Notas iniciais
O capítulo de hoje é dedicado a Catherine Jetene, por ter recomendado a fic. Obrigada amora, fiquei muiiiito feliz quando vi sua recomendação :)) espero que goste do capítulo.

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Boa leitura pessoal :)

Na manhã seguinte a grande Chicago amanhecera nublada. A brisa da manhã soprava as folhas das arvores do belo jardim da mansão Cullen. Pássaros cantavam sua doce melodia, pousando nas flores viçosas do jardim, indicando que apesar de tudo de ruim que acontecera outrora a vida seguia seu curso de forma natural.

Na noite anterior, minutos antes de se recolher, Carlisle recebera uma ligação da direção do hospital informando-o que teria mais um dia de folga. Levando em consideração seu tempo de férias acumulada, teria mais um tempo para ficar com a família sem problema algum.

Era por volta das nove da manhã. Carlisle e Esme estavam na cozinha preparando o café para a família enquanto conversavam, e em grande parte o foco da conversa era Rosalie.

[...]

Já no quarto de Rosalie o casal ainda dormia, porém ao contrario da noite anterior, agora se encontravam dormindo de conchinha. O urso pardo de pelúcia estava entre os braços de Rosalie, que nesse instante abria os olhos devagar se sentindo confusa. Certamente um lapso de memoria consequência dos traumas vivido recentemente. Por um fugaz momento ela não soube dizer se estava em casa ou na mansão que supostamente pertencia a Royce King. Tentou se mexer, e foi aí que se deu conta dos braços de Emmett envolvendo seu corpo dolorido. Não reconheceu de imediato por causa da confusão que estava sua mente aquela manhã.

- Mamãe... – murmurou Rosalie, assustada acreditando que fosse Royce ao seu lado na cama. Então ela coçou os olhos devagar, olhando com atenção os braços que estavam em volta de seu corpo, só então se dando conta de que eram os braços fortes de Emmett.

- Ei o que foi? – sussurrou Emmett ao pé do ouvido dela, seu timbre de voz levemente rouco denunciando seu estado ainda sonolento.

- Não sei... – sussurrou ela em resposta. – Por um momento achei que estivesse naquela mansão... – girou o corpo devagar, deixando o urso atrás de suas costas, ficando de frente para Emmett. – Estou mesmo em casa, e você está aqui comigo e na minha cama? Não é um sonho?

Emmett passou uma de suas mãos cuidadosamente no rosto machucado de Rosalie. Ela fechou os olhos apreciando o toque que aquela grande mão máscula exercia sobre seu corpo e sentidos.

- Não, meu anjo. Você não está sonhando. Está mesmo em sua casa, e eu passarei o dia inteiro hoje cuidando de você.

- Meu rosto está horrível, não está? – questionou ainda de olhos fechados.

Emmett encostou seus lábios levemente em ambas as bochechas de Rosalie, uma após a outra. As marcas dos dedos de Royce King ainda eram perceptíveis aos olhos de qualquer pessoa que olhasse com atenção.

- Não está não amor. Olha para mim – pediu tocando o queixo dela. Rosalie abriu os olhos timidamente, piscando seus longos cílios castanhos. – Você é linda de qualquer jeito. Não importa o que te façam. Não importa o que digam. Você será sempre a minha Rose. A minha garota, a mesma que conheci no subúrbio da Filadélfia.

Rosalie suspirou longa e pesadamente.

- O que foi, hein? – ele mexia deliberadamente nos fios dourados dos cabelos dela agora.

- Você não tem noção do quanto te amo Emmett McCarty.

- Eu acho que tenho sim. E sabe por quê? Porque é com a mesma intensidade que eu a amo Rosalie Hale Cullen. Nada me deixaria mais satisfeito que ter matado Royce King naquela madrugada por ter machucado você, meu anjo. Só lamento que os policiais tenham interferido – os olhos azuis de Emmett vislumbraram o ódio que sentia de Royce King assim que o mencionara.

Rosalie levou uma de suas mãos ao rosto de Emmett lhe fazendo um carinho, em uma tentativa de suavizar aquele vislumbre repentino de ódio.

- Nunca mais volte a repetir isso Emmett. Se você o tivesse matado, não estaria aqui comigo agora.

