Quando o Amor Acontece

38 Capítulo 38 - Grande Expectativa


Notas iniciais
Capítulo super novinho para alegrar o dia dessas leitoras fofas!

Rosalie havia passado uma das noites mais longa de sua vida, segundo sua expectativa para o dia seguinte. Acordou cedo, como de costume, para ir à universidade.


Porém, na noite passada na hora do jantar sua mãe, notara em seus olhos um brilho diferente. O brilho que havia se perdido dos olhos da garota loira há algum tempo.


Não fora necessário muito para Esme chegar à conclusão de que tinha algo relacionado à viagem de Rosalie a Los Angeles. Rosalie não havia dado detalhes de sua viagem com Vera, e Esme não questionou.


Na universidade, Rosalie estava muito distante. Seu físico estava em sala de aula, porém sua mente estava muito além das quatro paredes. Ou devo dizer que seus pensamentos estavam todos direcionados ao ginásio de basquete United Center.


Sua mente ansiosa não parava de se perguntar. Emmett já estaria em Chicago? Em que hotel ele seria hospedado? Como ele estaria? Estaria curioso para passear pelas ruas de Chicago?


A cada minuto que se passava, sua vontade de correr e procurá-lo por toda a cidade só aumentava. Mas era melhor não precipitar as coisas. O melhor e mais prudente seria esperá-lo vir ao seu encontro, mesmo que ele não tivesse noção do que estava fazendo.


Quando a aula chegou ao fim, Rosalie praticamente ameaçou Vera para que ela não esquecesse de estar no United Center para apoiá-la, caso algo saísse errado.


Durante a tarde, a jovem loira esteve mais vaidosa do que nunca. Grande parte desse período esteve no salão. Havia convidado Vera para ir junto, mas ela disse que tinha compromisso que envolvia sua mãe, não tinha como fugir...


O jogo seria no United Center, às 19:00 hs. No entanto, às 17:00 Rosalie já estava em casa muito aflita. Faltava apenas pôr a roupa e os acessórios. Em frente ao espelho, ela lembrou de algo que há muito tempo não usava. Seu lindo medalhão, sua joia preferida.


Sua mãe muitas vezes questionou o sumiço da joia de família, mas a garota sempre desconversava. Levou a mão ao colo sentindo falta do lindo objeto.


“Ursinho, espero que ainda esteja cuidando dele para mim” – sorriu com o pensamento lembrando-se do dia em que Emmett recebeu seu medalhão e o embrulhou em guardanapo. E da frase que lhe disse: “Emmett McCarty, meu coração é mais valioso e você já o tem”.


Correu até o início da escada usando um roupão, muito bonito por sinal.


– Mãe! – gritou para o ondar de baixo.


Carlisle, que havia chego do hospital para um descanso antes do próximo plantão, se aproximou da escadaria olhando para cima. Fora impossível não sorrir ao ver a felicidade estampada na face de sua única filha.


– Pai, onde está a mamãe?!


– Está no escritório, filha!


Rosalie desceu as escadas praticamente correndo. No final da escadaria, segurou o braço do pai e sorriu abertamente. Carlisle retribuiu o sorriso encantado com o brilho nos olhos da filha.


No escritório, Esme analisava um projeto de interiores. Estava com a planta estendida sobre sua mesa de trabalho. Estava focada, totalmente concentrada como se estivesse pensando em mudar algo.


– Mãe!


– Oi meu amor!


Esme ergueu a cabeça olhando para os dois amores de sua vida parados na porta do escritório.


– Mãe, você viu aquele par de brincos que comprei na semana passada e que ainda não usei?!


– Está no meu quarto, querida. Você os levou para que eu os visse e acabou deixando-os por lá.


– Obrigada mãe, vou agora mesmo buscá-lo. Quero usar hoje.


Dizendo isso, Rosalie saiu do escritório. Estava descalça. Esme olhou a para os pés da filha, lembrando-se de quando ela era apenas uma garotinha que corria pela casa. Uma garotinha muito cheia de vontades por sinal.


– Rose...


– Mãe... Eu sei!– Rosalie sabia do que a mãe iria falar, por isso apenas resmungou.


– Ela vai a alguma festa da universidade hoje? – Carlisle perguntou passando o braço em volta da cintura de Esme.


– Não. Por incrível que pareça, ela vai sair com o Royce.


– Estranho não?! Ela nunca fica assim quando vai sair com ele. Fazia muito tempo que não a via tão feliz assim.


– São tão raros os momentos que ela sorri desde que saímos de Norritown... – disse Esme.


– Às vezes me sinto culpado... – Carlisle confidenciou.


– Não se sinta querido, ninguém teve culpa, apenas teve que ser assim. Esse nosso anjo sempre foi meio rebelde. A loirinha mais linda e rebelde que já vi.


– Ahan! – Rosalie gritou ao aparecer na porta do escritório novamente. – Falando de mim, hein?!


– Você está linda meu amor – disse Esme indo até onde Rosalie estava e lhe deu um beijo na bochecha. – Depois fala para a mamãe o que te deixou tão feliz meu amor.


– E não se esqueça do papai aqui. Também quero saber! – Carlisle brincou.


– Ah pai, eu sei que a mãe sempre te conta tudo depois!


Os três sorriram. Mas foram interrompidos pelo toque da campainha.


– Acho que o Royce chegou – disse Esme sem entusiasmo.


