Quando o Amor Acontece

66 Capítulo 66 - Verdade Trágica


Notas iniciais
Pelo titulo alguém arrisca o que vem por aí?
Boa leitura meninas!

Emmett tivera um voo tranquilo de volta para Los Angeles. Seu corpo e sua mente um tanto mais leve da pressão dos últimos dias. Era evidente que sua reaproximação com a jovem Rosalie Hale o havia libertado das sombras que pairavam sobre sua vida lhe causando a dor da saudade e de certa forma o vazio que somente Rosalie Hale fora capaz de preenchê-lo.

Logo que o avião aterrissou em Los Angeles Emmett pensara.

“Ainda conseguirei te trazer para cá, anjo. Los Angeles será nosso lar. Afinal, cidade dos anjos, nada mais perfeito.” – sorriu consigo mesmo.

Era evidente o quanto McCarty amava viver em Los Angeles. Em alguns aspectos, além do nome, a cidade o fazia lembrar muito Rosalie.

Na saída do aeroporto, Emmett pegara um taxi que o levou ao prédio onde vive. Lá, ele cumprimentou o porteiro ao passar pela portaria.

- Como vai Frank?

De dentro da cabine de segurança Frank acenara em resposta.

No saguão do prédio, Emmett encontrou a pequena Madelayne.

- Oi Emmett! – disse Madelayne ao passar correndo ao lado de uma amiguinha da mesma idade. Pareciam ter pressa de chegar ao play.

- Oi pequena! – respondeu, revelando suas covinhas. Fazia alguns dias que a pequena Madelayne não o via sorrir. Então aquele sorriso não conseguiu passar despercebido por ela.

- Hei! – exclamou surpresa. – Você está feliz! – disse Madelayne parando de correr.

- Você percebeu?! – disse Emmett se inclinando um pouco para pegá-la no colo.

- Claro que sim! Essas covinhas estão de volta, bem aqui – disse apertando as bochechas de Emmett com suas pequenas mãozinhas.

- Qualquer dia desses irei te apresentar a alguém. Aposto que você irá gostar dela Mady. E ela de você.

Madelayne sorriu revelando que faltavam alguns dentinhos.

- É a sua nova namorada?

- Como você sabe? – Emmett perguntou surpreso. Tão rápido a notícia se espalhara.

- Algumas pessoas estavam comentando na empresa do papai. Eu o vi contando para a mamãe... Então você já não gosta mais da Mel?

Emmett pareceu pensar um pouco antes de responder; como responder isso para uma criança?!

- Eu gosto da Mel, mas como um grande amigo, Mady. Algum dia você vai entender o que estou dizendo.

- Ah... – respondeu como se compreendesse aonde Emmett queria chegar, mas na verdade ela não compreendia. – Ela gostaria de te vê, mas não pode... – sussurrou Madelayne.

- Quem? – perguntou Emmett surpreso.

- Vem Mady, vem logo! – a outra garotinha a chamava, impaciente.

- Eu vou lá... – Madelayne disse para Emmett. Ele lhe deu um beijo na bochecha e a pôs de volta ao chão. Madelayne correu para encontrar a amiga, e de mãos dadas correram até playground.

Emmett esperou o elevador enquanto mexia no celular. Alguns minutos se passaram e o elevador se abriu. Indo para a cobertura, Emmett pensara quem poderia ser a pessoa que Madelayne se referia. Nós últimos dias a pequena Madelayne estava cheia de frases enigmáticas.

Chegando a cobertura, saiu do elevador direto para o apartamento, deixando as chaves sobre a mesinha do hall.

O silêncio se fazia notável ali. Fazia alguns dias que Alice havia retornado para Norristown. Mesmo que Emmett dissesse o contrario, a verdade é que sempre sentiria falta de sua irmã serelepe.

Largou a bagagem em um lugar qualquer na sala de estar. Em outro momento se ocuparia com isso.

Retirou os sapatos jogando-se no sofá extremamente confortável. Ligou a TV, zapeou os canais, mas fora no canal CNN que algo lhe chamou atenção. Por tanto esse fora o canal escolhido por algum tempo, até que deixasse de ser interessante.

Depois de algum tempo estava dormindo com a TV ligada. Havia acordado muito cedo em Chicago e também estava cansado da viagem, embora sendo uma viagem de curta distância.

