Quando o Amor Acontece
84 Capítulo 84 - Amada e Protegida
Notas iniciais
Obrigada Lili, amei cada palavra que você escreveu ♥
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Espero que gostem do capítulo. Eu gostei bastante de escrevê-lo ;)
Após o café da manhã em família, Carlisle foi ao escritório realizar algumas ligações de extrema importância, e, por esse motivo se trancou lá por um bom tempo. Esme ficou na cozinha organizando a louça do café na maquina para lavar. Entretanto, exigiu que a filha fosse deitar um pouco.
Rosalie decidiu ficar na sala de vídeo, e acabou pedindo que Emmett fosse ao quarto pegar dois edredons e seu travesseiro favorito. Quando Emmett voltou trouxe também um colchão de solteiro de um dos quartos de hospedes. Ela não acreditou quando o viu chegar com o colchão, rolou os olhos rindo da cena. Quando Emmett colocou o colchão de solteiro sobre o carpete da grande sala de vídeo Rosalie usou um dos edredons para forrá-lo e outro para se cobrir.
- Emmett a mamãe vai brigar com você por fazer bagunça, sabia?! – disse ela de forma divertida empoleirada no colchão, afofando o travesseiro.
- Não me importo desde que você esteja confortável, já que não quer ficar no quarto.
- Prefiro ficar aqui – murmurou em resposta, mexendo no celular em busca do contato de Vera. Desviou atenção brevemente do aparelho, erguendo a cabeça para olhar Emmett que estava de pé. – Não fica aí em pé, amor. Senta aqui comigo – bateu a mão livre sobre o colchão no espaço vazio ao seu lado.
Emmett olhou em volta encontrando alguns puffs, deixando de lado as poltronas da sala de vídeo ele murmurou.
- Não, eu vou ficar em um desses puffs senão vai ficar apertado para você – puxou um grande puff de couro preto, deixando ao lado do colchão, sentando-se nele em seguida.
- Eu não me importo que fique apertado, Emm. É bom ficar pertinho de você.
- Não insista e deita logo aí Rose.
- Calma, ursinho, não precisa ficar bravo. Estou tentando ligar para Vera, mas ela não atende. Será que a megera da mãe dela já a proibiu de falar comigo?! Não, a Vera jamais aceitaria isso – respondeu a própria pergunta. Olhando para Emmett ela perguntou tristonha. – Ou será que aceitaria? Eu a expus ao perigo... – divagou.
- Ela não faria isso Rose – Emmett a tranquilizou. – Não depois de tudo o que viveu nas últimas horas por você. Vai ver ela só não está com o celular. Porque não tenta ligar para a casa dela hein? – sugeriu.
Naquele instante Rosalie lembrou-se que o carro de Vera havia sido interceptado pelos capangas de Royce King, e quando eles a levaram, a bolsa ficara dentro do veículo juntamente com tudo o que havia em seu interior.
- Mas é claro ursinho. A Vera não está com o celular. A bolsa dela ficou no carro e os policiais que encontraram o veículo ainda não devem ter devolvido. Vou ligar no fixo da casa dela – correu o dedo na tela touch screen do aparelho, procurando o número da residência de Vera. Ela olhava ansiosa para Emmett enquanto a ligação era realizada. Mas ao contrario do que esperava só dava ocupado.
- Nada? – perguntou Emmett curioso. Rosalie maneou a cabeça negativamente.
Emmett pegou o controle da grande TV de plasma que ficava no suporte removível, bem em frente ao grande telão na parede central. Certamente a TV estava ali para assistir a programação normal em dadas ocasiões que não fosse necessário ligar o telão.
Emmett ligou a TV zapeando os canais rapidamente, em quase todos falavam a respeito do sequestro de Rosalie e Vera. Da prisão de Royce King, e de como o famoso jogador de basquete Emmett McCarty se arriscara para resgatar a namorada das mãos de um homem perigoso e possessivo. Rapidamente Rosalie dirigiu sua atenção a grande TV, tão logo Emmett notou que ela estava prestando atenção ele desligou. Rosalie olhou para ele, como se dissesse “porque fez isso”.
- Não quero que veja isso, Rose. Você já viu demais estando lá – segurou a mão de Rosalie depositando um beijo.
