Notas iniciais
Capítulo dedicado especialmente a Jubinha Winchester que fez uma big recomendação a fic, me fazendo pular de alegria. Hei sua linda obrigada por cada palavra que escreveu :)
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Boa leitura garotas :)

Em meio a tanto nervosismo, Rosalie conseguira entrar em contato com o departamento de polícia de Chicago, mas não soube dizer exatamente onde estava. O local era totalmente desconhecido para ela. Eles lhe asseguraram que estavam rastreando a chamada e que muito em breve estariam no local. Pediu que ambas mantivessem a calma e não tentassem nada arriscado.

O departamento de polícia de Chicago informou aos Cullen as últimas notícias a respeito de sua filha e a amiga Vera. Ambas as famílias sentiram-se como se um peso enorme saísse de suas costas, somente em saber que encontraram o fio da meada e que em breve ambas estariam em segurança.

Logo que recebera as últimas informações, Carlisle ligou para Emmett, que ainda percorria algumas ruas – de bairros menos movimentados –, na cidade de Chicago em busca de uma pista que o levasse ao paradeiro de Rosalie.

E como não era de se estranhar, Emmett ficara ansioso para ir ao encontro de ambas. Seu maior objetivo era Rosalie Hale, mas Emmett jamais deixaria uma amiga para trás não importava a ocasião. Sorriu consigo mesmo ao saber que seu anjo facilitou as buscas, levando consigo o aparelho celular.

Emmett não ficara surpreso ao constatar que não estava tão distante da rua principal, a qual o levaria ao suposto local onde Royce King as mantinha refém.

Cerca de vinte minutos depois um helicóptero do departamento de policia de Chicago sobrevoava a área adjacente à mansão não legalizada, a qual Royce King as mantinha em cativeiro. Sabendo do que se tratava, Emmett apenas continuou seguindo caminho. Algumas viaturas ultrapassaram o seu veículo, nem um deles parou para questioná-lo por estar seguindo a rota do resgate. Já sabiam de quem se tratava e o porquê de estar ali. Seria perda de tempo tentar pará-lo.

[...]

Enquanto isso...

- Rose você não vai mesmo ligar para Emmett? – questionou Vera alguns minutos depois de se esconderem em outro cômodo vazio daquela mansão estranha.

- Não posso fazer isso, Vera – disse Rosalie, sentada ao chão recostada à parede. – Não posso trazê-lo para a cova dos leões. Seria arriscado demais trazê-lo para cá. Não vou contribuir para que destrua sua vida, sua carreira. Imagina se ele fica furioso a ponto de aniquilar o Royce. Não que eu o queira vivo, tampouco sinta pena do infeliz. É só que a vida do meu amor é importante demais para ser suja com a podridão que rodeia Royce King. Os policiais serão o bastante para nos tirar daqui...

Vera suspirou um tanto insatisfeita.

- Tudo bem, mas eu continuo acreditando que seria de extrema importância à presença dele aqui. Royce está precisando de um sossega leão, e só o seu homem pode fazer isso.

- O meu homem? – disse Rosalie, surpresa com o uso das palavras.

- Claro... – respondeu Vera, com um soquinho amigável no ombro de Rosalie. – E de quem mais seria?! – completou.

As amigas ficaram apreensivas ao ouvir sons de passos se aproximando.

- Princesa do gelo – vociferou Royce King não tão distante dali. Ele andava sempre se apoiando em Elliot desde que Vera efetuou o disparo com a arma de fogo em sua perna. – Eu posso sentir... – vociferou ameaçadoramente.

Vera olhou para Rosalie, sua expressão era indecifrável.

- Vaca sagrada – disse ela – Ele é pai de santo ou o que?

Rosalie tapou os ouvidos com ambas as mãos em uma tentativa de esvaziar sua mente da voz cortante de Royce King.

- Posso sentir todo o seu gelo derretendo... – ironizou Royce.

Vera pousou a mão direita sobre o lado esquerdo do peito, respirando ruidosamente.

- Espero que no céu tenha bastante comida. Porque se a ajuda não chegar rápido, esse será o meu fim... – murmurou mais para si mesma que para Rosalie, que parecia está enclausurada em uma capsula de proteção mental.

- Está ficando cada vez mais quente... – dizia Royce a cada passo adiante. – Sinto que está por perto. Pi,pi,pi – zombou como se fosse um detector de metais. – Princesa do gelo eu vou fazê-la lastimar.