Na mesinha de centro o celular tocava insistentemente, mas fora somente na ligação de número seis que Emmett se dera conta. Possivelmente havia recados na secretaria eletrônica, mas Emmett não chegou a ouvi-los.

- Oi Maria, por acaso você quer tirar alguém da forca?

- Emmett você precisa falar com a Mel...

Antes mesmo que Maria concluísse a linha de raciocínio, Emmett a interrompeu.

- Não irei procurá-la. Desista! Se ela quer me explicar algo que venha me procurar, mas que tenha um bom argumento...

Notando a resistência do irmão em querer falar com Melinda, Maria olhou para sua irmã Isabella que estava ao seu lado, então uma ideia insana lhe veio em mente.

- Nossa, você se quer me deixa falar hein! Você precisa falar com a Melinda, mas só depois de vir ao hospital, porque a Bella desastrada sofreu um acidente.

Isabella que estava ao lado de Maria lhe deu um cutucão. – O quê? Você é louca? Porque disse isso? Nós estamos em casa, e eu estou em perfeita saúde...

Do outro lado da linha Emmett se sobressaltara. – O que? Do que está falando? Você não estaria inventando isso estaria?!

- Claro que não! – respondeu Maria, olhando para Isabella fazendo sinal para que ela ficasse em silêncio.

- Quando foi que isso aconteceu e porque só agora está me falando? – Emmett questionou desconfiado.

- Há, não vem não. Tem quase uma hora que ligo para você. Primeiro tentei no fixo depois no celular e nada de você atender. Já estava começando a pensar que você tinha batido as botas.

- Muito engraçado – Emmett resmungou. – Me passa por mensagem qual hospital que vocês estão, enquanto isso irei tirando o carro da garagem.

Emmett calçou os tênis e rapidamente saiu do apartamento, pegando a chave do carro que estava sobre a mesinha do hall de entrada.

Dentro do elevador, Emmett pensara em o quão desastrada sua irmã Isabella havia sido dessa vez. O sorriso que outrora estivera em seu rosto sedia lugar a preocupação. Dentre as coisas que Emmett presara na vida a família sem dúvida era uma delas.

[...]

Alguns minutos depois...

Emmett chegara ao California Hospital Medical Center Home, preocupado com o que poderia ter acontecido, uma vez que sua irmã Maria não dera maiores detalhes sobre o estado de saúde de sua irmã Isabella.

Segurando a chave do carro impaciente, Emmett entrara no hospital procurando por sua irmã Maria. Antes mesmo que ele a localizasse, Maria o viu chegar, pois o aguardava sentada na recepção.

- Emmett... – Maria o chamou indo em sua direção.

- Onde está a Bella? Me fala o que exatamente aconteceu. É grave? Desembucha Maria.

- Calma, vem comigo.

- Como assim você me pede para ter calma?! Você me liga, me dar entender que a Bella está toda quebrada e me pede calma?! Foi acidente de carro? Ela caiu? Fala logo!

- Emmett pare de fazer perguntas e vem comigo – Maria o puxou pela camisa sem prévio aviso.

Sem saber como agir, ou o que fazer, ele a acompanhou. Primeiro ao balcão da recepção onde recebeu um crachá de visitante. Enquanto andava pelo hospital, Maria segurava o irmão como se tivesse medo de perdê-lo de vista. Entraram no elevador onde pararam no quinto andar.

- Maria você está indo para o andar errado...

- Não estou não! – respondeu convicta.

- Maria nós estamos na ala da oncologia. O que a Bella estaria fazendo aqui?!

- Uma visita – respondeu simplesmente enquanto puxava o irmão pelos corredores do andar especifico.

Emmett soltou a mão de Maria e a encarou, apreensivo e confuso.

- Você está brincando com a minha cara?!

Uma enfermeira passara por eles e ambos calaram-se. Emmett não estava gostando nada de estar ali, muito menos sem ter ideia do por quê.

Aquele corredor hospitalar gélido, os médicos, as enfermeiras que passavam ali vez ou outra. O cheiro hospitalar, o ambiente mórbido, o cheiro de morte. Tudo isso causava a Emmett uma sensação extremamente ruim.

- Eu não darei mais um passo a menos que você me explique o que está acontecendo aqui – Emmett fora firme em sua decisão.

