Quando o Amor Acontece
75 Capítulo 75 - O Mal Ressurge
Notas iniciais
Espero que curtam :)
**
Aviso:
Nesse capítulo um personagem que não é nenhum bom samaritano, aparece. Parte de seu dialogo contém palavras inapropriadas, para dar ênfase aos fatos. Se por acaso as palavras ofendem sua moral e seus bons costumes, fica a dica... ~não leia~
E lá vamos nós o/
Aeroporto internacional de Chicago, Midway.
Rosalie Hale empurrava o carrinho com sua bagagem em meio ao saguão movimentado do Midway, quando avistou uma das pessoas que ela mais ama no mundo, sua mãe. Esme vinha ao encontro da filha, com um sorriso receptivo. Como mãe extremamente afetiva que era, estava feliz por sua filha estar de volta, após um fim de semana inteiro fora de casa.
Rosalie lhe sorriu genuinamente, deixando o carrinho com a bagagem totalmente de lado indo abraçar sua mãe que a cada passo dado ficava mais perto. A jovem de cabelos dourados abraçara a mãe tão espontaneamente chegando a erguê-la um pouco do chão.
Esme lhe sorriu com amor.
- Está radiante, meu bem – disse Esme após o abraço, tocando o rosto da filha amavelmente.
- Mamãe, eu estou tão feliz – revelou praticamente pulando. – Esse fim de semana em Los Angeles ao lado de Emmett foi das melhores coisas da minha vida. Sem dúvida a melhor, por hora. Ele é tão perfeito mamãe, tão tudo...
Sem desviar atenção dos encantos que marcavam presença no rosto da filha, Esme pegou o carrinho com a bagagem, começando a empurrá-lo enquanto seguiam para o estacionamento.
- Estou a ponto de ver coraçõezinhos flutuando sobre sua cabeça, filha.
- Ah mamãe, é que a vida resolveu sorrir para mim, depois de tanto tempo – Rosalie chegou mais perto da mãe, recostando sua cabeça sobre o ombro materno.
Esme passou a mão direita carinhosamente na testa da filha, depositando um beijo no local logo em seguida.
- E o papai? – Rosalie perguntou, voltando a andar normalmente ao lado da mãe.
- Ele andou reclamando um pouquinho por você ter faltado à faculdade outa vez – disse Esme. – Mas disse que releva se você estiver feliz.
- Prometo que irei pôr em dia toda a matéria que perdi. Vou pedir a Vera que me esclareça alguns pontos cegos. A Vera é maluquinha, mas é bastante estudiosa.
Ambas pararam ao lado do carro.
- Eu espero que sim, filha. Seu pai vai gostar de saber disso.
- É um milagre enorme a Vera não ter me ligado durante o fim de semana – disse Rosalie enquanto ajudava a mãe a pôr a bagagem dentro do porta-malas. – Você a viu, mamãe? – perguntou assim que fechou o bagageiro.
Esme sorriu, parecendo lembrar-se de algo.
- Ela ligou ontem para casa. Queria saber se estava tudo bem com você. Falou que só não te ligou para não atrapalhar.
- Ai essa Vera, viu – rolou os olhos ao falar. – Estou com saudades daquela maluca. Vou ligar para ela depois. Assim já fico por dentro das últimas que rolaram em minha ausência. Falando assim até parece que faltei por um mês inteiro, quando na verdade foram apenas dois dias. Na sexta e hoje, segunda.
Ambas entraram no veículo. Rosalie retirou os sapatos, colocando os pés para cima. Esme deu um leve tapa nos pés da filha em protesto.
- Senta direito, Rose...
- Mamãe... – Rosalie resmungou, colocando os pés de volta ao piso do carro. Abriu a bolsa retirando de lá o aparelho celular, procurando o contato de Emmett na agenda.
Emmett atendeu ao terceiro toque.
- Oi, anjo. Se te disser que estou com saudades você acredita em mim?
- Totalmente, amor. Queria estar aí com você... – respondeu Rosalie.
