Quando o Amor Acontece

72 Capítulo 72 - Dando Gelo


Notas iniciais
Oi meninas, como estão?
Boa leitura e nos vemos lá embaixo :)

Passado o momento de stress total que a situação anterior causara. Alice, Isabella e Rosalie saíram para dar uma volta pelo quarteirão. Toraram água de coco, conversaram bobagens, deixando de lado o calor da discórdia de outrora.

Passava das dezoito horas quando o celular de Rosalie tocou, soando dentro de sua bolsa. A jovem procurou pelo objeto entre tantas outras coisas que levava ali dentro. Sorriu consigo mesma ao ver a foto de Emmett no visor. Esse simples fato fez seu coração palpitar mais forte contra o peito.

- Oi amor – sua voz soou dengosa logo que levou o celular ao ouvido. – Já terminou o treino? – enquanto isso, ela e as cunhadas entravam no prédio.

Do outro lado da linha Emmett respondera com um sorriso bobo estampado em seu rosto. – Acabei de entrar no vestiário. Dentro de mais ou menos uma hora estarei aí, se o trânsito cooperar. Estou cheio de vontade de te encher de beijos, meu anjo.

Rosalie sorrira satisfeita com o que acabara de ouvir, pois sentia exatamente o mesmo. E nesse momento, Rosalie pode ouvir os colegas de time zombar de Emmett, por conta do que ele acabara de falar. Alguém gritara que Emmett McCarty estava dominado pelo amor, então, deu inicio a grande zombaria. Em meio a tudo isso Rosalie ouviu Emmett pedir para que todos calassem, mas ninguém o deu ouvidos.

- Te vejo daqui a pouco, anjo. Vou desligar porque está impossível conversar com esses caras aqui. Beijo.

- Beijo, ursinho. Não demora – agora Rosalie estava entrando no elevador ao lado de Alice e Isabella.

- É tão bom ver o irmão urso feliz – afirmou Alice assim que Rosalie desligou o celular. – Obrigada por ter vindo, Rose. Você tem feito muito bem ao irmão urso.

- Imagina eu amo o seu irmão. Faria o que estivesse ao meu alcance para vê-lo feliz.

- E ele ama você – disse Isabella ao saírem do elevador no andar especifico.

Ao entrarem no apartamento encontraram Maria retornando para o quarto, levando uma tigela de pipoca. Maria usava uma camiseta azul marinho com o emblema do super-homem na frente, por baixo estava apenas de calcinha.

Bufou irritada ao ver as três de volta.

Alice saltitou para o lado de Maria. – Obá pipoca, me dá um pouquinho – pediu esticando o braço em direção à tigela e foi recebida com um tapa na mão.

- Você trouxe água de coco para mim? – Maria questionou, com uma sobrancelha levemente erguida.

- Não, mas você não pediu pra trazer – Alice respondeu simplesmente.

- Ótimo, então faz a sua pipoca se quiser – respondeu virando as costas para Alice.

- Bruxa – Alice murmurou entre dentes.

Maria girou nos calcanhares para encará-la. – O que você disse?

- Ah, eu disse que iria tomar uma ducha. Foi isso – inventou rapidamente fazendo cara de anjo.

Maria rolou os olhos, virando novamente para sair da sala. – Foi o que pensei... – respondeu para Alice. – Ah, Isabella seu namorado ligou duas vezes. Põe esse seu celular para carregar porque não sou sua secretária, ok?!

Isabella bufou irritada. Abriu a bolsa, mexeu a mão por entre tantos objetos perdidos, até que encontrou o celular. E realmente estava com a bateria descarregada.

- Obrigada Maria, mas dá próxima vez não precisa atender se não quiser.

- Ui... – Alice sussurrou, disfarçando um sorriso.

- E aí eu fico com a porcaria zunindo em meu ouvido. Legal, não é? – Maria ironizou, antes de encher a boca com uma generosa porção de pipocas, e logo em seguida se retirar.

- Eu vou fazer pipocas para nós. Venham comigo meninas! – Isabella as convidou para irem para cozinha.

Assim que entraram na cozinha, Rosalie sussurrou. – Como vocês aguentam, ela?

- Nem sempre ela é assim – Isabella respondeu abrindo o microondas.

- Às vezes é pior – Alice respondeu.

Ambas gargalharam. Cada uma sentou em um dos bancos alto do balcão da cozinha para esperarem a pipoca ficar pronta.

