Quando o Amor Acontece
49 Capítulo 49 - Triste Despedida
Notas iniciais
=)
Foi uma tranquila noite de sono que, por sinal, era algo que Rosalie Hale não sentia há tempos. Ainda de olhos fechados, a jovem loira se espreguiçou lentamente. Sentiu um leve incômodo nas costas, isso a fez lembrar os hematomas.
“Ao menos já não dói como ontem” – pensou.
Ainda um tanto confusa por não ter despertado por completo, Rosalie teve medo de abrir os olhos e ver que seu reencontro com Emmett McCarty não havia passado de um lindo sonho. Resmungou mentalmente.
“Quero voltar a dormir, por favor, quero sonhar outra vez. Se foi tudo um sonho, Deus, deixe-me dormir para sempre.”
Permaneceu por alguns minutos assim, com os olhos fechados forçando um sono que não retornava.
De repente, seu coração palpitou freneticamente dentro do peito, parecia querer sair pela boca. Tudo isso pelo simples fato de ouvir a voz rouca e sonolenta de Emmett pronunciar seu nome.
“Rose...”
Por reflexo, Rosalie abriu os olhos rapidamente em um frenesi fixando o olhar no teto. Porém, logo um sorriso lindo se fez notável em sua face delicada ao se dar conta de que tudo havia sido real. Sim, seu único e grande amor estava ali no mesmo ambiente que ela, e isso a deixava em êxtase.
Lentamente, Rosalie sentou-se na enorme cama que passou a noite. Varreu toda suíte com o olhar em busca de Emmett.
Então ela o localizou, largado no sofá de luxo o qual ela mesma disse para ele dormir na noite passada.
Emmett estava sem camisa, usando um shorts de um pijama. Ressonava gostosamente, parecia estar em um sono tranquilo. Isso não era de se estranhar depois da noite de ontem. O anjo e o urso voltaram a se encontrar. Metade do cobertor repousava sobre o carpete branco felpudo.
Ainda na cama, Rosalie suspirou passando as mãos nos cabelos para arrumá-los um pouco.
Puxou o cobertor que ainda repousava sobre suas pernas. Saiu da cama devagar andando descalça e cuidadosamente. Passando em frente a um grande espelho, ela se viu usando a camisa de Emmett. Com um sorriso bobo chegou à conclusão de que estava perfeita naquele traje.
Continuou seu caminho até ficar de frente ao sofá onde Emmett dormia. Até mesmo o ressonar dele a deixava feliz.
Pegou umas das almofadas que fazia parte da decoração, jogou no carpete ajoelhando-se sobre ela.
Enquanto Emmett ressonava, Rosalie apenas observava. Seus olhos seguiam o leve movimento do abdômen másculo e exponencialmente atraente a seus olhos.
Fora como um imã. A situação a convidava.
Movida pelo instinto deixou sua mão ser guiada pela necessidade de tocá-lo. A milímetros de tocar o abdômen de Emmett, Rosalie desistiu fechando a mão com força.
“Se controla, Rosalie Lilian” – pensou consigo mesma.
“Não devo precipitar nada.” – relutou.
“Mas só um pouquinho, não vai prejudicar ninguém.”
Abriu e fechou a mão nervosamente algumas vezes. Um tanto trêmula, sua mão tocou o abdômen de Emmett. Porém parecia estar tocando brasa ardente.
Em reflexo, ainda de olhos fechados, Emmett segurou o pulso da mão trêmula e delicada que tocava seu abdômen nu. Rosalie se assustou puxando a mão. Mas Emmett a manteve ali exatamente onde estava.
Em questão de segundos, ambos se olhavam intensamente, nervosamente.
Segurando o pulso de Rosalie, delicadamente. Emmett sentou-se. Rosalie o olhava sem saber o que fazer. Estava tão afetada.
– Não foi apenas mais um sonho... – disse Emmett liberando o pulso de seu anjo. Logo depois a abraçou.
Com a cabeça apoiada no ombro nu de Emmett, Rosalie confessou.
– Por um fugaz momento também cheguei a pensar que tivesse sido apenas mais um sonho...
Emmett fez um breve carinho no rosto de Rosalie.
– Como estão suas costas? Ainda dói?
– Estou bem melhor. Obrigada pelo o que fez na noite passada.
– Não agradeça por isso, meu anjo. Quero cuidar de você, sempre – massageou levemente as costas de Rosalie por sobre sua camisa que ela usara como pijama.
– Emmett...
– O quê, meu anjo? – perguntou sem desviar o olhar do dela.
– Preciso ir para casa. Minha mãe vai ficar preocupada... Não posso fazer isso com ela. Não outra vez – completou lembrando o dia em que fugiu de casa indo se esconder no Secret’s Place.
Ambos sorriram com a lembrança.
– Eu te levo. Mas você não quer tomar café da manhã comigo antes? Vou ligar para o serviço de quarto, tudo bem?! – completou com uma piscadinha.
