Quando o Amor Acontece

93 Capítulo 93 - Um Pedido Especial


Notas iniciais
Oii pessoinhas. Capítulo chegando o/

Obrigada a Viti McCarty por ter recomendado a fic, ameiii, ameii e fiquei muiiiito feliz :)) esse capítulo é dedicado a você.

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Simbora ler pessoal o/

Antes de ir ao encontro de Rosalie, na casinha da árvore, Emmett se permitiu apenas observá-la de baixo para cima. A imagem que seus olhos vislumbravam era magnifica, nada se comparava. Ver seu anjo louro esbanjando felicidade genuína, no beiral da velha casinha, não tinha preço.


Tão logo Rosalie concluiu a reposição da plaquinha que continha os dizeres “o anjo e o urso”, correu para dentro da casinha, observando as marcas de um passado mágico e singelo. Um resumo da história de amor que o tempo não apagou.


Rosalie estendeu a mão, passando os dedos sobre madeira, como se estivesse se certificando de que era real não apenas um sonho, ou ilusão de sua mente desejosa. De nada a incomodou o fato da madeira estar empoeirada e um tanto velha, castigada pelo tempo de abandono.


Não havia muito lá dentro. Apenas uma latinha de biscoitos vazia, em processo de corrosão por ferrugem. A velha e resistente faquinha, a qual Emmett usara para gravar seus nomes no tronco da árvore, a mesma que eles usavam para cortar frutas. Algumas garrafinhas de água mineral dispensadas sobre a prateleira de madeira e um puff de couro marrom, empoeirado. Vestígio da última visita de Emmett ao local. Os demais objetos, com valor afetivo, foram levados embora no dia da separação. O mural de fotografias fora retirado e as fotos foram divididas entre ambos.


Rosalie encostou a mão direita no local onde antes havia o mural e suspirou, lembrando-se de como se sentia bem cada vez que pregavam uma nova fotografia ali.


Enquanto ela recordava o passado, no interior da casinha, Emmett continuava lá embaixo, olhando para cima, registrando cada detalhe em sua memória. A sensação maravilhosa de reviver um passado genuíno era tamanha que aquecia seu coração. Seu coração que pulsava forte contra o peito, talvez, pedindo que deixasse de lado a recordação triste do passado, parte da história de suas vidas, onde foram afastados, e revivesse a história ao lado de seu anjo louro. A garota de personalidade forte que não temia brigas. A mesma que gostava de jogar basquete em sua companhia usando seus tênis all star, de preferencia os de cano longo.


Emmett foi puxado de volta à realidade quando Rosalie colocou a cabeça para fora através da janela da casinha, chamando seu nome.


- Emmett... Sobe aqui amor. O que está esperando que não subiu ainda?


Ela sorria, e ver o sorriso estampado no rosto dela era, sem dúvida, o melhor presente que Emmett poderia desejar um dia.


Emmett lhe sorriu, e, em questão de segundos lá estava ele, subindo a escada de pedaços de madeira pregadas no tronco grosso da árvore. Assim que alcançou o beiral da casinha ele deu uma breve olhada para baixo sorrindo consigo mesmo pensando em todos os momentos em que estiveram ali. No entanto, para passar pela porta da casinha, dessa vez, ele precisou se curvar um pouco.


- Amor você cresceu demais – brincou Rosalie vendo-o curvasse ao passar pela porta. Quando ele ficou de pé normalmente, ela o abraçou pela cintura.


Emmett gargalhou gostosamente lhe beijando a pele extremamente clara do pescoço.


- Dá para acreditar nisso, anjo?! Estamos mesmo, juntos, aqui, no Secret Place – murmurou apertando-a pela cintura, seu rosto ficando localizado no vão do pescoço dela. – Tem noção do quanto te amo Rosalie Hale Cullen? – ele se afastou minimamente, mantendo as mãos nas laterais da cintura curvilínea dela. O azul de seus olhos brilhando de forma intensa, cristalinos de lágrimas, como um orvalho da manhã, entregue as suas emoções.


Rosalie levou a mão ao rosto dele, tocando cada detalhe; sua sobrancelha, seus olhos, seus lábios. Até mesmo o menor sinal em seu rosto. Emmett apenas fechou os olhos sentindo o toque das mãos delicadas e macias tanto quanto uma pétala de rosa deslizando suavemente em seu rosto.


