Quando o Amor Acontece
37 Capítulo 37 - Amanhã...
Notas iniciais
Vamos a mais um capítulo?!
=)
Chicago
Três dias depois. Quarta-feira.
Rosalie e sua amiga Vera se retiravam do prédio da universidade. Atravessavam o campus seguindo em direção ao estacionamento lotado. O celular da jovem Rosalie tocou dentro de sua bolsa. Por estar distraída em uma conversa com Vera, ela se assustou com o toque.
Retirou o objeto da bolsa ainda tocando. Logo que viu de quem era a ligação, o nervosismo a invadiu causando uma sensação nauseante. Só em pensar na notícia que Melinda lhe daria, o medo a dominava.
Desde o encontro que tiveram dias atrás em Los Angeles, onde segredos foram revelados, desejos foram expostos. Ambas se falaram apenas duas ou três vezes por telefone. Em determinadas ocasiões, as duas, Rosalie e Melinda, estavam com o coração nas mãos.
- Alô! – disse Rosalie com a voz insegura.
- Rosalie, como está?!
- Eu que deveria lhe fazer essa pergunta Melinda. Como tem passado esses dias?! – as palavras foram ditas com verdade.
- Tem sido difíceis, não só pelo meu estado de saúde, mas também pelas tentativas de esconder tudo de Emmett. Vai chegar o momento que isso não vai ser mais possível, por isso preciso terminar o quanto antes com ele.
- Sinto muito Melinda, de verdade! – Rosalie estava de fato sendo honesta, toda aquela situação mexeu muito com o emocional dela, que já estava muito abalado.
- Tudo bem. Mas, na verdade, te liguei para contar algo. Rosalie, você já está sabendo com quem o time do Royce vai jogar amanhã?!
- Não, ainda não sei... Tudo que sei é que vai ser um jogo local e o time que ganhar vai para as finais. O Royce não tem falado muito a respeito. Ele anda muito desconfiado.
- Rosalie, o time que vai está ai amanhã jogando contra o Bulls, no United Center, será os Lakers...
Um longo silêncio se fez notável.
Tanto Rosalie quanto Melinda vagaram em pensamentos. Sentiram medo e um vazio avassalador. Melinda, pelo medo da despedida, o medo de entregar o homem que ama nas mãos de outra. Rosalie pela ansiedade de rever o único e verdadeiro amor de sua vida depois de anos de espera.
No fundo, Rosalie sentia medo de estar sendo egoísta. Medo de ser subjugada. Mas nada podia fazer.
- Rosalie, para que pareça um encontro casual, você precisa estar lá... Eu já inventei uma desculpa para não ir ao jogo, não quero e não posso estar por perto para que ele não se sinta constrangido para falar com você. Também sei que o Royce vai estar lá... Isso pode dificultar, não é?! Consegue burlar a presença dele por algum tempo?!
- Não importa Melinda, darei um jeito. Royce não vai me impedir de chegar perto de Emmett. Pode apostar que não vai! Oh, me desculpa, Melinda, não quero que me entenda mal. Como te falei antes, se estiver arrependida de ter me localizado, eu pulo fora da jogada. Não que eu não vá sofrer com isso, mas no momento a sua dor é bem maior que a minha.
- Não se sinta culpada Rosalie, apenas faça o que seu coração pedir.
Ao falar tais palavras, não pode conter que lágrimas lhe surgissem. Melinda rapidamente as secou.
- Bem... Depois eu só preciso saber se conseguiu falar com ele, já que ele não irá me contar e preciso saber se deu certo...
- Tudo bem, eu falo o que você precisar... – Rosalie concordou sentindo-se um pouco culpada.
- Tenho que desligar agora... – disse Melinda com um tom de voz embargada.
E assim a ligação foi finalizada. Vera permanecia ao lado de Rosalie, porém estática como se qualquer movimento seu pudesse prejudicar a ligação.
- Amanhã Vera, amanhã... – Rosalie confidenciou mantendo o olhar distante. Era como se estivesse enxergando além de algum objeto.
- “Amanhã” o quê? – Vera quis saber ao certo do que se tratava. Olhando em direção ao que Rosalie olhava, ou seja, o nada...