- Ainda temo que ele volte – sussurrou Rosalie, com os olhos marejados de lágrimas. – Só em pensar em toda dor e medo que ele me causou, meu estomago volta a embrulhar novamente.
- Vem cá anjo – ele a convidou com os braços abertos. Como o puff em que estava sentado estava localizado agora bem ao lado do colchão, tudo o que Rosalie precisou fazer foi rastejar de joelhos, sentando entre as pernas de Emmett. Ele a abraçou, cobrindo os braços dela com os seus, mantendo seu rosto no vão do pescoço. Sentir a respiração morna de Emmett em seu pescoço causava a Rosalie leves arrepios. – Isso não vai acontecer amor. Royce vai apodrecer atrás das grades, são muitos os crimes que ele cometeu, e todas as provas já foram encontradas.
- Ainda assim tenho medo... – sussurrou. – Ás vezes parece que ele tem algum tipo de pacto com o diabo.
Esme ouviu apenas o final da frase ao entrar na sala de vídeo, segurando o telefone sem fio em mãos. Preocupada quis saber do que se tratava.
- O que houve filha?
- Ainda tenho medo que Royce aparece a qualquer instante... – confessou.
Esme sentou-se na beirada do colchão, Emmett se afastou um pouco de Rosalie cedendo espaço. Esme passou a mão direita nos cabelos dourados da filha, afastando alguns fios de cabelos do rosto.
- Ele não vai aparecer amor – disse Esme, estendendo o telefone para Rosalie. – É a Vera ao telefone, você não queria tanto falar com ela?!
Rosalie assentiu pegando o telefone das mãos da mãe, depois olhou para Emmett.
- Por isso estava dando ocupado – Emmett assentiu lhe sorrindo. – Como ela está mamãe?
- Ela acabou de chegar em casa. Mas porque não fala você mesmo com sua amiga, filha.
- Ah é mesmo – sorriu. – Estou dormindo acordada ainda só pode – brincou levando o telefone ao ouvido. De repente sentiu-se envergonhada por tudo que a amiga passou nas mãos de Royce por sua causa.
Ambas chamaram uma pela outra ao mesmo tempo fora como se estivessem em sintonia. Com a culpa lhe corroendo Rosalie começou a chorar.
- Não chore sua bobona – reclamou Vera do outro lado da linha. Porém ela mesma estava com os olhos cheios de lágrimas. Rosalie esboçou um meio sorriso entre lágrimas, passando a mão no rosto.
- Desculpa Vera...
- Rose se você for ficar se desculpando eu vou desligar – ameaçou.
- Como você está Veruska? Como passou a noite?
- Ei loira, uma pergunta de cada vez, ok – tentou soar de forma divertida, mas estava tão cansada, dolorida e abalada emocionalmente. – Eu estava muito inquieta e estava me sentindo estranha com vontade de chorar a todo tempo. Acabaram me dando algo para dormir e a partir dai apaguei geral. Mas antes disso, quando eu fui tomar banho lá no hospital, a mamãe acabou vendo a cueca de Royce que eu usava. Ela surtou quando viu. Começou me xingar de vadia e tantas outras coisas que prefiro não mencionar. Disse que eu não era a filha que ela esperava que eu fosse. Que eu não merecia levar o sobrenome da família, que estava envergonhando-a – houve uma pausa, e, então Rosalie soube que sua melhor amiga estava chorando.
- Eu queria estar aí agora para poder dar um grande tapa na cara de sua mãe – disse Rosalie raivosa. Tanto Esme quanto Emmett olharam rapidamente para ela. Então Rosalie lhes respondeu, tapando com a mão o telefone. – A mãe dela lhe disse coisas horríveis – voltou sua atenção ao telefone chamando pela amiga que ainda estava em silêncio. – Vera?!
- Oi – respondeu Vera fungando.
- Você quer que eu peça pro meu pai ir te buscar? Você quer ficar aqui comigo e com a minha família?
