Emmett tateou o colchão em busca de Rosalie, sentindo falta do calor de seu corpo, e do seu cheiro.


- Rose... – murmurou ele, sonolento.


Rosalie olhou em direção a cama, guiada pelo som da voz, sonolenta, que chamava pelo seu nome, fazendo seu coração se agitar.


- Eu estou aqui amor – respondeu, segurando uma pequena peça intima vermelha, em uma das mãos.


Emmett ergueu a cabeça, varrendo o cômodo com o olhar, até encontrá-la envolta em uma tolha, sedutoramente segurando uma peça intima em uma das mãos. Ele mal pode acreditar que aquela cena era real, de tanto que apreciara. Estreitando o olhar, ele sorriu revelando suas covinhas, e com esse sorriso, marcando suas feições, ele empurrou os lençóis revelando sua nudez, arrastando-se na cama até alcançar a beirada.


- Há quanto tempo está acordada? – perguntou, indo até onde Rosalie estava.


- Amor, o nosso filho está te vendo pelado – brincou Rosalie. Emmett fez uma expressão confusa, se misturando ao seu ar sonolento. – O ursinho – explicou ela.


Emmett chegou mais perto e lhe beijou o pescoço, sentindo o aroma e frescor de banho recém-tomado. Rosalie encolheu os ombros, sentindo os pelos de sua nuca se arrepiar.


- Ele viu muito mais que isso, durante a madrugada, anjo – sussurrou ao pé do ouvido dela. Rosalie esboçou um pequeno sorriso enquanto Emmett a abraçava por trás. – Se eu fosse considerar as supostas vezes que esse urso te viu pelada, Rose, eu já o teria feito virar frangalhos.


Rosalie virou-se, ficando de frente para ele, colocando suas mãos nas laterais da cintura máscula, apertando, não com muita força.


- Já é quase meio-dia, amor. Vai se trocar senão não vai dar tempo de vermos tudo o que temos pra ver, antes do anoitecer. Esqueceu que amanhã cedo temos que ir embora?


Emmett segurou o maxilar de Rosalie, possessivamente, com ambas as mãos; para então lhe beijar os lábios, de forma sedutora, sugando seu lábio inferior lentamente.


- Sou louco para roubar você pra mim – murmurou ele, ainda muito próximo dos lábios dela. – Esse negócio de ficar longe de você não está dando muito certo, não. Morar em cidades distintas não é a melhor forma de manter uma relação. Então, aceita logo o meu pedido de casamento, Rose. Embora ele ainda não tenha sido oficial...


- Na verdade, eu já aceitei amor. Mas, só vamos nos casar depois da final da temporada de basquete. Já conversamos sobre isso, lembra?! Quero que se concentre em ganhar o titulo. Vai ganhá-lo para mim, não vai?


- Pode apostar que sim – afirmou, colando seu corpo ao dela, e, quando tentou puxar a ponta da toalha, Rosalie o barrou.


- Agora nós vamos à casa de seus pais, e depois vamos ao Secret Place.


- Estou louco para ir ao Secret Place com você anjo, mas, mal posso esperar para que chegue novamente à noite para ficarmos a sós – disse ele, ao virar as costas, decidido a ir ao banheiro tomar seu banho e fazer a higiene matinal. Rosalie não resistiu, e acabou apertando o bumbum dele. Emmett virou-se com um sorriso sem-vergonha. – Não faz isso Rose. Você está brincando com fogo...


Rosalie retirou a tolha que mantinha seus cabelos presos e jogou em Emmett, disfarçando um sorriso sapeca. – Desculpa, é que foi irresistível – disse ela.


Emmett segurou a toalha molhada entre ambas às mãos, levando a altura do nariz, sentindo o aroma do shampoo de Rosalie.


- Se não estivéssemos aqui em Norristown, você correria o sério risco de não sair desse quarto hoje, Rosalie Hale.


- Ursinho safado – provocou, com um sorriso.


- É. Eu sou sim – respondeu ele, orgulhoso. – E você vai ter que se acostumar com isso, anjo – lhe deu uma piscadela, sugestiva, antes de seguir para o banheiro.


