Quando o Amor Acontece

44 Capítulo 44 - Sentindo-se Desolada


Notas iniciais
Oláaa meninas e aí como estão?!
Um bom começo de ano? Espero que sim!!
Hoje tenho dois agradecimentos especiais a fazer:
Juuh_Hale e EsmeACullen MUITO obrigada pela recomendação. Fiquei super, super FELIZ!!

No momento em que os amigos brindavam em meio a um clima totalmente confortável, sem que se dessem conta, alguém os observava atentamente. Certamente eles eram o alvo dessa pessoa estar ali. A pessoa era nada menos que o detetive Travis, que Melinda havia contratado dias atrás em busca do paradeiro de Rosalie Lilian Hale Cullen.

Sentado em um banco em frente ao bar do restaurante onde Jasper e Emmett tiveram um diálogo curto minutos antes, lá estava Travis atento a tudo o que ocorria.

Sua intenção era manter-se informado dos últimos acontecimentos e repassá-los à Melinda. Informá-la de que a situação proposta seguia seu curso normalmente.

Mexendo no bolso interno do seu terno, Travis retirou de lá o celular, imediatamente ligando para Melinda. O telefone se manteve em uma chamada duradoura por alguns instantes.

Los Angeles, 23:05 hs

Ao contrário de quando sua cunhada, Alice, ligara, Melinda nesse momento não se encontrava mais deitada em sua cama após ter ingerido alguns remédios para que sua dor de cabeça diminuísse. Sentia agora um leve desconforto, uma leve náusea talvez. Apenas um efeito colateral de seus remédios fortes.

Manter oculta para Emmett a gravidade de seu estado de saúde vinha se tornando exponencialmente difícil, uma vez que Emmett sempre fora atencioso e prestativo. Pode-se dizer que é um namorado perfeito!

Melinda nos últimos dias tem evitado ao máximo encontrá-lo pessoalmente. Porém, em nenhum momento se negando a atender suas ligações. Já havia tido provas de que essa recusa só o traria ainda mais para perto.

Agora, sentindo-se um pouco melhor, estava na cozinha em frente ao balcão falando com sua tia, que tentava convencê-la de comer algo, mesmo sentindo um pouco de náusea.

De repente, a atenção que dirigia para a tia voltou-se ao celular, que estava em cima do balcão tocando em um tom suportável.

Notando de quem era a chamada, Melinda atendera sem hesitar. Precisava de alguma informação, já que nem ao menos pela televisão Melinda quis assistir o jogo dos Lakers no United Center aquela noite. Sabia que ali, nessa mesma noite, outra história teria início.

- Sim?! – disse Melinda segurando o celular recostado em seu ouvido. Seu tom de voz demonstrava cansaço. Eu diria não ser apenas cansaço físico, mas também psicológico.

- Senhorita Melinda, estou aqui no mesmo restaurante que eles. A menos de uma hora chegou um outro casal, juntando-se aos três que já estavam no local. Há apenas alguns minutos McCarty e o cunhado estiveram aqui sentados no bar do restaurante praticamente ao meu lado. Tomaram um drinque em meio a um curto diálogo a respeito da Hale, onde você também foi citada.

Do outro lado da linha, Melinda ouvia tudo atentamente, porém sem nada a dizer. No entanto, seu corpo mandava sinais da angústia que estava por vir. Seu coração acelerou saindo do ritmo natural, suas mãos ficaram trêmulas.

Travis prosseguiu.

- O modo como McCarty falou da Hale para o cunhado fora de alguém que se encontra totalmente afetado e envolvido – como Melinda não interrompeu, ele prosseguiu. – Nesse momento, eles acabam de brindar o reencontro dos amigos e em especial do casal em questão. A troca de olhares é intensa, a química é palpável. Se esse era o objetivo, pode-se considerar com êxito – concluiu Travis bebericando seu drinque.

Do outro lado da linha, nem fora preciso piscar para que as lágrimas molhassem a face delicada da jovem Melinda. Com as mãos trêmulas, a voz embargada e o coração machucado, Melinda apenas conseguiu dizer uma única palavra.

- Obrigada...

Finalizou a ligação deixando que o celular fosse de encontro ao chão. O olhar que a tia dirigiu a sobrinha fora de total preocupação.

Melinda sentiu uma onda enorme de tristeza assolando seu coração. Momentos felizes ao lado de seu gatinho lindo invadiram sua mente de uma maneira incontrolável. As mais avassaladoras foram as em que ele a carregava no colo a chamando de gatinha, enquanto sorria revelando suas covinhas encantadoras.

