Quando o Amor Acontece
65 Capítulo 65 - Algo Novo
Notas iniciais
Sem delongas vamos direto ao capítulo :) shushushus
A noite de ontem fora como um bálsamo, para os corações do jovem casal, Rosalie Lilian Hale e Emmett McCarty.
Durante a noite permaneceram abraçados, sentindo o calor do corpo um do outro, recebendo uma grande sensação de bem estar. Fora reciproco a necessidade que sentiram de estarem juntos, dividindo o mesmo espaço em uma só cama.
Aquele momento mesmo que apenas de aconchego era suficiente para deixá-los felizes.
Ali havia amor verdadeiro, reciproco e companheiro. Um amor, onde ambas as partes, seriam capazes de abrir mão do sentimento para ver o outro feliz, onde quer que fosse. Vidas destinadas a estarem juntas...
Embora naquela noite não houvesse acontecido atos carnais, não deixara de ser uma noite prazerosa, porque só quem ama verdadeiramente compreende a dimensão do significado de estar juntinho. Sentir que é amado e não apenas desejado.
E o casal Rosalie Hale e Emmett McCarty, hoje, mais que nunca eram capazes de compreender a dimensão desse amor.
[...]
A manhã de segunda chegara trazendo consigo, indícios de que a grande Chicago teria um dia nublado.
Talvez os anjos, lá em cima, soubessem que se aproximava mais uma vez o momento que Emmett teria que voltar para Los Angeles, deixando seu grande amor para trás. Porém, dessa vez não seria uma separação, e sim um intervalo. Porque a história do casal estava apenas para começar.
Por volta das cinco da manhã sem saber que sua princesinha, sua única filha, dividia a cama com o homem que ama, Carlisle saíra de casa para mais um dia de trabalho no hospital o qual exercia sua profissão com grande satisfação.
Exatamente às seis da manhã, Rosalie acordara, por ser um horário habitual. O horário que sempre acordara para ir à universidade.
Com os olhos ainda fechados deslizou sua mão esquerda sobre o peito forte de Emmett, como que para se certificar de que fora realmente sobre o peito dele que sua cabeça repousara durante toda a noite.
Sorriu consigo mesma ao constatar que fora mesmo real. Então, sem medo, ela abriu os olhos. Erguendo um pouco a cabeça segurou os cabelos com as duas mãos jogando-os pra trás. Voltou a se aproximar de Emmett depositando um beijo demorado sobre o peito definido que ressonava devagar.
Com cuidado afastou o braço de Emmett que repousava sobre sua cintura. Devagar, sem fazer movimentos bruscos, Rosalie se retirou da cama. Para que seus pais não achassem que ambos haviam os desrespeitado, Rosalie decidira voltar a dormir um pouco mais, porém, em sua própria cama.
Ainda sentada na beirada da cama procurou com os pés o seu chinelinho de dormir. Fora só então que lembrara que ontem a noite saíra de seu quarto, descalça. Maneou a cabeça com a lembrança.
Olhou para Emmett dormindo e pensou.
“Dorme mais um pouco meu amor”
Com esse pensamento, Rosalie abriu a porta do quarto devagar para que não fizesse barulho algum. Da mesma forma ela fechou ao sair. Andou alguns passos pelo corredor, passou as mãos nos olhos, ainda um tanto sonolenta, quando as tirou, viu sua mãe saindo do quarto do casal.
– Mamãe... – disse Rosalie meio sem jeito. – Não aconteceu nada... Eu juro... Eu... É... Só fiquei lá com ele e dormimos abraçados... – se explicou olhando para Esme, e depois para a porta do quarto no fim do corredor. O quarto de hospedes o qual Emmett estava.
– Rose, filha... Eu acredito em você. Não precisa ficar nervosa, amor.
– É que não quero que pense que desrespeitei vocês ao convidar Emmett para vir dormir aqui...
– Eu sei que não, filha. Tá tudo bem. Vai para a faculdade hoje? – perguntou passando uma mexa dos cabelos da filha para trás da orelha.