- Ei, amor – disse Roslaie, no momento em que ele alcançou a porta do banheiro. – Eu gosto de você assim... tão safadinho...


Emmett gargalhou, virando-se para olhá-la. – Eu sei que gosta – disse ele, convencido. – Principalmente quando ronrona de puro prazer, em meus braços, pertinho de meu ouvido – Rosalie sentiu suas bochechas queimarem diante tal revelação. E, naquele instante, ela teve a certeza de que haviam ficado coradas. – Você fica ainda mais irresistível quando está envergonhada. Então, para com isso – avisou, acreditando que se ela não parasse de provocá-lo não conseguiria se manter longe do corpo dela por muito mais tempo.


Ele virou as costas e entrou no banheiro deixando a porta entreaberta.


- Anda seu safadinho, vai tomar logo esse banho e esfriar o facho.


- Ei, Rose, o que é isso aqui? Vem ver – disse, fingindo ter visto algo estranho dentro do banheiro assim que abriu o box, depois entrou embaixo do chuveiro.


- Aham... Sei... – respondeu Rosalie, ignorando a tentativa falha de fazê-la ir até lá.


Alguns minutos depois Rosalie estava totalmente vestida, apenas finalizava uma maquiagem leve. E, então, Emmett a chamou novamente.


- Rose, traz uma toalha para mim, por favor.


Rosalie rolou os olhos, antes de deixar o rímel sobre a cama, junto com o espelho de mão que usava para se maquiar. Foi até onde estavam as malas e abriu todas, até encontrar duas toalhas de banho, retirou uma delas e abaixou a tampa da mala novamente, porém sem fechá-la. Enquanto caminhava, até o banheiro, encostou a toalha ao nariz, sentindo o perfume de Emmett. Era incrível como até mesmo ali havia seu cheiro.


Ela entrou no banheiro e o encontrou passando ambas as mãos nos cabelos, como se estivesse eliminando o excesso de água que pingava em seu rosto.


- Aqui amor – disse ela, entregando a toalha a Emmett. Enquanto recebia a toalha ele a olhou dos pés a cabeça. Ela usava um short jeans cujo comprimento não passava da metade de suas coxas, uma blusa branca que deixava parte de seu ombro esquerdo a mostra. Nos pés, de unhas bem cuidadas, ela usava uma sandália rasteira, que tinha uma pequena flor central. Seus longos cabelos dourados estavam presos em um rabo de cavalo.


Emmett envolveu a toalha na cintura, sem deixar de fazer um comentário. – Sabe que você usando um shortinho desses, e de cabelos presos, faz parecer que voltamos ao passado. Só ficou faltando, em vez de sandálias, um all star cano longo. Você adorava esse tipo de tênis naquela época.


Rosalie sorriu, com as lembranças do passado povoando sua mente. – Você gosta? – perguntou ela.


- Eu gosto de você de qualquer jeito, anjo – respondeu, ao se aproximar, lhe dando um beijo no pescoço. – Vou me vestir rapidinho – avisou ao se afastar.


Ambos saíram do banheiro. Emmett foi escolher uma roupa em sua mala, algo que fosse confortável para vestir naquela manhã de domingo. Rosalie sentou na cama e ficou observando ele se vestir, enquanto esperava. Ele fuçou nas malas até encontrar suas cuecas, pegando uma boxer cinza.


Rosalie não resistiu a dar sua opinião. – Veste a branca, amor. Adoro quando usa as brancas. São lindas, e sexys – Emmett sorriu revelando suas covinhas, jogando a toalha sobre a poltrona, antes de vestir a cueca boxer branca. – Lindo demais – elogiou.


Emmett se exibiu fazendo pose de modelo. Rosalie agitou ambas as mãos como se estivesse se abanando. Ele maneou a cabeça e continuou a se vestir. Acabou escolhendo uma bermuda cinza escuro, e uma camisa preta, sem mangas. Calçou uns tênis, pegou um boné e os óculos escuros. Depois de ter se perfumado, ele pegou a carteira e guardou no bolso da bermuda que usava.


- Já podemos ir anjo – avisou.