- Tudo isso aqui é real. Você é real, e é meu ursinho – murmurou ela, por fim.


Emmett abriu os olhos, encarando a imensidão brilhante de castanhos claro que eram os olhos dela.


- Anjo – disse ele. – Presta atenção no que irei te falar agora porque é a coisa mais importante de toda minha vida. Eu nunca desejei, ou esperei, tanto por algo como pela resposta que você me dirá. Pode, por favor, abrir sua bolsa e pegar a minha carteira que te pedi que guardasse quando sairmos hoje mais cedo.


Com a expressão curiosa, não entendendo o muito o motivo dele querer a carteira, justo ali, ela pegou a bolsa devagar. Parou olhando para Emmett, que ficou ansioso e a incentivou com o olhar que pegasse sua carteira.


Rosalie abriu o zíper da bolsa, olhando para Emmett. Inseriu sua mão direita no interior repleto de objetos pessoais em busca do que procurava. Quando encontrou dispensou sua bolsa Armani sobre a prateleira empoeirada, onde estavam os itens velhos, sem se importar. Segurava a carteira, ainda olhando para Emmett, sem saber o que fazer.


- Pode, por favor, abri-la – pediu ele, com o mesmo olhar ansioso.


Rosalie passou a mão livre no rosto, afastando alguns fios de cabelo que se soltaram do rabo de cavalo. Olhando de Emmett para a carteira em suas mãos, ela foi abrindo devagar se deparando, inicialmente, com os documentos dele e seus muitos cartões de créditos, muitos deles exclusivo. Mas certamente não era isso o que ele queria lhe mostrar.


Em uma das divisórias havia um volume se sobressaindo. Rosalie passou os dedos, de unhas compridas e bem cuidadas, olhando significativamente para Emmett. Seus olhos castanhos desviaram dos olhos azuis dele, e focalizou o anel de compromisso em seu dedo, o anel que ele lhe dera, na casa de seus pais, em Chicago. Emmett lhe sorriu revelando suas covinhas estonteantes, e então Rosalie buscou com urgência o que quer fosse ali dentro. Seus dedos trouxeram ao alcance de seus olhos um pequeno saquinho de veludo vermelho-vinho.


Hipnotizada, ela colocou a carteira de volta dentro da bolsa, deixando as mãos livre para conferir melhor o que havia dentro do saquinho. Já desconfiava do que se tratava e com isso seu coração apaixonado dava cambalhotas dentro de seu peito.


Rosalie abriu o saquinho e virou sobre a palma da mão estendida. Mesmo já desconfiando, seus olhos demoraram alguns segundos para registrar o que vira. Talvez, apenas talvez, por ser o seu maior sonho se tornando realidade.


Cerca de nove anos depois, ela estava no interior do Secret Place, na companhia do homem que amou por toda vida, segurando na palma de sua mão um par de alianças em ouro branco. A mais fina delas continha pequeninos diamantes. Rosalie piscou e uma lágrima solitária caiu sobre as alianças como se selasse o momento.


Emmett estendeu a mão recolhendo apenas uma das alianças, a que tinha os pequeninos diamantes. Na parte interna delas estava escrito em caligrafia fina: o anjo e o urso.


- Amor... Isso é a coisa mais linda que poderia ter feito para mim – murmurou Rosalie com lágrimas nos olhos.


Emmett se ajoelhou aos seus pés segurando-lhe a mão direita. Ela sorriu em meio às lágrimas, um dos sorrisos mais genuíno de toda sua vida.


- Rosalie Hale Cullen é com o coração cheio de orgulho e satisfação que, aqui, dentro dessa velha casinha na árvore, ou como a batizamos Secret Place, que tenho a honra de pedi-la que se case comigo. Seja o meu anjo para todo o sempre – suspirou com ansiedade. – O que me diz de ser Rosalie McCarty? Dividirmos nossos sonhos, nossa vida.


Passando a mão livre no rosto, secando a imensidão de lágrimas que traçavam caminho em sua pele clara, com mãos trêmulas e coração esmurrando forte o peito, ela disse o mais verdadeiro “sim” de toda sua vida.


- Sim. Eu aceito ser o seu anjo para todo o sempre, ursinho. Com todo orgulho do mundo, eu digo que aceito ser Rosalie McCarty. Que pretendo ter os mesmo sonhos que você, que nossas vidas sejam uma só – em meio às lágrimas ela sorria.