– Não! – Rosalie se sobressaltou como se a pergunta fosse uma ofensa. – Ele volta para Los Angeles hoje. Quero ficar com ele até a hora do voo.
– Filha eu te apoio em tudo que você precisar. Menos em deixar de lado seus estudos.
– Mamãe, por favor, eu quero levá-lo ao aeroporto – choramingou estrategicamente.
– Seu pai me fez prometer que te faria ir à universidade... Mas eu não aguento te ver com essa carinha de decepção – disse rendendo-se ao pedido.
Rosalie sorriu satisfeita. – Obrigada mamãe!
– Seu pai é quem não vai gostar – disse Esme.
Um leve barulho de porta sendo aberta foi notado, e uma voz em um timbre rouco, um tanto sonolenta ecoou de lá.
– Eu te levo na faculdade, Rose.
Esme e Rosalie olharam na direção de onde vinha à voz, e lá estava Emmett, apenas com a cabeça para fora.
Esme lhe sorriu agradecida.
– Me deixa te levar, anjo? – perguntou.
– Ai meu deus é sério isso?! – exclamou surpresa. – Será a primeira vez que meu namorado me acompanha até a faculdade. A Vera vai surtar quando me vê chegar com você... – um sorriso lindo se fez presente no rosto da jovem Rosalie. “E as invejosas irão se roer de inveja”, pensou.
Rosalie olhou para a mãe e disse.
– Tudo bem mamãe, eu vou para a faculdade – depois olhou para Emmett que ainda estava com a cabeça para fora do quarto e lhe deu uma piscadinha. – Eu vou me arrumar. Te vejo daqui a pouco, na mesa para o café da manhã.
Uma Rosalie completamente feliz entrou em seu quarto para se vestir para ir à universidade, pela primeira vez na companhia de seu namorado, uma vez que ela jamais fizera isso na companhia de Royce King.
Com um pedido de licença Emmett fechou a porta do quarto de hospedes para também ir se vestir, de maneira que pudesse sair de casa.
Satisfeita com a situação, Esme desceu as escadas indo para a cozinha preparar o café da manhã para ambos.
[...]
Passado alguns minutos Emmett chegara à cozinha. Não sem antes deixar sua mala no pé da escada.
– Bom dia Esme – disse ao parar na porta da cozinha permanecendo recostado no batente.
– Bom dia Emmett. Venha, sente-se aqui enquanto a Rose não desce – disse indicando uma das cadeiras da mesa que estava pronta para o café da manhã.
– Obrigado! – Emmett agradeceu ao entrar na cozinha e puxar a cadeira para sentar.
– Que pena que você tem que voltar hoje para Los Angeles. A Rose ficou tão feliz com sua visita. Todos nós ficamos. Volte mais vezes querido. Sabe que será sempre bem vindo a nossa casa. Traga sua irmã, Alice, também. Adoraria revê-la.
– Não posso ficar muito tempo longe, por causa dos treinos. Estamos em final de campeonato. O contrato com o time não permite me ausentar da cidade por muitos dias. Levarei a Rose na universidade, de lá pego um taxi e vou direto para o aeroporto.
– Oi, demorei?! – disse Rosalie ao chegar à cozinha.
– Oi filha, demorou um pouquinho mais que o de costume, mas estivemos conversando esperando por você – confirmou Esme com um leve sorriso.
Rosalie puxou a cadeira ao lado de Emmett e sentou. Emmett a cumprimentou com um beijo na bochecha. Rosalie lhe sorriu tocando-lhe o rosto carinhosamente.
Esme juntou-se a eles, à mesa, dando inicio ao café da manhã.
– Filha, você encontrou o seu medalhão – disse Esme, logo que notara a presença da joia que há tempos estava sumida, no pescoço da filha.
– Na verdade mamãe, eu havia deixado com Emmett e, ele trouxe de volta para mim – confidenciou com a mão direita sobre o medalhão.
