Quando o Amor Acontece

27 Capítulo 27 - Recepcionada Pelo Indesejável


Notas iniciais
Um agradecimento todo especial para Rosy_Emm pela recomendação tão adorável que ela fez a fic!! Muito obrigada, fiquei pulando feito doida quando vi!! Vamos ver mais um pouquinho da Rose?!

Emmett retornou ao seu apartamento, após ter deixado Melinda no trabalho. Encontrou o aparelho de som ainda ligado, porém o nível do volume ainda estava relevante. Sua irmã serelepe não se encontrava na sala dançando como quando ela saíra, Alice estava no quarto terminando de fazer suas malas para voltar para casa.

Como a porta do quarto estava aberta, Emmett foi entrando sem bater.

– E aí baixinha, vamos tomar café?

– Ahhh! Irmão urso assim você me mata. Meu pequeno coraçãozinho pode ser fraco e eu cair durinha da Silva. Já imaginou as notícias nos jornais e revistas.

“Irmã do jogador dos...”

Emmett tapou a boca de Alice a tempo de impedi-la de concluir tamanha asneira. Alice resmungou algo indecifrável, Emmett então entendera que estava a sufocando, sendo assim ele a soltou.

– Irmão urso, sua mão é muito grande, já esqueceu que sempre que faz isso acaba tapando meu narizinho? – concluiu tocando no nariz.

– Desculpa baixinha! Vamos levar suas coisas para o carro e depois tomar café. Estou com fome, sabia?!

– Ah, novidade irmão urso! Nossa! Olha o que me veio em mente agora, você é irmão urso e sua namorada é Mel. Urso, mel, entendeu?! Ha! – deu um tapinha no braço do irmão de forma descontraída.

– Estava demorando para você inventar algo mais – Emmett sorriu. – Nem vou te dizer o que pensei. E vamos logo!

– Vamos irmão urso. Mas eu não queria ir sabe, estou meio dividida. Não quero ir porque gosto de ficar aqui. E quero ir porque fico com saudades da mamãe, do papai, da Nessie e da Bree. Tenho que dar um jeito de trazer ela para fazer faculdade aqui em Los Angeles, não posso ficar sem minha melhor amiga, isso seria muito triste. Tenho que convencer a família Tanner de que vai ser bom para ela estudar aqui.

Como de costume, Alice disparava a falar sem ao menos dar pausa para respirar direito.

– Respira baixinha! – Emmett sorriu enquanto carregava as malas da irmã até o elevador.

Depois de guardarem as malas no carro, os dois saíram para tomar café na cafeteria onde Emmett costumava frequentar com Melinda. Fora um demorado café da manhã, onde Alice falou sem parar fazendo com que o irmão risse com ela. Depois disso, Emmett foi levá-la ao aeroporto.

Após ter feito o check-in, Alice se despediu do irmão.

– Irmão urso, irmão urso... Eu amo você seu grandão – a garota saltitante abraçou o irmão pela cintura.

– Se cuida, hein?! Cuidado com esse seu namoradinho, diz a ele que mesmo estando aqui, ainda posso te defender.

– Ai irmão urso, seu bobo. O Jaz é um amor, meu loirinho lindo. “Estou chegando Jazz” – Alice sorriu com seu pensamento. – Tchau Emmett! – beijou a palma de sua mão mandando o beijo para o irmão enquanto andava.

Uma garotinha que estava acompanhada pela mãe ficou observando Alice.

– O quê?! – Alice disse. – Ele é meu irmão!

A garotinha sorriu para Alice, que logo esbanjou seu sorriso do gato do filme Alice no país das Maravilhas. Logo, as duas estavam conversando como se fossem íntimas.

Na volta para o estacionamento, Emmett foi abordado por um garotinho, fã dos Lakers. Sua idade variava entre sete e oito anos. Em suas mãos estava uma bola de basquete.

– Emmett! – o garotinho o chamou todo sorridente.

Emmett virou-se para ver quem o chamava.

– Pode autografar minha bola? – o sorriso do garotinho estava radiante.

– Oi, posso sim. Pode mostrar para mim o que sabe fazer? Faz um lance bacana aí.

O garotinho esbanjou um sorriso de orelha a orelha, então fez o que Emmett pedira. Finalizou arremessando a bola para Emmett.

– Cara, você é bom nisso!

– Mesmo?! – o garotinho estava com os olhinhos brilhando, afinal era o melhor jogador do time que ele adora que estava o elogiando.

– Claro! Você tem uma caneta aí? – Emmett perguntou segurando a bola.

– Não, mas posso pedir para minha mãe, ela está ali no carro – indicou um dos carros do outro lado do estacionamento.

– Não precisa, deve ter alguma no meu carro.

Emmett retirou a chave do carro, do bolso, desativando o alarme, abrindo a porta em seguida.

Procurou rapidamente pela caneta, notando a presença de uma pulseira de Melinda no banco do carona. Certamente caíra do seu pulso e ela não notara. Sorriu consigo mesmo abrindo o porta-luvas e guardando-a lá dentro. Encontrou uma caneta, assinou a bola entregando ao garotinho logo depois.

– Eu vi uma foto sua com sua namorada em uma revista. Ela é uma gata! Minha irmã disse que gostaria de estar no lugar dela.

Emmett sorriu.

– Você é muito novinho para estar de olho em minha namorada, hein, seu safadinho.

O garotinho gargalhou recebendo sua bola autografada.

– Obrigado Emmett! – agradeceu indo embora todo feliz.