Visivelmente emocionado, ele colocou a aliança de noivado lentamente no dedo dela, depositando um beijo singelo logo em seguida. Com emoção se misturando a felicidade. Lágrimas em meio a sorrisos, Emmett ficou de pé de frente para a mulher de sua vida.


Rosalie suspirou pesadamente, com as mãos tremendo como nunca. Pegou a aliança maior, que continha a mesma frase escrita em caligrafia fina, e colocou devagar no dedo de Emmett. Repetindo o mesmo gesto, ela beijou singelamente. Com um sorriso irradiando felicidade sublime, ela segurou o rosto másculo entre suas mãos delicadas e o beijou com amor absoluto. Emmett a segurava pela cintura enquanto ela ficava na pontinha dos pés entregue a magia do amor verdadeiro.


O beijo foi cessando aos poucos, pulmões implorando por oxigênio. Sorrisos bobos provenientes de felicidade verdadeira ecoaram no interior da velha casinha na árvore, enquanto Emmett cobria todo o rosto dela com beijos sob um olhar apaixonado.


- Eu sou o homem mais feliz do mundo por ter você em minha vida – confessou ele. – Minha Rose. Meu anjo. Minha vida.


- Ah, ursinho – murmurou ela. – Minha vida sem você não faz sentido algum. Eu nunca consegui viver distante de você, apenas sobrevivi. Fui uma sobrevivente da dor da separação por anos. Mamãe e papai irão ficar muito felizes quando souber o que acabou de acontecer aqui. E a minha best friend vai dar cambalhotas quando souber que você colocou em meu dedo uma aliança de noivado, bem aqui, no Secret Place, o local mais especial em todo o mundo para nós dois. Emm, já que você vai trazer a Alice aqui algum dia, então eu posso trazer a Vera?


- Claro que sim, amor – ele acariciava o roso de Rosalie com ambas as mãos ao falar. – Depois de tudo o que vocês passaram juntas, e do laço forte de amizade que as une. Acredito que Vera realmente mereça conhecer o Secret Place.


- Obrigada amor – disse ela, raspando as unhas de sua mão direita no queixo de Emmett. – É possível que nas férias, quando você vir buscar a Nessie, eu a traga com a gente. Eu virei com você, não é?


Emmett sorriu. – Mas é claro que sim, anjo. Como pode achar que não?


- Bobeira minha – sussurrou Rosalie. – Vem, vamos sentar um pouco lá fora – ela o convidou puxando-o pela mão conduzindo-o para fora da casinha. – Lembra-se de como gostávamos de sentar aqui e ficar falando bobagens ou apenas observando os pássaros?


Ambos se abaixaram ao mesmo tempo e sentaram-se no beiral da casinha com as pernas estendidas, olhando o horizonte sobre as copas das árvores ao redor.


- Como não lembrar, anjo – sussurrou ele, passando seu braço esquerdo em torno dos ombros dela. – Eu sempre aproveitava que estávamos pertinho um do outro assim para sentir o seu perfume. Sempre que o vento soprava o seus cabelos eu me perdia em uma das cenas mais lindas que já vira em toda minha adolescência.


Rosalie encostou a cabeça no ombro largo dele, suspirando longa e pesadamente.


- Amo o seu sorriso, amor – confessou. – Suas covinhas me fascinam desde a primeira vez que o vi sorrir no jardim dos Linton – ela ficou em silêncio por alguns instantes e quando voltou a falar foi em um sussurro. – Você é o meu sonho bom...


Emmett passou sua mão livre na testa dela, depositando um beijo logo em seguida. Mais alguns segundos em silêncio, ela estendeu a mão admirando a aliança.


- Amor foi por isso que você me pediu para que eu trouxesse sua carteira em minha bolsa, não foi? Não queria correr o risco de perdê-las – constatou.


- Exatamente – confirmou Emmett. – Não poderia correr o risco de voltar para casa sem colocá-la em seu dedo.


Rosalie deixou de admirar a aliança, passando a admirá-lo.


- Meu ursinho lindo... – sussurrou, afagando o rosto dele.


- Minha Rose. Meu anjo – sussurrou ele em resposta, tomando os lábios dela em um beijo calmo.