Tremendo e com soluços causados pelo choro, Melinda deixou seu corpo a guiar até o chão frio da cozinha, deixando suas costas deslizarem na parede de mármore do balcão até que estivesse totalmente sentada no chão.

Abraçou os próprios joelhos como se estivesse muito assustada, como se essa atitude lhe desse proteção necessária. Estava sentindo-se desolada, perdida. A dor em seu coração estava se tornando superior a sua dor física.

Naquele momento, sua mente desejou que tudo chegasse logo ao fim e destruísse de uma vez por todas todo seu sofrimento. Por mais que vivesse mil anos, jamais conseguiria deixar de amá-lo. Tudo o que mais ansiava era deixá-lo feliz em sua ausência. E a única solução para que isso ocorresse fora Rosalie Hale. A garota por quem seu gatinho teve um amor no passado e, segundo ela, talvez ainda a amasse.

Ao presenciar o sofrimento da sobrinha, a tia ficou exponencialmente preocupada. Deu a volta em torno do balcão indo até onde Melinda estava ajoelhando-se à sua frente. Envolveu seus braços em torno do corpo frágil e trêmulo, protetoramente.

- Calma, meu amor... Calma... – sua tia pedia com carinho segurando o rosto de Melinda entre as mãos, olhando diretamente nos olhos disse. – Não deveria ter feito isso... Está sofrendo além do suportável. Deveria ter contado para Emmett desde o início.

A mente de Melinda ainda visualizava momentos ao lado de seu gatinho. Os soluços causados pelo choro estavam presentes como jamais estiveram.

- Mel, minha querida... – sua tia também estava chorando no momento. – Esse sofrimento só te faz mal. Não sofra assim sozinha...

- Não... – sussurrou Melinda com dificuldade. – Não quero que ele sofra com isso. Não quero que me veja cada dia pior. Não quero que minha última lembrança em sua mente seja de dor... Quero que ele seja feliz, tia... É só o que eu quero. Que ele continue feliz, mesmo sem mim.

- Vem amor, levanta desse chão frio – sua tia pediu no instante em que ajudava a levantar.

- Eu o amo demais, tia... – sussurrou ao sair da cozinha com a ajuda que precisava.

- Eu sei que sim, querida... Eu sei...

Com a ajuda da tia, Melinda deitou-se no sofá da sala, apoiando a cabeça em uma almofada. A tia permaneceu ao seu lado até que a crise de choro fosse sessada. Recebeu o carinho que a mãe já não podia lhe dar, mas a tia estava ali para isso. Melinda pensou fortemente.

“Meu Deus, por que estou agindo assim?! Juntar os dois era o que eu queria para que ele não sofresse comigo... Tenho que ser forte o bastante, não só por mim, mas por ele. Aquela garota merece ter um homem como o meu gatinho. Espero que nunca venha a sentir raiva de mim por isso... Tudo o que estou fazendo é por amor a você, gatinho.”

Com esse pensamento, Melinda secou as lágrimas em seu rosto. Sentou-se no sofá respirando fundo. Ligou a televisão para distrair sua mente. Porém, nada era forte o bastante para esvaziar sua mente por completo.

Minutos se passaram. Então o toque estridente do telefone fixo assustou Melinda. Sua tia que estava mais próxima ao aparelho atendeu.

- Alô!

- Melinda Aileen Landly, por favor?!

- Quem gostaria?

- Diz para ela que é Royce King.

- Aguarde um instante, sim?! Verificarei se ela pode atendê-lo...

Deixando a última frase solta no ar. Tapou o telefone com a mão para que Royce não pudesse ouvir. Olhando com preocupação para a sobrinha ela disse.

- Mel, meu bem. É um tal de Royce King. Parece ser urgente, mas se preferir, digo que não pode atendê-lo.

Melinda afastou os cabelos do rosto. Estendeu a mão para receber o telefone dizendo.

- Pode deixar, tia. Quero mesmo saber o que esse monstro tem a falar comigo. Está na hora de dar início a meu plano contra Royce King.

Ainda não estava totalmente calma, porém atenderia mesmo assim. Sua mente gritava de curiosidade para descobrir o motivo da ligação, tinha uma leve desconfiança, mas precisava ter certeza.

- Sim... Pode falar, Royce! – o nome de Royce soou para Melinda como um palavrão devido ao desconforto que sentia com relação a esse homem.

- Sem enrolações – Royce disse. – Tenho assuntos sérios a tratar com você. Provavelmente não saiba, mas você está sendo enganada...

Melinda passou a mão livre nos cabelos, chegando à conclusão de que suas suspeitas estavam corretas. Ele se referia ao fato de Rosalie ter reencontrado Emmett. Então fazendo o jogo de Royce King, Melinda se fez de desentendida.

