Quando o Amor Acontece
30 Capítulo 30 - Algo Está Errado
Notas iniciais
Nesse capítulo teremos o Emmett...
Boa leitura!
Los Angeles
O fim de semana de risos chegara ao fim. A visita saltitante retornou à casa dos pais na pequena Norristown. Melinda voltou à casa dos tios retomando sua rotina.
Emmett ficara sozinho em sua luxuosa cobertura em bairro nobre de Los Angeles. A noite dessa segunda não fora nada agradável para ele. Primeiramente, porque sentiu falta de Melinda se aconchegando em seu peito durante a noite. Também sentiu falta de sua irmã serelepe saltitando por todo apartamento tal como uma criança sapeca.
Era sempre da mesma forma. Sempre que Alice o visitava e depois voltava para casa, deixava saudades. O apartamento parecia triplicar seu tamanho com a ausência de Alice e Melinda.
Durante essa noite, Emmett sonhara com seu eterno anjo do passado. Um sonho, porém, relativamente inquietante. Acordara inúmeras vezes durante a noite, nada habitual.
Em seu sonho, seu anjo loiro estava triste, precisava de ajuda para algo o qual Emmett não tinha a mínima ideia do que se tratava. Tentara repetidas vezes falar com seu anjo, porém sempre despertava ao tentar se aproximar. Em um desses momentos inquietantes durante a noite passada, Emmett foi até o closet onde guardava a caixinha com as recordações de Rosalie, mas, ao segurá-la em suas mãos, a imagem de Melinda lhe veio em mente o tornando incapaz de abri-la e recordar o passado. De uma maneira estranha, ele sabia que era o certo a se fazer.
Suspirou pesado quando retornou para cama. A vontade de ter Melinda ao seu lado apenas aumentara. Era incrível como Melinda havia se tornado para ele seu ponto de partida, seu porto seguro. Emmett, de fato, a queria ao seu lado para sempre, porém sentia um certo medo de que ela sumisse de sua vida tal como Rosalie sumira um dia.
Acordou pela manhã exausto, de uma longa noite mal dormida, e um tanto mal humorado, diga-se de passagem.
Tomou uma ducha, depois foi tomar café na tão conhecida cafeteria na esquina do quarteirão. De lá, seguiu para a academia. Durante o intervalo de seus exercícios, Emmett fez sua primeira ligação para Melinda, porém caíra na caixa postal.
E assim fora seu dia, correndo de um lado para outro cuidando de seus compromissos. À noite, antes de dormir, fez sua terceira ligação para Melinda que consequentemente caíra em caixa postal mais uma vez.
“Mel, lindinha onde você se meteu, hein?! Onde está amor, por que não atende? Como pode ver, é minha terceira ligação hoje. Aconteceu algo? Por favor, me retorne assim que puder. Te amo!”
Naquela noite, Emmett também não dormira bem. Desde que conhecera Melinda e se tornaram namorados, era a primeira vez que não atendia suas ligações. Não que ele ligasse para ela todo tempo. Isso só ocorrera porque ela não atendera na primeira ligação, isso o deixou confuso e preocupado.
Durante a semana, Emmett teve que se ausentar da cidade por alguns dias. Teve dois jogos em cidades distintas. Durante os dias que se seguiram, tentou inúmeras vezes falar com Melinda, saber o que estava acontecendo e dizer que não estava na cidade, porém fora a mesma coisa, caixa postal.
“Mel, meu amor, realmente não sei o que está acontecendo. Estou muito preocupado com você, lindinha. Hoje já é sexta e desde segunda que não atende minhas ligações, nem retornou aos meus recados. Estou entrando no apartamento agora, acabei de chegar de dois jogos. Já liguei para seus tios, eles disseram que você está bem. Que deve ser por estar sobre carregada com seus trabalhos, provas da faculdade e emprego. Mas não acredito que seja realmente esse o motivo. Amor, por favor, por que está me evitando? Fiz algo que te magoou? Fala comigo, não me deixe nessa aflição. Por favor, me retorne assim que ouvir esse recado. Estou com saudades, te amo!”
Do outro lado da linha, sentada no chão de seu quarto, Melinda ouvia o recado com o celular apoiado ao queixo. Seu coração pedia para atendê-lo, no entanto, sua mente lhe dizia o contrário.