- Pessoas estão morrendo aqui, sabia?! – respondeu sarcástica.

- Maria não banque a idiota, porque isso eu tenho certeza de que você nunca foi – Emmett respondeu com a voz firme.

- Ok. Melinda está aqui...

Emmett bufou irritado. – Não acredito que você inventou que a Bella estava machucada só para me fazer vir até aqui.

- Não foi necessariamente assim, porém foi preciso, ok?!

- Eu não sabia que a Melinda era residente aqui. Não tinha um lugar melhor que um hospital não, para você armar isso tudo? – reclamou virando as costas refazendo o caminho de volta para o elevador.

- Ela é uma paciente – soltou as palavras de uma só vez. – E você não seria capaz de negar uma visita à garota que te apoiou um dia. Seria?

Emmett parou de andar de repente, como se estivesse brincando de estatua.

- Mas aqui é a oncologia – sussurrou virando para olhar Maria diretamente nos olhos, se negando a aceitar.

- Ela tem um aneurisma... – Maria revelou.

- Não. Não é verdade. Pare de fazer isso porque não tem graça. A Mel é saudável. Sempre foi – o semblante de Emmett agora estava triste e assustado.

- Não estou brincando. Acha mesmo que seria tão estupida a esse ponto. Brincar com algo tão sério? O que estou falando é a mais pura verdade.

- Há quanto tempo? – Emmett perguntou em choque.

- Que ela está doente... Bem isso eu não sei exatamente. Desconfio que faça algum tempo. Antes que você me xingue, saiba que só descobrir isso apenas alguns dias atrás.

- Então aquele dia no ginásio você já sabia? Por isso aquela sua atitude suspeita?! – disse Emmett tentando ingerir tudo aquilo, sem surtar.

- Exatamente...

- E porque diabos só está me falando agora? Porque não cuspiu as palavras aquele dia, Maria?

- Porque a pessoa que está em um desses quartos me fez prometer que não contaria. Porém eu apenas disse que daria um tempo para que ela mesma lhe contasse. Por uma razão muito louca ela quis te privar de vê-la sofrer. Já tentei entender, juro que tentei, mas não acho uma brecha que me permita isso. Por que sei lá, acho que nada justifica tanto sofrimento para uma única pessoa.

Enquanto Maria falava, Emmett relembrava as frases que a pequena Madelayne lhe dissera; em ocasiões diferentes.

“Ela está sofrendo para que você não sofra”

“Ela gostaria de te vê, mas não pode”

Como um estalo em sua mente, tudo agora parecia fazer sentido. Porém algo soara estranho; como poderia a pequena Madelayne saber de tudo isso. Toda essa situação o deixava apreensivo.

Chocado, Emmett permaneceu parado no meio daquele corredor hospitalar, que trazia tantas sensações ruins.

A ala de oncologia em qualquer centro médico era dos locais mais difíceis de estar, seja como visitante, seja como acompanhante era sofrido demais.

- Vai ficar parado aí?! – Maria gesticulou impaciente com a resistência de Emmett em seguir adiante. – Vai deixar que a garota que te apoiou em varias situações, continue sofrendo sozinha?! – sua voz soou autoritária. – Vem logo, ela está no quarto 326.

Emmett passou a mão direita na cabeça, nervoso, talvez com medo do que poderia presenciar naquele quarto. Seu tamanho e seus músculos não significavam nada agora, diante de um medo emocional.

- Eu não acredito que isso esteja mesmo acontecendo... – falou consigo mesmo.

Sem alternativa, começou a andar logo atrás da irmã, Maria, que se mantinha sempre firme em suas palavras e atitudes. Emmett mantinha o olhar atento a cada número que visualizava, à medida que se aproximava do quarto 326 seu coração acelerava os batimentos.

Um pouco adiante, Maria parou. Naquele momento Emmett teve a certeza de que teria que passar por um dos momentos mais difíceis de sua vida, até então.

Respirou fundo ao alcançá-la parando em frente ao quarto 326. Olhou para Maria como se pedisse por ajuda. Levou a mão à maçaneta olhando ainda para a irmã. Fora como se ele tivesse cinco anos de idade e muito medo de abrir o armário, e encontrar o bicho papão. Tudo isso, medo de se sentir impotente.

- Agora entra nesse quarto e veja o quanto essa garota tem sofrido enquanto você acreditava, julgava ter sido traído.

