Quando o Amor Acontece
39 Capítulo 39 - O Reencontro
Notas iniciais
No exato momento em que os lindos olhos castanhos da jovem loira Rosalie Hale visualizou o jovem de covinhas encantadoras Emmett McCarty, o garoto que conheceu no subúrbio da Filadélfia, o mesmo a quem entregou seu coração anos atrás, hoje já homem feito, seu coração recebeu uma descarga de felicidade jamais sentida antes; fora como se estivesse retomando a vida.
O corpo da jovem passou a tremer avassaladoramente. Já não fora mais possível permanecer de pé, suas pernas não tinham mais forças suficientes para segurar o peso de seu corpo trêmulo. Todo seu corpo estava ficando fora de controle como se estivesse criando vontade própria. Vontade essa de correr ao encontro de Emmett, se jogar em seus braços fortes sem medo e sem culpa, apertá-lo forte contra seu corpo, sentir novamente seu perfume e falar próximo ao seu ouvido que jamais o deixaria novamente.
Sentiu sua garganta ficar seca, tamanho seu nervosismo. Suas mãos ficaram absurdamente gélidas. Uma vontade insaciável de gritar por ele, de se fazer notar. No entanto Rosalie sentia-se como se não tivesse voz.
Talvez para sorte de Rosalie, Royce não notara o primeiro impacto que a presença de Emmett McCarty causara. Estava concentrado demais no seu time que entrava em quadra.
Vera já se encontrava na arquibancada do Bullss. Porém, longe de Rosalie já que ela estava em área reservada. De longe, ela observava as reações da amiga com um pouco de preocupação. Vera sabia que para sua grande amiga a presença de Emmett McCarty em quadra estava sendo avassaladora demais, talvez a deixasse atônita, perdida.
Rosalie sentou-se lentamente. Um turbilhão de sensações e sentimentos a dominava. Como era possível sentir tudo isso apenas por vê-lo? Talvez seu coração não acreditasse no que vira.
Em quadra, o jogo se iniciava. Para cada lado que Emmett se movimentava, os olhos de Rosalie o seguiam. Ela mal piscava; era como se ele pudesse sumir em um simples piscar de olhos seus.
Com uma cara nada amigável, Royce se aproximou de Rosalie a encarando.
– O que você tem? Está passando mal ou o quê? Por que está pálida assim? Aconselho que volte a se sentir bem, porque não irei te acompanhar a lugar algum agora.
– Eu... Eu estou bem... – disse Rosalie com grande dificuldade e sem desviar os olhos de Emmett em quadra.
Na verdade, ela não estava nada bem. No entanto, nada tinha a ver com o tipo de passar mal que Royce pudesse imaginar ou aceitar.
Em determinada jogada, no calor da partida, Emmett foi receber a bola no lado oposto ao que Rosalie estava, mas algo em sua mente gritou para que olhasse na direção oposta, antes mesmo que recebesse a bola.
Seu parceiro de time realizou a jogada com precisão, mas não deveria tê-la feito, porque Emmett pouco se importou com a bola ou com o que sua recusa podia causar ao time no momento.
Foi então que ele a viu.
Ela estava sentada, mas seus lindos olhos castanhos estavam fixos nele. Seus lindos cabelos loiros lhe caiam ao rosto. Rosalie afastou uma mecha de seu cabelo devagar mantendo contato visual.
O coração de Emmett pulsou forte dentro de seu peito. Seus olhos não acreditavam no que via. Naquele momento, nada mais tinha importância a não ser olhá-la.
Permaneceram em uma intensa troca de olhares sem ao menos piscar.
O narrador do jogo falava coisas do tipo: “McCarty perdeu totalmente o foco no jogo. O que está acontecendo com o melhor jogador dos Lakers? McCarty parece estar em transe”.
O técnico Phill se aproximou de Emmett um tanto irritado com tudo aquilo.
– O que está fazendo? Volte para o jogo McCarty! – disse puxando o braço de Emmett tentando levá-lo de volta ao centro da quadra.