Do outro lado da linha, Emmett perguntou.
- Onde você está agora, anjo?
- Estou no carro da mamãe a caminho de casa. E você, meu urso, o que está fazendo?
- Estou descendo para malhar um pouco na academia do condomínio. Mas preferiria sem dúvida, estar ao seu lado.
- Eu também – Rosalie murmurou, olhando através do vidro da janela do carro em movimento.
- Lembra-se do que te disse Rose? Evite ao máximo andar sozinha e, por favor, me ligue a qualquer momento sob qualquer circunstância. Sabe, não sei como farei para dormir hoje sem você em meus braços. Sem o seu perfume. Sem a maciez de sua pele...
Rosalie sentiu suas bochechas corarem, olhando de soslaio para sua mãe, que prestava atenção no trânsito.
Voltou a olhar para fora através do vidro da janela ao sussurrar.
- Eu te amo...
- Eu também te amo, anjo – Emmett sussurrou do outro lado da linha. – Beijo, amor. Fala pra sua mãe que mandei um abraço. Diz também que agradeço por ela ter feito você para mim. Brincadeira amor, não diz isso não – sorriu.
Rosalie gargalhou.
- Seu bobo...
- Se cuida, minha vida – disse Emmett do outro lado da linha.
- Cuidado com as piriguetes.
- Não se preocupe Rose. Só tenho olhos para você.
- Tchau urso.
- Até mais, meu anjo.
Enquanto Rosalie falava ao telefone, o carro de sua mãe entrou no bairro nobre onde elas viviam em Chicago.
- Não sabe como me faz bem vê-la com esse lindo sorriso no rosto, filha – disse Esme ao abrir o portão da mansão com o controle.
- Há muito tempo eu não sabia o que era ser feliz de verdade, mamãe. Mas bastou Emmett voltar para minha vida que todas as emoções se intensificaram. Uma miríade de sentimentos bons. Ao lado dele eu encontro o real significado da felicidade.
Rosalie saiu do carro, retirou sua bagagem do porta-malas com ajuda da mãe, e juntas entraram na mansão. Ainda do hall de entrada, Rosalie pode notar o barulho abafado de um aspirador de pó, ecoando de algum cômodo da grande casa. Deduziu ser Diana, a diarista, a qual sua mãe tinha preferencia.
- Mamãe eu vou subir e ligar para Vera. Essa hora ela já deve estar em casa – pulou o primeiro degrau das escadas, ansiosa. Deixando seu jogo de malas ali mesmo ao pé da escadaria.
- Rose... – Esme olhou sugestivamente em direção as malas, depois para a filha.
Com uma das mãos segurando o corrimão, ela respondera.
- Daqui a pouco, mamãe.
- Agora, filha. Leve para a aérea de serviço e deixe lá o que tiver para ser lavado. Diana acabou de arrumar a sala, não vamos explorá-la.
Rosalie suspirou. – Está bem, mamãe – retrocedeu o degrau que subira antes. Pegou seu jogo de malas se preparando para ir à área de serviço.
- Mamãe.
- Fala filha.
- Mesmo que ás vezes eu seja uma chata, ou como diz Emmett, marrenta. Eu te amo muito, e sou extremamente grata por tudo que tem feito por mim desde que nasci. Mesmo que em algum momento de minha vida eu tenha dito o contrario, você sabe que foi da boca pra fora.
Esme lhe sorriu amavelmente.
- Eu também te amo querida. Acho que irei te mandar todos os fins de semana para Los Angeles. Emmett é uma ótima companhia.
Rosalie gargalhou.
- É com isso que estou contando – revelou Rosalie, arrastando seu jogo de malas para a aérea de serviço, como a mãe havia sugerido.
- É bom ouvir o som de seu sorriso ecoando novamente por entre essas paredes. Essa casa não é a mesma sem você, filha. Seu pai e eu ficamos muito solitários sem você aqui. Acredite, seu pai me pedia para te ligar há todo momento, como se você tivesse ido estudar fora do país – sorriu.
