Quando o Amor Acontece
96 Capítulo 96 - Voltando para Casa
Notas iniciais
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A todos boa leitura :)
O dia amanhecera com indícios da tempestade por todos os lados. Havia muitas folhas espalhadas pela vizinhança. Gramados com poças de água, galhos de árvores caídos na maior parte dos jardins. O pavimento da rua e das calçadas ainda estava úmido. Barulho de água escorrendo pele sarjeta era constante. O som da melodia dos pássaros saudava a manhã, felizes pelo fim da tempestade.
Era em torno das seis da manhã quando o despertador do celular de Emmett avisou que era hora de levantar.
Emmett dormia com Rosalie recostada em seu peito. Os seios nus colados ao abdômen forte. Emmett mantinha as mãos espalmadas nas costas dela, em um abraço aconchegante. Ele abriu os olhos, ainda muito sonolento olhou brevemente a bela loura que dormia tranquila no calor de seus braços. Aspirou o perfume dos cabelos dourados dela, antes de erguer o braço, alcançando o celular na mesinha de cabeceira, desativando o alarme em seguida.
Rosalie se remexeu incomodada com o barulho, o gesto fez seus seios roçarem no abdômen de Emmett, fazendo-o apreciar a sensação maravilhosa de senti-la tão perto. Tão sua.
Ele olhou na direção da janela que estava com as cortinas abertas. Lá fora, céu estava um pouco nublado. Possivelmente o sol brilharia no decorrer do dia, porém, o casal não podia permanecer mais tempo na cidade. Tinham que voltar para suas atividades rotineiras. Infelizmente era chegada a hora de dizer até logo, mais uma vez, a Norristown.
A temperatura havia caído um pouco após a tempestade. Eles puderam sentir diferença ainda sob os lençóis, no aconchego da cama.
Emmett puxou os cobertores até a altura dos ombros de Rosalie depois de sentir os seios dela roçarem arrepiados em seu abdômen.
- Amor... – murmurou Emmett ao pé do ouvido de Rosalie.
- Hummm... – ela gemeu em resposta, um tanto sonolenta e preguiçosa.
- É hora de levantar.
- Estou com frio, Emm – resmungou ainda de olhos fechados.
Emmett não pode deixar de sorrir com o comentário dela. – Eu já percebi isso – respondeu, apertando-a contra seu corpo transferindo o calor de seus braços para ela. – É hora de levantar amor. O taxi vai chegar a qualquer momento. Precisamos nos aprontar. Já esqueceu? Lembre-se que foi você quem escolheu esse horário. Não seja preguiçosa, anjo. Vai, levanta – pediu, afagando as costas dela sobre o cobertor.
Rosalie suspirou, mexendo o corpo devagar.
- A culpa é toda sua – acusou, com um tom de voz preguiço.
Emmett sorriu esbanjando suas covinhas adoráveis. Suas grandes mãos se infiltrando sob os lençóis apertando firme nas laterais da cintura dela.
- Eu ficaria o dia inteiro com você nessa cama caso não tivesse que embarcar em um avião agora pela manhã – respondeu Emmett. – Agora deixe essa preguiça de lado e vem tomar um banho quente comigo.
Rosalie gemeu inconformada por ter que levantar tão cedo depois do dia e da noite que tiveram.
- Estou com muito frio para ter que sair dessa cama e me enfiar embaixo de um chuveiro. O pior não é nem o banho. O pior é quando termina que fecha o chuveiro.
- Então terei que tomar banho sozinho? – Emmett fez cara de decepção, propositalmente.
Rosalie rolou os olhos, ameaçando um sorriso. – Claro que não né, seu bobo. Não acha que irei sair de casa sem tomar um banho antes, não é? Ainda por cima depois do que fizemos de madrugada. Seu ursinho sem-vergonha. Meus cabelos devem estar horríveis depois de terem sidos molhados pela chuva de ontem à noite, e depois da nossa diversãozinha particular.
Emmett afagou os cabelos dela com uma das mãos. – Não estão horríveis. Estão selvagens, e você está linda e absurdamente sexy.
- Jura?! – questionou um tanto preguiçosa.