Emmett fechou os olhos quando os dedos de Rosalie seguiram o contorno de suas sobrancelhas, tocando agora as pálpebras, com toques tão delicados que lembravam uma pétala de rosa.

- Você é a única pessoa no mundo capaz de me fazer repensar o assunto – disse Emmett. – Espero que ele apodreça atrás das grades, ou do contrario, eu mesmo me encarregarei de por um ponto final da história desse infeliz. Jamais voltarei a permitir que te machuque.

- Não vamos mais falar desse traste senão vai acabar estragando o meu dia – pediu Rosalie.

- O que você quiser anjo.

- Emm você passou a noite inteira aqui comigo? É que não me lembro, depois dos calmantes apaguei geral. O lado bom é que não tive pesadelos...

- Que vergonha anjo, sua mãe tinha arrumado o quarto de hospedes para mim e eu acabei pegando no sono aqui ao seu lado. Mas quer saber?! Eu dormir como há dias não dormia – confessou. – Desde que você me deixou sozinho em Los Angeles que não tenho conseguido dormir direito. Sentir você em meus braços por um fim de semana inteiro, e depois ter que te deixar partir não foi nada agradável para mim.

- Eu me senti exatamente assim... – confessou ela em um tom de voz suave.

- Não podemos mais ficar longe um do outro, Rose. E só há um jeito de resolver isso – o brilho em seus olhos era inigualável quando a rota dos seus pensamentos o guiava ao que iria dizer.

- Como? – pediu Rosalie encarando-o. Seu coração aumentando consideravelmente o ritmo das batidas apenas em imaginar o que ele estava prestes a dizer.

- Casando-se comigo Rose. Torne-se Rosalie McCarty e nunca mais ninguém irá nos afastar. Aceite ser minha para sempre – sem que se desse conta Rosalie estava com os olhos marejados de lágrimas, e essas lagrimas, apressadamente escorreram do canto de seus olhos castanhos intensos. Emmett barrou a lágrima apressada com ajuda de seu polegar direito. – Achei que fosse ficar feliz com isso anjo – disse ele preocupado.

- E estou – disse ela com um sorriso bobo em meio às lágrimas de felicidade. – É o que mais quero na vida – confessou. Emmett lhe sorriu revelando covinhas encantadoras, unindo seus lábios em um selinho, e ao se afastar, Rosalie murmurou. – Mas faremos isso com calma. Agora quero que você se concentre na final da NBA que se aproxima. Quero e vou estar naquele ginásio quando os Lakers se tornar o campeão da temporada. Vai buscar esse titulo pra mim não vai ursinho?

Mais uma vez Emmett lhe sorriu revelando covinhas perfeitas.

- Pode apostar que sim – confirmou.

- Então amor depois desse jogo nós nos casamos. Nos casamos até em Las Vegas, desde que você seja o noivo, não me importa onde e como.

E dessa vez Emmett gargalhou sonoramente.

- Não exagera Rose. Eu quero vê-la entrar na igreja usando um belo vestido branco feito espacialmente para você. Aposto que dona Esme e um certo doutor de quem meu anjo herdara esses cabelos dourados, irão querer uma linda festa de casamento para sua única filha.

Rosalie rolou os olhos, disfarçando um sorrio presunçoso.

- Ok, então fica combinado assim. Você se dedica a vencer o último jogo da temporada, enquanto eu me dedico aos estudos na faculdade. Depois disso podemos contar para todo mundo que vamos nos casar, e a partir daí daremos inicio aos preparativos para a festa.

Emmett fez cara de menino birrento, propositalmente.

- Mas não vou conseguir ficar longe de você até lá Rose.

- Amor você tem pouco menos de um mês para o último jogo da temporada, nem vai demorar tanto assim. Até lá, eu poderei ir te visitar nos fins de semana. Não vou interferir em seus treinos, pode ficar tranquilo. Eu posso perfeitamente ficar sozinha enquanto você vai treinar. E não precisa ficar com neuras de que preciso ter companhia. Sem essa Emmett, quem vai me pegar dentro do seu apartamento?! E outra, nem adianta querer me levar para o apartamento de suas irmãs outra vez. Eu gosto muito da Bella, mas a Maria, ela só sabe me insultar. Amor assim fica difícil gostar de sua irmã mais velha. E olha que eu tentei. Agora mesmo ela deve estar me xingando por você ter saído de Los Angeles às pressas.

