Quando o Amor Acontece

13 Capítulo 13 - Novos Caminhos


Notas iniciais
Agradecimento especial a Nyh_Cah que recomendou a fic, muito obrigada eu AMEIIII!!! Fiquei saltitante!!

Nove anos depois. 2011.



Nove longos e intensos anos se passaram desde a separação do jovem casal.



Tiveram tão pouco tempo juntos, ainda assim, fora suficiente para descobrirem o amor. Um amor sincero e verdadeiro que fora forte o bastante para se manter vivo dentro dos corações de Rosalie Lilian Hale Cullen e Emmett McCarty ao longo dos anos.



Mantiveram contato durante o primeiro ano. Houve algumas ligações, cartas... Muitas delas, onde ambos contavam as coisas que faziam, tal como em um diário.



A jovem Rosalie, que fora afastada de seu primeiro e verdadeiro amor, não se deu por vencida tão facilmente. Enviava e-mails diários ainda que soubesse que o garoto por quem se apaixonara era de origem humilde e não tinha tal objeto em sua casa, o que tornava as respostas escassas.



Sempre que lhe sobrava tempo, Emmett conferia os e-mails em uma lan house. Com certeza, tempo era o que mais lhe faltava. Depois que Rosalie voltou para Chicago, Emmett passou a trabalhar todo o tempo em que não estava na escola com o intuito de manter sua mente ocupada.



E assim, como acontece na vida, cada um seguiu seu caminho. Contudo, aquele amor juvenil jamais fora perdido ou esquecido.



Me atrevo a dizer que fora adormecido, tal como a Bela Adormecida a espera do beijo de seu príncipe encantado para despertar do encanto. Ou talvez como um ser congelado a espera da descoberta da cura.



Aquela garota valente de atitudes intensas, cresceu. Seu corpo de menina deu origem a um belo corpo de mulher. Causou a inveja entre muitas mulheres, despertou o desejo de muitos homens.



Teve dois ou três namorados nesse meio tempo. No entanto, nenhum jamais a fizera sentir borboletas no estômago tal como aquele garoto do subúrbio da Filadélfia a fizera sentir apenas com um beijo inocente.



Aquele primeiro beijo na noite do parque de diversões ficou gravado no mais íntimo de suas lembranças, bem como a lembrança de alguém que vai a Disney Word pela primeira vez. O que quer dizer que são momentos mágicos, memórias para a vida toda, impossíveis de se esquecer.



A garota saiu do colegial, foi para a universidade, assumiu responsabilidades. E o desejo de voltar a Norristown onde toda magia aconteceu, nunca desapareceu.



Todos os anos seus pais lhe faziam a mesma promessa. Que voltariam a Norristown, mas isso não aconteceu.



A avó de Rosalie veio a óbito dois anos depois da volta de sua família a Chicago.



Nas noites de lua cheia, Rosalie e Emmett cumpriram suas promessas observando o luar. Essa foi uma maneira de se manterem próximos mesmo estando distantes.



Aquele garoto humilde do subúrbio da Filadélfia também cresceu. Ah, se cresceu... Arrasou os corações de muitas garotas nesse meio tempo e continua despontando suspiros e olhares de cobiça entre muitas mulheres. Se tornou um grande atleta. Assim como Rosalie havia dito certa vez quando se conheceram. Um olheiro o veria jogar e descobriria o potencial incrível que o garoto tinha.



Pois bem, eu diria que a garota meio que profetizou, porque foi exatamente o que aconteceu.



Foi nas finais de um campeonato estudantil de basquete na cidade vizinha que Emmett fora presenteado com uma bolsa de estudos na universidade de Los Angeles (UCLA), para defender o time da universidade.



No momento que recebera a proposta, lembranças de Rosalie lhe vieram em mente a todo vapor. Desejou como nunca tê-la ao seu lado compartilhando aquela conquista.



Emmett estudou Educação Física na UCLA. Seu tempo no time da universidade durou pouco. Logo, ele assinou contrato com os Los Angeles Lakers, acabou fechando a matrícula por falta de tempo, as viagens com os Lakers não lhe permitia isso.



Nos primeiros anos em Los Angeles, Emmett morou em uma república. Agora tem seu próprio apartamento, uma cobertura de luxo em um bairro nobre da ensolarada Los Angeles.



Com o primeiro salário que recebeu dos Lakers, Emmett reformou a casa dos seus pais. Sua mãe recusou-se a mudar de casa e de bairro. Ao seu pai, deu um bom carro e montou uma loja de ferragens para que ele fosse seu próprio patrão.



Logo depois, Emmett passou a ajudar as irmãs mais velhas com as despesas de seus cursos universitários. Maria fez Direito e Isabella faz Jornalismo na UCLA. Ambas se mudaram para Los Angeles e passaram a dividir um apê comprado por Emmett.



Na pequena Norristown, com os pais permaneceu apenas as caçulas. Alice e Reneesme.



Entretanto, Alice, a garotinha saltitante que não desgrudava do irmão mais velho, está pensando em fazer faculdade em Los Angeles, assim como seus irmãos.



