Quando o Amor Acontece
50 Capítulo 50 - Surpresas
Notas iniciais
Horas depois, Los Angeles
Depois de toda diversão na noite passada no boliche, o qual Jasper, Alice e Vera jogaram, o casal deixou Vera em casa, em segurança. Claro que a ameaça ali seria nada menos do que Royce King.
Alice e Jasper passaram o resto da noite no hotel onde tinham uma reserva. Na manhã seguinte, logo cedo, pegaram um voo direto para Los Angeles.
Nesse momento, estavam no apartamento de Emmett. Alice já havia ligado para sua irmã Isabella, que também se encontrava por lá ouvindo toda uma maratona de novidades sobre terem reencontrado Rosalie Hale, a cachinhos dourados marrenta.
– Sério Bellita, eu quase tive um treco quando entrei naquele restaurante e dei de cara com o irmão urso ao lado da cachinhos dourados marrenta. Nossa, foi inusitado demais... Uma explosão de sabores – Alice brincou.
Bella não se conteve, acabou rindo.
– Vocês dois são completamente loucos mesmo viu. Saíram de Norritown só por causa de um jogo.
– Eu já falei que essas ideias mirabolantes são de total responsabilidade de sua irmã Alice – Jasper fez sua defesa.
– Mas, Bellita e Jazz, não era um jogo, era O JOGO! You don’t understand me! Além do mais, tive um pressentimento de que algo iria acontecer. Dá licença!
– Fala sério, Alice!
– Mas é sério, Bellita.
– Mas, e a Mel, onde se encaixa em toda essa história? – disse ao se acomodar no sofá sobre as próprias pernas.
Antes que Alice falasse algo em sua defesa, Jasper decidiu se pronunciar.
– Alice ficou tão entusiasmada com tudo que aconteceu que nem se deu conta que a Mel não estava presente...
– Jazz! – Alice o interrompeu fazendo biquinho de indignação. – Eu já pedi para não tocar mais nesse assunto! Poxa, isso faz eu me sentir uma pessoa horrível. Não me condenem à fogueira por isso. Eu só fiquei entusiasmada demais por ter encontrado o irmão urso depois de ter acreditado que havia perdido a viagem. E, ainda para completar a minha felicidade, a Rose estava lá e a doida da Veruska. Meus neurônios ficaram muito agitados, eu nem sabia mais o que pensar. Me dê um desconto, vai! Eu gosto da Melzinha e estou me sentindo mal pelo o que fiz. Até já liguei para ela várias vezes, mas não sei o que acontece, ela não atende. É tudo muito estranho.
Jasper foi até onde Alice estava sentando-se ao seu lado.
– Tudo bem minha pequena fada, não falarei mais sobre isso se assim você preferir – ele aproveitou que estava pertinho dela e lhe deu um beijo no beicinho que Alice ainda mantinha.
– Hmmmm... Seu chatonildo, já falei para parar de roubar beijinhos, isso é golpe baixo – disse Alice segurando o rosto de Jasper entre suas pequenas mãos.
– Hei, por acaso vocês dois não me chamaram aqui para segurar vela, não é?!
No momento em que Bella finalizava sua fala e Alice e Jasper se afastavam um do outro, Emmett acabara de chegar ao apartamento. Tanto Bella quanto Alice correram para receber o irmão como se fossem duas crianças que esperavam ansiosas pelo pai.
– Irmão urso, onde está a Rose?
– Como se sente hoje, Emm?
Ambas perguntaram sendo abraçadas pelo o irmão carinhosamente.
– Rose está na casa dela com os pais, baixinha – sorriu lindamente ao pronunciar o nome de seu anjo.
Bella o olhou dizendo.
– Não precisa falar mais nada Emm, seu sorriso diz por si só. Se você está feliz, nós também estamos. Só não magoe a Mel, ela não merece...
– Não aconteceu nada que possa ser ofensivo a ninguém, Bella. Rose e eu apenas conversamos. Matamos um pouco a saudade. Continuamos como erámos antes dela receber a notícia de que teria que ir embora, apenas como amigos.