- Esquece a Maria, Rose. Uma hora ela cansa de nadar contra a corrente.

- Bom eu espero que sim, pois nada do que ela diga irá mudar o que eu sinto por você. Muito menos nos afastar. A sua irmã mais velha vai ter que me engoli – sorriu.

- Nada de surpresas, Rose – avisou Emmett. – Você vai me ligar mil vezes se preciso for, mas eu tenho que está te esperando no aeroporto todas as vezes que for me visitar, ou nada de trato.

Rosalie deu de ombros.

- Por mim tudo bem. Nada de surpresas então – de repente Rosalie desviou o olhar, parecia querer falar algo, mas sem coragem acabou desistindo.

Emmett segurou o queixo dela para que olhasse novamente em seus olhos.

- O que foi agora?

- Eu quero muito te pedir uma coisa, mas não sei se devo... – sibilou incerta.

- Pode pedir Rose.

Desviando o olhar Rosalie murmurou seu pedido.

- Quero que troque aquela cama – disse tudo de uma só vez, confundindo a audição de Emmett.

- Amor fale devagar, eu não entendi nada do que você disse.

- Quero que troque a cama de seu quarto. Quero uma que seja somente nossa. Que ninguém mais tenha dormido nela... – repetiu o pedido, porém sem olhá-lo nos olhos.

- Ah é isso – murmurou ele, nenhum pouco incomodado, tampouco surpreso. – Amor olha para mim – pediu segurando o queixo dela novamente. Quando seus olhos se encontraram ele prosseguiu. – Eu troco todos os moveis do apartamento se assim você quiser. Até mesmo a pintura, o papel de parede, absolutamente tudo. Qualquer coisa para vê-la feliz.

Rosalie esboçou um sorriso satisfeito.

- Bem – disse ela. – Essa parte nós podemos resolver durante os preparativos para o casamento. Ou até mesmo depois. Por hora, só a cama é o que eu quero.

- Porque não me falou que estava incomodada com isso Rose. Teríamos trocado a cama naquele mesmo fim de semana. Você teria ido comigo, e teria escolhido a que mais lhe agradasse.

- E eu não estava amor, de verdade, é coisa que me veio em mente só agora...

- Certo – disse ele. – Assim que chegar a Los Angeles a primeira coisa que farei é trocar a cama do meu quarto. Nosso quarto – esclareceu.

- Não quero que vá... – murmurou Rosalie abraçando-o.

- Assim fica difícil adiar o casamento anjo.

- Quando você vai? – questionou, fazendo beicinho propositalmente.

- Eu irei amanhã, mas volto, no máximo em dois dias, e com uma surpresa para você.

- Me fala? – pediu ansiosa.

- Não espertinha. Que parte do é surpresa, você não entendeu?

- Fala ursinho? – insistiu Rosalie. Emmett maneou a cabeça negativamente. – Fala vai, não seja mau.

- Não insista garota senão vai estragar a surpresa.

- Então tá, seu chato. Fica aí com sua surpresa – resmungou ao se afastar devagar, mas seu corpo protestou com dores. A expressão de seu rosto mudou de divertida e curiosa para a de alguém que sentia dor.

Rapidamente Emmett sentou-se na cama, preocupado.

- Para onde você vai?

- Vou ao banheiro – respondeu à medida que se aproximando da beirada da cama.

Emmett se ajoelhou sobre o colchão, passando um dos braços sob as coxas de Rosalie enquanto o outro mantinha como apoio nas costas dela. Em um piscar de olhos ele a carregava no colo saindo da cama.

- Para quê tanto esforço quando se tem um namorado como eu ao seu lado – brincou ele.

- Convencido – murmurou Rosalie com zombaria. – Mas ainda assim obrigada amor.

- Não há de quê. Estou a seu dispor senhorita Hale. Serei seu humilde servo, mademoiselle.

- Mademoiselle?! – gargalhou Rosalie. – Você anda assistindo romance antigo ou sei lá o que?

Envolvido com o som da gargalhada de Rosalie, Emmett não resistiu a sorrir também. Estavam apenas há alguns passos da porta do banheiro quando foram distraídos por leves toques na porta do quarto.