Rosalie correu ao encontro da mãe e lhe deu um beijo estalado na bochecha, logo em seguida se retirou.
Esme aproveitou a ausência da filha e foi até o cômodo onde a diarista se encontrava, para ver se a ela precisava de algo.
[...]
Já na área de serviço, Rosalie colocou as malas sobre o gabinete, começando a esvaziá-las. Fez uma pequena pausa para retirar os sapatos que usava. Nesse meio tempo, seu celular começara a tocar dentro da bolsa.
Rosalie ficou de pé novamente, empurrou alguns fios de seus longos cabelos dourados para trás da orelha, antes de retirar o celular da bolsa. Ficou surpresa ao ver de quem era a ligação.
- Christopher – falou consigo mesma.
- Oi Christopher – disse Rosalie ao atender a ligação. Seu tom de voz soou preocupado.
- Oi Rose – ele respondera. – Desculpa estar te ligando assim, mas você já está em casa? Por acaso a Vera está aí com você?
- Bem, eu estou em casa sim. Na verdade acabei de chegar, mas a Vera não está aqui não. Por quê? Ela te falou que estava vindo para cá?
- Na verdade sim. Vera disse que iria hoje te encher a paciência até você dizer, chega. Que você teria muito a lhe contar e que não iria aguentar para somente te ver amanhã na faculdade.
Rosalie sorriu, imaginando a ansiedade de sua melhor amiga. A Vera espevitada que em alguns aspectos lhe fazia lembrar sua cunhada, Alice.
- Faz muito tempo que ela disse que estava vindo para cá? – Rosalie questionou.
- Na verdade já era para ela estar aí. A mãe dela me ligou há alguns minutos porque o celular de Vera só dá caixa postal, então, ela deduziu que Vera estivesse comigo.
- Bem, a Vera ainda não chegou aqui. Talvez ela tenha ficado presa em um engarrafamento. Assim que ela chegar, falo para ligar para vocês.
- Obrigado, Rose.
- Não por isso, Christopher.
A ligação fora finalizada. Rosalie fez o que tinha que ser feito ali na área de serviço, depois subiu para seu quarto. Tomou um banho rápido, vestiu uma roupa leve, e desceu para comer algo. Mesmo sendo por volta das dezesseis horas, ela ainda não tinha almoçado.
Rosalie encontrou a mãe na cozinha, tomando um copo de suco.
- Está com fome, filha?
- Sim mamãe, mas também estou preocupada – disse ao abrir a geladeira, retirando de lá uma torta quase pela metade.
- Rose...
- Eu sei mamãe. Primeiro a comida – resmungou. – Não sou mais criança...
- Eu sei querida, mas para mim você sempre será a minha garotinha. Mas fala para a mamãe o que está te deixando preocupada. Agora a pouco você estava tão feliz – Esme falava enquanto colocava o almoço de Rosalie para esquentar no microondas.
- Christopher me ligou para saber se a Vera estava aqui. É estranho mamãe, ela ainda não chegou.
- Vai ver ela se distraiu em alguma loja. Logo, logo ela aparece.
- Mamãe...
- Sim, amor?
- Você acha que Royce pode estar aqui em Chicago?
O micoondas apitou, fazendo Rosalie se assustar, pulando do banco alto em que estava em frente ao balcão.
Esme tocou levemente o ombro da filha antes de alcançar o microondas, em uma tentativa de tranquilizá-la.
- Calma Rose. Não pense nisso, filha. Ele deve estar bem longe daqui. Talvez nas ilhas Cayman – Esme brincou, tentando distrai-la. Retirou a comida do microondas, colocando em um prato, servindo a filha. – Come tudo meu bem, ou do contrario, não terá sobremesa.
Rosalie sorriu.
- Era exatamente assim que você falava quando eu era só uma garotinha.
- Era?! – Esme brincou.
- Para mamãe – Rosalie resmungou antes de levar uma porção de risoto de salmão à boca.