– Todos nós sabemos que você é fissurado pela Rose desde sempre, mas que tem um carinho enorme pela Mel. Sei que fará o que for correto, meu irmão – Bella completou.
Emmett lhe sorriu agradecido pela compreensão. Ali mesmo, no hall de entrada, ele deixou suas malas. Antes mesmo que chegasse à sala de estar e sentasse em algum dos sofás para que conversasse normalmente, alguém abriu a porta abruptamente.
Todos viraram para olhar a visita inesperada. E lá estava Maria, com cara de poucos amigos, segurando uma revista em mãos. Atrás dela estava seu namorado Marcos Miranda.
– Eu tentei impedi-la – disse ele, em uma defesa prévia.
Maria não lhe deu ouvidos e continuou em direção a Emmett, segurando a revista aberta em determinada página.
– Emmett McCarty, seu idiota! – ela bateu com força desnecessária a revista no peito dele.
– O que foi? Ficou louca de vez?
Emmett questionou confuso com aquela atitude de sua irmã mais velha, embora Maria fosse sempre esquentada, ele não estava esperando por aquilo.
– Hei, não bate nele sua bruxa... – Alice tentou defendê-lo.
Maria a olhou com a mais pura raiva, alterando a voz disse.
– Cala a boca, sua anã de jardim.
Alice esbugalhou os olhos ao sair correndo para se esconder atrás de Jasper, antes do possível ataque de sua irmã raivosa.
– Não fale assim com Alice, Maria – Emmett interviu. – Qual seu problema? É comigo?! Então, não ataque ela.
– Seu idiota, cafajeste de uma figa! Você está traindo a sua namorada. A garota que te apoiou mais que qualquer uma de nós!
– O QUÊ? De onde tirou isso? Não estou traindo a Mel.
– Ah, não?! E essa foto aqui onde mostra você e aquela loira Rosalie trocando olhares significativos no meio do jogo ao qual você interrompeu? – Maria praticamente esfregava a revista na cara de Emmett, enquanto esse estava apenas “perdido”.
– É só uma foto, e tudo o que aconteceu é o que está aí. Nada, além disso – Emmett se defendeu.
– Uia, saiu na revista? Deixa eu ver?! – Alice ficou de pé no sofá para ver a página que Emmett olhava.
– A Mel não vai pensar nada, pelo simples fato de ela não ser como você.
– Ela pode até não pensar, porque é boazinha demais. Mas não é porque você é meu irmão que irei te apoiar em uma safadeza dessas. Rose é parte de seu passado... Esqueça essa garota de uma vez por todas!
A última fala de Maria soara para Emmett como uma grande ofensa.
– Rose nunca foi passado! E eu não estou traindo a Mel, pare de falar o que você não sabe.
– Emmett, você tem ideia de que a Rose é agora noiva do panaca King, não tem?!
Miranda tentou intervir, em uma tentativa de que os irmãos não discutissem mais.
– Maria, seu irmão sabe o que fazer, amor. Deixe ele resolver isso.
– Não, ele não sabe. Está cego de paixão... Essa garota sempre o deixou cego.
– Ela não é noiva de Royce – respondeu Emmett um tanto impaciente.
– Isso é o que eu você diz, mas não é o que Royce pensa e fala por aí. Ele vai tentar te prejudicar e eu ficarei de cabelos brancos antes do tempo, só para te defender.
– O quê?! – disseram Bella e Alice ao mesmo tempo, em tons de choque total.
– Por hoje é o suficiente. Maria, seu irmão já entendeu o recado. – disse Miranda segurando os ombros de sua namorada.
– Ele não entendeu, Marcos...
– Ele entendeu, amor. Vamos embora...
Maria olhou novamente para Emmett e disse?
– Se esse infeliz do Royce King tentar te prejudicar, eu farei o que estiver ao meu alcance para te defender. Mesmo que eu morra tentando...
Emmett entendera que toda aquela revolta vinda da parte de sua irmã mais velha não passara de preocupação. Sentindo-se culpado por não tê-la entendido desde o início, Emmett foi até ela e a abraçou.