O silêncio se fez notável. Os únicos sons que ouviam eram os sons da floresta e as batidas de seus corações seguindo um ritmo continuo. O som da corrente do rio que passava ali perto era relaxante e transmitia certa paz.


Quando o beijo chegou ao fim e seus lábios se afastaram, Emmett viu um belo pássaro pousar ao lado de Rosalie. Ainda com a mão segurando a nuca dela, ele pediu que se virasse bem devagar. Cuidadosamente ele afastou seu braço, e, com o mesmo cuidado, ela se virou a tempo de ver o lindo pássaro com penas em cores vibrantes abrir azas e içar voo.


- Lindo. Pena que meu celular e a câmera estavam dentro da bolsa e não deu para fotografá-lo – ela fez beicinho propositalmente.


- Linda... – sibilou Emmett, tocando o beicinho que ela fizera.


- Vem amor! – exclamou empolgada. – Tive uma ideia. Vamos tirar fotos... – ela ficou de pé rapidamente, puxando-o pela mão.


Com uma gargalhada gostosa, Emmett também ficou de pé, se desequilibrando um pouco.


- Vai com calma mocinha. Pode ter alguma madeira solta, eu já te avisei desse risco antes, Rose.


- Ah, tudo bem amor. Não vai acontece nada. A casinha não está caindo aos pedaços, relaxa – retrucou, soltando a mão de Emmett rapidamente, voltando para o interior da casinha onde pegou sua bolsa. – Emm, precisamos voltar com mais tempo para reformar a casinha, mais uma vez – acrescentou rolando os olhos. – Agora que estamos oficialmente juntos, podemos voltar sempre aqui.


- Faremos isso, meu anjo. O Secret Place voltará a ser o que era antes: o nosso cantinho, nosso refúgio. E quem sabe um dia nossos filhos possam vir a brincar aqui.


- Pode apostar que sim amor – respondeu ela, com um sorriso orgulhoso. Era quase como um sonho saber que ele desejava as mesmas coisas que ela. Que tinham os mesmo anseios.


Em pouco tempo, Rosalie estava tirando fotos de tudo a sua volta, com sua câmera fotográfica. Sorria feito criança quando conseguia fotografar algum inseto diferente. Fotografou a casinha por dentro e por fora. O tronco da árvore onde estavam gravados os seus nomes. Tiraram muitas fotografias juntos, fazendo caras e bocas. Rosalie adorava isso, e Emmett se divertia com ela. Algumas vezes um fotografou o outro sem prévio aviso, e, sem dúvida, essas eram sempre as melhores.


Andando de um lado para o outro, Rosalie perseguia esquilos tentando fotografá-los. Emmett a seguia, preocupado, como se ela fosse uma criança correndo no meio do mato, tentando protegê-la.


- Rose tenha cuidado. Eles podem atacar se sentirem ameaçados. E nem todos são fofinhos, alguns são bem invocados.


- Amor olha aquele – ela apontou na direção de um dos esquilos que estava atrás do galho caído ao chão. – As bochechas dele estão cheias de nozes, ou seja lá o que for aquilo – Rosalie tentou imitá-lo enchendo as bochechas com ar. Emmett sorriu quando ela fez isso e aproveitou o momento para fotografá-la com seu celular. – Ficou legal amor? – perguntou se referindo a foto que ele acabara de tirar.


Quando ela se distraiu, uma noz acertou em cheio sua batata da perna. Ela gritou assustada, acreditando que fosse um bicho qualquer. E quando olhou para trás viu o mesmo esquilo subindo rapidamente em um tronco de árvore.


- Safadinho, filho de uma... – resmungou ameaçando ir à caça do esquilo, mas Emmett a pegou por trás, pela cintura, erguendo-a do chão, da mesma forma que fizera no jardim dos Linton mais cedo.


- Amor ele não é um brinquedo – avisou.


- Você viu o que ele fez? Aquele safadinho de uma figa acabou de atirar uma noz em mim. E o pior, doeu. Espera aí, é impressão minha ou você acabou de me chamar de criança, Emmett McCarty?


Sem colocá-la no chão, Emmett a levou para longe da árvore em que o esquilo se abrigava.


- De forma alguma senhorita Hale. Mas devo admitir que você estava agindo feito uma quando estava perseguindo-o para fotografá-lo. Ele deve ter ficado irritado com sua perseguição e insistência.