- As duas mulheres de minha vida estão em casa. Isso é muito bom – disse Carlisle ao entrar na cozinha.
Ambas lhe sorriram.
- Oi amor, porque não avisou que estava vindo? – disse Esme indo abraçá-lo. Sendo recebida com um leve beijo nos lábios.
- Vim descansar um pouco. À noite tenho plantão – avisou.
- Oi papai – disse Rosalie, após engolir uma generosa porção de seu risoto.
Carlisle se aproximou da filha lhe dando um beijo na testa.
- Como foi o fim de semana em Los Angeles, filha? Emmett cuidou de você direitinho?
“E como”, Rosalie pensou. – Emmett é um homem de caráter sem igual. Ele é perfeito, papai – afirmou com convicção. – O fim de semana não poderia ter sido melhor.
- A casa não é a mesma sem você, filha. Sua mãe estava sempre querendo te ligar.
- Carlisle... – Esme resmungou.
- Não foi isso que a mamãe me falou – disse Rosalie, disfarçando um sorriso.
- A verdade filha é que seu pai estava sempre pedindo pra te ligar e perguntando se você estava bem, se Emmett estava sendo gentil.
Rosalie sorriu enquanto comia.
- Eu tenho que ficar preocupado, amor – Carlisle fez sua defesa. – Depois do que aconteceu – Esme encostou seu dedo indicador nos lábios do marido silenciando-o.
- Não se preocupe papai, sempre que eu estiver na companhia de Emmett, estarei segura.
- Só por isso permiti que você fosse para lá. Não deixaria minha princesa fora de casa nas mãos de qualquer um.
- Ah, papai – Rosalie murmurou ainda sentada no banco alto, abraçada a cintura do pai.
- Continue almoçando, filha. Eu vou tomar um banho e descansar um pouco – beijou o topo da cabeça da filha antes de se afastar se retirando da cozinha.
- Eu já volto Rose – avisou Esme ao sair logo após o marido.
- Vai namorar um pouquinho... – Rosalie murmurou se divertindo.
- Rose...
Rosalie sorriu.
- Ah mamãe, antes que eu esqueça.
- Sim, filha?
- Quando eu terminar irei para meu quarto dormir um pouco. Se por acaso a Vera aparecer enquanto eu estiver dormindo, fala para ela que pode me acordar. Porque se ela não me acordar, aí sim vai levar uns petelecos.
Esme lhe sorriu.
- Pode deixar filha – respondeu antes de deixar a cozinha.
Rosalie permanecera na cozinha terminando sua refeição.
- Hummm... – murmurou consigo mesma após uma generosa garfada. – Isso está muito bom.
Rosalie terminou seu almoço fora de hora, depois se serviu de uma porção generosa da torta que tanto cobiçara ao abrir a geladeira.
Diana, a diarista, entrou na cozinha carregando consigo alguns produtos de limpeza.
- Olá, Rose! – saudou educadamente.
- Oi Diana – Rosalie respondera com um sorriso amável. – Como estão as crianças? –questionou se referindo ao casal de filhos de Diana.
- Estão cada vez mais arteiros. Eles adoraram os brinquedos que você mandou na semana passada – Disse Diana enquanto arrumava algumas coisas que estavam sobre a pia.
- Ah isso é ótimo. – respondera Rosalie após o último pedaço de torta. – Você poderia trazê-los para tomar banho de piscina qualquer dia desses – sugeriu.
- Obrigada Rose, mas é melhor não. Eles não sabem nadar, eu ficaria preocupada e não conseguiria trabalhar direito sabendo que eles estavam na piscina.
- Ah que pena... – Rosalie murmurou. – Bem, eu vou pro meu quarto, Diana. Se a Vera chegar, pede para ela subir, por favor.
- Claro que sim, pode ir tranquila – Diana respondera, começando a limpar o balcão.
Rosalie se levantou indo em direção a pia. Iria começar a lavar a louça que usara, mas Diana interferiu.