– Está bem, enquanto isso vou me trocar, ok? – Rosalie aceitou o pedido indo para o banheiro onde estava sua roupa. Pegou a bolsa que estava sobre a cama levando junto.
Colocou a bolsa sobre o balcão da pia, retirou o celular verificando as chamadas não atendidas. Ao total, oito. Seis de sua amiga Vera e duas de sua mãe. Sorriu consigo mesma chegando à conclusão de que sua amiga Vera às vezes era pior do que sua própria mãe.
Primeiro ligou para sua mãe deixando recado.
“Mãe, estou bem. Dentro de uma hora e meia, mais ou menos, estarei em casa. Tenho tanto a te contar. Não se preocupe, sim?! Te amo!”
Logo em seguida, fora a vez de ligar para Vera. No entanto, o telefone mal dera dois toques e Vera já atendera.
– Loira, onde você está? Pelo amor de Deus!
– Calma Vera! Estou com Emmett...
– Hmmm... Onde você foi com o gostosão depois que eu saí? Onde vocês estão agora? Vocês se beijaram? Vocês...
– Pára sua maluca! – riu do exagero de Vera. – Eu dormi com ele...
– O QUÊ?! Alguém. Please. Pare o mundo que eu quero descer.
– Veruska, está doida?! Eu só dormi na mesma suíte que ele, não aconteceu nada. Ai que mente poluída...
– Ah, que sem graça... Pensei que vocês... Ah, você sabe... Uma noite linda, blá, blá, blá...
– E tivemos!
– Hãn? Como assim, Rose? Agora estou confusa. Você acabou de dizer que nem se beijaram.
– Vera, Veruska minha linda. A noite foi linda desde o momento que o vi entrar em quadra ontem. Depois que saímos do restaurante, andamos juntos, relembramos o passado. Nos abraçamos várias vezes, e o mais importante de tudo, revelamos um ao outro o que sentimos. Ah, e ele cuidou de mim. E tudo isso não tem preço.
– Ai amiga, só de te ouvir falar assim eu juro que faria tudo outra vez para te ajudar. Tacaria o meu finado celular na cabeça daquele King Kong dos infernos novamente.
– Vera, já passou. Fique longe de Royce, não quero que ele te machuque por minha causa. Mas me diz, Alice e Jasper, onde estão? Como foi o jogo de boliche?
– Ah, Alice e Jasper me deixaram em casa e depois foram para o hotel onde eles tinham uma reserva. Aliás, aquela baixinha é tão doida quanto eu ou até mais. Quase morro de rir com ela. E adivinha?! Acabamos jogando em duplas. Tinha um carinha lá, super gatinho, e pediu para fazer dupla comigo. Como eu sou uma garota super gente boa, aceitei né.
– Aham, sei... – Rosalie provocou.
– Pára Rose! Eu falei para ele que eu tinha namorado, ok? Ele ficou triste, que peninha...
– Você mentiu, Vera?! – sorriu.
– Não, eu não menti, porque mesmo que o Christopher não saiba, ele é meu namorado e futuro pai de meus filhos.
Rosalie gargalhou. E da suíte, Emmett pensou qual o motivo da gargalhada.
– Ai Vera, você é louca, mas eu te amo.
– Não ri de mim não, hein loira...
– Está bem, eu não rio. Vera, você não dormiu não, né? São nove e meia da manhã e já tinha seis chamadas suas não atendidas.
– Eu dormi pouquinho, na verdade. Fiquei preocupada com você e o Emmett. Tive medo que o psicopata King fosse procurar vocês, sei lá...
– Está tudo bem, o Royce não apareceu. Emmett vai me levar em casa daqui a pouco depois do café. Se você quiser ir me esperar lá, pode ir, ok?!
– Claro que eu irei... Acha que vou perder de saber mais detalhes? É ruim, hein!
– Rose, está pronta? – Emmett perguntou batendo levemente na porta do banheiro.
– Tchau, Vera! Ele está me chamando, te vejo depois. Beijo!
– Beijo, se cuida loira.
Finalizou a ligação abrindo a porta do banheiro mantendo um leve sorriso.
– Desculpa, estava falando com a Vera – revelou balançando o celular.
– Ela falou algo sobre a baixinha?
– Sim. A Alice e o Jasper a distraíram e ela esqueceu toda aquela confusão por algumas horas. Acho que se tornaram grandes amigas. Isso é bom porque independente do que aconteça daqui em diante, Vera é minha amiga irmã. Nunca a deixarei fora de minha vida.
Emmett se aproximou de Rosalie.
– Acho que nunca poderei agradecer o suficiente pelo o que Vera fez por nós dentro daquele ginásio – aproveitou a proximidade para beijar a testa de seu anjo demoradamente. – Mas, agora vai se trocar, Rose – disse Emmett notando que Rosalie ainda usava sua camisa. – Depois vou tomar uma ducha também. Tomamos café e iremos.
– Ok! – Rosalie voltou para o banheiro fechando a porta lentamente enquanto mantinham uma troca de olhares.