- Você é sexy por natureza, Rosalie Hale. Será que não percebeu isso ainda?! Sua beleza é um atributo que a todos fascinam.
- Para de falar essas coisas – disse ela, tocando o queixo de Emmett com as pontas dos dedos. – Falando assim até perece um ursinho intelectual – ela sorriu, raspando as unhas no queixo dele.
Emmett retribuiu o sorriso, beijando os dedos da mão que acariciava seu queixo. Rosalie sentou na cama, mantando o cobertor em suas costas, porém, os seios ficaram totalmente expostos e arrepiados pelo frio. Emmett ficou hipnotizado com a cena perfeita diante de seus olhos. Algumas vezes ele se perguntava se Rosalie era mesmo real ou fruto de sua imaginação tamanha sua beleza.
- Está me provocando, anjo? – dizendo isso, ele não resistiu a acaricia-los. O corpo inteiro de Rosalie reagiu ao toque sutil das grandes mãos quentes. Seu abdômen se contraiu de maneira que não pode evitar. Emmett sentou na cama, aproximando o rosto do pescoço dela, aspirando o perfume antes de depositar um beijo molhado no local.
- Ok. Vamos tomar logo esse banho – decidiu Rosalie, puxando todo o cobertor, passando em volta do corpo.
- E eu fico assim? – ele apontou para seu próprio corpo.
Rosalie olhou minuciosamente o corpo de Emmett antes de responder.
- Você não está com tanto frio quanto eu. Ora essa! Você é um ursinho hot, que tem demostrado muito bem isso – disse ela, acariciando o peito dele.
Emmett sorriu um tanto travesso, seguido de uma piscadela.
- Ok, vamos – disse ele, se remexendo para levantar. De pé ao lado da cama, estendeu a mão em um convite. Rosalie prendeu o cobertor em volta do corpo antes de estender a mão direita aceitando a dele.
- Sexy, linda e totalmente minha – afirmou, em um tom possessivo.
Rosalie não deu muita importância ao tom que ele usou, apenas sorriu mandando um beijo no ar.
Naquela manhã fria o casal tomou banho juntos, porém, trocaram apenas algumas poucas caricias nada mais. Vestiram-se e aproveitaram o pouco tempo que restava para organizar as malas, para a viagem de volta. Rosalie aproveitou e arrumou um espaço para guardar as compotas de doces e geleia que Elisa havia preparado. Assim que estava tudo pronto, Emmett desceu levando as malas para o hall.
Rosalie finalizava a maquiagem quando o taxista buzinou em frente à casa. O relógio agora marcava sete e quinze da manhã. A brisa fria soprava folhas no jardim.
Emmett, que estava no hall foi quem abriu a porta, aproveitando para levar a primeira mala para fora. Logo o taxista saiu do veículo para ajudá-lo. Deixou a mala na calçada e voltou para recolher as que faltavam e aproveitou para apressar Rosalie.
- Rose – gritou, esticando o pescoço, olhando escadas acima. – Amor, o taxi já chegou. Vamos!
- Já estou indo – respondeu Rosalie, do topo das escadas. A bolsa estava em seu ombro e em suas mãos o urso de pelúcia que insistira em levar na viagem.
Como o dia amanhecera um tanto frio, tanto ele quanto ela estava usando agasalhos.
Rosalie desceu as escadas, apressada, e encontrou Emmett levando a última mala para fora. Em frente à calçada, o taxista colocava as malas no bagageiro enquanto falava com Emmett, algo relacionado ao tempo. Rosalie voltou a olhar para dentro de casa, notando que a bicicleta não estava mais no hall, onde Emmett havia deixado ontem à noite. Deduziu que ele já tivesse levado de volta para a garagem como prometeu que faria.
- Até breve – murmurou ela, antes de fechar a porta. Guardou as chaves novamente na bolsa e suspirou, olhando a fachada da bela casa. Andou cuidadosamente sobre o gramado encharcado, seguindo para o lado oposto do jardim para poder ver a cesta de basquete mais uma vez antes de partir.
Emmett a seguiu e ao se aproximar passou o braço em volta da cintura dela. Beijou-lhe rosto com carinho, seguido de um leve roçar de lábios.
