Quando o Amor Acontece

40 Capítulo 40 - O Destino os Une Novamente


Notas iniciais
Antes de mais nada quero fazer um agradecimento MUITO especial as duas LINDAS que recomendaram a fic: DudaahCbv e DannyCullen vocês fizeram meu dia valer a pena!!! Super OBRIGADA!
E aí preparadas para o que vem a seguir??
=)

Enquanto a jovem Rosalie continuava correndo, do outro lado do ginásio a comemoração prosseguia sem interrupções. Havia barulho por todo o local, torcedores comemoravam enquanto outros seguiam cabisbaixos, certamente os perdedores. Grande parte dos torcedores do Chicago Bulls se encontravam fora do ginásio. Praticamente todos os jogadores do Bulls estavam no vestiário, exceto por um ou dois que falavam com a imprensa sem grande entusiasmo.


No final dos corredores de acesso ao vestiário do Bulls, Rosalie chegou ainda correndo no meio da quadra, onde havia algumas pessoas. Empurrando alguns, ela prosseguiu com sua busca por Emmett McCarty.


Esperava que ele ainda estivesse ali concedendo alguma entrevista.


– Emmett. Emmett! – gritou para quem pudesse ouvir. Seu desespero só aumentava. Ela olhava em varias direções e simplesmente não o via. – Emmett, ursinho, volta para mim... – sussurrou com um aperto no peito só em pensar na possibilidade de ficar novamente anos sem o vê-lo.


Foi então que ela ouviu de uma repórter que grande parte dos jogadores do Lakers se dirigiam para o vestiário no exato momento e logo depois fariam uma coletiva de imprensa.


Rosalie no momento não conseguia pensar em absolutamente nada a não ser encontrá-lo. Ficar frente a frente, poder tocá-lo, sentir seu perfume masculino e convidativo. De todas as coisas o que ela mais desejava, era sentir os braços fortes dele lhe envolvendo em mais um abraço de urso. Chegava a doer tamanha a saudade que sentia.


– Olha por onde anda! – alguém gritou em protesto. Porém Rosalie ao menos percebeu se era homem ou mulher que reclamava de sua pressa desmedida. Continuou correndo, só que agora nos corredores de acesso ao vestiário, que fora resignado aos jogadores dos Lakers.


Sem se importar com nada, além de encontrar Emmett McCarty, Rosalie acabou esbarrando em um dos seguranças que impediam a entrava de torcedores ao local.


– Desculpa moça, mas não pode entrar aí. Na sala de concentração, somente com uma credencial destinada a isso. Sinto muito...


Rosalie mal ouvia o que o segurança falava. Apenas continuou forçando a passagem, porém o segurança, muito forte por sinal, a segurava pela cintura com força.


– Emmett! – gritou Rosalie na tentativa de que ele pudesse ouvir, mas havia barulho demais lá dentro. – Preciso entrar aí... – resmungou para o segurança, tal como uma criança que faz birra para ganhar um brinquedo novo.


Um dos membros da diretoria a viu em sua tentativa obsessiva e desesperada de ultrapassar aquela barreira humana.


– Deixe-a passar, é noiva de Royce King – disse o homem com voz autoritária.


Na verdade, Rosalie jamais chegara ao ponto de se tornar noiva de Royce King, mas certamente ele insistia em espalhar ao mundo essa façanha mentirosa.


Sem hesitar, a grande muralha humana a libertou de seus braços fortes e nada gentis. Em meio a tanta correria, Rosalie não mais sabia onde poderia estar sua bolsa. A mesma onde ela guardava uma credencial dada por Royce.


Ouviu vozes comemorando no corredor à esquerda. Então, sem pensar, fora para esse lado que ela seguiu sem ao menos olhar para trás. Um pouco distante, ela o viu de costas. Aquelas costas másculas e tão atrativas com o sobrenome que ela jamais pode esquecer: McCarty.


Chegou ao ponto de acreditar que seu coração entraria em colapse tão frenético estavam seus batimentos. Emmett falava com alguns colegas de time. Todos falavam ao mesmo tempo. Alguns riam, mas McCarty era o único que parecia estar totalmente indiferente aquilo tudo.


A jovem loira parou abruptamente ofegante segurando os sapatos em mãos. Juntou as últimas forças que lhe restava e gritou.