Minutos depois...
Emmett foi deixá-la em casa ainda com o carro alugado na noite passada. Enquanto dirigia, ele só pensava em uma coisa: levá-la para Los Angeles com ele. Vez ou outra eles trocavam olhares.
Antes de saírem, Rosalie pediu para ficar com a camisa que usou. Emmett, sem hesitar, permitiu.
O tempo inteiro, Rosalie dava instruções de onde seguir. Até que pararam em frente à grande casa dos Cullens.
– Então era aqui que você se escondia de mim – Emmett brincou olhando pela janela do lado em que Rosalie estava.
– Nunca me escondi de você, Emmett. Mas uma coisa chamada destino nos manteve ocultos da presença um do outro por tempo demais.
– Bem... Então espero que esse tal de destino nunca mais se atreva a fazer isso novamente, ou do contrário ele irá se ver comigo – brincou mais uma vez revelando suas covinhas perfeitas.
– Bobo... – Rosalie sorriu.
Tocou o rosto de Rosalie levemente.
– Meu anjo, irei te deixar com seus pais, mas eu volto. Eu prometo! Quero você perto de mim... Não desapareça outra vez, por favor. Esteja aqui quando eu voltar.
– Não irei desaparecer ursinho, nunca mais. Estarei aqui com um único desejo, que você volte...
– Eu voltarei, palavra de urso!
Ambos sorriram ao sair do carro ao mesmo tempo.
– Por que não esperou que abrisse a porta para você?
– Tudo bem Emmett, eu gosto assim – completou com uma piscadinha.
Sem que Rosalie esperasse, foi pega em mais um abraço esmagador de urso.
– Eu entraria para falar com seus pais, mas preciso voltar com o time agora pela manhã para Los Angeles. Ou do contrário receberei uma advertência.
– Eu sei ursinho...
– Não se esqueça do que me prometeu, Rose. Não saia sozinha até que Royce receba o que merece. Não é seguro, não se esqueça disso. Por favor, não se arrisque, porque se ele te machucar mais uma vez, eu juro que o mato. Eu volto meu anjo, e esteja me esperando...
– Estarei pelo o tempo que for preciso...
Emmett sorriu, em seguida deu um beijo na testa de seu anjo. No entanto, em questão de segundos, seus olhos estavam nos lábios rosados de Rosalie. Lentamente, Rosalie se aproximou um pouco mais, ficando na pontinha dos pés.
Ansiava tanto pelo beijo que chegava a incomodar. Ambos respiravam sofregamente sentindo a respiração oscilante um do outro.
Porém, alguém abriu a porta no momento inoportuno interrompendo.
– Até que fim você apareceu Rose. Oi grandão!
Rosalie olhou para Vera como se dissesse “Por que Vera?! Estava tão perto”. Mas se existe alguém com quem ela não podia reclamar, esse alguém era Vera, afinal, fora uma das pessoas que mais se arriscou por ela sem que recebesse nada em troca. A não ser a amizade.
– Oi Vera! – Emmett cumprimentou educadamente com um sorriso.
– Vera, por acaso você veio a jato?! – Rosalie brincou.
Inocentemente, Vera respondeu.
– Não, eu vim de carro...
– Vera, ela está te zoando – Emmett esclareceu.
– Ah, sua chata... – Vera se fez de ofendida voltando para dentro da casa de Rosalie.
Emmett segurou a nuca de Rosalie enquanto lhe beijava a bochecha demoradamente. Rosalie podia jurar que sua pele ardia em chamas com aquele beijo.
– Me espera minha Rose... Meu anjo... Minha vida... – dizendo isso Emmett foi em direção ao carro.
Sentindo um aperto no peito Rosalie o chamou.
– Emmett!
Emmett virou para olhá-la. Antes que se desse conta, Rosalie corria em sua direção. E mais uma vez a cena se repetiu. A jovem loira se jogou de corpo e alma, sem medo, sem culpa nos braços fortes de Emmett McCarty.
Emmett a ergueu um pouco do chão aspirando o perfume dos cabelos loiros de seu anjo. Alguns segundos se passaram e ele a pôs de volta ao chão.
Lutando contra sua vontade e com o vazio que se formava dentro de seu peito, Rosalie o soltou.
– Volta para mim, ursinho – pediu antes de abrir a porta de sua casa.
– Eu volto meu anjo, eu volto... – Emmett respondeu ao entrar no carro.
Logo que seu anjo entrara em casa, Emmett partira mantendo a promessa de que voltaria em breve.
Notas finais
Um presentinho de faz de conta: Um Emmett para cada uma de vocês, ok! Eu sei que não posso dar um de verdade, obvio kkkkkkk mas vamos fazer de conta tá?! *Olhinhos brilhando*
Então meninas me digam o que acharam do capítulo?! Eu sou suspeita para falar, mas eu adoro o/ eu estou super viciada nesse casal ♥
Beijinhos
Bree
Nos vemos nos reviews, Ok?!
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