- Pode deixar que eu lavo, Rose.
- Ah, não Diana. A mamãe não vai gostar de saber que fiz isso.
- Tudo bem, eu não vou falar para ela – Diana lhe sorriu.
- Tudo bem, então. Obrigada Diana.
- De nada – ela respondera.
Rosalie se retirou da cozinha, agradecida por Diana se oferecer para lavar a louça que ela usara, pois queria mesmo era dormir. Subiu as escadas praticamente correndo. Ao passar em frente ao quarto dos pais, os ouviu conversando sobre trabalho.
- Parem de falar sobre trabalho e namorem um pouquinho – Rosalie brincou, em um tom de voz que os pais pudessem ouvi-la.
- Rose... – Esme murmurou com um sorriso, embora a filha não pudesse vê-la.
Carlisle sorriu olhando em direção à porta do quarto que estava fechada.
Rosalie entrara em seu quarto, sorrindo, feito criança travessa, imaginando a cara dos pais. Ligou o aparelho de som inserindo seu iphone. Jogou-se na cama ao som de suas músicas favoritas. Agarrou seu ursinho de pelúcia de cor parda. Aquele que fazia parte de sua história de amor.
- Oi bebê. A mamãe demorou, mas é que estava com o seu papai – falou como se o urso de pelúcia pudesse ouvi-la. Agarrada ao seu mascote de pelúcia favorito, ela fechou os olhos, revivendo em memorias os momentos em que esteve ao lado de Emmett nos últimos dias. Não demorou muito para que fosse vencida pelo cansaço. Adormecera em um sono tranquilo, livre até mesmo dos sonhos.
[...]
Acordou cerca de uma hora depois, com o toque insistente de seu celular.
O relógio da mesinha de cabeceira, a esquerda da cama, marcava dezoito horas e cinco minutos.
- Emmett... – ela murmurou ainda sonolenta, como se pedisse para Emmett atender ao telefone. Então lembrara que não estava mais em Los Angeles, mas sim na casa de seus pais em Chicago.
Levantou agarrada ao urso de pelúcia indo pegar o celular dentro da bolsa.
“Será que é a maluca da Vera?”, pensou.
Assim que retirou o celular de dentro da bolsa, notou que era ligação restrita. A maldição do número restrito outra vez. Seu coração palpitou forte contra o peito, a última vez que atendera uma ligação restrita, seus medos voltaram das sombras para atormentá-la.
Com as mãos trêmulas, Rosalie deixou o aparelho celular tocando sobre a penteadeira. Seus olhos assustados não conseguiam parar de observar o objeto. Era como se o mesmo pudesse explodir a qualquer momento.
O pânico assombroso começara percorrer suas veias, quando Rosalie lembrou-se de sua melhor amiga Vera que não tinha dado sinal de vida desde a tarde quando ficara sabendo que estava a caminho de sua casa.
Em um ato impensado, Rosalie agarrou o celular com raiva, levando ao ouvido.
- FALA O QUE VOCÊ QUER?! – gritou furiosa.
- Ora, ora, ora... Minha princesa do gelo está com raivinha – Royce zombou do outro lado da linha. – Isso me deixa tão excitado – rosnou entre dentes.
- Diz logo o que você quer seu cretino – Rosalie esbravejou com o tom de voz alterado. Sua pulsação sanguínea latejando em seus próprios ouvidos.
- Pensei que isso já estivesse bem claro – riu sadicamente. – Eu quero você, princesa do gelo.
- Vai se ferrar – Rosalie esbravejou.
- Não se preocupe princesa do gelo. Assim que eu puser minhas mãos em você, vou te mostrar umas coisinhas. Aposto que aquele seu amantezinho não sabe te fazer gemer da forma como eu sei. Quase posso sentir o seu medo, Rosalie Hale.
- Seu porco... – Rosalie murmurou, enojada só de se imaginar sofrendo nas garras de Royce King.