- Aquele safadinho estava me desafiando. Se eu pusesse minhas mãos naquelas bochechas, eu juro, o faria cuspir todas aquelas nozes – murmurou fazendo cara de brava teatralmente.


Emmett acabou não resistindo, lhe roubando um beijo, segurando o rosto com uma das mãos.


- Me põe no chão – pediu ela.


- Só se você prometer que não irá perseguir o esquilo.


- Seu bobo, eu não vou fazer isso. Deixa aquele sem vergonha pra lá. Eu sei que ele está se escondendo de mim.


Emmett a colocou de volta no chão, porém, mantendo seus braços em volta da cintura dela. A girou para que ficasse frente a frente, trazendo para mais perto de seu corpo, causando um leve impacto. Em um nanosegundo a respiração de ambos se tornou ofegante, olhar penetrante, seguido de um roçar de lábios. Mas Rosalie trapaceou ao se afastar rapidamente sem prévio aviso, para em seguida, sair correndo por entre as árvores.


Emmett passou a mão esquerda na cabeça, sentindo-se frustrado pelo beijo negado. Mas no minuto seguinte ele estava sorrindo.


- Vem me pegar urso – Rosalie gritou desafiadoramente, porém, se protegendo atrás de uma árvore. – Ursinho bobo... Você não é de nada... – continuou provocando.


Emmett rugiu em uma tentativa de imitar um urso feroz.


- Que ursinho sexy – disse Rosalie sorrindo, de onde estava.


Emmett fez menção de tentar rugir outra vez, mas a gargalhada escapou em sua garganta, fazendo sua tentativa ser um fracasso total. Em vez disso, ele ficou sorrindo.


- Ursinho bobo – ela continuou provocando-o –, vem me pegar, vem. Me mostra do que tu é capaz.


- Não brinca comigo anjo. Eu já te falei outro dia que posso ser um urso muito, mas muito bravo.


- Então vem – ela o desafiou, gesticulando com uma das mãos.


- Foi você quem pediu – avisou, segundos antes de partir em uma caçada em busca do anjo louro.


Em meio a risos e gargalhadas ela tentava escapar ziguezagueando por entre árvores e arbustos. Pulando sobre raízes expostas e desviando de galhos.


- Quando eu puser as minhas mãos, ou melhor, garras de urso em você – ele tagarelava enquanto perseguia sua presa, intitulada namorada.


- Olha Emmett – gritou Rosalie, com respiração ofegante. – O que é aquilo? – apontou para longe, e, quando ele se distraiu olhando na direção sugerida, ela desceu um pequeno morro de terra indo em direção as margens do rio.


- Rose! – gritou ele, não acreditando que tinha sido enganado na cara dura. Começou a correr indo atrás dela, se aproximando cada vez mais.


Rosalie gritou quando escorregou no monte de terra e caiu de bumbum no chão. Rapidamente Emmett a alcançou e a ajudou se levantar.


- Machucou amor? – perguntou, preocupado.


- Não. Eu estou bem. Eu diria que, pronta para outra – respondeu, esfregando as mãos uma na outra retirando o excesso de terra. Logo depois, passou ambas as mãos no bumbum tentando retirar a terra do seu short jeans. – Ficou muito sujo? – pediu a opinião do namorado.


Emmett inclinou a cabeça para o lado para que pudesse ver melhor. E não resistiu, acabou lhe dando um tapinha no bumbum.


- Sujou só um pouquinho – respondeu dando outro tapinha, tentando limpar o short da namorada, recentemente noiva.


- Ainda bem – murmurou Rosalie, verificando se tinha limpado tudo –, não queria ter que voltar para a casa de seus pais com o popô sujo de terra.


Emmett sorriu com certa malícia, apertando forte o bumbum dela com ambas as mãos, trazendo-a para mais perto de seu corpo.


- Eu te peguei – sibilou ele, mantendo o aperto. – Vai me dar aquele beijo, ou não?


Rosalie fez uma expressão pensativa, teatralmente. – Estou pensando em seu caso... – disse ela, com falso desdém.


- Resposta errada – retrucou Emmett, beijando seus lábios sem prévio aviso. Um beijo urgente e voraz.


