Quando o Amor Acontece
12 Capítulo 12 - Separação
Notas iniciais
Emmett desceu a rua pedalando muito rápido. Assim que ficou de frente a ponte pulou da bicicleta a jogando de lado.
Atravessou a velha ponte correndo em direção a casinha da árvore.
Enquanto subia a escada que dava acesso a pequena casinha, ele gritava por sua namorada.
- Rose. Rose!
Ao entrar na casinha, ele viu Rosalie deitada em cima de um saco de dormir com o ursinho adquirido no parque ao seu lado. Estava acordada, porém muito triste.
- Rose! – ele a chamou, cauteloso, sentando-se ao lado dela.
Dentro da pequena casinha havia alguns puffs, dois sacos de dormir, algumas prateleiras com frutas e bolachas e água mineral. Muitas fotografias em um mural na parede.
- Rose, o que aconteceu? Por que está assim? Por que não me atendeu ao celular?
- Emmett... – murmurou ao sentar-se. Seus olhos estavam inchados.
- Não quer ser minha namorada, é isso?! Se arrependeu? É por causa de nossa amizade? Ou eu fiz algo que te magoou? Me fala Rose, eu estou pirando sem saber porque você está desse jeito.
- Calma, Emmett... Você não fez nada. Eu quero sim ser sua namorada e esse é o problema. Meus pais estão voltando para Chicago hoje. Minha avó, mãe de meu pai, está muito doente. Ele quer estar com ela nesse momento, só que eu não quero ir Emmett, não quero me separar de você, você é muito importante para mim!
Rosalie chegou mais perto dele e o abraçou. O garoto retribuiu com um caloroso abraço de urso.
- Mas, Rose, você não deveria ter fugido, seus pais estão preocupados, estão pensando até em pedir ajuda da Polícia para te encontrar.
- Pois que chamem. Não quero me afastar de você... Vai doer muito!
- Também não quero me afastar de você, loirinha. Desde que você chegou a Norristown, minha vida tem sido diferente. Ficar sem você é quase como ficar sem o sol.
- Então vamos fugir nós dois.
- Rose, por mais que eu tenha vontade de fazer isso, não podemos matar nossos pais de preocupação. Você ama seus pais, eu sei disso. Sofreria se soubesse que sua mãe chora por você ter fugido.
- Não quero que minha mãe sofra.
- Então, Rose, terá de ir com eles. Mesmo que isso me machuque.
- Emmett, sonhei tanto com o dia que seriamos namorados... E olha só agora... Temos que nos afastar. Se eu for, posso te escrever todos os dias, te mandar e-mails, você pode lê-los em uma lan house.
- Rose, isso não dará certo. Você sabe que esse tipo de coisa só dá certo nos primeiros meses, depois vai diminuindo relativamente a frequência até que já não se correspondem mais.
- Mas isso não irá acontecer com a gente. Emmett, me promete que nunca trará outra garota aqui?!
- Prometo Rose, nunca, nenhuma outra garota virá aqui, esse é nosso lugar.
- Promete que nunca irá me esquecer e nem jogará fora nossas fotos?!
- Rose, você é inesquecível...
Nesse momento os dois estavam chorando.
- Vou levar o urso "Emmett" comigo. Não será o mesmo que olhar para você nem para suas covinhas, mas é um pedaço muito importante do que aconteceu aqui, da nossa história. Quero que fique com algo que me pertence – Rosalie retirou do pescoço um medalhão com o símbolo de sua família, dentro estava escrito Rosalie Lilian Hale Cullen em letras douradas.
- Guarde-o com você até que nos encontremos novamente e possa me devolvê-lo.
- Rose, isso é valioso, é uma joia de família, não pode deixar comigo.
- Emmett McCarty, meu coração é mais valioso e você já o tem.
O garoto segurou a nuca de Rosalie carinhosamente a puxando para um beijinho.
- Com certeza irei guardá-lo com carinho para devolvê-lo em breve. Namorada, ainda temos uma tarde juntos, então vamos aproveitar?! – Emmett pegou alguns guardanapos e envolveu o medalhão para logo depois guardá-lo no bolso de sua mochila. – Para não arranhar até que eu guarde em um local seguro.
Rosalie sorriu ao vê-lo pronunciar aquelas palavras.
- Vem! – segurou na mão dela indo para a escada. Ele desceu primeiro, Rose logo depois.
Ambos saíram correndo entre as árvores brincando de pega-pega. Rolaram na relva sorrindo após um beijinho.