- Como assim enganada? A quem ou ao quê se refere quando diz, enganada? Poderia ser um pouco mais específico?!

- Sugiro que venha falar comigo pessoalmente para que saiba o que anda acontecendo. E como poderemos agir... Estarei aí em Los Angeles amanhã, me encontre no restaurante que fica a algumas quadradas de sua casa por volta das 14hs. Já sei onde mora, não se preocupe.

Melinda surpreendeu-se em como Royce era rápido em algo de seu interesse. Em questão de horas, ele já sabia até mesmo que a algumas quadras de sua casa havia um restaurante.

- Sim, estarei lá... – confirmou com um plano já se formando em sua mente.

“Você não perde por esperar, Royce King. Tenho praticamente um dossiê com todas as suas falcatruas. Só preciso de mais uma coisinha e bingo. Rosalie Hale estará livre de você, monstro desprezível!”

Royce finalizou a ligação se achando no controle da situação. Mal sabia ele que as estruturas de seu reinado estavam prestes a ruir.

* * * * *

Enquanto isso em Chicago...

Durante mais alguns minutos de conversa jogada fora entre o jantar agradável na companhia dos amigos, Jasper teve uma ideia talvez não tão correta assim, porém fora o que ele vira na expressão do cunhado Emmett.

- Alice e Vera vocês não querem sair um pouco, dar uma volta, ir a algum lugar. Jogar boliche, quem sabe?

Emmett sorriu revelando suas covinhas encantadoras. Seu sorriso se refletiu no rosto de Rosalie. Eles entenderam que Jasper estava apenas tentando não ser inconveniente permanecendo ali a noite inteira. Sabia que depois de muitos anos, Rosalie e Emmett teriam muito a falar.

Alice e Vera se animaram como previsto.

- Jura que você quer ir jogar boliche, Jazz? – essa foi a pequena saltitante.

- Tem certeza de que vocês querem mesmo ir jogar boliche? Mas sem duplas, ok? Porque não irei jogar com sei lá quem... Se preparem para perder! – disse Vera entusiasmada arrumando a bolsa no ombro.

- Quem vai perder? O Jazz, né?! Porque eu não irei – disse Alice também ficando de pé.

- Estou perdido! – confidenciou Jasper olhando para sua fada ao lado da mais nova amiga Vera, a qual já havia até lhe dado o apelido de Veruska.

- Boa sorte com essas duas, você irá precisar! – disse Emmett.

- Rose, não se preocupe que depois o Jazz e eu levamos a Veruska onde ela pedir – Alice informou.

- Tudo bem, Alice! Minha única preocupação não é com vocês, mas sim quando vocês duas enlouquecerão o Jasper!

Alice e Vera se olharam e riram.

- Eu não – Alice se defendeu fazendo beicinho.

- Como assim? Eu também não... Ah, qual é? – Vera fez sua defesa.

- Aham! – disse Rosalie simplesmente, disfarçando um sorriso.

As três se olharam, passando a rir.

- Agora é sério – disse Vera. – Tchau Rose, nos vemos amanhã, porque depois desse jogo eu irei para casa – deu um beijinho no rosto de Rosalie, depois olhou para Emmett. – Eu sei que já te falei isso hoje, mas é que a ocasião pede mesmo. Vou deixá-la com você, mas cuide bem dela!

- Não se preocupe Vera, cuidarei bem de sua amiga – Emmett a tranquilizou.

- Obrigada por tudo Vera – disse Rosalie lhe sorrindo.

- Olha irmão urso, se não nos vermos mais hoje, amanhã cedo Jasper e eu iremos em seu apartamento em Los Angeles, ok?!

- Tenho escolha? – Emmett brincou.

- Não, você não tem – confirmou sorrindo. – Tchau Rose e irmão urso.

- Tchau – ambos responderam.

Alice e Vera saíram na frente falando entre si, deixando Jasper para trás.

- É, estou definitivamente perdido com essas duas – Jasper confirmou o que já desconfiava. Então as seguiu para fora do restaurante.

Notas finais
Muito abrigadinha a todas as leitoras super fofas e dedicadas que comentaram no capítulo anterior. Sério gente quem escreve sabe o quanto um review significa. Eles são tipo o combustível que move a fic não importa se pequeno ou grande.
Quem ler e não comenta *se você* tem fic e gosta de receber reviews lembre-se que os outros também gostam =)
Agora falando do capítulo.
E aí o que tem a dizer? Eu particularmente senti pena da Mel...
E essa Alice e Vera juntas ai ai mó doidera hahahahaha
Quem concorda com o Jasper em deixá-los a sós levanta a mão aê o/
beijinhos
Bree