Quando o Amor Acontece
51 Capítulo 51 - Por Pouco
Notas iniciais
E ai como passaram o carnaval?
Hoje o capítulo é dedicado a IsabellaSCullen pela recomendação super fofa que ela fez a fic, Obrigada!
Royce King saíra daquele restaurante um tanto decepcionado, talvez amedrontado, pois seu plano mirabolante de ter Melinda como sua aliada na possível destruição da carreira de Emmett McCarty fora por água abaixo rapidamente.
Meio perdido, pensando em sua eventual falha e absorto na falta de noção do tempo e espaço, decidiu fumar um cigarro antes de entrar no carro e seguir seu caminho. Talvez, rumo a mais um plano sórdido.
Apoiou sua pasta que carregava alguns documentos e papéis importantes sobre o capô do carro. De lá, retirou um maço de cigarros, pegou um, acendendo-o em seguida com um isqueiro prateado, item de luxo para fumantes como Royce King. Se até em um pequeno detalhe ele não botasse banca, não seria um verdadeiro King.
Após a primeira e longa tragada em seu cigarro, Royce desativou o alarme do seu carro de luxo. Abiu a porta, guardou sua pasta de documentos, fechando-o novamente em seguida.
Passou a mão na cabeça seguida de outra tragada no cigarro. Andou de um lado para o outro liberando uma nuvem de fumaça. Céus, lembrava uma chaminé fumando daquela maneira exorbitante.
A nicotina deveria exercer algum tipo de fator relaxante sobre aquele homem de carácter duvidoso. Um erro...
Foi nesse momento que Royce King vira o que o preocupava. Um paparazzi, supostamente. Na verdade, era Thomas o amigo jornalista de Melinda. Estava ali a pedido da mesma. Ambos trabalhavam no mesmo prédio, apenas em andares diferentes. Tinham se conhecido um tempo atrás em um momento em que Thomas precisava de uma fotografia de Emmett ao lado de Melinda, que aceitou educadamente fazer a foto.
Melinda trabalhava durante o dia no escritório de uma revista que pertencia a sua tia. No seu caso, não era uma revista de fofocas, o escritório o qual ela trabalhava mantinha outros interesses. À noite, como todos já sabem, Melinda fazia faculdade de Medicina.
Do outro lado do estacionamento, Thomas guardava o material usado para fotografá-los quando se dera conta de que Royce King o vira.
Precisava falar com Melinda, lhe mostrar as fotos antes de revelá-las, ter certeza de que era mesmo isso o que ela queria. Mas cumprindo o pedido que ela lhe fizera antes de entrar naquele restaurante ao lado de Royce, Thomas disfarçou qualquer atitude suspeita, entrou em seu carro saindo do estacionamento normalmente.
Assim que se livrasse da desconfiança de Royce, voltaria para falar com Melinda tranquilamente.
Preocupado com as possíveis fotos que continham naquela câmera e com o possível escândalo envolvendo seu precioso nome, Royce King decidiu segui-lo. Rapidamente entrou em seu carro jogando o que restava do cigarro no chão do estacionamento. Saiu dali na cola de Thomas cantando pneu.
Olhando através do retrovisor, Thomas se dera conta de que estava sendo seguido. Aumentou a velocidade, porém sem ultrapassar o permitido. Usando uma única chance, vira que o sinal estava prestes a fechar, então, passou rapidamente antes que isso ocorresse deixando Royce para trás.
Revoltado Royce bateu as mãos em punho no volante do carro.
– Fotógrafo de merda!! – esbravejou com arrogância. – Será que aquele imbecil tirou fotos minhas dentro daquele restaurante, ou teria alguém famoso por lá?!
Definitivamente, Royce não poderia acreditar que se deixou correr tamanho risco. Sempre fora tão cauteloso nesse tipo de situação...
Apartamento de Emmett.
Bella olhou para Maria com ar preocupado.
– Olha, eu não tenho ideia de quem seja esse tal Royce King, a não ser pelo o que acabo de saber aqui. Mas se ele tem planos para prejudicar meu irmão, já o detesto!
– Ah, eu sei quem ele é. Vi algo sobre ele na internet e me custa acreditar que a Rose teve algo com ele. O cara é um nojo... – revelou Alice que estava ao lado do irmão.
– O cara se acha o maioral – disse Jasper apoiando sua fada serelepe.
– Ele perdeu duas vezes em uma só noite – disse Miranda. – Primeiro, perdendo o jogo. Acredito que ele ainda não engoliu a derrota. Segundo, entrou no ginásio com a noiva e saiu sem. Definitivamente, o cara não está no auge.