– Ah querida, mas porque não me disse antes – Esme ficou surpresa, pois acreditava que Rosalie o havia perdido.
– Acho que tinha medo que você ficasse chateada...
– Claro que não filha. Foi muito bonito o que você fez. E o que Emmett fez, foi ainda mais bonito. O guardou por tantos anos e com tanto carinho.
Emmett e Rosalie trocaram olhares cumplice lembrando-se do passado.
Esme cortou a ligação entre eles com uma pergunta, que os fez ficar sem jeito.
– Rose, você sabe o que aconteceu com vaso de porcelana chinesa? Aquele que ficava bem ali – indicou o local cujo vaso se encontrava anteriormente, entes de Rosalie e Emmett quebrá-lo.
– É... Humm... É... – Rosalie não soube o que dizer a respeito, então, Emmett interviu.
– Me desculpa Esme. Esbarrei nele sem querer e, acabou quebrando. Prometo que lhe comprarei outro tão bonito quanto. Me sinto envergonhado por ser um hospede tão desastrado...
– Oh, não querido, não se sinta, por favor. Foi um acidente, não há porque se sentir envergonhado.
– Mamãe, na verdade a culpa não foi só do Emmett. Foi minha também – Rosalie o apoiou, vendo que Emmett realmente se sentia envergonhado com o incidente do vaso.
– Tudo bem filha, vamos esquecer isso. Não precisam ficar preocupados. Está bem?!
– Ok! – ambos responderam, com expressão, que Esme jurou se assemelhar a crianças ao serem descobertas em uma traquinagem.
[...]
O café da manhã transcorreu normalmente, após a descoberta do fim trágico, do vaso de porcelana chinesa. Logo depois os três se retiraram da cozinha. Emmett pegou o celular discando o número de uma agencia de taxi. Enquanto dava as instruções de onde o taxi deveria pegá-lo, Rosalie o interrompeu.
– Não Emm, fala para ele vir te pegar aqui. Nós vamos de taxi até a faculdade. De lá você segue para o aeroporto. É melhor assim.
– Ok, anjo – dizendo isso, Emmett passara o endereço da mansão Cullen.
Passado alguns minutos o taxi chegara. Em frente à mansão, Emmett se despediu de Esme.
– Emmett diga a sua irmã, Alice, que estou mandando um beijo e que espero vê-la em breve. E Rose filha, talvez eu não almoce em casa hoje. Tenho muitas coisas pendentes no escritório, entre elas, um projeto para ser finalizado hoje.
– Tudo bem mamãe. Talvez quando eu sair da facul, passe lá e nós podemos almoçar em um restaurante ali perto.
– Seria ótimo, filha!
– Beijo mamãe. Até mais tarde! – se despediu ao entrar no taxi sentando-se ao lado de Emmett no banco de trás.
O taxista dirigia em silêncio enquanto Rosalie mantinha a cabeça recostada sobre o ombro de Emmett. Esse, por sua vez, brincava com a mão de Rosalie, mexendo no dedo onde estava o anel que dera a ela na noite passada. O anel que Rosalie tanto desejou um dia ter.
Rosalie ergueu a cabeça para olhá-lo com um sorriso orgulhoso. Emmett então lhe beijou a testa carinhosamente.
O taxista que observava a cena pelo retrovisor pensara.
“Deve ser recém-casados”
[...]
Após alguns minutos o taxi parara em frente ao campus da universidade. Emmett desceu do taxi junto com Rosalie, para que pudessem se despedir melhor. De pé na calçada que antecedia o gramado, ambos se despediam.
– Sabe que adoraria me despedir de você no aeroporto, não é?! – disse Rosalie. – Mas você quis vir aqui comigo. Isso foi ainda melhor.
Rosalie segurava na cintura de Emmett enquanto falava. Esse, por sua vez, matinha ambas as mãos sobre as costas dela.
– Eu sei anjo... Mas você não precisava faltar na faculdade só para me levar ao aeroporto. Não faz sentido, você já foi me buscar – deu uma piscadinha.