– Emmett! – ela estava tão cansada e nervosa que sua voz saiu trêmula.


Ao ouvir o som daquela voz, Emmett sentiu algo estranho no estômago. Seu coração palpitou absolutamente forte seguindo o ritmo das batidas de quando a viu, sentada ao lado do técnico do Bulls. Sim, era a doce voz de seu anjo, e seu coração a reconheceu antes mesmo que seus olhos a focalizassem.


Então, como em um filme em câmera lenta, Emmett McCarty virou-se lentamente para a dona da voz. Todos os colegas de time seguiram o movimento. Estavam todos curiosos.


Assim que Emmett a olhou, Rosalie esbanjou o mais belo sorriso. Um sorriso que vinha da alma.


– Minha Rose! – disse Emmett com seu lindo sorriso de covinhas perfeitas e encantadoras.


Em meio a uma intensa troca de olhares, Rosalie sussurrou.


– Ursinho...


– Meu anjo... – Emmett respondeu no mesmo sussurro, só que abrindo os braços em um convite caloroso.


Ofegante Rosalie jogou os sapatos no chão. Sem pensar correu para os braços fortes de seu ursinho que a esperava sorrindo.


O jovem McCarty, que passou anos mantendo-a viva em seus sonhos, mal pode acreditar em que seus olhos viam. Era ela, o seu anjo do passado em sua frente e corria para seus braços sem receio, com seus lindos e longos cabelos loiros esvoaçantes.


Rosalie se jogou de corpo e alma nos braços de Emmett sem ao menos se preocupar se ele a seguraria com firmeza. O corpo de Emmett chegou a vacilar um pouco para trás devido ao impacto. Rosalie o abraçou como se sua vida estivesse em perigo eminente. O que talvez fosse verdade, porque a essa altura Royce King estaria obcecado de raiva.


Sem pensar em mais nada, Emmett a apertou contra seu corpo em um esmagador abraço de urso; onde um pode sentir os batimentos frenéticos do coração do outro.


Fora como se dois corações estivessem retornando à vida.


Emmett inclinou a cabeça para encostar sobre a de Rosalie. Aspirou o perfume dos lindos cabelos loiros, da mesma forma que fez no dia em que Rosalie fora embora para Chicago. Sorriu consigo mesmo ao constatar que o perfume ainda era o mesmo.


Então em uma fração de segundos, Emmett sentiu o corpo da jovem loira tremer em seus braços. Leves soluços lhe causavam a reação. Seu anjo estava chorando e isso lhe deu a sensação de fracasso. A última vez que a vira chorar fora naquele maldito dia em que ela foi embora de sua vida ficando assim por anos.


– Rose, meu anjo, está tudo bem... – disse Emmett carinhosamente afagando os cabelos loiros.


Os jogadores do Lakers, que ainda estavam fora do vestiário, observavam a cena perplexos.


– Olha para mim, meu anjo...


Com o rosto escondido no peito de Emmett, seus soluços aumentavam à medida que ouvia o som da voz dele. Havia esperado tanto tempo por isso que custava a acreditar que realmente era real e não uma criação de sua mente desejosa.


Emmett ofegava sentindo o perfume e a respiração de seu anjo tão próxima a si. Tentou afrouxar o abraço para poder olhá-la nos olhos, mas Rosalie parecia ter medo de ceder o espaço e perdê-lo de vista.


– Loirinha marrenta... Não sabe o quanto senti sua falta... – disse Emmett ao pé do ouvido de Rosalie, seu tom de voz grave causava a ela a sensação de calafrio momentâneo.


– Não quero que vá embora, não outra vez... – sussurrou Rosalie contra o peito ofegante de Emmett.


– Rose, meu anjo, me deixe olhar para você. Por favor, não chore assim... O que fizeram a você?!


Com o rosto molhado de lágrimas, Rosalie ergueu a cabeça para poder olhá-lo diretamente nos olhos. Afrouxou um pouco o abraço, mas sem soltá-lo por completo.


Emmett carinhosamente secou as lágrimas no rosto rosado de seu anjo. Sua loirinha que já fora tão marrenta, hoje se mostrava tão necessitada de carinho. De uma forma totalmente estranha, Emmett sentiu que tinha que protegê-la, mas do quê ou de quem, ele ainda não sabia. Mas seria capaz de qualquer coisa para vê-la sorrir.