As lágrimas estavam tão próximas que não pode evitá-las.
Em meio à sua dor, saudade, e medo do que estava por vir. Melinda continuou chorando ouvindo o recado lutando contra seu imenso desejo de correr para os braços do homem que tanto ama.
“Me perdoa, gatinho lindo... Mas é por você que estou fazendo isso... Está me machucando muito... Acredite...” – Melinda soluçava entre uma palavra e outra, seu choro era o único som no silêncio de seu quarto exceto pelo recado que retornara a ouvir. “Não tinha que ser assim... Estava tudo... Tão bem... Gatinho, também te amo tanto...”
Ouvir todos os recados deixados por Emmett durante a semana estava machucando seu coração, ainda assim Melinda ouviu todos. Lutou contra seu exponencial desejo de correr ao encontro dos braços fortes dele.
No apartamento, Emmett largou o celular no sofá ao passar, foi para sua suíte retirando a roupa pelo caminho, porém sem jogá-las no chão. Tomou uma ducha demorada e quente, as gotas de água quente percorriam seu rosto enquanto pensava em Melinda. Minutos depois saiu do banheiro com uma toalha em volta da cintura, abdômen molhado. Entrou no closet e lá encontrou algumas roupas de Melinda, entre outros objetos dela. Olhando as coisas dela tão delicada e feminina sua preocupação apenas aumentou.
Pegou uma roupa qualquer, vestiu-se, depois foi para a enorme sala de estar, sentou-se em um dos sofás e ligou a TV deixando em um canal de esportes. Pegou o telefone sem fio na mesinha discando o número do telefone das irmãs, Bella e Maria.
- Alô! – uma voz de homem atendeu.
- Edward ou Miranda? – Emmett perguntou brevemente.
- Oi Emmett, aqui é Edward.
- Posso falar com a Bella um minutinho?!
- Quem é Ed? – Bella perguntou voltando da cozinha com uma tigela de pipocas em mãos.
- É o seu irmão.
- Ah, deixa eu falar com ele... – Bella disse entregando a tigela de pipocas para Edward, recebendo o telefone em troca.
- Oi Emmett, como passou a semana?
- Oi Bella. Então é por isso mesmo que estou te ligando, passei a semana tentando falar com a Mel, mas ela não atende. Acho que está me evitando. Você por acaso a viu enquanto estive fora? Ou falou com ela por telefone?
- Eu não a vi Emmett, também não falei com ela. Ah, mas relaxa, não deve ser nada demais, deve ser apenas um desencontro. Deixa eu perguntar para Maria, espera um pouquinho.
- Maria!
- Fala rápido Isabella, porque estou com pressa – Maria respondeu ao aparecer na sala, vestida para uma festa. Edward assoviou para a cunhada, em uma brincadeira descontraída.
- Se enxerga topete recordista, esse corpinho aqui já tem dono. E que dono... – Maria respondeu sarcástica.
- Maria Amara, não se estresse, isso foi uma brincadeira, não trocaria a Bella por você.
- Cara, vai beijar a boca de sua namorada e me deixa em paz.
- Ok, senhora estresse! – Edward ergueu as mãos em rendição.
- Maria, por favor, deixa o Ed em paz.
- Ok, foi mau. Mas diz logo o que você quer comigo.
- Emmett quer saber se por acaso você viu ou falou com a Mel nos dias em que ele esteve fora.
- Ah, diz a ele que não a vi. Sei lá... Talvez ela tenha conhecido um jogador mais famoso que ele e então fugiram juntos.
- Maria, isso não tem graça alguma, Emmett está preocupado.
- Eu não tenho notícias da Melinda! Pronto, satisfeita? Agora me deixa ir porque o Miranda está me esperando lá embaixo. Hasta la vista, baby! – Maria saiu batendo a porta atrás de si, deixando o cheiro de seu perfume para trás.
- Desculpa Emmett, mas a Maria também não sabe da Mel.
- Tudo bem, ainda assim, obrigado Bella. Mais tarde vou esperar ela na saída da universidade, mesmo não tendo combinado nada, pelo menos é uma forma de encontrá-la e ter alguma resposta. Tchau!
- Emmett!