Por toda a mansão estavam os subordinados de Royce King em busca de ambas as amigas. Fora praticamente aberta à temporada de caça aos inocentes.

Rosalie colocou a cabeça entre os joelhos. Voltando a sentir o pânico de outrora se apoderar de seu corpo novamente. A ânsia de vômito revirando o fundo de seu estomago já vazio. Nada, além de liquido, saía de seu estomago agora.

- Oh droga – murmurou Vera ao olhar para Rosalie. – Calma Rose, por favor – pediu, segurando os cabelos da amiga, que mantinha o corpo levemente inclinado pra frente, estando ainda sentada no chão. “Vaca sagrada, será esse o nosso fim?”, questionou-se Vera em pensamento. “Tenho que parar de pensar no que o infeliz me fez, ou do contrario, vou enlouquecer”. “Não posso morrer, não sem antes rever o meu pai.”, falava mentalmente consigo mesma. – Vamos Rose. Vamos sair daqui. Ele está se aproximando... – Vera pediu suplicante.

- Não posso – disse Rosalie, limpando a boca com cara de nojo. – Minhas pernas não obedecem. Que inferno!– resmungou para si mesma. – Vá Vera, saia daqui... – pediu.

- Não vou deixá-la aqui para o King Kong fazer o que bem entender com você. Não volte a me pedir isso porque eu não o farei.

Vera tentava ajudar Rosalie a ficar de pé quando a porta do cômodo vazio, o qual elas estavam fora aberta abruptamente.

- Fim da linha princesa do gelo – vociferou Royce.

Vera gritou assim que a porta fora aberta. Sem que se desse conta recuou três passos. Ainda assim ela protestou.

- Não toque nela – avisou.

Royce deu um passo à frente se afastando de Elliot, que o amparava. Sua expressão fora de dor ao sentir a fisgada na perna ferida.

- Dê uma lição nessa cadela – ordenou para Elliot.

- Não encoste suas mãos em mim – avisou Vera assim que Elliot deu dois passos à frente. Nesse instante Rosalie gritou estridente. Royce havia a agarrado pelos cabelos afastando-a assim de Vera.

Sem reservas ele começou a esbofeteá-la sucessivamente, chegando a arrancar filetes de sangue dos lábios de Rosalie.

- Rose... – Vera a chamou, desviando das mãos de Elliot, que a agarrou pelo braço esquerdo brutalmente, lhe arrancado um gemido de dor.

Elliot a empurrou de encontro à parede. Vera bateu com a cabeça e caiu desacordada.

- Foi mais fácil do que eu esperava – zombou Elliot. Olhou para Royce. – Desmaiou chefe – avisou.

- Vera... – murmurou Rosalie, com angustia e preocupação ao ver sua melhor amiga cair desacordada.

Royce segurava Rosalie com força pelos fios de cabelos dourados. Rosalie mal conseguia ficar de pé, tamanha dor que aquilo estava lhe causando. Além do fato de que suas pernas estavam que nem gelatina.

- Segure-a – ordenou para Elliot, atirando Rosalie a seu encontro. Elliot a segurou pelos ombros antes de virá-la e prender suas mãos atrás das costas, grosseiramente.

Royce King retirou do bolso de sua calça um canivete. Aproximou-se de Rosalie novamente, deslizando a lâmina ameaçadoramente sobre a pele clara e macia do pescoço lhe causando ainda mais medo. Encostou a lâmina afiada sobre a jugular pulsante, seu olhar diabólico penetrante no de Rosalie.

- Chefe – disse Elliot, assustado ao ouvir o barulho do rotor de um helicóptero. – Os federais – completou.

Royce maneou o pescoço em um estalo proposital. A raiva percorrendo suas veias impossibilitando-o de agir corretamente.

Não demorou muito uma voz soou em um alto-falante, esclarecendo o fato de que a mansão estava cercada por polícias. Era o fim da linha...

- Culpa sua, vadia – esbravejou Royce, apertando fortemente o rosto de Rosalie com uma das mãos.

- Chefe... – murmurava Elliot, preocupado em ser pego. – Precisamos sair daqui. Os federais estão por toda a parte.

Lá fora uma grande movimentação se formava ao redor dos jardins da mansão. Até mesmo a imprensa estava aos arredores.

- Entregue-se Royce King. A casa está cercada, não há nada que possa fazer. O jogo acabou – dizia a voz firme. – Saia com as mãos na cabeça. Não tente nada arriscado, isso pode acabar mal para você.