Emmett recolheu seu braço para livrar-se do técnico. Todos os torcedores o observavam. Ninguém estava entendendo o motivo de sua recusa em voltar ao jogo, exceto três pessoas: Rosalie, Vera e ele próprio.
A expressão de Royce direcionada a Emmett e a Rosalie ao notar a troca de olhares era de certa forma psicótica. O técnico mais uma vez insistiu para que Emmett retomasse o jogo.
– Me deixe! – disse para o técnico sem desviar os olhos de seu lindo anjo loiro.
Foi então que a jovem Rosalie conseguiu forças para ficar de pé.
– Minha Rose, meu anjo... – Emmett sussurrou para si mesmo com uma felicidade que não imaginava que pudesse existir. Instantaneamente ele lhe sorriu revelando suas covinhas lindas e encantadoras. Sim, as covinhas que Rosalie tanto amava.
Foi esse sorriso de covinhas perfeitas que fez Rosalie ficar mais forte e acreditar que o momento era real e não fantasia de sua mente apaixonada. Retribuiu o sorriso de uma forma tão intensa que fora como se não coubesse em seu rosto.
“Minha Rose, meu anjo...” – a mente de Emmett não parava de gritar.
“Ursinho, eu te encontrei...” – a mente de Rosalie exclamava. Seu sorriso era dos mais lindos assim como o de Emmett.
O narrador não parava de falar coisas relacionadas ao jogador McCarty. O jogo permanecia parado.
Emmett lembrou-se do dia em que Rosalie foi embora de Norritown, o deixando para trás. Lembrou-se também de que sua garota, a loirinha marrenta, fizera um coração com as mãos lhe dizendo que seu coração havia ficado com ele.
Então ele refez o gesto em um ato que dizia. “Seu coração ainda está comigo”.
Rosalie levou as mãos ao peito como se estivesse recebendo seu coração de volta naquele momento. Não pode conter uma lágrima que veio à tona. O mesmo ocorreu com Emmett, fora como se um fosse o reflexo do outro.
Rosalie indicou com a mão sem retirar os olhos de Emmett à cesta do time Chicago Bulls. Sorriu e disse.
– Joga para mim ursinho!
Retribuiu o sorriso nunca deixando suas covinhas encantadoras escondidas. Ele entendera perfeitamente bem que Rosalie queria que detonasse o time oposto. O ginásio estava barulhento demais. O narrador não parava de falar um minuto sequer. E como se não bastasse, o jogo estava sendo transmitido ao vivo.
– Vai lá ursinho – sussurrou sem retirar o sorriso do rosto.
Mantendo aquele sorriso lindo de covinhas encantadoras e perfeitas, Emmett recebeu a bola retomando o jogo.
De lá de cima no meio da arquibancada do Bulls, Vera gritou.
– Uhull é isso aí! Arrasa! – os torcedores do Bulls a encararam. Vera calou-se rapidamente com os olhos esbugalhados.
Royce segurou com extrema força o braço de Rosalie.
– Então eu estava certo! Você procurava por um jogador a cada partida de basquete que assistia e era esse maldito McCarty. Sua vadia!
Rosalie chegou bem próximo ao rosto de Royce. Estava sentindo dor pelo aperto em seu braço direito, mas não quis demonstrar. Então o olhou nos olhos e disse.
– VAI SE FERRAR! – e sorriu.
Royce ficou irado, mas não se atreveu a revidar, havia muitas pessoas por perto de olho em toda situação. E lá na arquibancada, Vera estava mais maluca do que nunca, embora ela não tivesse ouvido uma só palavra do que foi dito. Ela era só comemoração, apenas pelo o que viu.
Os Lakers estavam massacrando o Bulls, isso era fato. Emmett parecia estar fazendo o melhor jogo da temporada, o melhor jogo de sua vida. Royce parecia fulminar de raiva. Rosalie, no entanto não conseguia esconder seu sorriso e isso só aumentava a ira de Royce King.
Melinda preferiu não ver o jogo naquele dia, nem ao menos pela TV. Ela sabia que possivelmente algo aconteceria. Presenciar o brilho nos olhos de seu gatinho ao olhar para outra mulher a machucaria demais. E seu coração já se encontrava em pedaços há alguns dias.