- Rose, filha? – soou a voz de Esme um pouco abafada por trás da porta que estava fechada.

Ainda nos braços de Emmett, Rosalie respondera.

- Pode entrar mamãe.

- Rose eu nunca pensei que fosse dizer isso, mas estou morrendo de vergonha. Sua mãe deve estar achando que sou um aproveitador, e que estou abusando da confiança – sussurrou Emmett ao pé do ouvido de Rosalie, assim que Esme girou a maçaneta da porta. Rosalie rolou os olhos com aquilo.

- Bom dia – saudou Esme assim que a porta estava completamente aberta.

- Bom dia mamãe.

- Bom dia Esme – saudou Emmett, parando em frente à porta do banheiro, colocando Rosalie de pé no chão.

Esme se aproximou da filha com um sorriso no rosto, lhe beijou ambas as bochechas em seguida olhou para Emmett.

- Obrigada Emmett, por ser sempre tão cuidadosos com a minha filha.

- Por favor, Esme, não me agradece por isso... Eu amo a sua filha. Faria qualquer coisa por ela.

- Eu sei querido. Eu sei... – murmurou Esme, tocando levemente o ombro esquerdo de Emmett. – Quando eu voltar a Norristown farei questão de ir à casa de seus pais para parabeniza-los pelo filho maravilhoso que eles tem.

Emmett sorriu timidamente, Rosalie o olhava de soslaio e mantinha um leve sorriso nos lábios.

- Bem... – disse ele meio sem jeito. – Eu vou me preparar para o café da manhã. – Te vejo em alguns minutos anjo – beijou levemente os lábios de Rosalie, sussurrando um “Eu te amo”. – Com licença Esme – pediu ao se encaminhar em direção à porta que agora estava aberta.

- Fique a vontade Emmett. Você já é da família.

- Obrigado – murmurou ele, prestes a sair do quarto.

Quando mãe e filha ficaram sozinhas, Rosalie entrou no banheiro com resmungos e gemidos de dor.

- Vem cá filha, deixa a mamãe te ajudar.

- Parece que fui atropelada por uma manada de elefantes, como diz a Vera.

- Isso vai passar meu bem.

- Por falar na Vera, você teve noticias dela mamãe? – pediu Rosalie, retirado o short de seu pijama de cetim que usara na noite anterior, deixando-o cair a seus pés.

Esme se aproximou da filha, com um elástico de cabelos em mãos, cuidadosamente juntou os fios dourados de Rosalie como se fosse fazer um rabo de cavalo, porém, prendeu em um coque frouxo.

- Falei com a mãe da Vera agora a pouco. Vera estava dormindo quando liguei, mas Ava disse que ela terá alta agora pela manhã.

- Que bom eu estava muito preocupada. Aquela maluquinha é como uma irmã para mim. Gosto demais da Vera mamãe – prosseguia Rosalie com o dialogo, enquanto erguia os braços para que sua mãe retirasse a parte de cima do pijama.

Os vários hematomas estavam ainda mais escuros que anteriormente. Até mesmo os seios estavam marcados por hematomas e com marcas das unhas de Royce.

- De banheira ou chuveiro, filha?

- No chuveiro mesmo, não estou afim de demorar muito – respondeu olhando-se no espelho, conferindo como estava seu corpo um dia após o ocorrido. – Ainda estou horrível – choramingou. – Até essas marcas tomarem a tonalidade amarelada para começar a sumir vai demorar...

- Não está horrível não. Para com isso, filha. Vai tomar seu banho vai. Qualquer coisa a mamãe vai estar te esperando no quarto.

- Papai foi trabalhar?

- Não. Ligaram da direção do hospital avisando que ele teria mais um dia de folga. Seu pai não gosta muito de ficar de licença, mas por você ele não se incomodou. Ele queria mesmo poder passar um pouco mais de tempo com você. É a princesinha dele filha. Seu pai quer ter um tempo para te mimar depois de tanto sufoco.

Rosalie esboçou um leve sorriso, imaginando seu pai.

- Eu quero vê-lo. Vou tomar café lá embaixo com vocês.

- Não prefere que a mamãe te traga o café na cama, amor?

- Não mamãe. Eu quero me sentar à mesa com vocês... Não gosto de comer sozinha, eu quero tomar café na companhia da minha família.