- Eles não irão me pegar enquanto eu estiver com ela. Rosalie Hale é o meu bilhete premiado – grasnou Royce, puxando Rosalie pelos longos cabelos dourados lhe causando maior dor ao seu couro cabeludo já afetado pelos puxões de outrora. – Princesa do gelo você tem que entender que é minha. MINHA. Ouviu bem?!Repete – ordenou. Rosalie cerrou os lábios em uma linha reta, ignorando totalmente a exigência de seu opressor. – Repete vadia. Repete – grasnava Royce, puxando a cabeça de Rosalie para trás, usando seus cabelos dourados como base. Rosalie murmurava gemidos de dor, seu corpo completamente exausto e machucado. Novamente Royce King usou seu canivete para ameaçá-la. – Você é minha. Minha – insistia ele, seus olhos diabólicos encarando Rosalie. Sua respiração ofegante. Rosalie estava assustada e com lágrimas percorrendo sua bochecha marcada pelos dedos de Royce King.

Royce fez um leve corte no antebraço direito de Rosalie, revelando um filete de sangue instantaneamente. Rosalie fechou os olhos com força, engasgando com o soluço do desespero e da dor.

- Sua, sua – murmurou ela, rapidamente. O medo rasgando sua alma. A angustia por trás da palavra era desnorteadora.

- Isso mesmo. Você é minha, sua vadia. MINHA. – esbravejou Royce, beijando o pescoço de Rosalie, puxando a cabeça dela para trás. – Princesa do gelo você vai estar comigo até o fim – sorriu sadicamente.

Elliot andava de um lado para o outro, o nervosismo o consumindo. O medo de ir parar atrás das grades era maior que tudo.

- Boa sorte chefe. Estou zarpando – disse Elliot ao abrir a porta do cômodo vazio onde estavam, e sair correndo mansão adentro em busca de uma rota de fuga.

- Me larga – Rosalie choramingou em um fio de voz. –Você não tem como escapar. O melhor a fazer é se entregar... – sussurrava em meio a sua expressão de dor. À medida em que ela falava, Royce a machucava ainda mais.

- CALE-SE – esbravejou irritado. – Quem diz o que fazer aqui sou eu – aproximou-se da grande janela de vidro onde havia uma cortina de seda branca, puxou levemente para observar a movimentação nos jardins da mansão.

[...]

Enquanto isso nos arredores da mansão...

Emmett tentava de todas as formas possíveis burlar a atenção dos policiais para adentrar o local. Não dava pra ficar parado à espera do desconhecido.

- Não deve tentar entrar no local. O meliante pode estar armado, e tem duas reféns em seu poder – avisou um dos policiais ao parar em frente à Emmett.

- É a minha namorada que está lá dentro – murmurou Emmett um tanto inquieto.

- Não tente bancar o Don Juan e fazê-la correr um risco ainda maior.

Emmett ergueu ambas as mãos em sinal de rendição, recuando dois passos. No entanto, sua mente já planejava uma rota de invasão. Seus olhos percorreram minuciosamente ao redor de onde estava. Buscando uma brecha por menor que fosse.

O policial que estivera de olho em Emmett minutos antes, agora se juntara aos demais tentando uma negociação. A imprensa transmitia minuto a minuto ao vivo. Inesperadamente houve uma grande agitação no jardim dos fundos da mansão. Emmett se aproveitou do momento e passou correndo o mais agachado possível por trás de alguns arbustos bem aparados que cercavam parte do jardim. Correu para a parte lateral da grande casa onde encontrou algumas janelas de vidro, uma delas estava aberta. Certamente usada por um dos que tentara uma fuga sem sucesso. Emmett empurrou um dos lados da janela para que lhe desse maior espaço.

Usando aquela janela Emmett entrou no interior da mansão. Olhou em volta do cômodo em que estava e pode perceber que era um escritório ainda sendo decorado. Atravessou o cômodo com cautela, atento a cada som que vinha de fora ou do interior da mansão. Abriu a porta devagar, olhou para fora se certificando de que o caminho estava livre.

Ao sair do escritório deixou a porta entreaberta. Iniciou uma caminhada com cautela exagerada por entre os cômodos do primeiro piso da mansão desconhecida. Em determinado momento ouviu murmúrios de angustia e dor. Imediatamente ele reconheceu como sendo de seu anjo.

Emmett tencionou o pescoço inconscientemente, seguindo o som do sofrimento. Parou em frente a uma grande porta dupla onde se localizava a sala de vídeo.