Se estão todos namorando?! Sim, estão.



Rosalie está namorando Royce King, atual técnico do time de basquete Chicago Bulls. Emmett está namorando Melinda Aileen. Ele a conheceu quando estava na universidade.



Maria está namorando o colombiano, Marcos Miranda, dono de uma gravadora em Los Angeles.



Bella, enfim, se acertou com Edward Masen. Ambos estão cursando Jornalismo na UCLA. E Alice, bem... Alice está namorando o loirinho que conheceu no primário, cujo nome é Jasper Whitlock. E Bree está namorando Diego Brizon um garoto que conheceu na sétima série.



Reneesme é a única que não está namorando, visto que ainda está com onze anos de idade.



[...]



Chicago. EUA.



2:15 pm.



– Mãe! – Rosalie exclamou ao chegar da universidade acompanhada por sua colega de turma, Vera. Andou por alguns cômodos da grande casa, ainda a chamando. – Mãe, está em casa?! – sem resposta.



Sua amiga Vera entrou na cozinha.



– Rose, tudo bem se eu beliscar algo?! Estou com fome e com fome eu não penso direito, ok?



– Fique à vontade, Vera – respondeu indo ao escritório do pai.



– Rose, tem um recado aqui na porta da geladeira para você.



– Já estou indo – Rosalie respondeu. Foi até a cozinha e encontrou Vera com uma enorme fatia de torta em um prato. Retirou o bilhete da porta da geladeira olhando de canto para a amiga, que se lambuzava com a torta.



– O quê?! Estou com fome, e sua mãe faz tortas deliciosas. A minha mal sabe fritar um ovo.



– Fico me perguntando como você consegue se manter magra. Vera, você come doces demais. No intervalo você também comeu doces.



– Ah, qual é, o médico aqui é seu pai, não você.



– Graças a Deus! Nunca teria paciência para falar para alguém "você não pode comer isso", o paciente ir para casa e comer feito um porco, no dia seguinte voltar ao hospital com a pressão arterial e o colesterol lá em cima. Se ele quer se matar, pois que se mate!



Ao terminar de falar, Vera estava com os olhos esbugalhados.



– Às vezes você me assusta, sabia?! – Vera revelou pondo o prato na pia.



– Buhh! – Rosalie gritou somente para provocá-la.



– Besta! – Vera respondeu rindo.



– Fique quieta, Vera! E eu não sou besta. Deixe-me ver o que minha mãe escreveu.



"Rose, filha, estou indo à casa de uma cliente fazer os últimos detalhes na decoração. Por favor, almoce. Beijos. Mamãe."



– Deus, o que é isso?! Ela ainda pensa que sou criança, só pode ser... – deixou o bilhete sobre o balcão da cozinha. Subiu as escadas com Vera em seu encalço.



– Minha mãe bem que poderia aprender com a sua. A minha só pensa em fazer compras. Sonho com o dia que ela entraria na cozinha e faria algo gostoso. Em casa só tem comida de fast food.



– Vera, você só pensa em comida?!



– Não, claro que não, penso no Christopher também. Ele é lindo, não é?!



– É bonitinho – Rosalie respondeu sem entusiasmo.



– Ah, vai, ele é bem mais bonito que o "Royce King Kong" – ambas sorriram.



– Você tem problemas, Vera.



– É serio, não sei como você o namora. Ele é chato, bruto e tantas outras coisas...



– Você não é a única que acha isso dele. Minha mãe e meu pai compartilham a mesma opinião.



– Mas eles tem razão, Rose. O que você viu no "Royce King Kong"?!



– Para de falar "King Kong" se não irei acabar chamando-o assim.



– Ah, seria hilário. E por falar nele, ele nunca veio aqui no seu quarto, né?!



– Não, claro que não. Mas por que a pergunta?!



– Porque do jeito que ele é, nunca que deixaria você ter fotos desse gatinho. Oh, e que gatinho. Quem é ele Rosalie?! Quantos anos vocês tinham nessa foto?! Doze ou treze?!



– Sim, ele não deixaria mesmo. Mas quem se importa com o que ele pensa? Na verdade, eu tinha quase treze. Esse é o Emm... O Emmett – Rosalie sentiu seu coração ficar pequeno ao falar o nome de seu primeiro e único amor.



– Nossa, você tem muitas fotos dele – referiu-se ao grande mural que Rosalie mantinha na parede de seu quarto, repleto de fotografias de quando viveu em Norristown.



– Imagina só, se ele já era super gatinho aos doze ou treze, que seja. E já tinha um corpo definido. Consegue imaginar como ele está hoje?! Ai Deus me dá até calor só de pensar – Vera se abanava com as mãos.



– Você é uma intrometida, sabia?! Dá para parar de falar assim dele?! Que intimidade é essa?!



Vera sorriu.



– Então é por ele que você suspira. Está explicado o fato de você nunca se empolgar com o "Royce King Kong". Esse Emmett agora deve ser um homem com hiper, mega H maiúsculo.