- Para Alice, se ela te ouve falando isso – Isabella murmurou tentando conter o riso. – Sério, ela deve estar estressada com o trabalho ou deve ter brigado com o namorado. Às vezes ela é uma boa irmã – Isabella fez uma breve defesa.

- Quase nunca – Alice retrucou tamborilando os dedos no balcão.

- Na verdade eu acho que ela só está com raiva por eu estar aqui – disse Rosalie, fazendo desenhos imaginários no balcão.

- Esquece isso, Rose. Vamos comer pipoca que é bem melhor que ficar pensando nisso – Isabella falou enquanto colocava a pipoca na tigela. Alice se encarregou de encher os copos com coca cola bem gelada. Então as amigas permaneceram ali, comendo e conversando bobagens, sempre seguida de risos, e quem induzia quase sempre a isso era nada menos que Alice.

Quando tudo parecia estar se normalizando, ouviram Maria supostamente falando ao telefone.

- Marcos vai pra puta que o pariu. Não me venha com essa de meu amor...

- Eu sabia, ela está com problemas – afirmou Isabella.

- Quem é Marcos? – Rosalie perguntou antes de levar uma mão cheia de pipocas à boca.

- É o namorado dela. Supostamente ela tem um coração – Alice respondeu.

No quarto, Maria deu uma risada irônica, que eu diria ser diabólica.

- Eu não estou brava, Marcos. Estou irada! Eu vou arrancar os olhos daquela vadia com as minhas unhas se ela sonhar roubar o meu homem. Aliás, meu não, porque não quero mais papo com você. Passar bem, camarada – e então ela desligou, deixando Marcos de boca aberta a meio caminho de se explicar.

Nesse meio tempo a campainha tocou, e Isabella foi atender.

- Ninguém avisou que estava subindo. Quem será? – Alice perguntou.

- Talvez seja Emmett – Isabella respondeu ao sair da cozinha.

Ao abrir a porta Isabella surpreendeu-se ao encontrar Marcos e não seu irmão Emmett, como esperava.

- Marcos! – exclamou surpresa.

- Onde está a cabeça dura da sua irmã? Desculpe, eu não avisei que estava subindo senão, você sabe, ela iria dar ordens me proibindo disso.

- O que aconteceu entre vocês? Se é que eu posso saber.

- Ela me viu saindo do restaurante ao lado de uma das funcionarias da gravadora e confundiu tudo. Nem viu que o namorado da moça estava ali perto conversando com o pessoal que esteve conosco durante o almoço. Depois disso ela foi encontrar uma cliente e não me deu chance alguma.

- Bem, então vai lá amansar a fera porque ela está furiosa – Isabella deu passagem para Marcos. – Boa sorte!

- Obrigado, Isabella – ele agradeceu assim que entrou no apartamento. Sem rodeios foi direto ao quarto de Maria, que ele já conhecia muito bem o caminho.

Então, Alice, Isabella e Rosalie ouviram Maria aumentar o tom de voz novamente.

- O que você está fazendo aqui? Eu acho que fui bem clara quando disse que não queria papo com você.

- Não me interessa que você não queira me ver. Eu vou continuar aqui do mesmo jeito. Sentadinho bem aqui – disse Marcos sentando na poltrona ao lado da cama.

- Filho da mãe insistente... – Maria resmungou atirando a escova de cabelo em Marcos, que desviou com precisão.

- Eita mulher complicada, meu Deus... – Marcos ficou de pé. Permaneceu alguns instantes observando a reação de Maria, e então a tomou em um beijo forçado. Nos primeiros instantes Maria relutou, mas acabou cedendo.

Novamente o silêncio se estabeleceu no apartamento. E então Alice não deixou passar despercebido.

- Acho que eles fizeram as pazes. Marcos deve ser bem convincente, não é? Ou um ótimo domador de feras – sorriu.

Isabella revirou os olhos. – O amor tem dessas coisas – completou.

Ambas sorriram.

Depois de terem comido tanta pipoca, Alice, Isabella e Rosalie foram ver TV na sala de estar. A normalidade parecia ter enfim regressado ao apartamento no fim da tarde.

Alguns minutos depois, Maria chegou à sala, toda produzida ao lado do namorado.

- Isabella, eu estou saindo. Só volto amanhã e não sei que horas. Tchau para quem fica.