- Não precisa Rose. O Christopher está vindo pra cá daqui a pouco. Ele faltou na faculdade hoje, e foi pra casa só tomar um banho. Coitadinho passou a noite inteira na poltrona ao lado da minha cama. Acredita que a mamãe voltou para casa, e ele foi quem ficou comigo no hospital. Bem, e quanto ao que eu temia... Royce rompeu mesmo meu hímen Rose – disse com pesar – A doutora tentou me tranquilizar com o papinho de que não houve aquilo naquilo, então tecnicamente eu ainda seria “virgem”. Mas pra mim não é assim, eu queria ter uma noite linda de amor com Christopher, queria deixar a minha marca no lençol, queria que o homem que eu amo soubesse eu fui somente dele, e agora tudo o que eu penso é que estou com medo e vergonha de que ele saiba o que Royce me fez. Royce destruiu algo que eu idealizei... Eu falo demais, sou destrambelhada, mas eu tenho sonhos românticos. Você não vai deixar de gostar de mim por eu ter esse lado bobo não é Rose.
- Claro que não sua boba, você é a minha irmãzinha do coração. Nunca deixarei você de lado. Se você quiser eu posso falar com Christopher sobre isso.
- Claro que não, você está louca. Todo mundo agora quer falar da minha perseguida. Deixa a bichinha quieta, ela ainda está assustada. Já teve até que se apresentar para a doutora que eu nunca tinha visto antes na vida. Quando toda essa tempestade passar eu mesma falarei pro Christopher, só espero que ele não pense mal de mim. Como a minha mãe pensou. Ah Rose eu vi uma foto nossa em um jornal, e nossa, nós estávamos horríveis, descabeladas, sujas e machucadas. Parecia que tínhamos saído de um daqueles filmes onde as garotas são perseguidas por psicopatas. Mas foi exatamente o que passamos né?! Sabe, quando tudo fica em silêncio eu tenho a impressão de estar ouvindo a voz de Royce, que ele está querendo se vingar de mim por causa do tiro que dei na perna dele. Sempre que alguém entra no meu quarto eu me assusto. Agora tenho uma serie de consultas marcadas com a psicóloga por um bom tempo.
- Eu também Vera... – respondeu Rosalie com o olhar triste. – Não gosto disso, mas não tenho escolha. Se estou sozinha o vejo em todos os lugares – confessou em um sussurro.
- E o grandão está aí com você?
Por instinto Rosalie olhou para Emmett.
- Sim ele está.
- Oi Vera – saudou Emmett em um tom que Vera pudesse ouvi-lo.
- Ouviu isso Vera? – perguntou Rosalie.
- Ouvi sim. Diz pra ele que ele é um herói.
Rosalie olhou para Emmett ainda com o telefone próximo ao ouvido.
- Amor a Vera está dizendo que você é um herói.
- Não exagera Vera – respondeu Emmett com sorriso brincalhão.
- Está ouvindo, né Vera?
- Estou sim Rose. Além de herói é modesto – houve uma pausa e então Vera prosseguiu. – Ah Rose, outra coisa que eu queria te falar. Sabe, o meu pai?
- Claro. Você teve noticias dele?
- Ele chega de Berlim amanhã para me ver. Acredita nisso? Eu não sei como, mas ele ligou para alguém do hospital enquanto eu estive lá e pediu que me passassem o recado. Até agora não entendo porque não foi minha mãe a me falar isso. Mas não importa. Tudo o que importa agora é que poderei rever o meu pai depois de tanto tempo. Oh meu Deus, Rose. Eu vou reencontrar o meu pai amanhã. Você tem noção do que isso significa para mim?! – desatou Vera a falar com ansiedade e um quê de incredulidade que mal cabia dentro de si.
- Sim eu sei. É o seu maior desejo amiga. Aproveite cada segundo que você estiver ao lado dele. Pergunte tudo o que sempre quis saber. Promete que vai fazer tudo isso e ainda vai tirar bastante foto, e enviar para mim? Eu quero estar por dentro de tudo, só não digo em tempo real, porque não quero atrapalhar esse momento entre vocês, mas, por favor, me deixa informada.
- Pode deixar Rose, sabe que nunca te deixaria fora de nenhum assunto por mais bobo que fosse. Eu só não sei se quero tirar fotos, estou horrível ainda.
- Ei como assim não sabe se quer tirar fotos? Você não vê seu pai desde que era uma garotinha. Não pode deixar essa passar. É a sua grande chance Vera. Não precisa expor para os enxeridos de plantão. Tire todas que puder e guarde em seu álbum particular. Só não se esquece de me enviar alguma, não vou aguentar de tanta curiosidade. Promete pra mim que vai aproveitar o dia de amanhã o máximo que puder? Só não vou te ligar de hora em hora para não interromper, mas depois quero que me conte tudo nos mínimos detalhes.