Rosalie pulou no colo dele, enlaçando suas pernas em volta do corpo másculo. Emmett manteve suas mãos possessivamente no bumbum dela. Ele foi se abaixando pouco a pouco, porém, sem interromper o beijo. Sentou-se próximo a margem do rio com ela em seu colo.


Passaram-se alguns minutos entre beijos e carícias às margens do rio. Rosalie ainda mantinha suas pernas em volta do corpo dele. Emmett afundava suas grandes mãos na nuca dela, chegando a desfazer o rabo de cavalo que ela fizera antes de sair de casa.


- Precisamos ir anjo – sussurrou, mantendo ambas as mãos na cintura curvilínea sob a blusa que ela usava.


Rosalie deslizou ambas as mãos sobre os músculos do peito forte de Emmett, vez ou outra depositando um beijo.


- Por quê? – perguntou, fazendo beicinho. – Não quero ir. Eu adoro esse lugar.


- Eu sei meu amor – respondeu Emmett, afastando uma das mãos da cintura dela para lhe afagar os cabelos, que, agora, estavam soltos. – Mas está escurecendo. Esqueceu que não podemos ficar aqui durante a noite? É perigoso. Não trouxemos nada para acampar. Não tem luz elétrica, e os mosquitos daqui a pouco vão fazer a festa querendo chupar o nosso sangue. Além de outros insetos que tenho certeza que você tem medo.


Rosalie contorceu o rosto em uma careta, e ele sorriu.


- Que coisa – resmungou ela.


- Daqui a pouco minha mãe começa a ficar preocupa conosco.


- É você tem razão... – ela ainda estava com a expressão descontente. – É só que não queria ter que deixar o Secret Place para trás... Amanhã iremos embora cedo e não podemos voltar aqui.


Ainda afagando os cabelos dela ele disse.


- Mas veja pelo lado bom, anjo. Voltaremos em breve para reformá-lo. E além do mais, depois disso, voltaremos sempre que sentir saudade, e sobrar um tempinho na agenda.


- É... – ela fez um bico torcendo o lábio de um lado para outro enquanto assimilava que tinha que partir. – Então vamos – ela ficou de pé, saindo do colo de Emmett e lhe estendeu a mão oferecendo apoio. Ao segurar a mão dela, ele lhe beijou os dedos e logo depois ficou de pé.


De mãos dadas começaram a subir o pequeno morro indo de volta à árvore onde se localizava a casinha. Após poucos minutos de caminhada, eles pararam olhando para cima.


- Voltaremos logo... – sussurrou Rosalie, como se estivesse se despedindo de alguém.


- O quanto antes – disse Emmett.


Rosalie retirou do bolso o elástico de cabelos, começando a prendê-los novamente em um rabo de cavalo. Emmett a observava, fascinado. O horizonte adquirira uma tonalidade alaranjada lhe dando uma fascinante imagem de fundo.


Com um suspiro pesado Rosalie pegou sua bolsa, que havia deixado pendurada na escada, no tronco da árvore. Ajeitou a bolsa no ombro e entregou a camisa de Emmett que estava junto. Ele jogou a camisa sobre os ombros e lhe estendeu a mão.


- Não vai vestir? – preguntou ela.


- Não, eu estou suado.


- Ai – gritou Rosalie assim que um mosquito lhe picou o pescoço. – Caramba! – ela esfregava a mão no local da picada, contorcendo o rosto em uma careta.


- Definitivamente hora de ir, anjo. Se demorarmos mais um pouco chegaremos em casa cheio de picadas de mosquito. Deveríamos ter trazido o repelente, como fui me esquecer disso.


- Me leva de cavalinho – pediu ela, após um suspiro.


- Ok. Sobe aí madame moselle.


Rosalie sorriu pulando nas costas dele, enlaçando suas pernas em volta da cintura máscula, e os braços ao redor do pescoço.


Em um ritmo continuo Emmett refez o caminho de volta a velha ponte, levando Rosalie em suas costas, e completamente feliz por isso. Vez ou outra recebia um beijo na nuca e sentia a respiração dela em seu pescoço, com o vento soprando seu perfume.


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Notas finais
E aí o que acharam capítulo?
E do pedido de Emmett na casinha da árvore? Bem... eu ameii, mas queria saber de vocês.
Estarei a espera de vocês nos reviews :) combinado?!
Beijo, beijo
Sill