Maria não fez objeções no momento, então, Alice e Bella se uniram ao abraço. Jasper olhou para Miranda, dizendo ao dar de ombros.
– Família...
– Pois é! – Marcos Miranda respondeu imitando o gesto que Jasper fizera com os ombros.
Do outro lado da cidade...
Melinda chegara ao restaurante que ficava apenas algumas quadras de sua casa, onde Royce supostamente a esperaria para uma conversa particular.
Melinda falava ao celular com um amigo.
– Thomas, preciso que pegue as melhores. Farei o possível para ficar em uma mesa próxima de alguma janela. Mas se eu não conseguir apenas faça o seu melhor. Eu sei que conseguirá...
– Não se preocupe, Melinda. Eu conseguirei...
– Ok, obrigado Thomas. Nós falamos depois. Ah, se ele desconfiar de algo, por favor, não deixe que ele te alcance.
Melinda finalizou a ligação guardando o celular em sua bolsa. Do outro lado, Royce acabara de estacionar o carro. Logo que se retirou do veículo, cumprimentou Melinda formalmente.
“Panaca”, Melinda o ofendeu em pensamento, embora esboçasse um sorriso.
Ao entrarem no restaurante, Royce tratou logo de pedir uma mesa afastada. “Reservada”, seria o termo correto.
“Isso Royce, jogue sua própria corda para se enforcar. Perfeito!” pensou Melinda disfarçando sua felicidade.
Esperava pelo menos não passar mal e acabar estragando tudo. Porém, havia tomado seus medicamentos, o que diminuiria as chances de um desmaio, por hora.
– Royce, se você não se incomoda, eu prefiro uma mesa ao lado de uma janela. Preciso tomar um pouco de ar fresco...
– Tudo bem... – Royce disfarçou sua insatisfação aceitando o que Melinda sugeria apenas para evitar enrolações.
Mantendo a fachada de bom moço, algo usual dele, Royce King puxou a cadeira para Melinda sentar.
– Obrigada! – Melinda agradeceu, mas em sua mente ela dizia. “É, definitivamente você sabe ser falso. Mas, lamento te decepcionar, eu também sei.”
Royce sentou-se permanecendo de frente à Melinda. Disfarçadamente, olhou em volta parecendo incomodado.
– Então, o que tem para falar comigo, Royce? – cada vez que era forçada a pronunciar o nome dele, Melinda sentia-se enojada.
– Preciso de um drinque antes... – fez sinal para o garçom que prontamente veio atendê-los. – Uma dose de vodka com bastante gelo. E você, o que vai pedir? – perguntou para Melinda.
– Apenas um suco de pêssego, por favor.
O garçom se retirou após ter anotado o pedido.
Do lado de fora daquele restaurante, o fotógrafo Thomas procurava o melhor ângulo em sua câmera para as fotografias que faria a seguir.
“Perfeito Melinda”, Thomas pensou ao vê-los próximos a uma das janelas.
Minutos depois, o garçom retornou com as bebidas. Enquanto esperavam pelo pedido, Royce e Melinda estiveram em um clima desconfortável. Royce pigarreou ao erguer seu drinque.
– Proponho que brindemos a conversa que teremos.
“Isso mesmo joga mais corda, isso está ficando interessante”, Melinda pensou.
– Sim, brindemos a esse diálogo – Melinda o imitou erguendo o copo.
Seguido de um gole de seu drinque, Royce abriu sua pasta retirando de lá uma revista. Era uma da mesma editora que Maria acabara de mostrar a Emmett.
Com um imenso aperto no peito, Melinda respirou fundo, decidindo seguir com seu plano. Mesmo a foto na revista não sendo tão comprometedora, e que a imagem não fosse em tão boa qualidade assim, isso ainda a afetava.
– Você provavelmente não viu isso, não é? – Royce disse se fazendo de ultrajado.
Melinda olhou uma última vez para a foto na revista e tentou soar normalmente, como se aquilo fosse banal e sem importância para ela.
– Ah, sim. Mas você deve saber que sermos traídos é algo normal nesse meio.
