Quando o Amor Acontece
3 Capítulo 3 - Amigos
Notas iniciais
Algum tempo depois, chegaram ao local onde desceriam. E como sempre, Emmett ajudara Alice a descer.
Alice, em algumas ocasiões, dizia que não era justo o irmão ser tão grande e ela tão pequenina.
Desceram do ônibus e seguiram dispersos o caminho para casa. Quando de repente, o ônibus voltou a frear um pouco mais a frente. Ao olharem, se deram conta de que era Rosalie que estava descendo, e, consequentemente, seguindo na mesma direção que ambos os irmãos.
- O que? Está me seguindo?! – Emmett questionou.
- Não, eu moro logo ali – apontou em direção a uma casa grande e muito bonita na esquina do quarteirão.
Emmett que mora a algumas casas adiante na mesma rua ficou envergonhado. Pensou: "Como sou idiota".
- Obá! Temos novos vizinhos. Você tem uma irmã caçula? – a pequena Alice perguntou um tanto saltitante, o que fez com que Rosalie sorrisse.
- Não, sou filha única.
Continuaram andando lado a lado quando uma Mercedes preta passou lentamente e buzinou.
- Oi pai! – Rosalie exclamou para o loiro que estava ao volante.
- Querem carona?
- Obrigada pai, mas meus amigos e eu iremos andando.
Olhou envergonhada para Emmett, pois não sabia como ele reagiria a isso de serem amigos.
- Está bem querida, mas não demore.
- Sim, não demorarei.
O carro seguiu e os três continuaram andando. Um pouco mais a frente, Rosalie parou em frente a casa a qual ela indicara sendo sua. O carro do seu pai já se encontrava estacionado na garagem.
- Bem, é aqui que moro. A gente se vê.
- Uau... Sua casa é a mais linda da rua. Você é rica? – Alice questionou com os olhos vidrados na casa.
- Bem, eu não diria que sou rica, só que meu pai tem boas condições financeiras.
- Você deve ter muitas bonecas Barbies, não é?
- Bem, tenho algumas. Tchau Emmett, tchau Alice, até amanhã!
Despediu-se.
Ao abrir a porta foi recebida por uma jovem senhora de cabelos castanhos e feições extremamente maternal, sua mãe Esme Hale Cullen.
Emmett e Alice seguiram seu caminho para casa que já estava bem próximo.
A pequena Alice entrou em sua casa praticamente aos gritos.
- Mamãe, mamãe... Temos visinhos novos. Eles estão morando naquela casa do inicio da rua, aquela bonita e bem grande. A filha do casal estuda com o Emmett e ela é muito boa em corridas, ganhou de todos os garotos, inclusive do Emmett. E acho que ele está com raiva dela por isso. Garoto durão! – cutucou o braço do irmão ao pronunciar a última frase.
- Querida, pare para respirar – Elisa a mãe, fez questão de lembrá-la de algo que deveria ser prioridade. Ambos os três riram.
- Filho, não fique chateado com a garota, com certeza ela não fez para te provocar.
- Não estou mãe, é a Alice que vê coisas demais.
- E você filha, gostou da escola?
- Ah sim, mamãe. A professora é boazinha, até cantou com a gente. E eu tenho uma nova amiga, ela se chama Bree. Também tenho um amigo que se chama Jasper e ele é loirinho, tem cabelos cacheados, parece um anjinho...
- Alice, será que dá para você respirar um pouco?
- Para Emmett, eu estou falando com a mamãe! – a pequena esbravejou com as mãos na cintura.
- Já chega os dois. Agora guardem o material, lavem as mãos e voltem para almoçar.
- Reneesme! – a pequena saltitante exclamou ao passar pela irmã caçula que estava em sua cadeirinha ao lado da mesa.
- Alice! – a pequena Reneesme gritou de volta e a chamou com as mãozinhas.
- Depois brinco com você Nessie! – respondeu ao sair correndo para o quarto.
Alguns minutos depois, Alice e Emmett retornaram e sentaram-se a mesa.
- Mãe, a Maria, a Bella e o pai não virão almoçar?
- Não Emmett, suas irmãs ligaram para avisar que não viriam. Estão na casa da Nettie e da Lucy organizando uma apresentação para escola delas. E seu pai só vem mais tarde. Então, somos apenas nós.
- Mãe, depois do almoço irei cortar a grama do jardim do Sr. Linton. Desculpa, esqueci de avisar antes. É que quero o dinheiro para comprar meu tênis.