- Vamos – disse ele. – Está na hora.
- Eu nunca irei me acostumar a ter que dar tchau a Norristown – murmurou Rosalie. – Por mais que eu tente. Por mais que eu saiba que voltarei... É difícil.
- Eu sei anjo. Mas não fique triste, voltaremos em breve. Isso não é um adeus, é apenas um até breve. Não há motivos para se sentir angustiada. A história não vai se repetir.
Rosalie assentiu, com um maneio de cabeça, seguido de um suspiro saudoso. Ambos viraram de costas para a garagem e voltaram para perto do taxi, sentindo a brisa fria daquela manhã soprar seus rostos.
Emmett abriu uma das portas traseiras do taxi para que Rosalie entrasse. Acomodada no assento, ela inclinou o ursinho para fora, murmurando.
- Se despeça de Norristown, bebê.
- Rose isso não é um bebê – Emmett provocou.
- Para, Emmett. Não começa com isso... Eu já expliquei que esse urso é como se fosse nosso filho.
Emmett gargalhou e em troca recebeu um beliscão no abdômen.
- Isso doeu, Rose – resmungou.
- Mas é para doer mesmo. Quem manda zombar de um presente que foi você mesmo quem me deu. Me lembro com exatidão aquele dia no parque. Sou capaz de descrever cada detalhe.
- Desculpe – disse ele, com sinceridade. – Prometo que não vou mais fazer isso.
- Acho bom – murmurou Rosalie.
Emmett deu a volta e entrou no taxi, sentando-se ao lado dela. O taxista entrou logo depois, se aprumando ao volante antes de girar a chave na ignição.
- Está brava comigo? – perguntou Emmett.
- Não – respondeu Rosalie, encostando a cabeça no ombro dele. – Mas eu realmente não gosto quando você trata o meu ursinho como se não significasse nada para nós. Ele é parte da nossa história, assim como o Secret Place é.
Emmett olhou de canto de olho – o mesmo taxista que os trouxera na madrugada em que chegaram à cidade –, o homem prestava atenção na estrada, então Emmett voltou a olhar para Rosalie.
- Desculpe anjo. Pode fazer o que quiser com o ursinho que não vou mais falar nada. E, quer saber, eu gostei dele ter vindo – sussurrou ao pé do ouvido dela. – Eu gosto dele, só não queria ter que admitir.
Rosalie sorriu em meio a uma troca de olhares. Ambos olharam para frente, notando que o taxista, agora, os olhava através do espelho retrovisor. Emmett passou a mão direita na testa de Rosalie afastando alguns fios de cabelos, enquanto ela pegava o celular para fazer uma ligação para a senhora Scott, avisando que já estavam a caminho do aeroporto. Após a ligação conversaram banalidades durante o trajeto até o aeroporto da Filadélfia, a cerca de 9,7 km dali.
Após cerca de uma hora e quarenta minutos de voo, eles desembarcaram no aeroporto internacional de Chicago – Midway. Porém, antes de deixar Rosalie em casa, Emmett reservou uma passagem para Los Angeles, para aquele mesmo dia.
Como em Chicago não estava fazendo frio, eles retiraram os agasalhos ao desembarcar do avião. Pegaram novamente um taxi que, dessa vez, os levou à casa dos pais de Rosalie, em Chicago. Mais uma vez conversaram durante todo o trajeto enquanto Rosalie observava a aliança em seu dedo. Estava louca para chegar em casa e contar para os pais e para a amiga, Vera, a última novidade. Sentar e conversar por horas com a amiga, relatando como foi seu dia na cidade, onde, no passado, conheceu o amor que perdurou até os tempos de hoje.
Quando o taxi parou em frente à mansão, Rosalie saltou feliz. A expressão em seu rosto fazia jus a uma criança que acaba de chegar de um parque de diversões.
Saltitando, ela foi até a porta, deixando Emmett encarregado das malas. Vasculhou a bolsa em busca das chaves, e quando abriu à porta seu olfato foi atingido pelo aroma familiar da casa onde cresceu. Esse reconhecimento à fez sorrir. Embora amasse Norristown e houvesse toda uma história naquela cidade, ali fora o local onde passou a maior parte de sua vida, e era o local onde seus pais viviam atualmente.