- Tchau meninas! – Marcos se despediu indo logo atrás de Maria.

- Cara você é bom nisso, hein – Isabella sussurrou para Marcos, que lhe sorriu em resposta.

- Eu ouvi isso, Isabella – Maria resmungou segurando a maçaneta da porta.

- Tchau, Maria – fora tudo o que Isabella respondera.

Na portaria do prédio Maria e o namorado encontraram Emmett, que acabava de chegar. Emmett sorriu ao vê-los e foi cumprimentá-los.

- Oi Maria – Emmett a cumprimentou com um beijo afetuoso na bochecha.

- Para com isso, Emmett... – queixou-se. No entanto, Emmett não deu importância. Virou-se para o cunhado e foi cumprimentá-lo também. – E aí cara, está difícil domar a fera? – como consequência pela brincadeira, Emmett levou um beliscão no braço, da parte de sua irmã.

- Estou no caminho certo – Marcos respondeu disfarçando um sorriso.

- Marcos... – Maria resmungou, e então olhou para Emmett. – Vai lá buscar sua oxigenada e para de falar essas coisas para o meu namorado.

- Não fale assim da Rose – estreitando os olhos, ele encarou Maria. – Espero que tenha sido educada com ela.

- Ah, não preocupe, ela só teve o tratamento que merece – disse Maria ao abrir a porta do carro de luxo que estava estacionado em frente ao prédio.

- Maria, eu estou falando sério... – Emmett resmungou virando as costas, entrando no prédio.

Entrou no elevador imaginando o quão grosseira Maria poderia ter sido com seu anjo, e por sua culpa, por tê-la deixado ali.

No andar especifico, Emmett saiu do elevador e encontrou um garotinho de aparentemente sete anos de idade, fazendo birra em frente a um dos apartamentos. Quando o garoto o viu, correu para dentro envergonhado.

Emmett sorriu e continuou andando em direção ao apartamento das irmãs. Quando parou em frente à porta e estava prestes a tocar a campainha, o garoto apareceu correndo segurando uma bola de basquete.

- McCarty assina a minha bola de basquete – pediu com os olhinhos brilhando.

Emmett semicerrou os olhos e disse. – Estou sem caneta aqui. Você tem uma aí com você?

O garoto maneou a cabeça rapidamente em sinal de positivo, estendeu a caneta e a bola para que Emmett assinasse. Uma vez que Emmett fez o que ele pediu, o garoto saiu encarando a bola com os olhinhos brilhando e um sorriso sincero.

[...]

Dentro do apartamento, Alice falou com Rosalie e Isabella.

- Agora eu acho que é o irmão urso – rapidamente ela saiu toda saltitante em direção à porta. Sem enrolação, abriu a mesma, com um sorriso enorme. – Irmão urso! – exclamou saltitante.

- Fala baixinha – Emmerr respondeu a erguendo do chão em um abraço de urso.

- Oi Emm – Isabella cumprimentou chegando ao hall de entrada. E então foi pega em um abraço esmagador tanto quando Alice.

- Onde está a Rose? – ele ficou preocupado por não vê-la ali.

Isabella bateu no braço do irmão de forma divertida. – Calma! Ela está no banheiro retocando a maquiagem.

Emmett sorriu consigo mesmo, aliviado, por saber que seu anjo estava bem.

Ambos seguiram em direção à sala, então, Rosalie surgiu sorrindo lindamente ao vê-lo. O sorriso fora um reflexo se fazendo presente no rosto de Emmett. Esse, no entanto, revelando covinhas enlouquecedoras aos instintos de Rosalie.

Sem pensar em nada mais, ela foi ao encontro de Emmett e o abraçou apertado pela cintura. Emmett fez um carinho nas costas dela antes de beijá-la, cheio de saudade.

Alice que observava com atenção, fez cara de sonhadora, digna de uma cena de cinema. Isabella olhou para Alice não contendo o riso diante da expressão que a irmã mais nova mantinha no rosto.

Depois do beijo sôfrego que os deixou sem ar, Emmett deu mais três selinhos rápidos em Rosalie. – Vamos para casa?! – sussurrou entre um selinho e outro, como se ele e Rosalie já dividissem a mesma casa como um casal. Rosalie sorriu maneando a cabeça positivamente. – Pega sua bolsa – avisou para que ela não esquecesse.