Correram até um pequeno riacho que passava próximo dali. Atiraram pedrinhas olhando o horizonte, deram mais um beijinho e voltaram para perto da casinha.
Rosalie sentou-se em um galho baixo da mesma árvore. Emmett ficou de pé em sua frente.
- Espera! – ele disse, subiu até a casinha voltando logo em seguida com uma faquinha, que eles usavam para cortar frutas.
- O que vai fazer?! – Rosalie perguntou olhando a faquinha.
- Você vai ver.
Emmett começou a esculpir no tronco da árvore um coração com os nomes Rosalie e Emmett dentro.
- Ah não Emmett, isso é muito cafona!
- Para Rose, é para ficar gravado para sempre!
- Está bem, mas faz direito.
- Eu estou fazendo.
Rosalie beijou a bochecha do garoto enquanto ele esculpia o coração na árvore.
Depois disso, subiram até a casinha e dividiram as fotografias do mural entre eles. Em algumas estavam também a Alice, Jasper e Bree.
Estando tudo decidido, cada um pegou sua mochila. Rosalie segurou o urso com uma das mãos, na outra segurou a mão de Emmett. Já estava no finzinho da tarde quando decidiram voltar para casa. Rose estava atrasada e seus pais certamente nervosos.
Ao atravessarem a ponte, Emmett pegou a bicicleta a qual levou empurrando enquanto andava de mãos dadas com Rosalie.
Era segunda, mas como eles não tiveram aula por motivos de reunião entre os professores, o garoto trocou seu turno da tarde pelo da manhã, então não precisou voltar para a loja na parte da tarde. Assim que passou por sua casa, Emmett deixou a bicicleta na varanda. Acompanhou Rosalie até a casa dela ainda de mãos dadas.
Alguns vizinhos observavam com olhares curiosos, mas quem disse que o jovem casal se importou com isso?!
Assim que chegaram em frente a casa de Rosalie, Esme apressou-se em sair para abraçar a filha. A garota permaneceu imóvel apenas esperando a mãe soltá-la. De forma alguma ela retribuiu o gesto de carinho, estava magoada demais para se mostrar compreensiva. No momento, a questão mais importante era o que ela estava sentindo. Totalmente egoísta?! Sim. De fato era, mas quem nunca foi egoísta ao menos uma vez na vida que atire a primeira pedra.
- Rose, filha, você quer me matar de preocupação? Como pode fugir de casa assim?!
- Mãe, para... Eu estou aqui, não estou?!
- Obrigada Emmett por tê-la convencido voltar. Desculpa, mas temos que entrar para terminar as malas. Você não quer entrar um pouco?
- Não obrigado, tenho que ir para casa, minha mãe deve estar preocupada – falou tristonho olhando para Rosalie que estava de cara feia enquanto a mãe a abraçava.
- Obrigada Emmett, você ajudou muito – Esme agradeceu após liberar a filha do abraço. – Vamos, filha, temos que terminar de guardar as coisas.
- Mãe, vai na frente, quero me despedir do Emmett.
- Está bem. Não demore.
Esme e Carlisle entraram em sua casa de mãos dadas aliviados por sua filha estar de volta e, por sorte, menos agressiva que o dia anterior.
Rosalie se aproximou do garoto que estava triste olhando para o chão e o abraçou apertado. Ele retribuiu com um esmagador abraço de urso.
- Sentirei sua falta... E nunca leve outra garota na nossa casinha na árvore. Me promete mais uma vez?!
- Prometo. Aquele será para sempre nosso lugar secreto!
Antes de soltá-la, Emmett aspirou profundamente o cheiro do cabelo da garota como que para guardar o perfume em sua memória olfativa.
- Antes de vocês irem, eu volto para te ver mais uma vez.
- Estarei te esperando.
Emmett deu um beijinho nos lábios dela e saiu andando devagar chutando uma pedrinha.
- Emmett!
- O quê?! – perguntou ao virar para olhá-la.
- Sempre que a lua estiver cheia, estarei olhando para ela. Faça o mesmo!
O garoto sorriu fraco e disse.
- Sim, eu farei.
E assim Emmett foi para sua casa e Rosalie foi terminar de fazer suas malas. Carlisle já havia mudado o horário do vôo para a noite por conta do sumiço de Rosalie.
[...]
Três horas depois, Emmett voltou para vê-la. No entanto chegou tarde demais, Rosalie já estava no carro com os pais e se afastava cada vez mais.
- Rose! Rose! – gritou correndo.