No interior da sala de vídeo, Royce King olhava para o jardim através do vidro da janela, por entre uma brecha da cortina que ele mantinha afastada propositalmente. Seus dedos cravados entre os fios de cabelos dourados de Rosalie lhe causando dor.

- Por favor – Rosalie suplicou em meio às lágrimas. – Me deixa sair daqui – seu corpo doía muito por conta de todas as agressões de outrora. Seus lábios machucados continha um filete de sangue seco. O corte em seu antebraço ardia e pinicava. Gotas de seu sangue estavam espalhadas pelo chão. Suas bochechas queimavam feito brasa, culpa dos vários bofetões que levara desde que chegara ali. Era uma lástima o estado em que se encontrava o seu belo rosto.

Sua amiga Vera ainda estava desacordada caída ao chão, isso era algo que atormentava Rosalie infinitamente. Temia que algo muito grave houvesse lhe acontecido, e por sua culpa.

- Cala essa boca – grunhiu entre dentes, sacolejando a cabeça de Rosalie através dos cabelos. – Cale essa porcaria de boca senão eu mesmo faço isso por você.

Rosalie já não tinha forças para revidar. Sua dor de cabeça estava se tornando lancinante. Seu estomago, mesmo estando vazio, começou a dar volta e voltas, aquilo se tornara insuportável.

Emmett abriu aquela porta com uma calma que assustava a ele mesmo. De alguma forma temia que Royce estivesse armado, e com o susto de ver a porta ser aberta de supetão acabasse apertando o gatilho e ferisse Rosalie.

Seus músculos tencionaram. Uma miríade de sensações ruins tomando o seu instinto. O ódio tomando a liderança sem pudor. Como Royce King se atrevia a machucar aquela a quem ele tem amor inestimável. Como ele se atrevia a machucar o seu anjo?! A mulher que Emmett tocara com mãos de veludo. A mulher que ele cuida e protege como se fosse feita do mais raro cristal.

Maldito seja Royce King por fazê-la sentir dor, angustia e medo. Queime no fogo do inferno, emitindo grunhidos de dor.

Lá fora a esperava se tornara insuportável. A negociação não seguia a lugar algum. Royce King ignorara todas as ofertas. A todo o momento ele dera a entender que queria a jovem Rosalie Hale, fosse entre os homens ou no inferno...

Emmett olhou através da pequena abertura da porta, varrendo o interior do cômodo com o olhar se deparando com Vera caída ao chão, começando a despertar do desmaio. Ela não chegara a notar sua presença. Certamente estava se sentindo mal e um tanto quanto confusa.

Com Royce distraído observando através do vidro da janela, Emmett abriu um pouco mais a porta. Nesse momento a jovem Rosalie o viu de relance.

No momento em que seus olhos se encontraram, Emmett teve a certeza cortante de que seu anjo estava sentindo muita dor. Sua vontade imediata foi de pegá-la em seus braços e niná-la lhe dando conforto e segurança. Entretanto precisava ser cauteloso, ou do contrario, Royce King poderia machucá-la ainda mais.

Mesmo embargados pela sombra do medo e da angustia os olhos da jovem Rosalie ganharam um pequeno vislumbre de brilho. Agora ela tinha certeza de que seria resgatada e de quanto era amada por aquele homem que acabara de chegar...

Emmett fez sinal com o dedo indicador para que Rosalie fizesse silêncio. Ela assentiu com um olhar sofrido, mas ainda assim, agora estava confiante de que tudo acabaria bem.

Alheio ao recém-chegado Royce King murmurara.

- Eu irei sair daqui princesa do gelo, mesmo que para isso tenha que usá-la como escudo.

Emmett se aproximou por trás, sorrateiramente. Aproveitando a distração de Royce King o pegou em uma chave de pescoço. Royce entrou em pânico imediatamente, notando sua falha. Instantaneamente liberou os fios de cabelos dourados de Rosalie. Raivoso e decidido, começou uma luta corporal tentando se libertar do golpe.

Exausta e cheia de dores, Rosalie não conseguiu se manter de pé, vindo a ceder a moleza do corpo, tombando de encontro ao chão. Sua cabeça ainda girava.

O corpo de Emmett estava completamente tomado pela adrenalina e pelo ódio. Tudo o que mais queria era esmurrá-lo até a morte. Sem raciocinar direito, a raiva dominando seus sentidos, Emmett jogou Royce de encontro à parede. Tornou a se aproximar agarrando-o pelo colarinho de sua camisa de grife cara. Fora então que a sessão de socos se iniciara a todo vapor. Royce já sangrava através do nariz, canto da boca e supercilio. Ainda assim tentou desferir um soco contra Emmett, que por sua vez, desviou com precisão.