- Eu prometo. Estou contando os segundos. Será que irei reconhecê-lo e ele a mim? Meu Deus e se meu pai não me reconhecer?
- Pode parar de paranoia, ok. Ele vai te conhecer assim que puser os olhos em você. É a filha dele caramba.
- É você tem razão.
- Eu sempre tenho razão – disse Rosalie presunçosa.
Vera rolou os olhos. Mas seu papo com Rosalie foi ameaçado quando Ava exigiu que desligasse.
- A mege... Digo, a minha mãe, está reclamando vou ter que desligar Rose. Aproveita o dia na companhia do seu grandão porque ele te ama muito. E digo mais, está merecendo uma recompensa por ter sido um herói resgatando sua dama.
- O que você está insinuando com isso mocinha?
- Aquelas coisas que os homens gostam que as mulheres façam... E não me pergunte detalhes, isso você é quem deve saber. Tchau Rose.
- Tchau Vera. Qualquer coisa me liga.
A ligação fora finalizada com uma Rosalie rubra olhando de soslaio para Emmett.
- O que foi? – perguntou ele, curioso.
- Nada não... – ela abaixou a cabeça coçando a nuca, tentando disfarçar seu mau jeito. Sorriu para a mãe ao erguer a cabeça, lhe passando de volta o telefone sem fio.
- Agora deita e descansa filha. Ou serei obrigada te mandar ir para o quarto.
Carlisle entrou na sala de vídeo, capturando o dialogo entre mãe e filha pela metade.
- Está tudo bem? – perguntou ele, olhando de Esme para Rosalie.
- Sim papai. A mamãe só estava pedindo que eu me deitasse. Acabei de falar com a Vera. E adivinhem? O pai dela chega de Berlim amanhã. Ela está tão ansiosa, é bem capaz que tenha um treco querendo que chegue logo amanhã.
- Mas isso é muito bom. Depois de anos Vera vai poder rever o pai. Quem o localizou para ela?
- Não sabemos papai. Isso é um mistério até então.
- Bem, de qualquer forma, ela vai revelo e isso é o que importa. Agora me deixa ver como está esse braço filha – pediu ao se aproximar de Rosalie no colchão.
- Não precisa papai a mamãe já trocou o curativo e limpou quando eu tomei banho. Deixa pra depois. Agora senta aqui um pouquinho comigo.
- Tudo bem o papai vai ficar um pouquinho com você – disse ele, sentando no colchão recostando-se a outro puff que estava por perto. Rosalie acomodou o travesseiro no colo do pai, repousando a cabeça ali. Não demorou muito para que Carlisle começasse uma maratona de cafuné. Rosalie sentia-se extremamente frágil e mimada, mas afinal não era tão ruim assim se deixar cuidar.
A família estava conversando distraída quando o celular de Emmett tocou dentro do bolso da bermuda que ele usava, chamando a atenção de todos. Ele ficou de pé com um pedido de desculpas, retirando o aparelho do bolso para verificar quem o procurava.
- O que foi Emmett? – pediu Rosalie, curiosa.
- É a minha irmã, Maria – respondeu abaixando o celular para que Rosalie pudesse ver – Rosalie fez aquela expressão que dizia “lá vem problema”. – Vou atender lá no corredor. Com licença eu volto já.
- Fique a vontade Emmett – disse Carlisle. – Se quiser pode ir para o meu escritório.
- Obrigado Carlisle, mas acho que vai ser um telefonema breve.
Rosalie sorriu orgulhosa olhando para o pai. Carlisle aproveitou que a filha estava bem pertinho dele e lhe beijou a testa carinhosamente.
- Estava tão preocupado com você – repetiu mais uma vez a respeito da insegurança e o medo de que acontecesse algo mais grave com sua única filha.
- Eu sei papai...
Esme que já estava sentada no colchão antes mesmo de Carlisle chegar, apenas chegou mais perto, ficando ao lado do marido. Ambos ficaram ali mimando a única filha, enquanto o namorado super protetor falava ao telefone com a irmã mais velha e mal humorada.