Emmett deixou as malas no hall quando Rosalie correu casa adentro, seguindo em direção à sala de estar, gritando pela família.
- Família, eu já cheguei. Mamãe, papai, Vera. Alguém em casa?
Emmett sorriu do entusiasmo dela enquanto caminhava, sem pressa, até a sala onde ela estava agora.
No escritório, Esme estava distraída, trabalhando em um projeto. Vera estava com ela, porém, usava a mesa de Carlisle para fazer seus trabalhos da faculdade. Tão logo reconheceu a voz da filha, Esme esboçou um sorriso, deixando seu material de trabalho um pouco de lado. Vera, que estava com o rosto grudado nos livros, ergueu a cabeça no mesmo instante que reconheceu a voz da amiga.
- É a Rose – exclamou ela, agitada. – Eles chegaram tia Esme.
- Ei, pessoal, onde estão todos? – continuava a gritar Rosalie.
- Já estamos indo filha – Esme gritou de volta, indo em direção à porta do escritório. Vera acompanhou Esme, mas bastou ver Rosalie para correr ao encontro dela.
- Rose! – gritou Vera, animada. Rosalie deu dois pulinhos eufóricos e correu ao encontro da amiga. – Rose – Vera repetia em meio ao abraço.
- Ai, eu já estava com saudades suas, sua chatonilda – confessou Rosalie. – E aí enlouqueceu a mamãe durante o fim de semana? Não deixou a mamãe com cabelos brancos, não é?
Vera gargalhou. – Claro que não. Eu me comportei como uma verdadeira dama. Pode perguntar para tia Esme – respondeu orgulhosa, finalizando o abraço entre amigas. – E aí grandão, cuidou direitinho dela, não foi? Porque senão... – Vera o encarou com um olhar ameaçador.
Emmett sorriu revelando suas covinhas perfeitas. – Como prometi – disse ele. – Olha só a cara de felicidade dela. Como pode pensar que não cumpri minha promessa.
- Parece que foi mesmo um fim de semana e tanto – sibilou Vera. – Ah, amiga, tenho tantas coisas para te contar. Você vai cair durinha da Silva quando ficar sabendo de tudo – sorriu um tanto agitada pelo retorno da amiga.
Rosalie estreitou os olhos encarando Vera. – Não me diga que é o que estou pensando?!
- Eu não sei o que você está pensando.
Rosalie fez menção de falar, mas Vera a impediu lhe tapando a boca com a mão.
- Não faça seus pensamentos virarem palavras, certo loura?! Conversamos depois, ok. Agora conta pra gente como foi lá em Norristown. Estou quase tendo urticarias de tanta curiosidade.
- Calma, eu vou contar tudo – explicou Rosalie indo abraçar a mãe. – Oh, mamãe, foi um dos melhores fins de semanas da minha vida. Aproveitamos muito o dia na cidade. Podemos rever algumas pessoas. A família de Emmett mandou lembranças – ela olhou para Vera. – E olha só Vera, a minha sogra quer de conhecer – e então olhou para Emmett. – Não é verdade, amor?
Emmett maneou a cabeça afirmativamente em meio a um sorriso. Ele ficava fascinado somente pelo fato de ver seu anjo sorrindo. Não havia recompensa maior do que a felicidade dela.
- É verdade, minha mãe ficou curiosa para te conhecer. Até pediu para Rose te levar da próxima vez que formos lá – confirmou Emmett.
Vera saltitou, correndo para perto de Rosalie novamente, segurando suas mãos.
- Sério que você falou de mim para eles? Mas falou só coisas boas, não é? – questionou estreitando os olhos. – Não ficou lá falando que eu sou uma comilona e coisa e tal.
- Claro que coisas boas, né Vera. Que pergunta é essa garota. Aliás, eu trouxe um monte de doces para você e para a mamãe. Foi à mãe de Emmett, Dona Elisa, quem fez. Ela é ótima com esse tipo de doces caseiros. Você vai adorar.