- Oi, pode falar.
- Qualquer coisa me liga, está bem?!
- Obrigado Bella, tchau.
- Tchau! – Bella respondeu desligando em seguida.
- Isso não está me cheirando bem... – Bella disse pensativa apoiando o telefone no queixo.
- Eu tomei banho antes de vir para cá – Edward disse cheirando a si mesmo, rindo.
- Não é de você que estou falando amor, eu sei o quanto cheira bem. Sabe, esse lance da Mel não atender as ligações do meu irmão é estranho e preocupante. Eles se gostam muito e são sempre carinhosos um com o outro. O que a levaria a fugir dele?
- Ok, mas, estamos aqui tão pertinho um do outro e a sós, o que me diz de aproveitarmos?! – Edward sorriu torto. Bella o olhou se atirando em seu colo.
Horas depois.
Por volta das vinte e duas horas, Emmett foi à universidade onde Melinda estuda para esperá-la no horário da saída. Sua intenção era encontrá-la e conversar, descobrir o motivo de sua ausência.
Saiu do carro, fechou a porta, permanecendo recostado. Ficou ali por um tempo esperando até que pessoas começaram a se retirar do prédio. Aos poucos, o estacionamento que estivera vazio, ficou movimentado. Pessoas entravam em seus carros e cada uma seguia com seu caminho.
Emmett começava a ficar inquieto, não era habitual de Melinda demorar tanto assim para sair do prédio. Pelo menos não quando ele a esperava. “Bem... Ela não sabe que estou aqui, talvez tenha se distraído conversando com alguém...” – pensou passando a mão na cabeça. Foi então que avistou uma das colegas de turma de Melinda. Emmett foi abordá-la.
- Oi, boa noite! Se eu não estiver engando você é da turma da Melinda, não é?
- Boa noite, ah, sim, somos da mesma turma. Você é o namorado dela, não é?!
- Sim. Você sabe se a Mel ainda está lá dentro? Faz algum tempo que estou aqui e não a vi sair.
- Ah, a Mel foi embora mais cedo.
- E por quê? – rapidamente questionou ansioso. Isso o deixou em alerta.
- Ela não estava se sentindo bem. Queixou-se de dor de cabeça acompanhada de náusea. Então pediu permissão para se retirar.
- Sabe se ela foi embora sozinha ou alguém a levou?
- Na verdade ela foi de táxi, eu mesma chamei para ela.
- Ok, qual seu nome mesmo?
- É Hayley!
- Obrigado Hayley! – Rapidamente Emmett deu a volta em torno do carro, entrou, já dando partida.
Sua cabeça estava muito confusa, não parava de pensar que algo muito estranho estava acontecendo, agora isso. Sua lindinha não estava passando bem, precisava o quanto antes vê-la, saber se estava melhor. Por que estivera o evitando durante toda a semana? Por que preferiu ir para casa de táxi ao invés de chamá-lo?!
O sinal fechou deixando Emmett irritado. Parou atrás de outros carros, completamente impaciente. Queria vê-la ainda essa noite, estava ficando tarde não poderia demorar muito preso no trânsito. Porém tudo parecia estar conspirando contra ele.
- Droga! – reclamou batendo o punho no volante do carro.
Enfim, o sinal abriu, todos os carros puderam então seguir seu caminho. No entanto, para Emmett aquilo ainda estava muito lento. O carro à frente ao seu parecia não andar... Céus, como aquilo o estava irritando!
Emmett então fez a ultrapassagem rapidamente. O motorista do carro que ficara para trás não gostou, gritou xingando, buzinou em protesto.
- Vai à merda! – Emmett resmungou.
Após mais alguns quilômetros percorridos, Emmett enfim chegara à casa dos tios de Melinda. Era com eles que ela vivia.
Saiu do carro já acionando o alarme. Se dirigiu ao portão de entrada. Bem... As luzes ainda estavam acesas, o que indicava que alguém estaria acordado. Ao menos era o que ele deduzira. Tocou a campainha, permaneceu observando a movimentação esperando alguns minutos até que alguém abrisse aquele portão.
Notas finais
E aí meninas o que vocês pensam a respeito do que aconteceu?
Espero que tenham gostado!
Beijos e até breve...
=)
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