Todos sorriram. Emmett pediu licença para se retirar da sala.
– O que vai fazer? – Maria o questionou.
– Vou ligar para Mel, preciso falar com ela... – dizendo isso Emmett se retirou indo para seu quarto.
– Bem, eu vou indo – informou Maria. – E aí vamos almoçar? – perguntou para seu namorado Miranda.
– Vamos sim, mas antes só preciso passar na minha casa e pegar uns papéis para levar para gravadora.
– Na sua casa? – Maria perguntou curiosa. – Mas você quase nunca fica na casa, somente no apartamento ao lado da gravadora. O que anda aprontando hein, senhor Marcos Miranda?!
– Nada amor! Só estou pensando em vender aquela casa. Por isso estive lá essa semana. Arrumei algumas coisas para tirar de lá, só isso.
– Hmmm... Você não me falou nada a respeito disso antes...
– Não deu tempo. Para de pensar besteiras, vai. É muita correria, tanto você quanto eu estávamos ocupados.
– Ok! – Maria respondeu disfarçando um sorriso. – Bella, quer carona ou você está de carro?
– Estou de carro, Maria. Também ficarei mais um pouco.
– Ok, você que sabe. Bem, vou indo. Tchau Jasper, tchau anã, quer dizer, Alice.
– Tchau Maria amarga, quer dizer, Amara – Alice imitou.
– Falem para Emmett ficar esperto que esse jogo ainda não terminou. Qualquer coisa me liguem que eu resolvo. Essa sou eu, baby.
– Tchau para vocês. Nos vemos em outra ocasião – disse Miranda ao sair do apartamento acompanhado por Maria.
No quarto, Emmett pensava um pouco antes de pegar o telefone. Talvez pensando no que dizer depois de tudo o que aconteceu e em sua falha em não ter ligado antes. Por fim, realizou a ligação para sua, ainda, namorada, Melinda.
Ela estava de saída do restaurante no exato momento em que seu celular passou a tocar, parecia ter urgência.
Tentando segurar um pouco mais a onda de discussões, Melinda atendeu normalmente.
– Oi gatinho!
– Mel, onde você está? O que está acontecendo? Você tem agido tão estranha ultimamente...
Sentindo-se momentaneamente angustiada, mais uma vez, Melinda omitiu a verdade.
– Estou bem, não se preocupe. Agora estou saindo do meu horário de almoço. Ah, parabéns, soube que os Lakers venceram o jogo.
Por um fugaz momento, Emmett se perguntou se Melinda sabia do que acontecera no ginásio United Center. Não, ela não merecia saber daquela maneira, isso a machucaria... Caberia somente a ele essa responsabilidade.
– Sim, nós vencemos – Emmett esboçou um leve sorriso do outro lado da linha. – Você viu pela TV? – agora Emmett parecia estar preocupado. Talvez a mídia o mostrasse pelo prisma equivocado.
– Oh, me desculpa gatinho eu não vi a transmissão ao vivo pela TV. Estive estudando para uma prova... Mas eu vi no noticiário logo depois.
Na verdade, Melinda não tivera nenhuma prova. Fora tudo parte do plano, e como sofreria se visse a cena, preferiu não ligar a TV aquele dia.
Emmett suspirou aliviado por acreditar que Melinda não sabia. Então, não se sentia enganada. Porém, isso não mudava o fato de ele mesmo se sentir traidor.
– Gatinho, o que eu mais queria era estar lá te assistindo de perto e ter te abraçado no final da partida... – os olhos de Melinda se encheram de lágrimas.
– Mel... Eu quero te ver, estou com saudades... Precisamos conversar sobre algumas coisas que andam acontecendo...
– Eu sei gatinho, mas é que está corrido para mim nos últimos dias. Aliás, para nós dois. – “Sinto sua falta amor, queria muito te abraçar agora. Sentir a proteção de seus braços fortes em minha volta, mas não dá...”, completou mentalmente com os olhos marejados de lágrimas.
– Mel, tem algo estranho acontecendo, só não sei ainda o que é... Preciso que me fale...
– Não está acontecendo nada, amor. Apenas concentre-se nos jogos e em seus treinos, assim que conseguir um tempinho, eu vou te ver, prometo.
– Mel, tente não passar noites em claro estudando. Dá última vez que te vi, você estava um pouco pálida. Não faz isso gatinha, eu fico preocupado. Descanse um pouco, se alimente bem. E por favor, não fuja de mim, precisamos conversar o quanto antes.