No corredor que antecedia a sala de estar onde a família de Rosalie estava Emmett atendeu o celular, parando ao lado de uma estatua futurista de uma tonalidade bronze.
- Fala Maria – pediu ele com tedio, pois bem sabia que lá vinham reclamações.
- Seu imbecil de uma figa – Emmett maneou a cabeça, incomodado cerrando os lábios em uma linha reta. – O que pensa que está fazendo? Está em todos os jornais e revistas, na internet no diabo a quarto a porcaria que você fez ontem. Papai e mamãe ligaram preocupados com você seu irresponsável. Porque diabo não atendeu as ligações? A secretaria eletrônica de seu apartamento deve estar chapada de recados, pedindo que ligasse de volta.
Emmett suspiro pesado controlando-se para não xingar ali mesmo onde estava.
- Já acabou? – perguntou sarcástico.
- Não, eu não acabei – gritou Maria em resposta.
- Eu vou ligar para eles, não se preocupe. Eu não atendi o celular porque depois de tanta coisa que aconteceu só percebi que tinha descarregado a bateria quando acordei e fui conferir as ligações. E, além disso, eu tinha outras coisas com as quais me preocupar.
- Você está sempre fazendo burrada uma atrás da outra. E tudo por culpa dessa loira maldita que um dia entrou em sua vida.
Usar esses termos para falar de Rosalie foi a gota d’água para Emmett. Ele se afastou um pouco mais da sala de vídeo para que sua conversa não fosse notada.
- Presta bastante atenção no que vou te dizer por que não irei falar duas vezes – seu tom de voz agora totalmente alterado devido à petulância de Maria em ofender a mulher que ele ama. – Você querendo ou não, Rosalie é a mulher que eu amo e com quem irei me casar. Se você não está de acordo se afaste...
- Como se atreve a falar desse jeito comigo? – resmungou, cheia de raiva. Seus olhos trasbordavam ódio do outro lado da linha, sorte de Emmett não estar no mesmo ambiente que ela, pois Maria bem seria capaz de partir para agressão física. Em sua mão ela esmagava uma folha de papel lentamente, declarando o quanto estava furiosa.
- Da mesma forma com que você se atreve a me dizer como devo seguir minha vida.
- Estou tentando abrir seus olhos, seu imbecil.
- Talvez eu seja mesmo um imbecil, e quer saber por quê?! – disse ele sarcasticamente. – Por ter te trazido de Norristown para Los Angeles. Por ter pagado sua faculdade e ter te dado um apartamento em um bairro nobre. Esse sou eu. O imbecil que se preocupou com seu futuro. E só para que você fique esperta. Se procurar a Rose para ofendê-la, ou pensar em erguer a mão para agredi-la novamente, você vai sentir o peso da minha.
Irritado com todo conteúdo daquele telefonema Emmett finalizou a ligação. Respirou fundo três vezes antes de procurar o contato dos pais na agenda do celular.
[...]
Los Angeles
Irritada Maria arremessou o aparelho telefônico na parede. O barulho do objeto sendo quebrado assustou Isabella que se preparava para ir à universidade. Naquela manhã ela não teve as duas primeiras aulas, então ganhou um pouco mais de tempo para sair de casa. Isabella correu até a sala de estar para verificar do que se tratava o barulho. Parrou assustada encarando a irmã raivosa.
- Porque você fez isso? – Maria virou lentamente, encarando Isabella com os olhos negros de raiva. – Você está me assustando sabia?
Maria passou a mão esquerda no rosto, afastando alguns fios de cabelos, raivosamente. Sua respiração estava irregular influenciada pela raiva e adrenalina.
- Nesse instante eu declaro oficialmente que não tenho mais irmão.
- Para com isso Maria – pediu Isabella. – Não fale essas coisas. Ele é nosso irmão, na verdade, tem sido há muito tempo quase como um pai para todas nós.
- Aquele filho da mãe acabou de passar na minha cara tudo o que fez por nós. Ele não deveria ter feito isso. Estou fervilhando de raiva daquele desgraçado. Seria capaz de esganá-lo se estivesse aqui em minha frente.
- Para com isso Maria. Você implica demais com a vida dele. E quer saber, eu não me importo nenhum pouco, Emmett é um bom irmão e fez muito por mim.