Emmett girou a maçaneta tão devagar que fora como se estivesse preste a entrar em uma cena de terror.

Ao abrir aquela porta seu receio aumentara. O cheiro de remédios ali era forte, invadiu suas narinas se misturando com o cheiro do medo.

Sua irmã, Isabella, que estava sentada ao lado da porta ficou de pé ao vê-lo entrar. Com lágrimas nos olhos ela tocou o peito do irmão e disse.

- Vou ficar lá fora. Ela foi medicada agora a pouco. Tem morfina no soro, por isso ela está quietinha agora. A tia dela foi à cafeteria. Se voltar agora, direi que você está aqui.

- Morfina?! – sussurrou em forma de pergunta não acreditando no nível que a situação havia chegado.

Isabella apenas maneou a cabeça positivamente. Fez um carinho no ombro do irmão em seguida se retirou fechando a porta atrás de si.

Emmett caminhou devagar, até alcançar a cama hospitalar, então parou meio que sem reação. As gotas do soro com morfina pingavam lentamente indo direto para as veias já judiadas de Melinda. O barulho do monitor cardíaco era aterrador.

Os olhos de Emmett se encheram de lágrimas. Estava sendo extremamente difícil ver a garota a qual sempre teve grande carinho e respeito, tão debilitada.

- Mel... – sussurrou desejando que ela abrisse os olhos, porém ao mesmo tempo receoso de sua reação ao vê-lo.

O rosto de Melinda estava pálido, olheiras notáveis. Os braços repletos de manchas rochas indicavam que fora demasiadamente perfurada por agulhas em busca de suas veias; que por vezes se tornavam difíceis de localizar.

- Gatinho... – sussurrou ao abrir os olhos lentamente. Esboçou um leve sorriso para Emmett ao vê-lo, mas imediatamente o desfez, lembrando-se que não era para ele estar ali.

- O que faz aqui? – perguntou como se não fosse óbvio.

- Como assim Mel?! Estou aqui por você... – Emmett sentou ao lado dela, na beirada da cama. Tocou carinhosamente o rosto pálido, que agora lhe parecia ainda mais frágil.

— Porque Mel... Porque não me contou o que estava acontecendo? Que estava doente e que era tão grave?! Porque fugiu de mim? – se inclinou um pouco depositando um beijo na testa de Melinda, notando que estava muito quente.

Diante do gesto de Emmett, lágrimas escorreram no canto dos olhos de Melinda caindo na fronha do travesseiro que usava.

- Não está certo... Não era para você me ver aqui... Assim... – disse fracamente.

Emmett a olhou se remoendo de culpa. – Não diz isso Mel... – os olhos cristalinos de lágrimas. Era um momento difícil, e até horas atrás Emmett não imaginava nem ao menos que pudesse existir. – Eu teria estado aqui desde o começo cuidando de você. Não desanime Mel, por favor, você vai se curar...

- Não gatinho... Não tenho muito tempo...

- Não diz isso Mel... Você vai conseguir, não desista, por favor, continue lutando. Estarei sempre aqui a partir de agora.

- Não. Você tem que ficar com a Rosalie. É esse o nome dela não é?!

- É sim... – confirmou com a cabeça baixa, tentando não encontrar o olhar de Melinda nesse momento.

- Você tem que protegê-la Emmett.

Surpreso, Emmett voltou a olhá-la questionando.

- Você ficou com Royce para se vingar de mim ou porque estava mesmo afim dele? Foi tudo uma vingança pelo o que foi transmitido durante aquele jogo no United Center? Por favor, me explica.

- Nunca fiquei com Royce. Ele é desprezível. Jamais te trocaria por alguém assim, meu amor – disse Melinda com a voz fraca. – Todas aquelas coisas horríveis que te falei na minha casa, foram as maiores blasfêmias que poderia profanar. Foi tudo forjado. Aquele almoço com Royce, perto de minha casa, as fotos. Foi a pedido meu que um amigo as fez e publicou. Era para te fazer se afastar de mim, e ficasse com Rosalie. Me perdoa gatinho, tudo o que fiz foi por amor a você. Não queria que sofresse comigo, como está sofrendo agora – lágrimas faziam o caminho já tão conhecido no rosto pálido de Melinda. – Não queria que me visse assim... – virou o rosto para o lado como se tentasse fugir daquele momento que vinha evitando desde que descobrira o diagnostico.