– Pode deixar gatinho, não farei nada preocupante. Fique tranquilo, sim?! Só mais uma coisa... Emmett, eu te amo, por favor, nunca esqueça isso.
– Eu também te amo, Mel, e quero te ver... Espero que consiga um tempinho para mim...
Emmett finalizou a ligação se sentindo abandonado. Não era normal de Melinda evitá-lo assim. Havia algo estranho e Emmett gostaria muito de saber o que era. Há dias que ele vinha pensando a respeito disso.
Mesmo que ele estivesse disposto a ficar com Rosalie, Emmett nunca a chutaria feito um objeto sem uso. Ele gostava de Melinda e realmente sentia saudades, mesmo que saudades de amigos, talvez.
Voltando para casa, a pé mesmo, já que o restaurante em que estava com Royce se localizava há apenas algumas quadras de sua casa, Melinda chorou praticamente o caminho inteiro. Estava sendo exponencialmente doloroso evitá-lo assim dessa maneira, mas acreditava ser o certo a se fazer.
Emmett não poderia descobrir sobre sua doença ou todos os planos e toda sua busca por Rosalie Hale estariam perdidos, uma vez que Emmett jamais aceitaria isso.
Ao chegar em casa, passara diretamente para seu quarto, ainda chorava um pouco.
– Mel, minha querida – disse sua tia, com tamanha preocupação que lhe apertava o peito.
Notando a preocupação de sua tia, Melinda tentou tranquilizá-la quanto a sua dor.
– Tia, a dor que sinto nesse momento é somente em meu coração... – subiu as escadas lentamente.
“O que está fazendo só está te deixando pior, querida”, pensou sua tia secando algumas lágrimas. Estava sendo difícil ver uma das pessoas que mais ama sofrer e não poder fazer nada para mudar isso.
Alguns minutos depois...
Maria e Marcos Miranda chegavam à casa ao lado da dos tios de Melinda.
– Enquanto você vai lá dentro pegar a papelada para levar a gravadora, eu vou até a banca de revistas. Preciso ver se saiu algo mais a respeito a toda essa confusão.
– Ok, mais não demore. Só entrarei para pegar alguns papéis e já iremos embora – disse Miranda ao sair do carro deixando a chave na ignição.
– Não demorarei, fica tranquilo... – Maria respondeu ao passar para o banco do motorista.
Assim que Maria se retirou, Miranda atravessou o jardim de sua enorme casa com uma placa de venda logo à frente. Sem dúvida era uma bela casa e estava à venda apenas pelo simples fato de quase nunca usá-la. Costumava ficar sempre em um apartamento, uma cobertura que mantinha próximo a sua gravadora.
Porém, pretendia fazer em breve uma surpresa à sua namorada Maria pedindo-a em noivado e comprando uma bela casa na praia de Malibu.
Miranda recolheu o que precisava e colocou em uma pasta vazia. Saiu do escritório daquela mansão olhando em volta. É, não tinha tantas lembranças memoráveis daquele local, mas sem dúvida um dia ele chegou a gostar dali.
Logo que saíra, encontrou a vizinha da casa ao lado. Estava segurando um envelope em mãos e parecia bem nervosa. Estava com um semblante triste e abatido. Certamente, todo o sofrimento da sobrinha vinha se refletindo em si própria.
Preocupado, Miranda atravessou o jardim indo falar com a senhora Landly.
– Com licença, senhora Landly?! Aconteceu algo? Precisa de ajuda?
Mantendo o envelope próximo ao peito, ela olhou para Miranda, parecia assustada também.
– É o rapaz dono da casa que está á venda, não é?!
– Sim, sou eu. A senhora está bem? Parecia estar chorando – disse Miranda segurando os ombros da tia de Melinda, a senhora Landly, praticamente a guiando até a varanda.
– São problemas de saúde em minha família. Estou muito preocupada com minha sobrinha. Ela está passando por momentos muito difíceis. Está tentando se afastar do namorado que ela ama loucamente e ao mesmo tempo está com sérios problemas de saúde. O fato de o namorado ser um famoso jogador de basquete faz ela se esforçar para que a mídia também não saiba.
– Os jovens são assim mesmo... Ás vezes é melhor não namorar pessoas famosas, mas se eles se gostam, ela vai ter o apoio que precisa e passarão por isso.
– Não, meu querido, minha sobrinha já tomou a decisão que vai deixá-lo para que seja feliz...