- Ô meu Deus, Rose. Sério que você trouxe mesmo os doces que te pedi – os olhos de Vera brilharam, feito os de uma garotinha, entusiasmada. – Compotas de doces caseiros. Ah, isso sim que é vida – gargalhou, fazendo todos gargalharem junto.
- Mas, espera, tem uma coisa estranha aqui – disse Rosalie. – Você não tinha que está na faculdade agora?
- Ah, relaxa, só teve uma aula, mas foi passado um trabalho em dupla e, mesmo você não estando lá, eu exigi que fizesse dupla comigo – Rosalie abraçou Vera com força, pelo pescoço. – Ai, loura, eu sei que você ama, mas também não precisa apertar tanto assim.
- Só você mesmo Vera. Mas porque não teve todas as aulas? Não que eu esteja reclamando. Longe de mim. Isso acabou sendo ótimo e totalmente a meu favor.
- Nem prestei atenção. A única coisa que ouvi foi que estávamos dispensados.
Rosalie sorriu. – Ok, então vamos deixar isso quieto. Talvez quando você recapitular o motivo me conte.
- E então filha, estão todos bem por lá? Você conseguiu ver tudo o que queria meu amor?
- Sim, mamãe. Foi tudo tão perfeito, não podia ter sido melhor. Estão todos bem, sim. A família de Emmett não mudou nada. Todos me receberam bem. Alice quase teve um treco quando nos viu chegar pela manhã – Rosalie olhou para Vera. – Ela mandou lembranças para você e disse que está com saudades – Vera sorriu, murmurando um “obrigada”. – Eu fui ao Secret Place – confessou com grande entusiasmo. – Joguei basquete com Emmett. Acredita que aquela cesta que o papai colocou na entrada da garagem ainda está lá. Ah, mamãe, a senhora pediu que deixassem tudo guardadinho, até mesmo minha bicicleta. Sabia que Emmett me carregou nela novamente – sorriu com a lembrança. – Foi o fim de semana mais perfeito de todos – confessou, com um brilho no olhar que se refletia nos olhos da mãe.
Esme puxou a filha para um abraço em seguida lhe deu um beijo na testa. Seu coração de mãe se encontrava sossegado agora, não havia maior compensação em sua vida do que presenciar a felicidade da filha. Esme olhou para Emmett sobre os ombros de Rosalie e lhe agradeceu.
- Obrigada...
Emmett maneou a cabeça afirmativamente, sussurrando.
- De nada.
- E o papai? – Rosalie questionou quando Esme finalizou o abraço.
- Ele está trabalhando. Mas pediu que avisássemos assim que você chegasse. Você conseguiu falar com a senhora Scott?
- Sim, mamãe. Ela esteve lá para deixar algumas coisas. Mas nem precisava. Emmett e eu não comemos quase nada das compras que ela levou, mal ficamos por lá. Estava tudo muito limpinho e organizado como sempre esteve. Inacreditável, nem parece que os anos se passaram. A senhora Scott é muito cuidadosa com tudo.
- Você não ficou sem se alimentar direito, não é Rosalie? E nem deixou de tomar a medicação?
- Claro que não, mamãe. Nós almoçamos e jantamos com a família de Emmett. Apenas beliscamos algumas frutas quando estávamos em casa. E quanto à medicação, está tudo em ordem. Nem precisei ligar para a Dra. Morgan. O fim de semana serviu como o melhor remédio para mim.
- Ah, bom – sibilou Esme mais aliviada. – Me alegra saber que mesmo correndo de um lado para o outro não se esqueceu de suas obrigações, mocinha.
Rosalie rolou os olhos ao ouvir a resposta da mãe. – Eu prometi que me cuidaria e cumpri mamãe. Está tudo bem – tranquilizou.
Esme ergueu a mão da filha e lhe beijou os dedos. – Está tudo bem, querida. Só me preocupo com você, mas se me garante que fez tudo certinho eu fico tranquila. Eu senti saudades – confessou. – Nem queira saber o quanto seu pai ficou chato.
- Eu também senti, mamãe – repetiu, beijando a mão da mãe. – Mas porque ele ficou chato? Papai, eu já disse para ele que não precisa ficar preocupado, muito menos com ciúmes.