Rosalie lhe sorriu antes de sair para procurar pela bolsa por entre as almofadas do grande sofá. Demorou apenas míseros segundos para que ela encontrasse.

- Tchau meninas. Obrigada por tudo. Nos vemos amanhã no ginásio – Rosalie se despediu com um beijo amigável na bochecha de cada uma de suas cunhadas.

- Tchau, Rose. Tchau irmão urso – Alice o abraçou. Então Emmett aproveitou o momento para se desculpar com sua irmã serelepe.

- Desculpa por você não estar em meu apartamento. Mas se quiser pode ir com a gente.

- Tudo bem irmão urso, eu sei que vocês precisam de um tempo a sós. São muitas coisas acontecendo, muitos sentimentos sendo explorados. Muito a se falar, entre outras coisas mais...

Enquanto isso, Rosalie conversava qualquer banalidade com Isabella.

- Valeu baixinha – Emmett sussurrou. – Tchau Bella! – se despediu olhando, agora, para sua irmã Isabella.

- Tchau, Emm.

Com o braço direito em volta da cintura de Rosalie, ambos saíram do apartamento indo chamar o elevador. Não demorou muito para que o elevador chegasse. Enquanto desciam ficaram abraçadinhos apenas sentindo o perfume um do outro. As poucas horas que estiveram afastados fora o suficiente para deixá-los cheios de saudade.

Uma vez já no térreo, saíram do prédio de mãos dadas. Lá fora, Emmett abriu a porta do carona para que Rosalie entrasse no veículo. Essa, por sua vez, deslizou sua mão sobre o braço de Emmett antes de entrar no carro. Emmett deu a volta em torno do veículo e sentou-se no banco do motorista.

Antes de pôr a chave na ignição ele olhou para Rosalie tocando-a no ombro, levemente massageando.

- Aconteceu algo, anjo? Estou te achando muito pensativa. Foi a Maria, não foi? – Emmett perguntou não querendo estar certo.

Então Rosalie tratou de colocar panos quentes. – Está tudo bem, amor. Só senti sua falta – esclareceu fazendo um leve carinho no rosto de Emmett.

Porém, Emmett não ficara tão certo disso.

- Pode falar anjo. O que a desmiolada da minha irmã fez?

- Não aconteceu nada, amor. É sério...

- Rose nós não iremos a lugar algum enquanto você não me dizer o que a Maria fez.

- Emmett... – ela resmungou evitando falar do assunto.

- Rose se minha irmã te ofendeu, eu preciso saber para que isso não volte a se repetir.

- Ok. Nós discutimos. Ela falou um monte de bobagens sobre o nosso passado. Sobre... – sua voz vacilou um pouco. – Sua ex, e os últimos acontecimentos.

Em meio aos esclarecimentos de Rosalie, Emmett notou que ela tinha alguns aranhões e ele definitivamente não gostou nada disso. Emmett segurou o braço de Rosalie e virou para ver o lado dos pulsos, onde tinha alguns aranhões, supostamente adquiridos durante a briga entre ela e Maria.

- Foi ela que fez isso, não foi?!

Tentando evitar que os irmãos discutissem por sua causa, Rosalie apressou-se em dizer.

- Está tudo bem Emm, são só pequenos aranhões. Ela também ficou com alguns, então estamos quites.

- Não. Não está tudo bem – esbravejou. – Ela te agrediu, te deixei aqui para que tivesse companhia enquanto eu estava fora, não para ela te machucar – resmungou pegando o celular no bolso.

- O vai que fazer Emmett?

Sem dar ouvidos a Rosalie, Emmett procurou pelo contato da irmã na agenda do seu celular. Se dando conta do que ele iria fazer, Rosalie interferiu.

- Não faz isso, Emmett. Que merda, ela já não gosta de mim, depois disso então...

Enquanto a ligação se realizava, Rosalie continuou falando.

- Não quero que se meta nisso. Isso é entre eu e sua irmã, além do mais já foi resolvido.

Do outro lado da linha, Maria falou.

- Alô! Ah, o que você quer Emmett? Acabamos de nos encontrar.

Irritado, Emmett cuspiu as palavras.

- Nunca mais encoste um dedo na Rose... – então ele foi interrompido, por uma Rosalie chateada, batendo a porta do carro ao sair.

Do outro lado da linha, Maria respondeu.

- Vai à merda, Emmett – e desligou.

