Quando o Amor Acontece
31 Capítulo 31 - Omitindo a Verdade
Notas iniciais
Vamos ler mais um pouquinho?!
=)
Demorou alguns minutos para que alguém abrisse aquele portão, era como se estivessem pensando nos prós e contra de abri-lo. Emmett estava impaciente.
Uma jovem senhora abriu o portão, era a tia de Melinda. Ela não parecia muito à vontade, era como se estivesse acobertando algo, porém não necessariamente algo ruim.
- Emmett! – disse ela com certa surpresa. Certamente preferia não ver quem estava vendo no momento. Ela sabia perfeitamente bem que sua sobrinha Melinda o estava evitando. E também sabia dos reais motivos.
- Boa noite! Desculpe, sei que não é hora para visitas, tão pouco sem aviso prévio, mas é que preciso muito falar com a Mel.
- Emmett... – pareceu pensar um pouco antes de continuar. – Acredito que ela esteja dormindo, estava com dor de cabeça, tomou um analgésico e foi deitar. Por que não tenta falar com ela depois, sim?! Ligue para ela amanhã e marquem algo juntos! – sugeriu se mantendo em frente à porta.
- Como se estou tentando a semana inteira falar com ela, mas ela não atende a minhas ligações?! Se fiz algo errado, algo que desaprove, preciso saber o que foi. Me desculpe, mas não irei embora sem antes falar com a Mel e entender o que significa tudo isso.
- Está bem, entre – disse ao sair da frente liberando a entrada. Permitiu que Emmett entrasse porque ficara com dó por ele não saber porque estava sendo evitado durante aqueles dias. Afinal, ele sempre se demonstrou carinhoso e prestativo com Melinda. Era o mínimo que poderia fazer. – Só me promete uma coisa, se ela estiver dormindo, não a acorde, por favor. Você vai vê-la, portanto, saberá que está em casa e bem. Podem conversar depois.
- Certo, farei isso, mas preciso vê-la – Emmett aceitou a condição indo em direção as escadas. Certamente sabia a localização do quarto de Melinda, já estivera em outras ocasiões naquela casa. Andou um pouco até ficar de frente à porta do quarto. Cogitou a possibilidade de bater antes de entrar, entretanto, se Melinda estivesse dormindo acabaria acordando, nada inteligente e conveniente para o momento.
Abriu a porta devagar evitando barulho. O cômodo estava apenas à meia luz, um pequeno abajur na mesinha de cabeceira fazia sua parte.
Emmett sentira-se aliviado ao vê-la deitada em sua cama tão confortavelmente, em um sono tranquilo. Vê-la ali fora como tirar um peso enorme de suas costas. Ele tinha tanto medo de perdê-la como perdera Rosalie no passado.
Andou devagar até próximo à cama. Ajoelhou-se no chão do lado que Melinda dormia. Emmett afastou cuidadosamente do rosto dela uma mecha de cabelos que lhe caía nos olhos. Com esse gesto, ele notara vestígios de lágrimas na face tão delicada que ele adorava cobrir de beijos.
Com isso, ele sentiu como se não estivesse cuidando bem dela. Pensou o que havia a feito chorar sem que ele soubesse.
“O que houve amor? Por que chorou e por que está me evitando? Por que não me chamou para te buscar na universidade?” – pensou no momento em que encostou seus lábios na bochecha de Melinda, onde havia um caminho de lágrimas.
Melinda abriu os olhos lentamente ao sentir o toque dos lábios, que ela já conhecia tão bem, como se aquela cena fosse um sonho.
- Gatinho... – Melinda sussurrou passando as mãos nos olhos como para ter certeza de que era real. – Emmett – disse levando sua mão ao rosto dele delicadamente.
- Oi lindinha... – Emmett afagou carinhosamente o rosto de Melinda. – Volte a dormir, conversamos em outra hora – sentou na beirada da cama ao lado de Melinda. – Só me diz se ainda está com dor de cabeça?
Melinda sentou-se na cama devagar.
– Não, já passou – respondeu com um leve sorriso. Emmett a beijou levemente na testa. Melinda fechou os olhos ao sentir seu toque, como se estivesse se despedindo.
- Gatinho lindo... – sussurrou enlaçando seus braços ao redor do pescoço de Emmett. Ele a pegou cuidadosamente a levando para seu colo. Melinda começou chorar escondendo o rosto no peito dele.
- Shhh... – disse Emmett afagando os cabelos de Melinda. – Não fique assim amor, me diz o que aconteceu. Fiz algo que te deixou triste? Se foi me diz, porque estou pirando com isso – disse segurando no queixo de Melinda para que ela o olhasse.
- Você não fez nada gatinho... Só estou muito sentimental, eu acho.
- Qual o filme que você assistiu para te deixar assim tão tristinha, heim?! Me diz, que jogo ele bem longe daqui! Me fale qual o filme nojento que fez minha gatinha chorar, juro que nunca mais você vai vê-lo! – Emmett deu uma piscadinha no final da frase.
- Pára, seu bobinho! – disse fazendo carinho no rosto de Emmett.
- Não vai me dizer o porquê de não ter atendido nenhuma de minhas ligações?!
Melinda saiu do colo de Emmett voltando a sentar na cama.