Royce a olhou espreitando os olhos. Não estava acreditando no que acabara de ouvir. Como poderia Melinda pensar dessa forma?! Todas as mulheres de jogadores que ele conhecia, sem nenhuma exceção, eram extremamente ciumentas e possessivas. Como ela poderia estar agindo com indiferença?
Fazendo certo charme, Melinda saiu de onde estava e sentando-se ao lado de Royce. Essa atitude dela o deixou, digamos, em alerta para uma novidade a qual ele não esperava.
Estaria Royce King sentindo-se acuado ou seria tudo parte de um jogo?!
Usando todo seu charme e muito fingimento, Melinda pousou sua mão direita sobre a de Royce King o deixando nervoso. Definitivamente, Royce não estava gostando do rumo daquela conversa.
“Que diabos essa mulher está planejando?”, pensou com o olhar semicerrado.
– Aposto que você já traiu ela também. Confessa vai... – Melinda pediu delicadamente e sorrindo para ele.
Tentando evitar toda aquela aproximação sedutora, Royce King pediu mais um drinque.
Melinda olhou para o lado oposto, fechou os olhos pensando consigo mesma. “Vamos Melinda, você consegue. Tente um pouco mais proximidade, deixe-o mais confuso.”
Enquanto o garçom entregava o drinque recém pedido, Melinda chegou mais perto de Royce apoiando sua mão delicada no braço dele.
– Por acaso, você não me chamou aqui para outro motivo além deles? Hmm... Pode falar... Sou toda ouvidos...
Por dentro, Melinda desejava imensamente que aquele momento chegasse ao fim. Não suportava estar ali, ao lado daquele homem desprezível e tão o oposto de Emmett McCarty.
Olhando em volta Royce King pensou. “Só falta um paparazzi idiota ver isso e espalhar por aí. O que essa safada pensa que está fazendo?!”
Royce King começara a acreditar que tê-la convidado para uma conversa particular não tivesse sido uma boa ideia.
– Bem... Na verdade, eu queria mesmo era me vingar deles, com a sua ajuda.
Melinda sorriu teatralmente. Jamais sorriria honestamente em um momento como esse, onde uma situação forçada e ridícula se iniciara.
– Sabe Royce, eu gostei bastante de você. Poderíamos sair outras vezes...
Porém, sua mente gritava o contrário. “Para o inferno, diabólico King. Quero mais é nunca ter que olhar nessa sua cara novamente”, era o que ela gritava em sua mente.
Era totalmente novo e inacreditável. Royce King estava se sentindo encurralado feito uma presa por um predador forte e ágil. Quando, na verdade, em sua frente estava apenas uma jovem extremamente delicada e com saúde frágil.
Certamente, Royce não desenvolvera nenhuma atitude de fúria por estar em um local movimentado; e como sua vida baseava-se em aparências, não teve outra saída.
– Lamento, mas preciso ir agora... Não tivemos um resultado produtivo com relação ao que eu esperava...
Com essas palavras, Royce King se retirou deixando sobre a mesa dinheiro suficiente para pagar o que havia consumido com direito a uma gorda gorjeta. Certamente, em outra ocasião, ele não faria isso. Porém, o momento o surpreendera, não quis esperar para ser pego em uma surpresinha desagradável.
Olhando o dinheiro deixado por Royce sobre a mesa, Melinda pensou. “Idiota”. Recolheu o dinheiro chamando o garçom, pedindo uma água sem gás. Logo que ficara sozinha novamente, Melinda permitiu que seus músculos e seu cérebro relaxassem um pouco. Após um longo suspiro, olhou para fora através da janela de vidro.
– Uffa!! – disse um pouco mais aliviada.
Ela pegou a revista que Royce deixara largada sobre seu acento. Melinda se permitiu dar mais uma olhada.
“É gatinho, tudo isso foi por você. Somente por amor a você. Espero mesmo do fundo do coração que seja feliz ao lado de Rosalie. Que nunca me julgue por tentar fazer o melhor para você. Que se amem como jamais conseguiram antes.”
Notas finais
Espero que tenham amando o capítulo tanto quanto eu :)
beijo, beijo
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