Quando o Amor Acontece
48 Capítulo 48 - Anjo Assustado
Notas iniciais
Emmett sentia falta de estar com Rosalie e provocá-la apenas para vê-la agir de forma marrentinha como ele costumava rotular. Hoje, estava tendo a chance de vê-la agir dessa forma mais uma vez e aproveitaria cada segundo.
Dando continuação a ameaça de molhá-la embaixo do chuveiro, Emmett passou a segui-la dando voltas em torno do sofá da enorme suíte de luxo.
- Acha que vai me pegar?!
Rosalie desdenhou desviando das mãos ágeis de Emmett indo rapidamente para trás do móvel. Emmett pulou por cima segurando-a por trás pela cintura.
- Eu não acho, eu já te peguei!
- Para Emmett! – Rosalie pediu um tanto ofegante pela tentava em vão de fugir de seu ursinho atleta.
Emmett não deu ouvidos, a pegou no colo como se Rosalie fosse uma boneca, sem demonstração de esforço algum. Levando na brincadeira, Rosalie tentava de todas as formas livras-se dos braços fortes e decididos de Emmett.
- Emmett, eu não quero molhar meus cabelos... Por favor... – Rosalie continuava tentando escapar, porém sem muito sucesso. Ele era forte demais para ela.
- Qual é Rose?! Seu cabelo não é pirata.
- Pirata? – Rosalie questionou com ar totalmente confuso. – Como assim pirata?
- Você não usa aquele negocio lá para deixar liso – explicou da melhor forma que pode.
- Negócio lá? – disse confusa. – Você está falando de chapinha?! Ah, fala sério, seu ursinho marombado. Eu não uso isso, não. Agora me põe no chão... Oh não, não, não...
Rosalie se desesperou no momento em que Emmett entrou dentro do boxe com ela em seus braços. Ele a prendeu entre a parede de mármore e seus braços enquanto tentava abrir o chuveiro. Porém a brincadeira começara a perder toda a graça. No momento, a mente de Rosalie Hale, mandava flashbacks de momentos aterrorizantes ao lado de Royce King. Emmett não se dera conta de que Rosalie não estava mais levando na brincadeira.
O medo começa a tomar conta da jovem que já fora agredida e violentada inúmeras vezes por Royce. Ela não conseguia mais conter o medo causado pelas memórias ruins, passando a se debater nos braços fortes de Emmett.
Em sua frente, ela já não via mais o garoto que conheceu no subúrbio da Filadélfia, via agora a imagem psicopata e Royce King, furioso.
- Me solta, eu não quero. Me deixa sair daqui... – com os olhos fechados como se tentasse não vê-lo, Rosalie pediu no auge do desespero.
Emmett se afastou não entendendo absolutamente nada até o momento em que Rosalie pronunciou.
- Pára Royce...
A ducha pingava fracamente, pois Emmett havia desistido de abri-la logo que se dera conta de que Rosalie não estava mais seguindo a brincadeira. Então tentou abraçá-la.
- Sou eu, meu anjo... Emmett, o seu ursinho...
- Não... – com os olhos ainda fechados Rosalie negou reforçando com um gesto com a cabeça negativamente. Ainda se negando aceitar que ali em sua frente fosse Emmett McCarty e não Royce King.
Recuou, escorregou batendo as costas na parede fria de mármore. Isso a fez gemer um pouco de dor, pois suas costas estavam machucadas desde o momento em que Royce a jogou de encontro à parede horas atrás no momento que tentava impedi-la de falar com Emmett no United Center.
Emmett se aproximou mais uma vez e mesmo ela se negando, ele a abraçou protetoramente. Sussurrando em seu ouvido, disse.
- Está tudo bem, meu anjo... Sou eu, o seu ursinho... Não há ninguém aqui além de nós dois... Abre os olhos Rose, olha para mim, por favor – disse enquanto lhe fazia um carinho nos cabelos levemente respigados pela ducha. Retirou os cabelos que lhe caiam ao rosto carinhosamente, seguido de um beijo demorado em sua testa. – Vai ficar tudo bem Rose, eu não vou te machucar – sussurrou ainda com os lábios tocando a testa de Rosalie.
Emmett sentia-se totalmente frustrado por ver seu lindo anjo com tanto medo e não poder mudar isso, apenas tentar amenizar.
Um pouco mais calma, Rosalie decidiu que seria seguro abrir os olhos e não ver Royce à sua frente. Com os olhos um pouco vermelhos, olhou para Emmett, mas certificando-se de quem era a figura, seus olhos ganharam o brilho de horas atrás.
- Está doendo... – sussurrou.
- O que está doendo, meu anjo?
- As minhas costas – revelou em um fio de voz.
- Eu te machuquei? – ficou totalmente preocupado com a ideia de tê-la machucado de alguma forma sem querer.
- Não. Não foi você...