Depois de algum tempo, o jogo chegou ao fim com vitória dos Lakers. A arquibancada explodia em comemoração. Enquanto toda a equipe Lakers e torcedores comemoravam, Emmett somente tentava vê-la uma vez mais. No entanto, havia grande multidão em sua volta e isso o impossibilitava.
Quando enfim pode se aproximar de onde seu anjo estava, ela já não estava mais lá.
– ROSE! – gritou com um aperto no coração somente pela possibilidade de não voltar a vê-la novamente. – Meu anjo, onde está você?! – passou as mãos na cabeça em sinal de grande frustação.
Em uma comemoração frenética os jogadores passaram a arrastá-lo em caminho ao vestiário. Todos parabenizavam pelo excelente jogo, a imprensa queria entrevistá-lo. Mas Emmett McCarty só tinha olhos e mente para uma pessoa no momento, e essa pessoa era nada mais que Rosalie Lilian Hale Cullen. Tinha de descobrir onde ela estaria. Por que diabos se fora sem falar com ele? Precisava tocá-la para saber que fora tudo real, que não fora criação de sua mente.
Paralelamente a isso, do outro lado do ginásio, Royce arrastava Rosalie pelos corredores que davam acesso ao salão da concentração e ao vestiário do Chicago Bulls. Vera ia logo atrás, sorrateiramente com o celular na mão gravando tudo o que Royce fazia.
Ao entrarem em um corredor vazio, longe da vista das pessoas, Royce a empurrou de encontro à parede fazendo-a cair e exclamar um gemido de dor. Vera então, com o celular ainda em mãos, surgiu em frente à Royce e disse tudo o que ele jamais queria ouvir.
– Se tocar nela outra vez, toda a imprensa receberá esse vídeo agora mesmo com o que você acaba de fazer!
Rosalie levantou-se afastando os cabelos loiros do rosto corado pelas tentavas de se livrar de Royce através dos corredores até ali, onde estavam.
– VAI ROSE! – Vera gritou encarando Royce. – Vai atrás dele, ainda dá tempo amiga.
Royce olhou para Rosalie fulminando de raiva e gritou.
– NÃO SE ATREVA!
Olhando para Royce, Vera fez sinal de que enviaria o vídeo caso ele tentasse impedi-la. Royce agressivamente tentou retirar o celular das mãos de Vera.
– VAI ROSE! – Vera gritou enquanto se debatia nas mãos de Royce tentando salvar o celular com o vídeo.
– Mas e você, Vera?! – Rosalie gritou de volta, retirando os sapatos.
– Vai Rose enquanto estou com o celular, assim dá tempo para ele não te alcançar! – Vera a essa altura já havia até mordido a mão de Royce King. Se ele já não gostava dela antes, agora ele a odiava!
– Desculpa Vera! – Rosalie se desculpou ao sair correndo pelos corredores segurando os sapatos nas mãos para encontrar o homem que fazia seu coração bater fora do compasso.
– Você me paga, sua vadia! – Royce gritou furioso para Rosalie.
– Não fale assim de minha amiga, seu cretino! – disse Vera batendo o celular na testa de Royce ainda tentando se livrar das garras dele.
Foi nesse momento que Royce conseguiu pegá-lo e quebrá-lo atirando-o contra a parede. Para logo depois levantar a mão ameaçadoramente para Vera.
– Me bate! – Vera provocou. – Mas me bate com bastante força, me deixa bem marcada. A imprensa irá adorar saber disso em primeira mão, assim que eu sair daqui!
Vera estava com medo, mas a vontade de ajudar sua melhor amiga a falar com o homem que amava era bem mais forte do que seu medo de Royce King. Royce inflava as narinas ao encarar Vera, tamanho seu ódio. Se dando por vencido, desistiu de agredi-la.
Enquanto isso, Rosalie corria descalça pelos enormes corredores do United Center em busca de seu único e grande amor.
Notas finais
Obrigada pelos reviews do cap anterior e comentem :)
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