Rosalie ficou de pé. – Deixa só eu pegar os meus óculos também, e a minha bolsa.


- Guarda para mim – pediu, retirando a carteira do bolso da bermuda. – Não quero correr o risco de perder no caminho até a casinha da árvore. Imagina se perco no meio do mato. É bem capaz que não a encontre nunca mais.


- Guardo sim, amor – respondeu Rosalie, estendendo a mão direita para receber a carteira de Emmett, e guardá-la em sua bolsa.


Ambos saíram do quarto, indo em direção as escadas. Assim que alcançaram os primeiros degraus a campainha tocou, avisando da chegada de alguém.


- Quem será? – questionou Emmett. – Ninguém de minha família sabe que estamos aqui. E, bem, se soubessem a baixinha já teria vindo aqui assim que o sol raiou lá fora.


- Deve ser a senhora Scott – disse Rosalie, apressando-se em descer as escadas. A passos rápidos ela alcançou o hall de entrada, girando a chave na fechadura, abrindo a porta com um sorriso receptivo e caloroso.


- Bom dia, menina Rosalie.


- Bom dia, senhora Scott. Como à senhora tem passado? – completou Rosalie ao abraçá-la.


- Estou bem, querida. Olha só você, está cada dia mais linda. Como isso é possível, menina? – brincou a senhora Scott. – Da outra vez que esteve aqui, com sua mãe, você me pareceu um pouco triste. E veja só, hoje está radiante. É tão bom vê-la assim, tão feliz. Por mais que, às vezes, as coisas pareçam complicadas, não deixe de sorrir, querida – concluiu, tocando carinhosamente o rosto de Rosalie.


- Obrigada. A senhora é sempre muito gentil comigo.


Enquanto Rosalie conversava com a senhora Scott, Emmett chegou ao hall onde elas estavam.


- Bom dia, senhora Scott – disse ele.


- Bom dia, Emmett – respondeu, direcionando seu olhar a ele. – Você não para de crescer e ficar forte – disse ela, surpresa.


Emmett sorriu, e Rosalie lhe apertou os bíceps.


- O meu ursinho é marombado – brincou ela.


A senhora Scott sorriu. – Que bom vê-los juntos novamente. Há muito tempo não os via assim. Sabe essa rua nunca mais foi à mesma sem vocês apostando corrida ou jogando basquete em cestas improvisadas. Oh, minha querida, cuide bem desse rapaz de ouro. Ele gosta muito de você. Sofreu muito quando os seus pais a levaram daqui. Acho que você não sabe, mas, muitas vezes, ele me procurou só para me pedir para entrar na casa e ver o seu antigo quarto. Ele chegava a passar horas lá dentro se eu deixasse. Era de cortar o coração vê-lo como sofria com sua ausência. Eu nunca imaginei que um sentimento tão lindo e verdadeiro pudesse existir entre pessoas tão jovens. Mas esse garoto me fez crer que eu estava errada.


Rosalie ergueu um pouco a cabeça, buscando o olhar de Emmett, enquanto seu braço direito circundava a cintura dele.


- Oh, amor, porque você nunca me disse isso?!


Emmett retribuiu o abraço, circundando os ombros dela, trazendo-a para mais perto. – Devo ter esquecido anjo... – murmurou, não querendo aprofundar o assunto que cutucava sua ferida do passado.


Rosalie olhou para a senhora Scott. – Eu nunca mais irei deixá-lo – garantiu.


- É isso que eu espero – respondeu Emmett, apertando os ombros dela.


- Isso mesmo – disse a senhora Scott. – Vocês nasceram para ficar juntos. Bem, eu vou parar de incomodá-los. Eu queria saber se estão precisando de algo. E vim também trazer algumas coisas que sua mãe me pediu para comprar para vocês. Não vim mais cedo porque não queria acordá-los, já que chegaram durante a madrugada.


- Obrigada por se preocupar – disse Rosalie.


- Querem que eu prepare o café da manhã para vocês?


- Não se preocupe senhora Scott, Rose e eu estamos indo à casa dos meus pais agora. É possível que só retornemos a noite.