– Hei garoto espera! Qual seu nome mesmo?

O garotinho parou virando para olhá-lo.

– Matthew – ele respondeu.

Emmett retirou o boné que estava usando, assinou e entregou para Matthew.

– Obrigado! – o garotinho saiu correndo ao encontro de sua mãe. – Mãe, olha só o que ganhei! – gritou para sua mãe. Emmett sorriu em resposta. Entrou no carro para ir ao seu treino de basquete.

Horas depois

Chicago

Esme conseguira mudar o horário do voo que estava marcado para a noite, passando assim para o horário da manhã, porém não tão cedo como Rosalie queria.

No exato momento, Rosalie e sua mãe chegavam ao aeroporto de Chicago.

Rosalie empurrava o carrinho com as malas pelo saguão do aeroporto ao lado de sua mãe. De longe, ela avistou quem menos desejaria ver naquele momento. Royce King, seu desprezível namorado. E a cara dele não estava das melhores, diga-se de passagem.

“Droga, droga, o que ele está fazendo aqui?” – pensou passando a mão nos cabelos inconscientemente. Tentou disfarçar o choque que havia tomado ao vê-lo.

Royce aproximou-se, cumprimentou primeiro a sogra Esme. Certamente, estava usando sua máscara de bom homem para manter as aparências.

– Oi Esme, fez uma boa viagem?

– Como vai, Royce? Sim, foi uma viagem tranquila. Obrigada! – respondeu gentilmente como sempre fora, mesmo não gostando de Royce. Mesmo não tendo conhecimento do modo grosseiro que ele tratava sua única filha, tanto ela como Carlisle não aprovavam Royce King como membro de sua família.

– Oi amor! – Royce se dirigiu a Rosalie lhe dando um beijo o qual Rosalie não fez questão de retribuir.

– Como soube que chegaria agora? – Rosalie questionou afastando-se dele o máximo que pode.

– Liguei para seu pai. Como ele estava no hospital, me ofereci para vir buscar vocês.

Royce pegou o carrinho que Rosalie empurrava.

– Gostou da surpresa meu amor? – perguntou mantendo um sorriso psicótico.

– Sim, muito – mentiu fingindo ter gostado somente porque sua mãe estava presente. Completando mentalmente. “Se me dissessem que estava morto, aí sim eu iria gostar”.

Royce guardou as malas no carro. Rosalie sentou-se no banco do carona mantendo as aparências e sua mãe sentou no banco de trás.

– Espero que não esteja cansada Rose, porque hoje à noite iremos a um jantar com os membros da diretoria.

“Esse será o meu fim” – pensou olhando através do vidro da janela.

– Desculpa me intrometer no assunto Royce, mas na verdade acredito que a Rose esteja muito cansada para sair hoje. Seria aconselhável que a levasse em outra ocasião.

– Talvez... – fora tudo que Royce respondera por trás de sua ira camuflada. Rosalie quase pode ver a ira de Royce sair pelos poros.

– Não mãe, não estou cansada. É provável que possa ir sim.

– Você que sabe meu bem...

Esme notara que sua filha se sentia pressionada, mas seria melhor deixá-la fazer suas escolhas mesmo sendo erradas. Como, por exemplo, namorar Royce King.

Royce estacionou em frente à grande casa dos Cullens. Ajudou com as malas até o hall de entrada.

– Obrigado Royce, foi muito gentil de sua parte ter ido nos receber – Esme se retirou deixando os dois sozinhos no hall.

– Foi um prazer – Royce respondeu mantendo as aparências. Esperou até que Esme subisse as escadas para somente voltar sua atenção para Rosalie.

Agarrou bruscamente o braço de Rosalie, fazendo o corpo dela colidir contra o seu com força. Rose estremeceu com o ato inesperado.

– Como se atreveu a viajar sem minha permissão?! Esqueceu que me pertence? Ou está esquecendo quem manda?!

Rosalie o empurrou com raiva fluindo pelos seus poros.

– Eu não sou um objeto para pertencer a ninguém. Muito menos a você seu verme!

– Está nervosinha querida, vem cá que te acalmo – Royce a segurou pelo queixo forçando-a a beijá-lo.

Rosalie tentou se libertar da investida, porém não conseguira facilmente. Então fez o que estava ao seu alcance. Mordeu o lábio inferior dele com força machucando-o.

– Ai! Sua vadia, você me mordeu – queixou-se levando a mão ao lábio. Ao notar que ficara sangue em sua mão, Royce ficou furioso, vindo a esbofetear Rosalie grosseiramente. – Esteja pronta às vinte horas ou irá pagar caro por isso – disse ao sair batendo a porta atrás de si.

– Filho da mãe! – Rosalie esbravejou massageando o lado de sua face que sofrera a agressão. Ainda podia sentir a dor e a queimação da bofetada.

Largou a bolsa na mesinha do hall de entrada onde estava. Verificou se a mãe estava na sala discretamente, como não estava, Rosalie subiu as escadas correndo para evitar que Esme lhe visse com o rosto marcado com a mão asquerosa de Royce King.



Notas finais
Nyh_Cah, Luiza_McCarty, DudaahCbv, PaulaBrito, Sophiehale, Karina1825, Milleney, mamita, Rosy_Emm e Patricia_Ib. Muito, muito obrigada pela dedicação deixando seus reviews, e com isso me fazendo muito feliz!! E aí quem quer matar o Royce King Kong, ou mandá-lo para a lua?! Eu posso garantir a vocês que em breve ele terá o que merece... O próximo capítulo será todo da Rose!!