Alguns conhecidos de Rosalie passavam e falavam entre si ao notarem o casal, parado ao lado do taxi se despedindo.
– Não acredito! – exclamou Vera com o tom de voz um tanto alterado.
Rosalie olhou para trás reconhecendo a voz.
– Oi Rose! – disse Vera. – E aí grandão?!
– Oi Vera! – disse Emmett com um sorriso brincalhão.
– Eu não acredito, ele veio mesmo te trazer aqui – disse Vera tentando ser um sussurro, porém não deu muito certo.
Emmett gargalhou.
– Desculpa grandão, mas é que a minha amiga aqui – tocou o ombro de Rosalie brevemente. – Sempre quis que esse dia chegasse. Aposto que nem ela está acreditando nisso.
– Tudo bem Vera – respondeu Emmett.
Vera cutucou Rosalie e sussurrou. – Olha só, o pessoal está mencionando o fato de você estar com Emmett.
Rosalie olhou em volta, depois voltou a olhar para Vera e disse.
– Ninguém critica o fraco, então, estamos no lucro.
Ambas sorriram. Um pouco afastado dali, Christopher fez sinal para que Vera fosse ao seu encontro.
– Ah, vem cá amor. Deixa eu te apresentar o namorado da Rose – Vera o convidou fazendo sinal com a mão.
Christopher se aproximou, sem pressa. Um rapaz bonito, e bem afeiçoado por sinal. Alto, cabelos lisos castanhos, pele clara e olhos cor de mel, levemente esverdeados.
– Oi Rose – disse Christopher.
– Oi Christopher. A Vera anda te dando muito trabalho?! – Rosalie brincou.
– Um pouquinho – disse olhando para Vera, que segurava sua mão, agora.
– Ah tá! – Vera resmungou fazendo careta. – Ô grandão, esse é o meu namorado Christopher. Christopher esse é o grandão, namorado da Rose.
– Emmett – disse o próprio Emmett ao estender a mão para cumprimentar Christopher.
– Como vai Emmett?! – Christopher perguntou educadamente.
– Ok, agora vocês já se conhecem, então nós vamos entrar e deixá-los à vontade – disse Vera, voltando a segurar a mão de Christopher.
– Até mais cara – disse Christopher ao sair com Vera em direção ao prédio da universidade.
Emmett segurou o rosto de Rosalie entre suas mãos dizendo. – Vai lá Rose senão você vai se atrasar. Vejo você em breve, e também quero que vá a Los Angeles.
– Me liga?! – pediu Rosalie.
– Sempre! – respondeu Emmett. – Amo você, anjo! – completou.
– Também amo você – Rosalie respondeu.
Emmett segurou o rosto dela entre suas mãos e a beijou em despedida.
– Tchau Emm... – disse Rosalie, agora, atravessando o campus.
– Tchau anjo... – respondeu ao entrar no taxi, que o esperava.
– Para o aeroporto, por favor – pediu educadamente para o taxista, olhando para fora através da janela do taxi, pensando em Rosalie.
Enquanto o taxi se afastava Emmett a viu entrar no prédio da universidade, logo atrás de Vera e Christopher. Aos seus olhos Rosalie parecia extremamente feliz. Os sentimentos dela se refletiam em si próprio.
Mal tinha chego a Los Angeles e já podia sentir falta do perfume do seu anjo... Exagero? Não, apenas amor.
Notas finais
E aí meninas o que acharam?
Rose está descobrindo o que de fato é ter um namorado que a ame e se preocupe com ela. Coisa que o traste do Royce King Kong, nunca foi capaz de demonstrar.
PS: Segundo capítulo de Amor Amigo postado agora a pouco. Confiram, é um capítulo muito fofo que eu amo de paixão!
Link: https://www.fanfiction.com.br/historia/237119/Amor_Amigo/
Vejo vocês nos reviews!
Beijo, beijo
Sill
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