Imediatamente, a garota virou-se para o vidro de trás do carro para olhá-lo. Fez um coração com as mãos enquanto o carro se afastava. Apontou para si mesma, voltou a fazer o coração e apontou para o garoto. Em um gesto que dizia "Meu coração ficou com você" ou se você preferir "Eu amo você".
Dois dias depois.
Emmett estava extremamente triste. Norritown já não era mais a mesma sem a sua fiel amiga.
Havia ganho uns dias de folga visto que estava muito triste, seu chefe lhe concedeu três dias de folga.
[...]
Após mais uma manhã de aula sem Rosalie sentando-se ao seu lado, ele percebeu que o tempo demorava uma eternidade. Enfim, Emmett pode voltar para casa e se ver livre de todos que questionavam onde estava sua amiga.
Emmett desceu do ônibus escolar com a pequena Alice ao seu lado.
A pequena olhava para o irmão com carinho e preocupação. Não estava gostando de vê-lo assim tão para baixo.
Ao passarem em frente a casa em que a jovem de personalidade forte vivia, Emmett parou para observá-la como se esperasse que sua amiga saísse em seu encontro.
Ao notar o que o irmão desejava naquele momento, a pequena o abraçou pela cintura transmitindo compreensão. Mesmo que ela não entendesse o que se passava na mente e no coração do irmão, ela entendera que ele precisava de seu pequeno abraço.
- Você está com saudades dela, não é?! – questionou erguendo a cabeça para olhar o irmão nos olhos.
- Para Alice – disse. Separou os bracinhos da pequena de sua cintura então saiu andando a passos largos.
A pequena Alice praticamente corria para alcançá-lo. Mas ele cada vez mais aumentava o passo.
- Emmett, me espera!
- Vai para casa, Alice.
- Aonde você vai, irmão urso?! – questionou ao vê-lo passar reto por sua casa indo em direção a área arborizada do fim da rua.
- Vai para casa, Alice. Está ouvindo? Vai agora!
A pequena parou abruptamente, ficou apenas observando o irmão se afastar.
Emmett seguia para a casinha da árvore, atravessou a velha ponte. No entanto, talvez não tenha sido uma boa ideia, pois tudo ali lhe fazia lembrar a garota marrenta de cabelos loiros.
Flash backs lhe invadiram a mente. Tristeza e alegria se misturaram de uma forma surpreendente.
Assim que viu o coração esculpido no tronco da árvore feito dias atrás, uma lágrima teimosa lhe escapou.
- Não posso chorar... – falou para si mesmo em forma de repreensão, como se homens não pudessem chorar, como se fosse absurdamente errôneo.
- Socorro! Emmett socorro!
- Rose! Rose! – o garoto ficou eufórico por um momento e rapidamente saíra em direção aos pedidos de socorro. Estava tão centrado na amiga que nem reconhecera a voz.
- Emmett, socorro!
- Alice!
- Irmão urso, estou com medo...
Emmett correu até a ponte e surpreendeu-se ao ver a pequena Alice sentadinha no meio da mesma agarrada a uma das cordas laterais. Estava chorando de medo, pois a velha ponte balançava com o vento e com os passos que dera antes.
- O que faz aqui? Não falei para ir para casa?! – questionou com raiva ao ajudá-la ficar de pé.
- Fiquei preocupada com você – disse enquanto saíam da ponte.
- Não fique. Não quero que fique, entendeu? Agora volte para casa!
O garoto fez menção de atravessar a ponte de volta para a casinha.
- Quero ir com você. Não quero que fique sozinho – disse ao segui-lo.
- VÁ PARA CASA! ESSE É O NOSSO LUGAR! – gritou e a empurrou, o que fez com que a pequena caísse de bumbum no chão, assustada.
- Irmão urso... – choramingou ao se levantar com as mãozinhas sujas de terra.
Olhou para o irmão com lágrimas em suas bochechas rosadas e saiu correndo em direção à sua casa.
Podia não ter sido intencional, mas ele conseguiu assustá-la.
- Alice... Espere... Me desculpe, por favor espere.
- Você vai me bater?! – perguntou aos soluços.
- Não baixinha. Desculpa por isso... Não queria que ficasse com medo de mim.
A pequena o abraçou pela cintura com força. Ele a pegou no colo, ela enlaçou seus bracinhos no pescoço dele e seguiram para casa juntos.
Nunca havia sentido medo do irmão, mas o medo tão rápido veio, tão rápido se foi...
Notas finais
beijinhos
=)
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