Emmett não deu a mínima importância ao fato de sua irmã ter desligado em sua cara. No momento ele estava preocupado em trazer Rosalie de volta para o carro.

- Rose! – ele a chamou enquanto girava a chave na ignição. Passou a segui-la próximo à calçada. – Entra no carro, Rose – pediu gentilmente.

Sem parar para olhá-lo, ela respondeu.

- Poxa Emmett, eu te pedi para não ligar para sua irmã. Dessa forma eu irei me passar por uma fofoqueira que quer a discórdia entre os irmãos. Cara isso é um saco.

Emmett bateu a mão no volante um tanto irritado com aquilo. – Maria te agrediu e não tinha esse direito, seja verbal ou fisicamente – ele respondeu. – Entra no carro, anjo, por favor, estou te pedindo.

- Eu vou pegar um taxi – Rosalie respondeu asperamente.

Emmett passou a mão na cabeça, completamente irritado com a última frase dita por ela. Como assim pegaria um taxi? Isso soara como uma ofensa, e uma birra infantil, afinal, ele era seu namorado e Rosalie estava com ele em Los Angeles não em Chicago que ela poderia pegar um taxi e ir para a casa dos pais. Além do mais estava cheio de saudades, queria ficar perto dela, sentir seu perfume ouvir o som de sua voz, seu riso. A menção de pegar um taxi definitivamente o irritou.

- Entra nesse carro agora, Rose – exigiu. – Não precisa falar comigo se não quiser, mas entre no carro. Pare de ser tão marrenta.

Rosalie bufou irritada. Parou de andar e ficou alguns instantes ponderando aceitar ou não. Porém acabou optando por aceitar.

- Pronto. Satisfeito?! – resmungou batendo a porta ao sentar.

Emmett nada respondera, apenas aumentou a velocidade que estava reduzida. Mal olhou para Rosalie enquanto dirigia, só manteve o silêncio.

- Ah que legal, agora decidiu que não vai mais falar comigo – Rosalie resmungou consigo mesma olhando para fora através do vidro da janela.

Durante o trajeto até o prédio onde vive Emmett não dirigiu uma palavra a Rosalie propositalmente, apenas para irritá-la.

Preocupada com a possibilidade de ficarem brigados, Rosalie tentou se aproximar gentilmente. Enquanto ela lhe dava o gelo, estava interessante, mas a partir do momento em que ele decidiu fazer o mesmo, isso a preocupou.

- Ursinho fala comigo, vai?! – pediu no momento em que Emmett estacionou em sua vaga na garagem.

Emmett saiu do carro contendo sua vontade de beijá-la e de segurar sua mão. Estava lhe dando o gelo, única e exclusivamente por tê-lo ameaçado de vir de taxi quando ele mais queria estar ao seu lado. Atravessaram o saguão do prédio – Emmett sempre na frente –, em silêncio e entraram no elevador.

Dentro do elevador não fora diferente. Emmett se manteve distante o tempo inteiro.

- Fala comigo ursinho, por favor?! – pediu mais uma vez. Porém dessa vez seguido de um biquinho, o que fez Emmett respirar fundo para não agarrá-la ali mesmo no elevador e amá-la mais uma vez.

Logo que saíram do elevador, Emmett entrou na cobertura indo direto para sua suíte.

- Que droga! – Rosalie resmungou se jogando em um dos sofás da sala de estar, observando Emmett sair de vista.

Emmett fora direto para o banho, pois o banho que tomara no ginásio havia sido rápido, apenas para ir logo encontrá-la, acabou que acabaram envolvidos em uma briguinha de casal. Agora pretendia tomar um banho decente e também pensar um pouco, abstrair os pensamentos confusos que sondavam sua mente.

Largada no sofá, Rosalie ficara pensando na discussão com Maria, nas coisas que ela lhe disse. Na morte de Melinda e o quanto ela sofreu. Na briguinha boba dentro do carro, por um motivo mais bobo ainda. Então um grande medo da reação de Emmett caso ele soubesse de seu acordo com Melinda, palpitou forte em seu coração. O medo de perdê-lo fora tão avassalador que antes mesmo que pudesse conter já estava chorando. Suspirou pesado lamentando sua atitude infantil. Havia esperado por tantos anos estar ao lado do homem que ama e agora estava permitindo que uma bobagem afetasse isso.