– Senti tanto sua falta que cheguei a acreditar que ficaria louco... – sussurrou. – Por que sumiu me deixando sem notícias suas, meu anjo?


Ouvi-lo chamar de “meu anjo”, assim tão carinhosamente, despertava em Rosalie a sensação de bem estar e conforto. Isso lhe fazia acreditar que enfim havia encontrado seu lugar nesse mundo louco. Então ela lhe sorriu. Mesmo com lágrimas nos olhos, o sorriso continha felicidade.


– Foram os piores anos de minha vida... – confidenciou. – Não posso, não consigo ser feliz em um mundo em que você não exista, ursinho. Não posso ser feliz sem a sua presença...


Mantinham agora uma troca de olhares tão intensa que fora como se pudessem ver através da alma. Emmett estava tão feliz por estar ali com seu anjo em seus braços, podendo sentir seu perfume novamente, que fora como se estivesse anestesiado. Por um segundo, seus olhos mudaram o foco passando a observar os lábios rosados de Rosalie. Queria muito beijá-la outra vez, sentir a textura daqueles lábios novamente. Mas a sua mente estava em contraste com seu coração. Não podia fazer isso, não com Melinda que sempre o apoiou e esteve ao seu lado nos momentos difíceis de sua vida no início da carreira. Por mais que ele amasse Rosalie, e a quisesse de todas as maneiras possíveis, no fundo, Emmett sabia que não seria justo com Melinda.


Lutando contra sua intensa vontade de beijar aqueles lábios, Emmett mudou o foco depositando um beijo demorado na testa de Rosalie, seguido de um longo suspiro. Estava frustrado por não poder fazer o que seu coração pedia.


Sem desviar a atenção dos gestos de Emmett, Rosalie desejava intensamente que ele unisse seus lábios mais uma vez depois de anos de espera. No entanto, ela entendera perfeitamente e não fez objeções. Emmett tinha uma namorada e não fazia parte do caráter dele o joguinho duplo de sedução e traição.


Rosalie sabia que seu momento chegaria... E também sabia que recuaria com apenas um pedido de Melinda carregado de arrependimento. Mas ela também estava disposta a esperar e fazer sua parte.


Alguns dos jogadores dos Lakers já não observavam mais a cena. Havia se tornado íntimo demais para observar. Estavam agora dentro do vestiário; Emmett e Rosalie podiam ouvir o barulho que faziam lá dentro, certamente falavam deles.


Ainda com os lábios na testa de Rosalie e de olhos fechados, Emmett fora pego de surpresa, apenas pode sentir a forma brutal como ela fora arrancada de seus braços. Até mesmo Rosalie fora surpreendida pela violência.


– Emmett! – gritou Rosalie assustada ao se dar conta de quem havia a arrancado brutalmente dos braços de Emmett. Fora Royce King.


Logo em seguida, sua amiga Vera surgiu atrás de Royce. Estava com os cabelos bagunçados. Certamente resultado de sua “luta” com Royce para manter posse do celular com o vídeo.


– Me larga, seu verme! – gritou Rosalie em protesto para Royce que mantinha uma expressão psicótica.


– Ô, meu Deus – disse Vera assustada ao se dar conta de que ele havia conseguido alcançar Rosalie.


Ao se dar conta do que estava acontecendo ali, um ódio jamais sentido por Emmett tomou conta de seus sentidos. Como alguém se atreveria a arrancar o seu anjo de seus braços com tamanha brutalidade e cogitar a hipótese de permanecer ileso?! Isso era um grande erro...


– Eu acabo com você, loira maldita... – gritou Royce sacolejando Rosalie com força.


Sem pensar em mais nada, a não ser defendê-la Emmett, acertou em cheio um soco no nariz de Royce King, que veio a sangrar logo em seguida. Ele foi parar no chão, deslizando até encontrar uma das paredes daquele longo corredor.


Com a expressão distorcida pela dor, Royce olhou para suas próprias mãos sujas de seu próprio sangue. Seu desejo de fazer Rosalie sofrer e lastimar tudo que estava fazendo só aumentou.


Emmett estava prestes a dar atenção novamente a Rosalie quando Royce levantou e foi em sua direção exalando ódio.