- Você é uma songamonga. É obvio que vai ficar do lado dele, afinal, ele ainda paga sua faculdade.
Isabella maneou a cabeça inconformada com o que acabara de ouvir.
- Você é igual ao papai sabia?! Cheia de orgulho e rancor. Orgulho não te leva a lugar nenhum. Você está sempre com a língua afiada para ofender as pessoas, mas se alguém tocar em seu nome você já quer causar a terceira guerra mundial. Por acaso você já ouviu falar que se deve fazer pelos outros aquilo que gostaria que fizesse por você?!
- Acho que vou vomitar... – zombou Maria.
- Pois então que vomite. Só toma cuidado para não morrer ao regurgitar seu próprio veneno – Isabella virou as costas, refazendo o caminho para o quarto, poucos minutos depois ela voltou com a bolsa e os livros nas mãos.
- Vai fugir da conversa – provocou Maria.
- A conversa acabou – disse Isabella com a voz firme. – Agora se me der licença estou indo apresentar um trabalho na faculdade a qual tenho orgulho de dizer que é paga pelo meu irmão.
Isabella se encaminhou até o hall, deixando uma Maria muito irritada para trás. Quando Maria ouviu o som da porta sendo fechada se jogou no sofá, mantendo ambas as mãos nas têmporas massageando levemente. Permitiu-se ficar ali por um bom tempo assimilando a discussão recente com ambos os irmãos.
[...]
Chicago
Emmett se encontrava agora na grande sala de estar da mansão Cullen, falando ao telefone com a mãe Elisa. A irmã caçula, Renesmee, também quis falar com o irmão. Já Alice ficou enlouquecida querendo falar antes mesmo de Renesmee. Toda essa disputa entre as irmãs para falar com Emmett gerou longos minutos ao celular.
Emmett estava desesperado para finalizar aquela ligação quando a campainha soou atraindo sua atenção. Ele olhava para os lados em busca de alguém, quando notou que Esme passava em direção à cozinha. Certamente iria verificar através do interfone e das câmeras de segurança quem era o visitante.
Minutos depois Esme retornou, e lhe sorriu enquanto seguia para o hall de entrada. Emmett deduziu que ela já tivesse aberto os grandes portões de ferro ornamentado permitindo que os visitantes entrassem com o carro nas dependências do jardim.
De onde estava ele pode ouvir Esme cumprimentar Carmen e Eleazar. Aproveitou a deixa para se despedir da família, mesmo Alice relutando um pouco ele desligou. Guardou o celular novamente no bolso assim que ficou de pé. Em pouco tempo Esme chegou à sala de estar acompanhada do casal de amigos.
Emmett os cumprimentou educadamente.
- Como vai Emmett? Suponho que esse coração esteja aliviado hoje – brincou Carmen.
- Sim, ele está... A Rose está bem, então tudo fica bem.
- Isso mesmo Emmett – assentiu Carmen, reforçando com a cabeça positivamente. – Viemos vê-la, espero que não se importe de dividi-la conosco por alguns instantes.
Emmett sorriu revelando suas covinhas perfeitas.
- Cuidado Emmett, Carmen pode querer mimá-la o dia inteiro. Sendo assim, você não terá chance alguma para ficar a sós com sua namorada hoje – alertou Eleazar de forma divertida.
Carmen deu um tapinha no ombro do marido, sorrindo timidamente. Em uma de suas mãos ela segurava uma caixa de bombons ferrero rocher.
- Não se preocupe Carmen, pode mimá-la o quanto quiser. Depois de tanto sufoco que meu anjo passou nas últimas horas, ela merece que todos cuidem dela pouquinho.
- Ela não quis ficar no quarto hoje, bateu o pé que queria ficar conosco e acabou improvisando uma cama na sala de vídeo. Vamos até lá, Carlisle está com ela – convidou Esme, gesticulando com a mão direita.
Esme e Carmen foram à frente, uma ao lado da outra, conversando entre si. Aos olhos de Emmett elas eram como irmãs. Eleazar e ele foram logo atrás.
Assim que Carmen e Esme entraram na sala de vídeo onde Rosalie estava a encontraram deitada no colchão com a cabeça sobre o travesseiro no colo do pai. Carlisle fazia cafuné nos cabelos da filha enquanto ela o olhava com carinho.