Decidida, Rosalie secou as lágrimas de seu rosto e foi atrás de seu urso. Ao entrar na suíte pode ouvir o barulho do chuveiro, e o perfume do shampoo de Emmett se espalhando pelo ambiente se infiltrando em seu olfato.

Inebriada com o perfume que fazia lembrar o homem que ama e deseja, Rosalie seguiu para o banheiro. A porta estava entreaberta como um convite.

Através do vidro do box, ela o viu de costas. Algumas espumas percorriam o corpo másculo se perdendo em cada músculo. Sem fazer barulho algum, Rosalie retirou cada peça de roupa que usava, deixando-as no chão. Totalmente despida ela entrou no box e abraçou Emmett por trás, encostando sua cabeça nas costas largas dele.

Emmett suspirou ao sentir o calor do corpo de seu anjo coladinho a seu. A água morna da ducha, agora, molhava aos dois.

- Fala comigo, amor?! – Rosalie sussurrou ainda abraçada a ele por trás.

Emmett fez um carinho nos braços dela, que circundavam seu corpo nu.

- Anjo... – sussurrou.

Rosalie retomou o choro ao ouvi-lo pronunciar seu apelido carinhoso. O medo que estava de ficarem brigados por muito mais tempo era assustador, mas ao ouvir a palavra anjo sussurrada diretamente a ela, fez acender uma faísca de esperança de que ele não estivesse mais bravo.

Emmett afastou os braços dela de seu corpo, apenas para virar e ficar de frente a ela.

- Amor você está chorando – constatou, tocando em ambas as bochechas de Rosalie. – Eu não estava bravo com você de verdade, era só para te chatear – confessou seguido de um beijo em ambos os olhos de seu anjo, que estavam avermelhados pelo choro recente, por isso ele teve a certeza de que ela estava chorando, já que a água da ducha se confundia com as lágrimas.

- Não faz mais isso, Emm... – ela pediu chorosa.

- Desculpa anjo... – pediu antes de beijá-la sob a água morna que caía sobre os dois.

Rosalie passou as unhas nas costas de Emmett, de cima a baixo, antes de pedir em sussurro.

- Faz amor comigo...

Emmett esboçou um sorriso sapeca antes de tomá-la em um beijo avassalador. Suas mãos percorriam todo o corpo de Rosalie reconhecendo cada detalhe, cada curva. Deixou-se demorar um pouco mais na maciez dos seios de Rosalie com o toque quente de seus lábios. Posicionou uma das pernas de Rosalie em seu quadril, segurando firme em sua coxa.

Rosalie mordiscou o ombro nu de Emmett no exato momento em que ele uniu seu corpo ao dela lentamente, provocando-a. Rosalie arfou inclinando a cabeça para trás, ele aproveitou o convite beijando toda a extensão do pescoço dela enquanto uma de suas mãos segurava os fios dos cabelos dourados.

- Eu te amo, anjo... – Emmett sussurrou com o timbre de voz rouco, afetado.

Todas aquelas sensações somente sentidas na noite anterior e na manhã seguinte, ao fazer amor com Emmett, tomaram conta avassaladoramente do corpo de Rosalie lhe arrancando arfadas e sussurros dengosos. Tudo isso levava Emmett a beira do abismo de emoções.

As sensações, o toque, o movimento único e exclusivo entre o casal que vinha se descobrindo no prazer da mesma forma que haviam se descoberto no amor, os dominavam avassaladoramente, era como se o mundo lá fora parasse para ouvir a sinfonia do amor entre o anjo e o urso.

Amor verdadeiro e desejo absoluto, pode se dizer que essa é a definição correta. Emmett McCarty desejava Rosalie Hale como jamais desejara outra mulher em toda sua vida.

Rosalie Hale se entregara a Emmett McCarty sem medo, sem pudor, e acima de tudo, sem culpa. Emmett conseguia amá-la. Conseguia tocá-la de maneira que jamais nenhum outro homem seria capaz de conseguir. Porque um fora projetado especialmente para o outro, um encaixe perfeito entre peças de um quebra-cabeça. O quebra-cabeça do amor que havia sido separado pelo destino...

E, talvez, encaixado novamente... Pelo preço de uma vida...

Notas finais
O que acharam? Eu particularmente gosto bastante :)
Uma discussãozinha fez a Rose ficar com medo de perdê-lo u.u ai ai... Imagina...
Vejo vocês nos reviews
Beijo, beijo
Sill