- Pode xingar o quanto quiser, princesa do gelo. Mas quando eu encontrar você...
Rosalie rapidamente o cortou no meio da frase.
- Você nunca mais irá encostar suas mãos asquerosas em mim. A polícia está de olho em suas manobras. Vai pegá-lo se tentar se aproximar.
Royce King gargalhou diabolicamente, fazendo com que os pelos da nuca de Rosalie Hale se arrepiassem de puro medo.
- Eu não irei até você, princesa do gelo. Mas você virá até a mim.
- VAI SE FERRAR, FILHO DE UMA VACA – Rosalie gritou antes de encerrar a ligação. No entanto o celular começou a tocar novamente, ignorando sua recusa. Rosalie tapou os ouvidos com ambas as mãos, em uma tentativa de ignorar o toque insistente do maldito número restrito.
[...]
No centro de uma ampla sala vazia, Royce King gritara.
- ATENDE AO TELEFONE, VADIA. – ascendeu um cigarro enquanto insistia na chamada.
Rosalie agarrou novamente o celular, entre os dedos de suas mãos trêmulas.
- VAI PAPA O INFERNO! – ela gritou ao atender a maldita ligação.
- Cala essa boca, e me escuta sua vadia de merda – Royce esbravejou antes que Rosalie finalizasse a ligação novamente. – Eu estou com sua amiguinha.
- Você está blefando – Rosalie rebateu instantaneamente.
- Ah, estou mesmo – Royce ironizou soprando uma nuvem de fumaça. Olhou para um de seus comparsas que estava ao seu lado, e ordenou. – Traga a vagabunda que me servirá como isca.
Do outro lado da linha, o corpo inteiro de Rosalie entrou em pânico crescente só em imaginar sua melhor amiga sozinha nas mãos asquerosa de Royce King; um sujeito sangue frio. Um sádico em potencial.
- EU NÃO ACREDITO EM VOCÊ – Rosalie gritou não tão certa disso.
Na grande sala vazia o comparsa de Royce King, chegara arrastando Vera pelo braço esquerdo. Essa, por sua vez, estava com uma mordaça impedindo-a de gritar. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Em sua bochecha direita estavam às marcas dos cinco dedos de Royce King.
- Aproxime-se – Royce ordenou para aquele que lhe trazia Vera como refém. Então voltou a falar com Rosalie. – Prepare-se princesa do gelo – imediatamente Royce colocou o celular no viva voz, e esbofeteou o outro lado do rosto de Vera.
Ainda com a mordaça, Vera murmurou um gemido de dor. Seus olhos assustados, com lágrimas percorrendo as bochechas que ardiam como brava.
- Para com isso – Rosalie pediu do outro lado da linha.
Não dando ouvidos, Royce puxou a mordaça de Vera com violência.
- Vamos, fale com a vadia de sua amiga. FAÇA VIR ATÉ A MIM – Royce gritou alterado.
Vera tremia dos pés a cabeça, mas não disse uma só palavra.
- Vamos sua cadela, fale – Royce exigiu, segurando Vera pelo pescoço de forma violenta.
Com a respiração irregular, por conta da adrenalina causada pelo medo, Vera cuspiu na cara de Royce King. Apesar do medo, Vera tinha uma determinação absurda.
O desespero consumia Rosalie Hale do outro lado da linha, sem saber ao certo o que estava acontecendo. Se era real, ou apenas um blefe de Royce King.
- Vera, por favor – Rosalie pediu. – Se você estiver mesmo em poder de Royce, fale comigo.
Rosalie precisava saber se realmente Vera estava ali do outro lado da linha, em um local desconhecido, sofrendo horrores nas mãos do sádico que um dia entrara em sua vida.
Alterado, Royce atirou Vera de encontro ao chão com uma violência absurda.
- Fale sua cadela, mostre para ela que é você mesmo – os olhos de Royce fulminavam de puro ódio ao cuspi as palavras sujas. Sua respiração estava irregular, talvez tropeçando em seu próprio ódio descomunal. Voltou a erguer Vera do chão, puxando-a pelos longos cabelos castanhos. – Você vai falar por bem ou por mal – esbravejou puxando outro cigarro para acender.