- Eu que te peço desculpas, filho, por não poder lhe dar o que precisa. É que esse mês estamos mesmo endividados.
- Não se preocupe, mãe – sorriu para a mãe com suas lindas covinhas nas bochechas.
- Mamãe, amanhã posso usar minha fitinha de cetim no cabelo para ir a escola?
- Claro que podem filha. Mas agora quero que termine seu almoço e pare de fazer desenhos com a comida.
A pequena Alice sorriu.
- Emmett, posso ir com você?
- Claro que não, você só iria atrapalhar.
- Mamãe?!
- Não Alice, não insista, você ouviu o que seu irmão disse.
Alice bufou e fez beicinho.
- Alice... Termine seu almoço vamos. Sem gracinhas.
Depois do almoço, Emmett pegou tudo o que precisaria para cortar a grama do jardim do Sr. Linton que ficava umas quatro casas antes da Rosalie.
- Boa tarde, Sra. Linton – Emmett cumprimentou a senhora de cabelos grisalhos ao chegar à varanda da casa.
- Boa tarde, Emmett. Você já pode começar a cortar a grama, estarei lá dentro, mas qualquer coisa é só chamar está bem, querido?!
- Sim, senhora – assentiu com seu habitual sorriso.
A Sra. Linton seguiu para dentro de sua casa e o garoto para o jardim de grama espessa.
Algum tempo depois.
Emmett estava finalizando seu trabalho com o gramado quando Rosalie passou andando em uma bicicleta vermelha com seus lindos cabelos dourados soltos ao vento.
A menina notou a presença do garoto suado e com bochechas coradas devido ao seu esforço.
Aproximou-se da calçada que antecedia o gramado e disse.
- Emmett!
O garoto que já estava rastelando a grama a olhou.
- O que faz aí? Essa é a sua casa? – a garota loira questionou com curiosidade.
- Não, minha casa é mais pro fim da rua. Estou aqui porque nem todos tem a sua sorte nascer rico.
- Ah, me desculpe. Juro que não queria te ofender, nem te magoar, sei lá... Quer ir tomar sorvete comigo depois? – questionou na tentativa de mudar de assunto.
- Desculpa, mas não poderei ir.
- Ah tudo bem, então – Rosalie respondeu. – Estou indo em casa, já volto – dizendo isto saiu pedalando sua bicicleta vermelha.
Dez minutos depois, ela retornou com uma sacola pendurada no guidão da bicicleta, a qual largou embaixo da árvore que havia ao lado da casa ainda no gramado.
- Emmett! – exclamou ao se aproximar dele lhe entregando uma colher.
- Para quê isso? – questionou meio confuso ao segurar a colher.
- Vem, vamos tomar sorvete – disse segurando-o pela mão e puxando para debaixo da árvore.
- Tenho que terminar o que estou fazendo Rosalie.
- Depois Emmett, descanse um pouco, vai. Olha, eu trouxe de creme, não sei se você gosta.
- Sim, eu gosto – confirmou sorrindo.
- Eu gosto quando você sorri – Rosalie revelou. – Você tem covinhas lindas.
- E aí? Vamos ou não vamos acabar com esse pote de sorvete? – Emmett sugeriu rapidamente.
Ambos sentaram embaixo da árvore. Rosalie abriu o pote de sorvete deixando em cima do gramado entre os dois.
- Você primeiro – Emmett sugeriu.
Rosalie sorriu em resposta retirando a primeira colherada de sorvete.
- Por que veio para Norristown? – Emmett perguntou o que quis saber desde o início quando a viu na escola.
- Meu pai foi transferido para o hospital daqui. E você?
- Eu, bem, eu nasci aqui. Não é um dos melhores lugares do mundo, mas gosto.
- Estou gostando daqui também – Rosalie revelou.
- Já fez muitos amigos?
- Não, não preciso.
- Não? E por que? – Emmett questionou.
- Porque já tenho você como amigo – disse ao levar uma colher de sorvete a boca.
Emmett ficou observando.
- Por que está me olhando? – Rosalie perguntou divertida.
- Você parece um anjo. Alguém já te disse isso?
- Sim, meus pais. Mas os pais se enganam a respeito dos filhos, eles veem os filhos perfeitos. Aí eu lhes pergunto: "Anjo eu? Tem certeza"? – sorriu e retirou um pouco do sorvete de sua colher passando na pontinha do nariz de Emmett que gargalhou.