Emmett lhe tocou o rosto devagar para que ela o olha-se.

- Eu também tenho que te pedir perdão, por ter acreditado que você seria capaz de fazer todas aquelas coisas...

- Não tem que me pedir perdão Emmett, fui eu que causei toda a confusão... Me perdoa por ter te magoado tanto?! Por tê-lo feito se sentir miserável.

- Claro que te perdoou Mel... – disse Emmett fazendo um leve carinho no rosto de Melinda, que estava tão quente. – Você ficou sabendo sobre Rose no dia daquele jogo no United Center?

- Não. Aquele dia eu já sabia...

- Mas como?! – exclamou surpreso, uma vez que jamais deixara algo de seu passado com Rosalie à vista a ponto de Melinda descobrir. Não seria correto abrigá-la a conviver com suas lembranças do passado, porém em sua mente sempre tão vivas.

- Você chamava por ela algumas noites enquanto dormia...

Emmett sentiu como se levasse um tapa na cara. Embora ele chamasse por Rosalie em seus sonhos, ele não imaginava que pronunciava realmente.

- Me desculpe por isso, Mel. Sei que nada vai apagar esses momentos...

Melinda encostou o dedo indicador sobre os lábios de Emmett fazendo-o silenciar.

- Não se desculpe por isso gatinho – pediu começando a tossir. Sentia-se enjoada devido aos medicamentos fortes.

- Shiii... Não se esforce Mel... Não deveria estar falando tanto assim. Descanse um pouco – Emmett pediu fazendo carinho nos cabelos longos de Melinda.

- Não posso... Eu preciso falar... – protestou parecendo se esforçar muito.

- Emmett, promete para mim que vai ser feliz?! Que não vai se sentir culpado?! Que vai continuar sendo sempre o mesmo Emmett, esse cara tão amigável, carinhoso e bom amigo?! Promete para mim?

- Eu prometo Mel, mas, por favor, não fale essas coisas. Descanse. Eu continuarei aqui, bem ao seu lado.

- A ame sem culpa, porque eu te liberto de qualquer sentimento opressivo que possa vir a ter – apertou a mão de Emmett como se quisesse se fazer ouvir com atenção. – Eu te amo Emmett! Quando disse o contrario foi para te proteger...

Naquele momento Emmett sentiu que deveria lhe provar o seu perdão. Então decidiu que daria a Melinda o que ela precisava naquele momento para se sentir menos culpada das palavras profanadas ao vento dias atrás.

Emmett se inclinou um pouco selando seus lábios aos de Melinda em um selinho demorado. Estava lhe dando a maior prova de que a perdoava, talvez, Melinda não tivesse outra chance.

Quando Emmett se afastou, Melinda esboçou um sorriso fraco. Estava tão debilitada, tão cansada de lutar.

- Me sinto tão cansada gatinho... Até para respirar dói...

- Fique quietinha... – Emmett sussurrou. – Eu irei chamar o médico – avisou ao apertar o botão de emergência.

Enquanto o médico estava a caminho Emmett permaneceu ao lado de Melinda lhe fazendo carinho nos longos cabelos castanhos. A todo o momento sussurrando.

- Você não está mais sozinha...

- Seja feliz gatinho... – Melinda sussurrou fechando os olhos para descansar enquanto esperava pelo médico. Vez ou outra, ela abria os olhos para se certificar de que ele ainda estava ali.

Naquele fim de tarde Emmett continuou no hospital ao lado de Melinda sem saber como seria a madrugada. Tudo o que ele pedia a deus com toda fé que sentia, era que Melinda tivesse uma segunda chance. Porém algo em seu coração indicava que o final se aproximava sorrateiramente.

Notas finais
Então gente, agora Emmett já sabe... Esse é um momento muito difícil para ele e para Melinda. Ambos se sentem culpados e arrependidos das coisas que foram profanadas ao vento anteriormente. Mas nada na vida melhor para libertar um coração e almas confinadas, do que um pedido de perdão honesto e aceito.
Vejo vocês nos reviews!
Beijo, beijo
Sill
PS: Terceiro capítulo de Amor Amigo postado hoje terá sua primeira passagem de tempo. Confiram: http://www.fanfiction.com.br/historia/237119/Amor_Amigo/