- Que amor – murmurou Carmen. – Será que a dinda também pode mimar um pouquinho essa garota?! – brincou, com um sorriso gigantesco.
Assim que reconheceu a voz, Rosalie olhou em direção a porta.
- Ei dinda você veio?!
- Claro que sim. Não achou que a dinda não fosse vir te ver hoje, não é mesmo?! Bobinha – Carmen se aproximou do colchão e então Rosalie ficou de joelhos para que pudesse abraçá-la. – Como está se sentindo, meu bem? – sussurrou em meio ao abraço.
- Dolorida e cansada. O cansaço emocional é o pior de tudo...
- Logo isso passa gatinha – disse Carmen ao se afastar. – Com um papai medico, e tão carinhoso assim, e todos nós para te mimar, duvido que tudo não passe rapidamente.
Rosalie lhe sorriu.
- Te adoro sabia?!
- Ei sei, sou a melhor dinda do mundo – brincou Carmen com uma piscadela. – Até trouxe um docinho, mesmo que seu pai me dê uma bronca depois alegando que você está tomando remédios.
- Hummm... – murmurou Rosalie, encarando a caixa de bombons ferrero rocher que Carmen entregava para ela.
Eleazar se aproximou devagar com um sorriso receptivo.
- Ei eu também quero um abraço desses – brincou se abaixando para abraçá-la. – Como está essa loirinha linda? – lhe beijou a testa ao se afastar.
- Dolorida... – murmurou fazendo beicinho propositalmente.
- Ah, mas isso passa. E não precisa ficar com medo de nada. Você sempre foi uma garota forte de decidida – estendeu a mão em punho em um cumprimento descontraído. Rosalie fez o mesmo com sua mão, batendo de leve na de Eleazar.
Carmen cumprimentava Carlisle enquanto o marido distraia Rosalie. Logo depois ela sentou-se em um puff que estava desocupado. Esme puxou outro para perto de Carmen e ambas ficaram conversando com Rosalie, que agora apoiava a cabeça na perna da mãe. Ela mexia cuidadosamente na fitinha dourada da caixa de bombons que Carmen lhe dera.
Carlisle levantou-se do puff onde estava e sentou-se em uma poltrona próximo a Eleazar. Emmett puxou para o outro lado o puff que estava sentado antes de sair para atender a ligação da irmã, e sentou-se nele novamente.
Ambos desenvolveram uma conversa que envolvia questões legais a respeito dos últimos acontecimentos. Vez ou outra Emmett se pegava olhando para Rosalie, que estava distraída com a caixa de bombons.
- Mamãe... – disse ela.
Esme olhou para a filha, passando os dedos por entre os fios dourados dos cabelos dela.
- Sim, meu amor.
- Será que eu posso comer um desses bombons?
- Pode filha – respondeu Esme, e então continuou sua conversa com Carmen.
Rosalie brincou com um dos bombons entre os dedos antes de começar a desembrulhá-lo. Lentamente ela levou o bombom à boca mordendo-o devagar com os dentes da frente.
Emmett prestava atenção a cada gesto que ela fazia, até que seus olhos se encontraram, e quando isso aconteceu, ele lhe deu uma piscadela. Rosalie piscou de volta enquanto colocava a outra metade do bombom na boca, lambendo os lábios. Retirou outro bombom da caixa, e, com um gesto ofereceu para Emmett. Ele recusou maneando a cabeça negativamente.
Eleazar perguntou algo, puxando de volta a atenção de Emmett, que sorriu para Rosalie antes de voltar à conversa anterior.
Rosalie deu de ombros, e continuou mexendo nos bombons como se fosse uma criança curiosa. Nesse meio tempo a garota de cabelos dourados não deixou de receber mimos, tanto de sua mãe Esme, quanto de sua madrinha Carmen.
Notas finais
Logo mais virão algumas surpresas.
Tivemos um pouquinho da Vera para quem estava se perguntando a
respeito. Maria dando pitaco na vida do irmão pra variar u_u
Milla aquilo que falei na resposta do seu review, ficou no capítulo seguinte, acabei confundido já que ele também está escrito.
Não deixem de comentar :)
Beijo, beijo
Sill
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