Rosalie estremeceu só de pensar em vê-lo. Porém, nessa noite, seu incômodo com a presença de Royce era o que menos importava.


– Pode deixar que eu mesmo atendo. Beijo, tchau família, amo vocês!


E assim Rosalie foi encontrar Royce na porta de sua casa. Ele estava sempre bem vestido e perfumado. Seria até um bom partido, se não fosse pelo caráter distorcido.


– Isso tudo para mim, minha deusa?! – foi cumprimentá-la com um beijo ousado.


Rosalie permitiu-se ser beijada, o que não quer dizer que tenha correspondido. Só desejava evitar discussões antes mesmo de sair de casa.


– Hmm... Hoje teremos uma noite intensa! – disse Royce com o seu melhor olhar cafajeste.


“Você nem imagina o quanto” – pensou disfarçando um sorriso.



Minutos depois...

United Center


Enquanto andavam, Royce segurava na mão de Rosalie. Seu ego estava inflado, sentia-se o maioral em exibi-la para todos os homens presentes no local. Para ele, era como se Rosalie fosse o mais desejado troféu de uma final de campeonato.


– Prefere ir para um dos camarotes VIPs ou ficar comigo?


– Você sabe que gosto de assistir o jogo de perto. Não estou entendendo o motivo da pergunta se você mesmo sempre fez questão que eu estivesse ao seu lado.


Rosalie estava pouco se importando em estar ou não perto de Royce; tudo o que ela queria era estar o mais próximo da quadra possível.


– É, você gosta... – disse com puro sarcasmo. – Ainda irei descobrir o motivo. Não pense que esqueci de seus olhares furtivos em volta do ginásio.


Rosalie simplesmente ignorou. Não importava o quanto ele fosse sarcástico, essa noite ele não lhe afetaria.


O ginásio estava lotado, muito barulho causado pelos torcedores entusiasmados. A imprensa também estava lá. Era um jogo importante e decisivo, levaria o vencedor de hoje as finais da NBA.


– Estou indo falar com o time, não saia daqui – disse já dando as costas.


Rosalie sentou-se no local onde sempre sentava quando o jogo era no United Center. Olhando para as arquibancadas do lado oposto, sorriu ao ver o entusiasmo dos torcedores dos Lakers. Certamente, eles apostavam todas as fichas no melhor jogador do time. E Rosalie estava convicta de que esse jogador era Emmett McCarty!


Jamais havia desejado que o time de Royce perdesse uma partida de basquete, até mesmo porque ele sempre ficara furioso quando isso ocorria. Mas, hoje, todo seu desejo era vê-lo perder, ser humilhado, massacrado pelos Lakers, somente pelo fato de ser o time o qual Emmett McCarty defendia.


A jovem loira estava começando a ficar impaciente, ansiosa, suas mãos começavam a enviar sinais desses sentimentos ficando gélidas. Não conseguia ficar quieta. Estava sempre olhando em volta, e um dos motivos para isso era o de achar sua amiga Vera. Certamente, se Vera não desse sinal de vida, responderia por isso logo mais.


Retirou o celular da bolsa ligando para o celular de Vera. Precisava saber se Vera já se encontrava no ginásio. Chamou algumas vezes até que ela atendesse.


– Oi Rose, onde você está?!


– Eu já estou dentro no ginásio e Royce já foi para a concentração falar com time. Mas a pergunta é onde você está, Vera?


– Ué, estou aqui também!


– Mas onde? Não estou te vendo – Rosalie ficou de pé, olhou para trás. Para a arquibancada do Bulls em busca de Vera, perdida em algum lugar.


– Hei Rose, você está olhando do lado errado – disse ainda pelo celular. – Estou na outra arquibancada.


– O quê? – Rosalie virou para olhar na arquibancada dos Lakers do outro lado da quadra, onde supostamente Vera estaria.


Vera acenou para a amiga, estava completamente sorridente.


– Ô sua maluca, o que você está fazendo aí? Está do lado errado sabia?!


– Eu sei Rose, mas é que me perdi, né?! Não tenho o hábito de vir aos jogos como você...


– Vem já para cá, sua maluca... Tem que ficar onde eu possa te ver. Onde você está quase não te vejo!


– Hei Rose, eu vou torcer para os Lakers. Ok, eu sou de Chicago, mas e daí? Eu não gosto do Royce! Eu quero mais é ver a cara dele de fracassado quando o seu super Emmett acabar com time dele. Vai Lakers! Uhull!!! – Vera gritou ainda no celular, agora fazendo uns passinhos de líderes de torcida. – Sabe Rose, eu já quis ser uma líder de torcida, mas minha mãe disse que me deserdaria se eu fizesse isso.


– Vera, para de falar e vem logo, daqui a pouco o jogo começa...


– Ok, loira estou indo... – desligou o celular enquanto tentava passar entre a multidão de torcedores.


Os times começavam a ser anunciado. Rosalie sentiu seu coração bater em um ritmo frenético. O momento de rever seu grande amor estava a cada minuto mais próximo. Céus, como isso a deixava nervosa!


Um a um, os jogadores tiveram seus nomes anunciados ao entrar em quadra. Mas foi ao ouvir o nome “Emmett McCarty” que Rosalie chegou a pensar que seu coração entraria em um colapse.



Notas finais
Muito obrigada pelos reviews meninas :)