- Já que prefere assim. Vou te esperar aqui no quarto e já descemos juntas.

Antes mesmo que Esme saísse do banheiro Rosalie retirou a pequenina peça intima, jogando-a no do cesto de roupas usadas. Entrou devagar no box, girou o registro do chuveiro permitindo assim que as primeiras gotas de água morna caíssem sobre seu corpo tão machucado da violência de outrora. Optou por não lavar os cabelos naquela manhã, uma vez que os tinha lavado ontem à noite. Seu tempo no banho fora suficiente o bastante para alguém que não lavara os cabelos.

Saiu do banheiro envolva em uma toalha felpuda branca, e de pés descalça. Esme a esperava, sentada na cama que já estava arrumada, com o ursinho de pelúcia no centro apoiado aos travesseiros. Cuidou dos machucados da filha, refez o curativo no antebraço direito. Ajudou a escolher um vestido confortável – de pequeninas estampas em tons pastel. Escovou os cabelos dourados da filha cuidadosamente, pois o couro cabeludo ainda estava sensibilizado pelas agressões que sofrera.

Juntas, mãe e filha desceram para tomar o café da manhã em família. Rosalie resmungava por causa das dores em seu corpo a cada degrau que descia, mas fez cara feia quando Esme sugeriu que voltasse para cama.

- Deveria obedecer à mamãe e ficar na cama.

- Não quero passar o dia inteiro no quarto, mamãe. Eu quero ficar com vocês. Quero conversar, quero me distrair.

- Amor você está machucada, deveria ficar na sua cama descansando – argumentou Esme.

- Para mamãe, eu não quero – reclamou Rosalie no momento em que chegavam à cozinha. Carlisle que conversava com Emmett, sentados em bancos distintos em frente do balcão, ao notarem a presença das duas ficaram de pé prestando atenção na conversa.

Naquele instante Emmett teve vontade de pegar Rosalie nos braços e levá-la de volta para o quarto. Depois repreendê-la por estar sendo uma garota marrenta quando o assunto envolvia sua saúde e bem estar. No entanto, com a presença dos sogros ali, tudo o que ele pode fazer foi ficar observando.

Logo Carlisle estava abraçando a filha com carinho e cuidado paterno. Impossibilitando ainda mais qualquer atitude contraria de Emmett.

- Deveria estar na cama mocinha – advertiu ele, após um demorado beijo na testa.

- Eu só quero poder ficar aqui com vocês. Não vou sair por aí correndo, nem vou jogar basquete – ao usar a última palavra seu olhar buscou o de Emmett, com um pedido mudo “Não me olha assim ursinho”.

Emmett suspirou então Rosalie levou aquilo como um “tudo bem”. Olhou novamente para o pai abraçando-o pela cintura.

- Como é bom estar em casa e me sentir protegida – sussurrou com o rosto grudado ao peito do pai.

- Nunca mais volte a fazer nada parecido filha. Isso quase nos matou de preocupação. Qualquer coisa estranha que vier acontecer prometa que irá nos contar. Por menor e mais boba que possa ser não tome nenhuma decisão sem antes nos procurar.

- Prometo papai. Eu aprendi a lição... – sussurrou.

- Ótimo filha. Agora já que está aqui, sente-se em seu lugar à mesa e tome café da manhã com sua família.

Rosalie assentiu, com um sorriso travesso. Carlisle lhe beijou a testa antes de se afastar puxando a cadeira que usualmente a filha ocupava. Assim que Rosalie sentou-se Emmett sentou na cadeira ao lado.

Carlisle os deixou a sós à mesa, por alguns instantes, para pegar no armário a louça de café da manhã que a filha usaria. Como a família pensou que Rosalie fosse optar por tomar café na cama, seu lugar a mesa não tinha sido posto.

Rosalie estendeu sua mão direita por baixo da mesa até alcançar a de Emmett, que apertou em resposta assim que reconheceu o toque.

- Está bravo comigo porque não fiquei na cama?

Emmett virou o rosto devagar encontrando os lindos olhos castanhos. Seus lábios ansiaram para se unirem aos dela em um beijo demorado. Mas ele se conteve, não era o momento, seus sogros estavam no mesmo ambiente, empenhados em lhe oferecer um ótimo café da manhã.