- Não foi nada que precise se preocupar gatinho. Só estava muito ocupada com o trabalho e a faculdade – disse desviando o olhar. – Você também estava muito ocupado, achei que deveria te dar um tempo.
A história real estava longe de ser essa, no entanto Melinda não estava disposta nem ao menos a cogitar a ideia de contar os reais motivos para seu gatinho lindo.
- Como assim Mel, dar um tempo para mim?! Que ideia mais absurda foi essa, lindinha?! Você quase deu um tempo em minha sanidade. Estava ficando louco de preocupação sem falar com você, mal consegui jogar direito.
- Desculpa, não foi minha intensão gatinho.
- Só desculpo se você me dar um beijinho – impôs sua condição com um sorriso que revelava suas covinhas encantadoras.
- Um bem pequenininho? – Melinda fez sinal com a mão demonstrando a suposto tamanho, quase o tamanho de um grão.
- Mas por que tão pequeno assim? Você está me castigando, senhorita Melinda gatinha.
Melinda sorriu com o que ele disse. Emmett aproveitou o momento e lhe roubou um beijo. Segurou o rosto dela entre suas mãos dando outro beijo, o qual Melinda se entregou por completo como se fosse o último.
- Vem comigo Mel?! – disse separando seus lábios dos dela a contra gosto. – Quer que te leve ao hospital? Eu cuido de você gatinha se sua cabeça voltar a doer.
Ouvir Emmett querer levá-la ao hospital fez os sentidos de Melinda entrar em alerta, não poderia ir ao hospital com ele, não poderia correr o risco que ele descobrisse.
- Não precisa me levar ao hospital gatinho, foi só uma dorzinha de cabeça, nada além disso. Desculpa, mas não poderei ir com você – fez beicinho. – Terei que estudar o fim de semana inteiro. Provas, trabalhos. Me desculpa!
Na verdade, Melinda estava morrendo de saudades e seu maior desejo no momento era sair correndo dali com ele. Se entregar de corpo e alma ao homem que ama e ter mais um fim de semana perfeito ao lado dele. No entanto, sua realidade agora era outra, não poderia correr o risco de desmaiar ao lado dele, nem que a visse sentir fortes e frequentes dores de cabeça.
Seus planos para o fim de semana eram outros. Tinha nome e sobrenome, Rosalie Lilian Hale Cullen. Pretendia localizá-la o quanto antes para terem uma séria e longa conversa. Era crucial localizar a garotinha por quem um dia seu gatinho lindo teve amor.
- Tudo bem Melzinha, não se preocupe, claro que desculpo amor. Quero se saia bem nas provas para depois comemorarmos à altura.
Melinda sorriu afetuosamente para seu namorado lindo e perfeito.
- Agora deite um pouco e volte a dormir, não quero que fique com dor de cabeça novamente – disse puxando os lençóis para que Melinda pudesse deitar embaixo deles, assim como os pais fazem com seus filhos, ainda crianças.
Depois que Melinda apoiou a cabeça no travesseiro, Emmett a cobriu. Sentou-se ao lado do travesseiro.
– Ficarei aqui até que você esteja novamente dormindo – disse afagando os longos cabelos de Melinda.
Melinda sorriu para ele. Ali, sendo mimada por Emmett, o homem que tanto ama, ela pensou: “Como farei para te afastar de mim, te amando como te amo? Como farei para que não sofra comigo? Como farei para que não fique triste sem mim? Sendo que bastou você me procurar para eu amolecer. O que irei fazer vai machucar a nós dois, mas é a melhor saída, para que siga em frente sem mim, para que continue feliz.”
Uma lágrima teimosa e solitária lhe escapou no canto do olho sem que pudesse contê-la. Rapidamente a secou em uma tentativa de impedir que Emmett a visse. O que foi totalmente em vão, pois ele vira perfeitamente bem.
- Mel...
- Não é nada gatinho... Só estou lembrando do filme.
- Eu já disse que vou jogar esse filme bem longe.
- Eu te amo tanto gatinho.
- Também te amo muito e não faça mais isso de recusar minhas ligações. Nunca mais está ouvindo? Promete para mim?
- Prometo! – disso Melinda não estava tão certa. Como cumpriria essa promessa? Isso ela não saberia no momento, tudo que sabia é que seria impossível fugir dele. Precisava de outra ideia, algo mais eficaz, mesmo que a machucasse.
Tudo o que tinha certeza é que as coisas estavam encaminhando para um rumo o qual jamais imaginara que tomariam.
A corrente estava mudando seu curso e nadar contra ela estava se tornando exponencialmente impossível.
Melinda fechou os olhos tendo os cabelos afagados por seu namorado. Aos poucos o sono fora chegando. Tão logo estava dormindo. Emmett se despediu com um beijinho nos lábios de Melinda. Saiu do quarto como chegara cautelosamente para não acordá-la.
Despediu-se dos tios de Melinda agradecendo por terem lhe permitido vê-la. Retornou para seu enorme apartamento e no que se refere a pessoas, vazio. Sentia-se bem melhor, pois toda aquela preocupação que o importunava diminuíra bastante, se não por completo.
Notas finais
E aí, o que pensam a respeito do aconteceu?
E do que Melinda está pensando em fazer?
No próximo teremos um pouco mais da Rosalie ...
Beijinhos
=)
Fale com o autor