– Jogadorzinho idiota, ela é minha, fique longe dela...


Emmett virou-se para Royce acertando mais um soco, só que dessa vez fora na boca do miserável.


Royce cuspiu sangue logo depois disse:


– Você irá pagar caro por isso, Rosalie Hale! – cuspiu outra vez seguido de um gemido de dor.


Ao ouvir tais palavras Emmett pensou: “Está de brincadeira, não é?”. E foi com esse pensamento que Emmett levantou Royce King do chão pelo colarinho da sua camisa de grife cara.


– Cobre essa dívida a mim! – disse Emmett com a voz rouca de raiva. – Se tocar nela outra vez, juro que irá se arrepender de ter cruzado meu caminho...


Tomado pela raiva, Emmett passou a agredir Royce sem parar.


– Emmett, pára! Assim irá matá-lo... – gritou Rosalie desesperada.


– Deixa o almofadinhas levar o que merece Rose, ele não é macho para bater em mulher, pois agora aguente... – disse Vera adorando ver Royce apanhar.


– Vera, Emmett pode ser preso por isso, sabia?!


Vera esbugalhou os olhos. Abriu a porta do vestiário notando que havia música lá dentro em seguida gritou.


– Alguém pode ajudar aqui?!


– Larga ele, Emmett. Pára ursinho! – Rosalie pedia desesperada.


Dois jogadores saíram do vestiário para atender ao chamado de Vera. Estavam de shorts sem camiseta. Haviam terminado de sair da ducha. Notando toda a confusão, rapidamente separaram a briga, o que não fora muito difícil considerando que os dois também eram enormes.


– Incrível, é sempre assim... Macho o suficiente para bater em mulher, mas basta encontrar um homem de verdade pela frente para que borre as calças – disse Vera ultrajada.


Royce ficou de pé se apoiando em um dos jogadores que separou a briga.


– Emmett... – Rosalie murmurou verificando se ele estava muito machucado. Certamente que levou um soquinho aqui, um soquinho ali, mas nada que pudesse levá-lo a lona.


– Jogadorzinho de merda, irei acabar com a sua carreira! Esse foi seu último jogo... – avisou Royce limpando seu rosto na própria camisa.


– Não me faça ameaças, não sou um moleque... Agora você está lidando com um homem, não me intimido com esse tipo de coisa. Tente prejudicar a mim e a ela, ou qualquer outra pessoa relacionada a mim e verá quem saíra prejudicado primeiro, almofadinhas borra-botas.


Royce cuspiu sangue de sua boca machucada e se retirou com ajuda do jogador que estava ajudando-o a ficar de pé. Estava com algumas dores que dificultava seu equilíbrio.


– Ela não está mais sozinha... – Emmett gritou furioso.


Rosalie o olhava com expressão boba, sentindo uma sensação que não sentia há anos. A sensação do quanto era bom ser defendida por ele, Emmett McCarty, o mesmo que a defendia na pequena cidade no subúrbio da Filadélfia.


– Vem cá, meu anjo... – disse abrindo os braços para recebê-la.


Sem pensar em mais nada, Rosalie foi até onde ele estava e o abraçou.


– Irei te proteger do que for preciso, meu anjo. Eu juro... – com essas palavras Emmett beijou a cabeça de Rosalie protetoramente.


Com a cabeça apoiada no peito ofegante de Emmett, agora devido ao cansaço, Rosalie apenas sentiu que tudo iria mudar. Talvez sua sina de sofrimento nas mãos de Royce King estivesse chegando até o fim.


Ou quem sabe já chegou.



Notas finais
Sophiehale, DudaahCbv, Paula brito, DannyCullen, mamita, Nyh_Cah, Eliza Clericuzzi, Milleney, Rosy_Emm, Patricia_Ib, Katherine Black, DéboraCullen, Relsanli e Luiza_McCarty. SUPER obrigadinha por deixarem seus reviews que me fazem muito feliz e me incentiva a continuar. Vocês são muito gentis =)
Meninas e ai hein?
O que vocês têm a dizer sobre o capítulo?
Expressem o que estão sentindo...
Será que a fic merece mais uma recomendação depois desse capítulo? *olhinhos brilhando* me façam feliz!!
Bem é isso...
Beijinhos
Bree
=)