– Lamento que ela tenha chego a essa conclusão...
Maria parou o carro em frente a casa de Miranda esperando alguns minutos.
– Ué? Não foi ele mesmo que pediu para que eu não demorasse? – resmungou olhando através da janela do carro.
– Senhora Landly, espero que sua sobrinha fique bem e que consiga uma solução melhor do que terminar esse namoro... Me desculpe, preciso ir, minha namorada está me esperando – disse Miranda olhando em direção ao carro estacionado em frente à sua casa.
– Eu te peço desculpas por estar aqui falando de problemas familiares. Obrigada por ter se preocupado, são poucos os jovens atenciosos como você, meu filho.
– Não foi nada incômodo ouvi-la. Até mais, senhora Landly.
– Até, meu filho...
Miranda voltou para encontrar Maria fazendo o trajeto do jardim. Maria buzinou em frente à casa e não obteve resposta. Então, ela o viu atravessando o jardim da casa ao lado.
Assim que Miranda parou ao lado da porta do motorista, Maria disse:
– Hei! Eu te chamei. O que houve? Estava falando com quem? O que estava fazendo na casa ao lado?
Maria passou para o banco do carona cedendo o banco do motorista para Miranda, que deu partida logo em seguida.
– Estava falando com a vizinha...
– Miranda!
– Espera amor, só estava sendo um bom vizinho e ouvindo os problemas da senhora Landly.
– E desde quando você faz isso? Não era uma siliconada e você está mentindo para mim, não é?!
– Claro que não amor, já falei, é uma senhora.
– E o que aconteceu, o que ela disse?
– Disse que a sobrinha está doente e que namora um jogador de basquete famoso que também está o evitando para que ele não saiba de seu estado de saúde.
“Namora um jogador de basquete famoso e está o evitando”, pensou Maria.
– Por acaso, ela mencionou o nome da sobrinha? – a mente de Maria começava a montar um quebra cabeças.
– Não, ela não mencionou, mas outro dia em que estive aqui falando com o pessoal da imobiliária, ela chamou alguém que tinha um nome com M ou N, não sei ao certo...
– Hei, ela namora o meu irmão!
– Ela namora o seu irmão?
– Claro que é ela. Está na cara. Namora um jogador de basquete famoso, está o evitando, o nome começa com M, porque estou certa que não é com N. É claro que é a Mel. Encaixa perfeitamente. Mas que papo é esse de estado de saúde? Nunca soube que a Mel estava doente. Preciso tirar isso a limpo. Tenho certeza de que é a Melinda e vou descobrir o que está acontecendo.
– Não tenho dúvidas que irá descobrir, meu amor. Você nunca falha – Miranda confirmou enquanto dirigia.
[...]
Emmett estava deitado em sua cama pensando nos últimos acontecimentos quando Alice entrou no quarto toda saltitante ao lado de Bella.
– Irmão urso, vamos sair para almoçar? – Alice perguntou ao pular na cama do irmão.
– Não estou afim não, vão vocês...
– Ah, Emmett, vamos, vai – Bella pediu sentando ao lado do irmão.
– Você chama a Mel e a Bellita chama o Edward. Aí vamos todo juntos – disse Alice.
– A Mel não pode ir, está ocupada me evitando... – Emmett respondeu com um leve mau humor.
“O que será que anda acontecendo com a Mel?”, Bella pensou tentando sorrir para o irmão como se Emmett pudesse ler seu pensamento.
– Ah, mas vem você com a gente e nos conta sobre a Rose – Bella pediu.
Emmett sorriu derrubando as duas irmãs em sua cama fazendo cócegas.
– Vocês são duas enxeridas, sabiam?
– Eu não sou não, esse papel aí é da Alice – Bella fez sua defesa rindo das cócegas que recebia.
– Eu não! – Alice se defendeu. – É você, Bellita. Jazz, vem cá me salvar...
Emmett gargalhou mantendo as duas ali sob cócegas.
Notas finais
E ai o que vocês tem a dizer a respeito do que acabaram de ler? Quero saber tudinho o que vocês pensam *olhinhos brilhando*
Meninas eu postei uma one shot Carlisle&Esme se alguém tiver interesse em ler eu ficaria muito feliz.
https://www.fanfiction.com.br/historia/200055/Doces_Lembrancas
Quem pediu uma one shot Jake&Nessie assim que surgi a ideia eu farei :)
Alguém mais gostaria de recomendar a fic? *olhinhos brilhando*
Espero por vocês nos reviews :)
Beijinhos
Bree
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