- Está bem – concordou. – Vou só guardar as compras então. Qualquer coisa, não deixe de me avisar.


- Obrigada – agradeceu Rosalie, mais uma vez. – Nós já estamos de saída. A senhora fecha a casa quando sair?


- Fecho sim querida. Aproveitem o dia, e façam essa rua ter um pouco mais de vida com o retorno de vocês.


- Até logo, senhora Scott – se despediu Emmett.


Emmett e Rosalie saíram de mãos dadas, recebendo em seus rostos a brisa sem poluição, de uma cidade do interior. Ambos atravessaram o gramado bem cuidado, pelas mãos do senhor Scott. Em meio a uma troca de olhares significativos, Rosalie apertou a mão de Emmett a sua, e suspirou.


- Estamos oficialmente de volta a Norristown – sibilou ela.


Emmett lhe beijou o topo da cabeça, e, de mãos dadas, o casal de namorados começou a caminhar, descendo a rua, de casas simples, e de jardins bem cuidado. Com belas árvores e pássaros cantando. Crianças jogando baseball, outras basquete, e ainda havia aquelas que brincavam com seu cachorro de estimação.


Um pouco mais a frente, eles alcançaram a casa dos Linton. E, para Rosalie Hale, foi impossível não recordar o passado maravilhoso que vivera ali.


- Olha amor – ela apontava em direção à árvore no jardim dos Linton. – Foi ali, embaixo daquela árvore, que você aceitou ser meu amigo. E, também, foi ali onde tomamos sorvete juntos pela primeira vez. Ainda me lembro do sabor que tomamos. Era de creme. E estava um calor danado naquele dia.


Emmett ergueu a mão que segurava a dela, depositando um beijo no dorso de pele clara e macia. – Você chegou cheia de marra atrapalhando o meu serviço – recordou.


- Ei, eu te ajudei – resmungou ela.


- No começo você me atrapalhou, mas confesso que gostei de te ter por perto. Eu gostava de sentir o seu perfume, e, mais uma vez, eu confesso que hoje sou fissurado nele.


- Vamos até lá – sugeriu Rosalie, soltando a mão dele, indo em direção ao gramado dos Linton.


Emmett sorriu à medida que aumentava o passo para alcançá-la. Rosalie rodopiou de braços abertos sobre o gramado bem cuidado dos Linton, chutando algumas folhas secas, caídas recentemente.


- Ei, anjo, a senhora Linton vai por você para correr – brincou Emmett assim que pisou no gramado.


- Não me importa ursinho. Estamos de volta a Norristown. Não importa o que o a vida, ou o destino, seja o que for, tenha feito para nos afastar, conseguimos ficar juntos novamente – gritou de braços abertos, olhando as nuvens brancas, em um lindo céu azul.


Algumas crianças que brincavam na rua pararam o que faziam somente para prestar atenção em Rosalie. Emmett se aproximou, e a segurou pela cintura, erguendo-a do chão. Girou duas vezes, porém, sem sair do lugar, fazendo o vento soprar os cabelos dourados que estavam presos em um rabo de cavalo.


Ele a colocou de volta ao chão, mantendo suas mãos espalmadas nas laterais da cintura curvilínea de Rosalie. E, no momento seguinte, ele a beijou, cheio de amor e nostalgia. Ela ficou nas pontinhas dos pés, mantendo os braços sobre os ombros largos de Emmett.


E quando seus pulmões ansiaram por ar, e o beijo chegou ao fim, Rosalie se afastou. Mantendo um sorriso travesso, ela retirou as sandálias dos pés e saiu correndo em direção à árvore do jardim dos Linton, onde haviam tomado sorvete abaixo de sua sombra, no passado que marcara suas vidas para sempre. Emmett maneou a cabeça, rindo dela, antes de persegui-la. Rosalie segurava nas laterais do tronco grosso da árvore enquanto Emmett tentava pegá-la.


Na varanda da casa simples, de beirais de madeira, o casal, agora de idosos, observava o que acontecia em seu jardim, após terem ouvido os gritos felizes de Rosalie.