Rosalie socou o ombro de Vera.



– Ai, doeu! Você é muito brava!



Rosalie se perdeu nas lembranças de quando Emmett a chamava de loirinha marrenta. Deixou que escapasse um sorriso bobo.



– Está pensando nele, não está?! Para estar com esse sorriso, no Royce é que não é!



– Vera, você quer parar de ser intrometida?! Você veio aqui para fazer o trabalho da facul e não para bisbilhotar minha vida.



– Eu nem gosto de Estética e Cosmetologia – revelou.



– Então por que faz?! – Rosalie perguntou.



– Por minha mãe – Vera respondeu.



– Deveria fazer o que você quer e não o que sua mãe quer.



– Tudo bem, eu não me importo – confirmou. Sentou-se em uma poltrona que havia no quarto retirando o urso que estava em cima da mesma, o jogando no chão.



– Vera! – Rosalie gritou ao ver o urso Emmett ser jogado como se fosse uma roupa velha. Rapidamente foi pegá-lo, segurou em seus braços como se fosse uma criança em perigo.



Vera se encolheu na poltrona. Fechou os olhos achando que Rosalie realmente lhe bateria.



– Nunca mais toque nesse urso. Nunca mais, ouviu?! – reclamou.



– Tá bom! – Vera respondeu ainda receosa. – Você é estranha! Qual é a do ursinho?!



– Por favor, não faça gracinhas. Você não tem ideia do quanto esse urso significa para mim... – respondeu deixando o urso em cima de sua cama.



Vera enfim percebera que aquele urso pardo não era apenas uma mera lembrança de infância. Ainda assim, passou longe de entender a linda história que ele continha.



– Desculpa, Rose! – se desculpou envergonhada se ajeitando na poltrona. – Eu não queria cometer um ursicídio.



– Desculpo, mas, só dessa vez. Agora vamos começar logo esse trabalho.



[...]



No fim da tarde, Esme chegou com várias plantas de projetos de interiores. Levou ao escritório de Carlisle, que ela também usava, e deixou sobre a mesa.



Rosalie e Vera vinham descendo as escadas com alguns livros em mãos.



– Oi mãe, chegou agora?!



– Olá, dona Esme!



– Oi, meninas! Sim filha, acabei de chegar. Conseguiram terminar o trabalho?!



– Ainda não, mas por hoje é o bastante – Rosalie explicou.



– Bem... Eu vou indo, até amanhã Rose. Tchau, dona Esme.



– Tchau, querida. Ah, por favor, me chame apenas de Esme.



– Certo! – Vera respondeu indo até a porta.



– Não vai ficar para jantar conosco?! Por que não liga para sua mãe e avisa que vai ficar?!



– Obrigada, Esme! Na verdade, eu tenho um encontro daqui a pouco.



– Oh, certo querida, então aproveite a noite.



– Tchau! – Vera se despediu.



– Tchau... – Rosalie e Esme responderam.



Vera se retirou, Esme olhou para Rosalie como se procurasse alguma resposta.



– Vocês almoçaram?



– Fizemos um lanche – respondeu deixando os livros em cima do sofá. Provavelmente depois levaria para o escritório.



– Rosalie!



– Mãe, por favor, não sou criança, não precisa ficar me lembrando que tenho que comer. E os livros, eu já levo, não se preocupe – beijou o rosto da mãe logo depois.



– Você não vai sair com o Royce hoje, vai?! Você sabe que nem eu, nem seu pai aprova esse namoro.



– Mãe, por favor, não quero falar sobre isso. Não quero discutir com você.



– Sabe o que acho?!



– O que você acha, mãe? – questionou com um sorriso.



– Que você namora esse Royce apenas para nos afrontar. Como se nos culpasse por algo... – Esme foi até a filha e a abraçou. – Estou pensando em ir à Norristown dar uma olhada em nossa casa. Se quiser, pode vir comigo. Vou falar com seu pai e decidir o dia.



Rosalie retribuiu o abraço sem nada mencionar. Porém seu coração apaixonado, que sofrera com a separação do passado, pareceu se encher de esperanças.



Na verdade, Esme não estava muito preocupada com a casa. Tinha pessoas que cuidavam disso para ela. Queria mesmo era uma desculpa para levar a filha a Norristown. Porque Rosalie, mesmo depois de atingir a maior idade, não quis voltar para lá sozinha. Talvez tivesse medo do que poderia encontrar. Talvez ele estivesse casado e esquecido dela. Esse era seu maior medo.



"Eu sei quem te prende a Norristown e o porquê de tratar quase todos com frieza" – Esme pensou enquanto abraçava a filha, transmitindo todo carinho e amor que somente uma mãe é capaz de transmitir ao seu filho quando ele precisa.



Notas finais
Agradecimentos aos comentários do capítulo anterior não pode faltar né?! AnnabellaCullen, Nyh_Cah, Sophiehale, Manu Pontes, Milleney, Relsanli e mamita. Super obrigadinha meninas. Os comentários de vcs são muito importante, sempre.
beijinhos