- Um pouco – confessou. – Você é sempre tão teimosa sabia? Mas não seria a minha marrentinha se não fosse assim – ergueu a mão de Rosalie que segurava a sua por baixo da mesa, levando a altura dos lábios, depositando um beijo.

Esme que se aproximava, trazendo à mesa uma cesta com croaçãs, lhes sorriu ao presenciar o carinho entre ambos. Carlisle voltou trazendo a louça e talheres, ficando ao lado da filha enquanto organizava a louça no lugar. Em pouco tempo todos estavam sentados à mesa tomando a primeira refeição do dia em família.

- Papai, sabe o que eu estava pensando?

- O que filha? – questionou Carlisle, após ingerir um pedaço de torrada com queijo Philadelphia.

- Talvez eu pudesse ir até a casa da Vera...

- Rosalie! – todos exclamaram.

- O que? – disse ela, surpresa com a reação.

Esme foi a primeira a lhe dar uma justificativa.

- Não foi você mesma quem disse que não sairia de casa enquanto estivesse com o corpo cheio de hematomas. Vera vai entender se você não for a casa dela hoje filha.

Carlisle também expôs sua opinião.

- Rose, Vera sabe que você está machucada. Ela não vai ficar brava com você se for visitá-la outro dia. Vocês podem se falar daqui a pouco por telefone.

- Você quer mesmo sair de casa hoje, Rose? Você só pode estar de brincadeira – reclamou Emmett.

- Filha, por favor, nós só queremos ter você em casa depois de todo sufoco que passamos. E foi você mesma quem disse que não sairia tão cedo – tornou Esme a falar.

- Mas mamãe, eu não pretendo andar pelas ruas. O Emm me levaria de carro – olhou de soslaio para Emmett ao falar. – Eu sairia do carro somente na garagem. Mas sabe é melhor eu não ir mesmo, a mãe da Vera deve estar com a língua afiada para me ofender. E seria bem capaz de proibir a Vera de falar comigo. Aí sim eu dava na cara daquela dondoca safada. Talvez seja melhor deixá-las sozinhas, pelo menos por hora, quem sabe a megera percebe a filha maravilhosa que tem e lhe dê um pouco de atenção.

- Ligue para ela daqui a pouco para saber como está. Se depois da conversa você achar que deve ir vê-la, então tudo bem – disse Esme.

- Talvez o que aconteceu sirva para aproximar mãe filha – sugeriu Carlisle.

- Vamos torcer para que sim – respondeu Esme. – Vera merece uma mãe que lhe dê atenção e carinho. Quem sabe assim Ava perceba o quão fria, e distante tem sido da filha nos últimos anos.

De repente Emmett ficou curioso quanto à família de Vera.

- E o pai da Vera, Rose?

Rosalie tomou um gole de suco de pêssego antes de responder.

- A última vez que Vera viu o pai, ela tinha acabado de completar onze anos de idade. Ela me falou a respeito disso algum tempo atrás. E também me confessou que morre de vontade de revê-lo.

- Mas ele nunca telefonou ou escreveu um e-mail para ela?

- Ela disse que não. E acreditem a Vera guarda até hoje um frasco de perfume quase vazio que pertenceu ao pai. O aroma já não é mais o mesmo por causa do tempo, mas ainda assim ela guarda. Ela só sabe que ele está vivo porque Ava faz questão de lembrá-la sempre. Ela fala para Vera que o pai já deve ter construído outra família e nem lembra que ela existe. Que Vera não passa de uma sombra no passado dele. Muitas vezes eu tive vontade de dar uns tabefes na cara daquela mulher, mas Vera me pedia para deixar de lado.

- A mãe da Vera é bem pior do que suspeitava – divagou Emmett.

Rosalie assentiu com o olhar distante, certamente pensando em como sua melhor amiga estaria agora.

O silêncio se instalou no ambiente, fazendo o som de talheres tornasse perceptível.

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Notas finais

E já estão fazendo planos, ai, ai, ui, ui. Ursinho quer casar o quanto antes, mas a Rose não quer que ele desvie os pensamentos do último jogo da temporada que se aproxima. Mas lembrando, esse não foi um pedido de casamento oficial ainda. O pedido já está elaborado e rabiscado para um capítulo que vocês verão em breve.
Espero vê-las (os) nos reviews :)
Beijo, beijo
Sill