Sentindo como se tivessem retirado um peso enorme de suas costas, Emmett ficou mais tranquilo ao ouvi-la falar que não fora ele o causador de seu machucado. Passou as mãos levemente sobre as costas dela massageando por sobre a blusa. Rosalie o abraçou pela cintura suspirando levemente. Nesse momento, ela voltava a sentir-se segura novamente.
Um pouco sem jeito, ele tentou como pode ver o machucado nas costas de seu anjo. Com ela agarrada a sua cintura Emmett ergueu um pouco a blusa para ver como estavam as suas costas. Não fora necessário muito para que notasse hematomas em praticamente toda sua extensão. Consequência do que Royce fizera mais cedo. O fato de ter batido novamente, mesmo sem intensão fizera os hematomas latejarem em protesto.
- Como adquiriu esses hematomas, Rose? – perguntou com grande preocupação, massageando as costas dela agora por baixo da blusa. – Foi ele não foi? Aquele filho de uma vaca? – passou as mãos na cabeça pensando o que poderia fazer. – Ele te machucava, por isso se desesperou com a brincadeira. Juro que quero matá-lo! – completou socando o boxe, o qual ganhou uma enorme rachadura. Certamente só não veio a se despedaçar por ser um material muito resistente.
Se encolhendo devido ao susto, Rosalie disse.
- Não vai fazer isso. Não quero ficar sem você, não outra vez... Não fará nada que possa nos afastar novamente, por favor, estou te pedindo ursinho.
- Me desculpa, meu anjo... Não era minha intenção fazê-la sentir-se mal... Vem, vamos sair daqui... – segurou a mão de Rosalie ajudando-a sair do boxe sem escorregar no piso molhado. Pegou uma toalha branca extremamente macia e lhe entregou.
- Vou pegar uma camisa minha para você vestir e um anti inflamatório em spray dos que usamos durante lesões causadas pelo jogo para passar em suas costas. Vai fazê-la sentir-se melhor.
Emmett se retirou do banheiro com algumas gotas de água sobre seus ombros largos. Minutos depois retornou trazendo consigo a camisa e o anti inflamatório. Rosalie permanecia parada no mesmo lugar abraçada a si mesma.
Cuidadosamente, Emmett levantou a blusa dela atrás, abriu o fecho do sutiã lentamente, passando o remédio em spray por toda extensão de suas costas. Após ter feito isso, beijou demoradamente a testa de seu anjo.
- Vou deixá-la sozinha para que possa se trocar...
Emmett saiu do banheiro fechando a porta lentamente demonstrando grande preocupação com seu anjo.
Rosalie lhe sorriu para tranquilizá-lo. Emmett retribuiu o sorriso revelando suas covinhas perfeitas e encantadoras. Então, tendo a certeza de que seu anjo estava bem, ele fechou a porta por completo.
Logo que ele fechou a porta, Rosalie retirou a roupa deixando pendurada ali mesmo em dos suportes. Virou-se para o enorme espelho verificando o estado em se encontrava suas costas, uma vez que ainda não tinha visto, apenas sentido. Fez uma careta enquanto observava.
- Oh droga, isso está horrível... – reclamou aos sussurros.
Ela pegou a camisa que Emmett havia deixado sobre um dos suportes para ela. Antes de vesti-la, Rosalie aspirou o perfume demoradamente. Embora fosse uma camisa recém tirada da mala, ainda assim continha resquícios do perfume masculino de seu ursinho. Há quanto tempo ansiou para sentir aquele perfume... Deus, fora tempo demais. Porém, hoje não sentira somente naquela camisa, mas sim na própria pele.
Vestiu-se devagar, pois suas costas doíam. Penteou os cabelos deixando-os cair em cascatas sobre seus ombros. Escovou os dentes usando uma das escovas que o hotel oferecia. Ao sair do banheiro, se deparou com Emmett todo preocupado de pé em frente à porta.
- Como se sente? – perguntou afagando o rosto de Rosalie carinhosamente.
- Ainda dói, mas vou ficar bem... Com você sempre ficarei bem...
Emmett segurou-a pela mão guiando Rosalie até a enorme cama. Puxou o lindo edredom para que seu anjo pudesse deitar. Rosalie o olhou sem entender.
- O que está fazendo?
Jamais alguém havia feito isso, a não ser seus próprios pais.
- Para você deitar...
- Eu sei... Mas... É... Que... Deixa pra lá... – dizendo isso Rosalie deitou-se.
Ela procurou a melhor posição, onde não afetasse suas costas doloridas. Emmett sentou ao seu lado, permanecendo ali e fazendo carinho nos lindos fios de cabelos dourados de seu anjo.
- Emmett, isso está me dando sono...
- Eu sei, é por isso que estou aqui...
Fechando os olhos lentamente Rosalie disse.
- Boa noite ursinho... – agarrou-se a um dos milhares de travesseiros que havia naquela cama, sentindo falta de estar abraçada ao seu ursinho de pelúcia que vinha sendo seu porto seguro há anos.