Ao lado de Emmett, Vera divagou. – Ah, poxa vida, sou tão curiosa para conhecer essa cidade onde vocês se conheceram. Desde que conheci a Rose que ela me fala desse lugar. Eu não exijo conhecer o Secret Place porque esse lugar é só de vocês. Mas, a cidade, eu não me aguento de tanta vontade. A cidade onde o amor aconteceu –sussurrou, sonhadora. – Nossa isso soa tão romântico, quase poético.
- Eu já prometi que te levarei lá algum dia. Mas, desde já adianto, não pense que lá é a Disney, hein – explicou Rosalie, sorrindo.
- Não importa. Eu só quero conhecer o lugar onde minha melhor amiga conheceu o grande amor de sua vida.
- Ah, vem cá sua besta, me dá um abraço – convidou Rosalie, estendendo os braços, rolando os olhos.
Vera abraçou a amiga, aproveitando para cochichar em seu ouvido.
- Depois me conta tudo, nos mínimos detalhes. Aposto que toda essa felicidade tem outros motivos também – ela deu uma piscadela e sorriu.
- Vou pensar no seu caso – sussurrou Rosalie em resposta.
- Então eu também não te conto – sussurrou Vera, novamente.
- Certo. Depois vamos por o assunto em dia. E que Deus nos ajude – sorriu Rosalie.
Do outro lado da sala, Esme sentou no sofá convidando Emmett a sentar-se também. Eles iniciaram uma conversa, enquanto as duas amigas conversavam entre si aos sussurros.
De repente Vera gritou, sacudindo a mão de Rosalie que continha a aliança de noivado junto ao anel de compromisso.
- Nos conte como foi isso – ressaltou Vera, ainda segurando a mão da amiga.
- Ah – divagou Rosalie, chegando mais perto do sofá onde Esme estava. – Mamãe, Emmett me pediu em noivado. E acreditem, foi lá no Secret Place. Ele não podia ter feito surpresa maior. Nenhuma surpresa se compara a esta. Ainda estou assimilando a maravilha que foi meu fim de semana. Rever pessoas e lugares que eu gosto. Ficar noiva do homem que eu amo. Tudo isso não tem preço. São memórias inesquecíveis e incalculáveis. – Rosalie correu, pulando de joelhos no sofá, bem ao lado da mãe, lhe mostrando a aliança no dedo. – Está vendo, mamãe?!
Esme sorriu, segurando a mão da filha, que lhe sorria com um brilho inigualável no olhar.
- Isso é maravilhoso, meu amor. Precisamos contar essa notícia para o seu pai o quanto antes. Temos que organizar um jantar de noivado, querida.
- Grandão você definitivamente arrasou. Pedi-la em noivado no Secret Place foi, sem dúvida, a melhor forma. Eu vou ser uma das madrinhas, não vou? – Vera sentou ao lado de Rosalie se inclinando para ver também a aliança cujo Esme analisava no dedo da filha.
Rosalie sorriu em meio a um suspiro. – Eu não quero um jantar especial, mamãe. Esse fim de semana já representou muito para mim. Apenas um jantar em família já está de bom tamanho. Mas, no caso, deveríamos fazer um almoço porque Emmett tem que voltar ainda hoje para Los Angeles.
Esme afagou o rosto da filha. – Tudo bem, meu amor. Se você prefere assim. Mas, quanto ao casamento, não vamos nós privar de nada. Seu pai e eu queremos que seja algo grande e especial, como você merece. Já definiram uma data para o casamento?
Emmett foi quem respondeu.
- Bom, eu queria me casar o quanto antes. Ficar longe de Rose, mesmo que por poucos dias, para mim é um tormento. Mas ela insiste que só devemos nos casar depois da final da temporada de basquete.
Esme sorriu em seguida beijou o rosto da filha.
- Me alegra o coração saber que ama tanto assim a minha filha, Emmett. Como mãe fico orgulhosa por ela ter escolhido você para construírem uma família juntos. Mas – frisou Esme –, se casarem-se às pressas dou uma surra nos dois. Que isso, eu tenho todo o direito de realizar uma linda cerimonia para minha filha. E eu afirmo que irei fazer isso.