Rosalie maneou a cabeça como se estivesse espantando algum tipo de pensamento ruim.
- Amanhã Emmett estará aqui em Chicago no United Center... – Rosalie abriu um sorriso que lhe chegava aos olhos. – Vou vê-lo amanhã, Vera! – seus olhos tinham um brilho único cheio de esperança. – Olha! Estou tremendo! – Rosalie estendeu as mãos para que Vera visse o estado em que se encontravam seus nervos.
- Rose, pelo amor de Deus... Loira, não vai ter um treco antes mesmo que chegue amanhã. Se controla amiga!
- E se ele não me reconhecer?! E se ele não quiser falar comigo?! E se ele...
- Para Rose! Não vem com esse papo! É claro que vai te reconhecer. Pare de pensar maluquices e vamos embora. Loira, eu estou com fome sabia?!
- Ah Vera...
- “Ah Vera” o quê?! – disse com um sorriso travesso.
Rosalie sorriu de volta.
- Tchau Rose, até amanhã! E, por favor, apareça amanhã na aula, não me inventa de ter um treco, hein? Se você não aparecer, eu vou te buscar. E sem essa de paranoias por causa do Emmett – disse abrindo a porta de seu carro que se encontrava um carro após o de Rosalie.
- Vera... – Rosalie a chamou incerta.
- O que amiga?! – Vera respondeu ainda com a mão na porta do carro.
- Você vai comigo, não vai?!
- Rose, você sabe que o King Kong não gosta de acompanhantes e muito menos que essa acompanhante seja eu. Ele não é bobo, já deve ter percebido que não vou com a cara dele.
- Mas e daí? Você vai com a minha cara, não vai? – disse Rosalie quase fazendo beicinho. – Vai Vera, por favor, vai para o ginásio mesmo que não seja comigo, mas vai, pelo amor de Deus amiga, preciso saber que tem alguém por perto com quem eu possa contar caso algo der errado. Você sabe que com o Royce tudo se torna um campo minado.
- Ok, ok, você venceu! Eu irei! O que você não me pede quase chorando que eu não faço sorrindo, sua chata?! – sorriu. – Qualquer coisa, eu falo “hora de morfar”! – Vera sorriu agora fingindo segurar um morfador na mão.
- Está bom amiga ranger! – disse Rosalie sorrindo com a maluquice da amiga. – Você sabe que te adoro mesmo que você, ás vezes, seja uma chata comelona, não sabe?!
- Sim, eu sei – Vera confirmou. – E você sabe que também é minha chatinha preferida. Tchau e dirige com cuidado, hein?! Esteja viva amanhã!
Rosalie sorriu ao entrar em seu carro.
- Tchau Vera!
- Se cuida loira! – Vera gritou da janela do carro ao sair do estacionamento. Rosalie saiu logo atrás, porém seguiu a direção oposta.
Com o pensamento a mil, e uma pitada de medo, Rosalie dirigiu para sua casa ouvindo uma música em som ambiente. Imaginando como seria ficar frente a frente com seu único e grande amor depois de anos de espera.
Em casa não havia ninguém. Subiu as escadas com um sorriso bobo, o mesmo sorriso que só surgia quando lembrava do garoto do subúrbio da Filadélfia.
Agora lhe restava a parte repugnante. Que seria ligar para Royce, fingir querer estar ao lado dele para assim poder ir ao jogo de amanhã. Afinal, não poderia ir às escondidas, porque Royce estaria no mesmo local. Seu time, o Bulls, jogaria com os Lakers.
Rosalie prendeu os cabelos em um coque mal feito. Suspirou pesado ao pegar o telefone.
“Deus, dai-me forças para ouvir a voz desse ser desprezível” – pensou ao realizar a ligação.
- Como vai meu amor? Sentiu minha falta? Sinta-se beijada nesses lábios ardentes.
Rosalie fez cara de grande nojo.
- Diz logo o que você quer princesa do gelo, porque estou no ginásio com o time, amanhã teremos um jogo importante. O time que vencer vai está nas finais.
“Eu com saudades de você?! Isso nunca aconteceria, seu porco!” – pensou.