No fundo, queria mesmo era estar abraçada a Emmett, mas não podia, não ainda. Não estava disposta a trair a confiança de Melinda. Com a mente vagando a respeito disso, ela caiu no sono.
Emmett saiu da cama onde estava sentado ao lado de Rosalie. Pegou um dos travesseiros sem uso indo para o sofá onde passaria a noite dessa vez. Não pode deixar de rir ao lembrar de seu anjo lhe jogando o travesseiro minutos antes, dizendo “Agora vai para o sofá”.
“Tão marrentinha e tão linda”, pensou.
Deitado no sofá, o local onde passaria a noite desta vez, Emmett deixou-se levar por lembranças.
Tão perto, e ao mesmo tempo, tão longe de seu anjo. Não apenas pelo espaço, mas pelo momento. Emmett amava Rosalie profundamente, mas não pode evitar de lembrar de Melinda e sorrir. Se ele havia conhecido Rosalie na escola, Melinda soube ser igualmente marcante em sua faculdade.
Era uma manhã ensolarada, ele estava de mau humor, havia saído com seus companheiros de sala na noite anterior. O professor de Educação Física Aplicada estava empenhado em um campeonato inter classes. Ele, como os garotos que faziam o curso de Educação Física, odiavam a ideia. Para eles, era deprimente enfrentar futuros professores, contadores, médicos, jornalistas e toda e qualquer classe de profissionais que não nasceram com o esporte em suas almas. O esporte era a vida de McCarty, sempre fora.
Era claro que eles iriam ganhar sem esforço algum.
Emmett e os outros rapazes se juntaram em um canto da grande quadra ao ar livre para decidir como jogariam, a formação do time e alguns truques que deixariam a plateia e os adversários sem fôlego.
Não demorou para que uma bola desgovernada atingisse sua nuca e ele batesse com o nariz na prancheta em que segurava.
Emmett ficou possesso e se virou para ver quem era a terrível figura que havia decidido invocar sua ira em um dia como aquele, onde tudo e qualquer coisa o irritava. Ao longe, uma garota veio correndo, vestida de branco, provavelmente uma das moças da pedagogia ou da enfermagem.
“Você é cega? Ou não tem capacidade de arremessar uma bola reta?”, ele disse acidamente. A garota era Melinda, que chegava ao seu lado e se encolhia após ver o tamanho enorme do garoto que sua falta de jeito a havia feito acertar.
“Me desculpe”, ela pediu timidamente.
Mas, como não estava em seu bom dia, ele foi grosseiro outra vez. “Você poderia ter tirado o meu nariz!”, disse enquanto lhe jogava a bola de volta com certa força.
Melinda pegou a bola e lhe devolveu um olhar indignado, depois se dirigiu até ele e encostou em seu nariz, observado o “estrago”.
“Hmm... Vejamos, sem ranhuras, sem manchas de sangramentos aparentes... Meu diagnóstico é de que você vai sobreviver para atacar a muitas outras garotas com o seu mau humor”, ela respondeu docemente e lhe sorriu depois.
Ela lhe deu as costas e voltou para a rodinha de meninas.
Emmett não pode evitar de olhar para Melinda por um tempo e percebeu como ficou alegre ao vê-la perto do ginásio no dia seguinte. Afinal, além do sorriso, ela foi lhe procurar com um bolinho e um cartão com um pedido de “desculpas por quase acabar com seu nariz” com a figura de um rosto de palhaço desenhado. Não havia como brigar com ela. Sem dúvida que não. Dias depois, um amor peculiar nascia ali.
Com as lembranças do dia em que conheceu Melinda, Emmett pegou no sono. Mas não antes de erguer a cabeça e se certificar de que seu anjo estava bem, em um sono tranquilo e protegida de toda e qualquer maldade vinda da parte de Royce King.
Olhar seu anjo dormir respirando levemente era uma das coisas que Emmett mais desejou em sua vida. Chegou até a acreditar que jamais chegaria a presenciar essa cena um dia.
No entanto, essa noite, seu anjo estava ali, na cama ao lado, bem ao alcance de seus olhos. Onde poderia cuidá-la como deveria ser. Aquele deveria ser o local no qual Rosalie Hale jamais deveria ter se afastado. Mas o destino assim o quis pregando uma peça aos jovens corações apaixonados.
Notas finais
E ai o que acharam do aconteceu aqui hein, desejam a morte de Royce King Kong levantem a mão o/ Ele é um nojento que maltratou o anjo do ursinho deixa só o Emmett por as mãos nele outra vez.
Quem gostou de como o Emmett cuidou dela? o/ o/
Gente passem na minha one Bella&Edward digam o que acharam ou até mesmo sugiram outros casais que vocês gostariam de ler uma one.
https://www.fanfiction.com.br/historia/192559/Encontro_Inexplicavel
beijinhos
Bree
Nos vemos nos reviews
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