- Você tem toda razão, Esme. Minha Rose merece tudo isso e muito mais. Meu anjo merece o seu dia perfeito. Merece tudo que estiver ao meu alcance.
- Parem com isso você dois – sibilou Rosalie, ficando um pouco sem jeito. – Nós vamos fazer tudo direitinho, mamãe. Como manda o figurino.
- Seja sutil ao falar com seu pai, meu bem. No começo ele vai achar que está perdendo a princesinha dele, mas é só questão de tempo, logo ele estará tão feliz quanto nós. É difícil aceitar que a minha garotinha já é uma mulher feita – murmurou Esme, com lágrimas nos olhos, abraçando a filha novamente.
- Mamãe você não disse que estava feliz? – sibilou Rosalie, sendo sufocada pelo abraço materno.
- Mas são lágrimas de felicidade, filha. Meu coração ficou sossegado agora. Você encontrou o seu destino. Agora poderá ser feliz ao lado do homem que ama. Viver seus sonhos e construir uma família ao lado dele.
Rosalie rolou os olhos. – Pode isso, ursinho? Mamãe toda sentimental.
Emmett deu de ombros. – Ela é sua mãe. O que ela disser é lei.
- Até você Vera? – exclamou Rosalie ao olhar para a amiga que estava com lágrimas nos olhos e fungava baixinho.
Vera passou a mão no rosto secando um caminho de lágrimas antes de responder.
- Eu não posso ficar emocionada porque a minha amiga irmã vai se casar? – murmurou, fazendo beicinho.
- Sua boba – disse Rosalie.
- Você ainda vai ser minha amiga, não vai? Digo, depois que se casar com esse grandão aí – Vera fungou, fazendo todos sorriem.
- Que pergunta é essa, Vera? – Rosalie abraçou a amiga, depois a chacoalhou pelos ombros enquanto a mesma gargalhava. – Sua boba, eu não já te falei um milhão de vezes que somos amigas para sempre, e nunca nada nem ninguém poderá mudar isso. Somos irmãs de almas, lembre-se sempre disso.
- Eu vou fazer nossos filhos se casarem, sabia? – avisou Vera, sorrindo.
Rosalie rolou os olhos. – Você está vendo isso, Emm?! Lá vem ela com esse papo outra vez – brincou Rosalie. – Nossos filhos ainda nem existem garota, e você já está casando eles. Coitados, já vão nascer prometidos – gargalhou. – Não vamos lhes dar nem a chance de escolha.
- Estamos fritos – brincou Emmett, gargalhando.
Vera recolheu uma almofada no sofá, jogando na cabeça dele.
- Até parece que vocês não me amam – disse ela. – Não é tia Esme?
- Nos te amamos sim, querida. Você é parte da família também.
- Ouviu isso vocês dois? – questionou Vera.
Rosalie apertou os ombros da amiga. – Nos te amamos sim, sua pestinha.
Todos gargalharam enquanto Vera fazia cara de sapeca, totalmente a vontade junto à família que o coração escolhera.
Horas depois, aconteceu um almoço em família. Inicialmente Carlisle se assustou com a notícia do noivado da filha, mas, assim como Esme havia mencionado, ele ficou feliz ao ver a felicidade estampada no rosto de Rosalie. Emmett conversou bastante com o sogro durante o almoço, arrancando olhares furtivos de Rosalie. Brindaram à felicidade do casal, e ficaram de marcar um jantar para convidar Carmen e Eleazar, os padrinhos de Rosalie, que não puderam comparecer ao almoço porque estavam fora da cidade.
Emmett foi embora cerca de uma hora depois do horário do almoço. Rosalie e Vera foram juntas levá-lo ao aeroporto e na volta passaram em uma sorveteria. A semana para Emmett, em Los Angeles, seria dedicada inteiramente aos treinos e preparação física, enquanto esperava com ansiedade a chegada do fim de semana para ver novamente seu anjo. Aquela que muito em breve seria sua esposa.
Notas finais
No próximo capítulo vai acontecer algo importante...
Não esqueçam de comentar.
Beijo, beijo
Sill
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