- Amigos?! – Rosalie perguntou.
- Sim, amigos – Emmett respondeu.
- Então, quer ajuda? – Rosalie apontou com a colher que estava usando para tomar o sorvete na direção de um amontoado de grama cortada que esperava para ser recolhida.
- Claro que não, você tem mãos de princesa, nunca deve ter feito nada na vida além de compras – Emmett sorria descaradamente no fim de sua frase.
- Emmett! – a menina exclamou indignada. – Nossa, foi muito feio e machista isso o que disse. Sei fazer outras coisas além de compras, e além do mais, não sou uma patricinha. Não propriamente dita.
- É, isso eu percebi. Você é uma garota de atitude e pelo pouco que te conheço, já vi que tem personalidade forte. E corre muito... Para uma garota – fez ênfase na ultima frase.
- E você é muito legal... Para um garoto – desdenhou da mesma maneira completando com uma piscadinha no final.
- Está bem, loirinha, com essa você venceu. Pode segurar os sacos plásticos enquanto jogo a grama dentro. Vem! – disse ao estender sua mão para a menina loira que acabara de se tornar sua amiga.
- Não falei que tem mãos de princesa? São macias como suspeitei.
- O que?! – disse indignada. Largou a mão dele e lhe aplicou um tapa no ombro.
- Já segurou a mão de alguma princesa por acaso?! – perguntou sarcástica.
- Bem... Não, mas você entendeu o que quis dizer. Já que está tão a fim de ajudar, então mãos a obra, segura logo isso aí, vai. Loirinha marrenta!
Rosalie segurou o saco plástico com um sorriso diabólico nos lábios. E quando Emmett foi jogar a primeira leva de grama cortada no saco, ela simplesmente o fechou fazendo tudo cair de volta ao chão.
- Está de brincadeira, não é?! – reclamou.
Rosalie revirou os olhos e começou a rir.
- Garota, você é muito abusada, mas fui com sua cara.
- Coincidência, eu também fui com a tua, e desde o primeiro momento. A propósito, Emmett, só para lembrar, gosto mesmo dessas suas covinhas quando sorri.
- Devo agradecer por isso? – questionou com um meio sorriso.
- Claro que sim, seu ogro bobo – socou de leve o braço dele.
- Você gosta de bater, não?! – Emmett zombou. Ambos riram.
- Mas é sério Rose, tenho que terminar isso ou do contrário a Sra. Linton não me pagará.
- Você me chamou de Rose – disse com um sorriso bobo nos lábios. – Só meus pais me chamam assim.
- Não gostou? Posso te chamar de Rosalie, então.
- Pelo contrário, gostei muito.
- Sendo assim, fico tranquilo, Rose.
Ele sorriu para ela e ambos recomeçaram recolher a grama.
- Você tem sorte em ter uma irmã, sabia?! Alice é muito divertida.
- Fala isso porque não a conhece direito, ela é uma peste com cara de fada. Você precisa vê-la quando faz cara de cachorro abandonado para conseguir o que quer.
- Eu gostaria de ter uma irmã ou um irmão – disse pensativa.
- Você por acaso tem um cachorro? – Emmett perguntou.
- Não, por que? – questionou confusa.
- Porque trocaria as quatro irmãs que tenho por um bom cachorro.
- Emmett, que horror! Mas, nossa! Quatro?! Achei que Alice fosse sua única irmã.
- Quem dera fosse, mas, não, tem a Maria, a Bella e a Nessie além da Alice.
- Que legal! Posso conhecê-las?
- Ops! Péssima ideia, são todas chatas e a Maria irá te chamar de pirralha filhinha de papai.
- Mas por que?
- Porque a Maria é assim...
[...]
Em meio a conversas paralelas Emmett terminou todo o serviço.
- Vejo que já terminou – disse a Sra. Linton ao aparecer na varanda de sua casa. – E essa mocinha tão bonita é sua amiga?
- Essa é Rosalie Hale Cullen, filha do médico que chegou esses dias.
- Oh querida, seja bem vinda a Norristown.
- Obrigada, Sra. Linton.
- Aqui está seu dinheiro querido, obrigada, o jardim ficou ótimo.
- Quando precisar me chame.
- Pode deixar chamarei com toda certeza. Até logo crianças.
- Até logo, Sra. Linton – ambos responderam.
Fale com o autor