Royce sacou o canivete tentando intimidá-lo.

- É tudo o que você tem? – ironizou Emmett.

Royce tombou para o lado, como se estivesse bêbado.

- Jogadorzinho de merda... – esbravejou. – Estou surpreendentemente feliz por ter conseguido fazer sua vadia loura sentir dor mais uma vez – zombou, segundos antes de ser golpeado mais uma vez.

Emmett sentiu seu sangue fervilhar ao ouvi-lo se dirigir a seu anjo daquela maneira sórdida e hostil. Maldito seja Royce King, nesse momento o silêncio lhe cairia bem.

Emmett já não conseguia pensar em absolutamente nada a não ser fazê-lo sentir muita dor. Royce King fora golpeado sucessivamente sem intervalo algum. Não demorara muito para que estivesse em frangalhos, repleto de hematomas e escoriações. Sua perna voltara a sangrar. Sua aparência física não estava nada diferente de quem saíra de um octógono.

Logo que se deram conta de que Emmett havia entrado no interior da mansão e que supostamente estava havendo uma briga, os policiais invadiram o local.

Pouco a pouco foram tomando o interior da mansão. Sempre em posição defensiva, verificando cada canto. Alguns policiais invadiram o cômodo onde Emmett batia em Royce King ininterruptamente.

Fora preciso de muita força para afastá-lo de Royce King. O desejo de vingança de Emmett McCarty era assustador e implacável. Royce estava caído ao chão, mal conseguia enxergar, seus olhos completamente inchados. Tossia e cuspia sangue, emitindo grunhidos de dor. Certamente tudo isso se tornaria manchete de jornal muito em breve.

Alguns dos policiais seguravam Emmett que parecia indomável. Outros checavam Royce King, que estava em frangalhos.

- Levem-no daqui – alguém ordenou para que retirassem Emmett do local.

Aos poucos Emmett fora se acalmando. Então os policiais o liberaram. Um deles correu para ajudar Vera que tentava ficar de pé, murmurando gemidos de dor. Além do fato de estar meio zonza.

Emmett correu ao encontro de Rosalie se ajoelhando no chão ao lado dela.

- Anjo... – murmurou, angustiado ao vê-la de olhos fechados, aparentemente ela estava desacordada. Ele lhe tocou o rosto machucado. Rosalie abriu os olhos lentamente ao sentir o toque carinhoso da mão que ela conhecia tão bem. Esboçou um fraco sorriso para seu namorado, seu protetor, seu amigo. Suas pálpebras pesavam e em um nanosegundo seus olhos se fecharam novamente. – Eu vou tirá-la daqui – disse ele, segundos antes de pegá-la em seus braços fortes e protetores. – Eu vou cuidar de você, meu amor – murmurou.

Rosalie grudou seus dedos na camisa que Emmett usava assim que ele a ergueu do chão. Ele lhe deu um beijo demorado na testa suada. Ao olhar para trás ele pode notar que Vera estava recebendo ajuda de um dos policiais. Isso o deixou mais tranquilo, pois mesmo que tentasse, não conseguiria levar as duas de uma só vez. Outros dois carregavam Royce King para fora da mansão, completamente machucado.

Vera inclinou a cabeça em direção aos policiais que carregavam Royce.

- Eu falei que você veria o quão fodão o namorado da Rose pode ser – murmurou convencida, mesmo estando cheia de dores.

Royce King tossia, e, vez ou outra, expelia um pouco de sangue pela boca. Seu supercilio estava totalmente inchado, dificultando sua visão.

Certamente obteve algumas costelas quebradas. O homem que outrora estivera ameaçador, agora estava gruindo de dor. Definitivamente sua armadura não lhe servia mais.

Emmett levava Rosalie em seus braços, como se fosse uma criança ferida. Ele a carregava com tamanha facilidade e cuidado que surpreendia a todos. Andou por alguns corredores até alcançar a ampla sala de estar vazia, a qual ele atravessou indo em direção ao hall sem se permitir olhar para trás.

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Notas finais
Agora simm o/ o/
Quem aí está comemorando a porrada que Emmett deu no traste? o/
O traste maltratou muito a nossa Rose, mas o ursinho tá aí para reconfortar e cuidar ♥
Logo mais todos estarão com suas famílias e o malfeitor vai estar onde merece que é atrás das grades u_u
Espero vê-las nos reviews :)
Beijo, beijo
Sill