- Não é nada disso Royce, só quero avisar que irei amanhã para o ginásio ver o jogo. Não precisa vir me buscar, eu posso perfeitamente ir sozinha.
- Avisar – Royce gargalhou. – Você não avisa, você pede. Porque eu mando e você obedece, entendeu?! Achei que isso já estivesse bem claro para você. Não se preocupe, você vai comigo, baby. Sabe o prazer que me dar exibi-la, deixar os outros com inveja!
- Cale essa boca! – Rosalie reclamou com ultraje.
Royce gargalhou novamente.
- Você não me manda calar a boca! Está muito desafiadora hoje. Está pagando para ver? Hoje à noite passo aí para te pegar, princesa de gelo. Você verá quem manda calar a boca!
Rapidamente os sinais de defesa de Rosalie entraram em alerta. Precisava pensar rápido, não queria e não podia estar com Royce aquela noite. Nada poderia estragar seu humor na véspera de reencontrar seu grande amor.
- Não pode! – sem pensar ela praticamente gritou em resposta.
- Por que não posso? – seu tom de voz ficava cada vez mais rude. – Acho que está mesmo precisando que te lembre de algumas coisas, minha querida.
- Seu grandíssimo idiota, meus pais foram convidados para um jantar com os diretores do hospital, eu vou ter que ir junto.
Na verdade, o jantar não era hoje e sim daqui uma semana. Porém não conseguira pensar em outra saída. Rosalie bem sabia que esse era o tipo de situação que Royce evitava.
Jantares com a família de Rosalie não era um forte dele. Não conseguia se manter educado e manter a máscara de bom moço por muito tempo.
- Ora, ora, ora... Vejo que dessa você escapou princesa de gelo. Te pego amanhã antes do jogo. Esteja linda para mim...
“Vai sonhando” – Rosalie pensou.
Ela estaria linda sim, o que de fato não era nenhuma novidade. No entanto, nessa ocasião ela fazia questão de estar absurdamente mais bela, se é que isso era possível.
Mas não seria para o homem que ela nutria grande desprezo. Tão pouco para inflar seu ego recebendo elogios masculinos. Estaria linda sim, mas tudo para o garoto do subúrbio da Filadélfia, hoje já um homem feito. Emmett McCarty, seu primeiro e único amor.
- Tchau Royce, você não falou que estava com pressa?
- Antes diga o quanto me ama... Vamos diga!
- Para com isso, Royce.
- Diga! – exigiu aos gritos.
Rosalie pode sentir a raiva de Royce transbordar. Ela bem sabia a cara que ele ficava quando a obrigava dizer que o amava. Muitas vezes ele lhe causou dor para ouviu de sua boca que o amava. Royce sabia que não era verdade quando a obrigava dizer isso, mas ele sentia prazer em ver a cara de sofrimento quando ela pronunciava tais palavras.
Rosalie podia imaginar o olhar diabólico dele do outro lado da linha. O mesmo olhar que sempre lhe causou pânico. Embora ela evitasse demonstrar.
- Diga! – gritou mais uma vez acidamente.
Rosalie lutava com as palavras presas em sua garganta. Aquilo sempre lhe causava a sensação de estar sendo enforcada.
- Eu... Eu... Te... Amo...
“Maldito seja você, Royce King! Eu te odeio!” – sua mente gritava em contra ponto ao que sua voz tinha que pronunciar.
- Sonhe comigo essa noite querida... – disse de forma provocativa e então desligou.
Rosalie atirou o telefone sobre a cama. Gritou pondo para fora toda raiva do momento.
- Amanhã Royce King. Amanhã! Estarei frente a frente com o homem que amei a minha vida inteira. O homem a quem entreguei meu coração... E Ninguém... NINGUÉM IRÁ ME IMPEDIR DE FALAR COM ELE!!!
Concluiu a frase gritando como se dessa forma ficasse mais forte e convincente. Rosalie Lilian Hale Cullen estava disposta a qualquer coisa para chegar perto de Emmett McCarty mais uma vez e ninguém iria impedi-la!
Mal sabe Royce King o que o esperava nos próximos dias...
Notas finais
E aí???
*curiosa aqui*
Beijinhos
Bree
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