Os olhos de Vera esbulharam em choque, imaginando o que estava por vir.
Royce mantinha um sorriso sádico no rosto ao se aproximar de Vera, erguendo a blusa que ela usava para logo em seguida encostar a ponta do cigarro acessa na barriga lisa.
- AIIII – Vera gritou de dor.
Então Rosalie teve a certeza de que era ela, sua amiga Vera, realmente estava sofrendo servindo de ponte que a levaria até Royce King.
- PARE ROYCE! – Rosalie gritou suplicante do outro lado da linha. – O que você está fazendo com ela? – questionou com o desespero a dominando. O choro não demorou a vir.
Enquanto isso, Royce segurava Vera pelo braço esquerdo violentamente.
- Fale para sua amiguinha que ela precisa vir até a mim – Royce ordenou sacolejando-a.
- Vai se foder, seu porco imundo – Vera esbravejou.
- Não se preocupe sua cadela sem dono. Eu vou foder muito dentro de você. Você nem imagina o quanto... E depois em sua amiguinha, que deve estar morrendo se saudades de um sexo selvagem.
Ao ouvir o diálogo sujo entre Vera e Royce através do viva voz, Rosalie a chamou.
- Vera?!
- Não venha Rose, por favor, somente avise a polícia... – Royce deu um soco no estomago de Vera, fazendo-a se curvar por conta da dor instantânea. Vera começou a tossir meio que sufocando.
- Para Royce, não a machuque mais – Rosalie pediu. – Se é a mim que você quer tudo bem. Mas deixe a Vera fora disso, solte-a, deixe voltar para casa.
Com dificuldade, Vera pediu.
- Não venha Rose...
Royce a esbofeteou, fazendo o rosto de Vera virar para o lado.
- Quero você aqui ainda hoje – Royce exigiu. – Saia de sua casa, ande um quarteirão e você encontrará um carro preto que te trará até a mim. Se tentar alguma gracinha, enviarei partes do corpo de sua amiguinha para sua casa – riu sadicamente. – Só lamentarei não estar lá para ver a sua cara – completou.
Vera engoliu em seco ao ouvir aquelas ameaças sobre sua vida. Do outro lado da linha Rosalie sentiu um calafrio percorrer sua espinha dorsal, diante a ameaça iminente.
- Não a machuque, farei o que você está me pedindo...
- Não, Rose – Vera suplicou. – Ele tem planos horríveis... – antes que Vera pudesse concluir sua fala, Royce a esbofeteou novamente.
- Levem essa cadela daqui. Tranque-a novamente onde estava – deu alguns passos para o lado direito, sorriu sadicamente. – Minha princesa do gelo está a caminho – disse orgulhoso. – Eu vou ensiná-la as leis de Royce King. Prepare-se princesa do gelo, você não sabe o que te espera...
Notas finais
Preparem seus petelecos para dar na cabeça de Royce. Ou como diz a DreamGirl *esfregar a cara dele no asfalto* hahahaha
A maldade corre pelas veias do traste. Coitadinha da Veruska, caiu na teia da tarântula peçonhenta. Como ela vai sair dessa?
Vejo vocês nos reviews
Sugiram seus planos para com o King Kong *risada do mal*
Ahhh eu acabei de ler a trilogia de cinquenta tons de cinza u_u
Meu favorito é o segundo livro Cinquenta tons mais escuro, que é onde começa a ser desvendado os cinquenta tons de Christian Grey *love* suas cinquenta sombras. O último Cinquenta tons de liberdade tem uma parte no prólogo que é a coisa mais linda de viver *apertando as bochechas*
Como diria a Anastasia Steele Meu cinquenta tons, meu menino perdido.
Alguém leu? Pode me dizer qual livro mais gostou?
Beijo, beijo
Sill
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