Rosalie olhou em direção a varanda, os reconhecendo imediatamente. Embora o tempo tivesse passado, eles não haviam mudado muito, exceto pelos cabelos grisalhos e algumas rugas a mais. Mas, o sorriso e os gestos, permaneciam os mesmos.


- Olá, senhor e senhora Linton – saudou Rosalie, acenando com a mão direita, sem tirar o sorriso gigantesco do rosto.


O casal de idosos acenou de volta, reconhecendo-os. Emmett vivera sua vida inteira naquele lugar, fora embora já adulto, e Rosalie, embora tenha crescido fora da cidade, ela era uma figura difícil de esquecer.


Emmett se aproveitou de seu momento de distração com os Linton e a pegou por trás, pela cintura. Pega de surpresa, Rosalie gritou, erguendo os pés do chão, deixando que Emmett segurasse o peso de seu corpo.


- Até logo, senhor e senhora Linton – disse Emmett, antes de se abaixar e recolher as sandálias de Rosalie, que ela havia deixado cair de suas mãos.


- Até logo meus queridos. Seja bem vinda de volta a Norristown, menina Rose.


- Obrigada, senhora Linton – agradeceu Rosalie, sendo carregada por Emmett.


Os dois gargalhavam, totalmente à vontade, nem um pouco incomodados com as pessoas que observavam.


- Amor, você não vai mais me por no chão?


Emmett estalou a língua fingindo indignação. – Estou pensando em seu caso... Você está muito sapeca hoje.


- Eu amo você Emmett, e amo esse lugar – murmurou Rosalie em resposta. Emmett lhe deu um beijo no pescoço e a colocou de volta ao chão. Ela aproveitou para arrumar sua roupa que ficara meio fora do lugar, e calçar novamente suas sandálias. – Quando nossos filhos nascerem eu os trarei, quase sempre, para passar as férias aqui – sibilou ela, sonhadora.


- Estou contando com isso, anjo – disse, buscando a mão de Rosalie, segurando-a junto a sua. Felizes, talvez, como há tempos não ficavam. O casal desceu a rua, de mãos dadas, caminhando normalmente, deixando de ser o alvo de olhares curiosos da vizinhança.


Um pouco mais adiante eles avistaram a casa da família McCarty – como já tinha sido mencionado anteriormente; a casa havia sito totalmente reformada. Emmett cobriu todas as despesas, fazendo da pequena casa desgastada pelo tempo, uma grande casa aconchegante e bonita. O toque familiar da matriarca McCarty estava em todos os lados.


Assim que pisaram no gramado, Emmett paralisou , olhando em direção à varanda. Não foi preciso muito para que Rosalie entendesse que ele estava emocionado. Depois de uma infância humilde e uma adolescência difícil, ele conseguira vencer na vida. O garoto de sorriso de covinhas, e de um coração generoso, conseguira dar uma vida melhor aos seus pais. Conseguira dar um futuro digno a cada uma de suas irmãs.


Agora ele estava prestes a entrar em seu antigo lar, o mesmo lar onde correu de pé descalço, segurando uma bola surrada de basquete. Onde hoje só havia as memórias daquele passado humilde.


Depois de anos, no local onde tudo começou, Emmett segurava a mão de sua loirinha marrenta cujo um dia acreditou que jamais voltaria a vê-la.


Rosalie o incentivou, lhe sorrindo ao apertar sua mão, e, juntos, subiram os poucos degraus que antecediam a varanda do antigo lar de Emmett McCarty.



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Notas finais
Tivemos, no começo, um ursinho todo fogoso hahahahahh ui u_u

Christopher sendo cuidadoso com Vera, ao levá-la para o quarto dele.

E, enfim, Norristown o/ o/

Rose ficou toda empolgada, praticamente voltou a ser uma pré-adolescente ao pisar novamente no gramado dos Linton. O jardim dos Linton significa muito para eles, foi ali que eles se tornaram amigos, antes de qualquer coisa. Emmett fica todo bobo vendo-a feliz ♥ ownn

A emoção apertou o coração dele ao pisar no gramado da casa onde cresceu.

Espero vocês nos reviews

Beijo, beijo

Sill