Notas iniciais
Olá meninas!!
Dessa vez o capítulo veio rapidinho né?!
Boa leitura!

Terça feira no final do período às treze horas, a jovem Rosalie atravessava o campus da universidade levando alguns livros próximos ao peito. Seu semblante abatido estava totalmente visível, o cansaço a dominava.


No outro lado do campus estava a sua amiga Vera aos beijos com Christopher, o garoto por quem nutria uma paixão desde o último ano do colegial.


De longe, Vera notou a presença de Rosalie atravessando o campus indo em direção ao estacionamento. Estava extremamente ansiosa para falar com a amiga sobre a viagem a Norristown, porém não tivera a chance de abordá-la com suas perguntas.


Rosalie chegou atrasada na aula, mal trocou uma palavra com os colegas e professores. No entanto, simplesmente sumira durante o intervalo. Talvez em uma tentativa de fugir dos questionamentos de Vera ou de outra pessoa qualquer.


- Christopher, depois te ligo. Tchau! – Vera se despediu do seu quase namorado. – Rose! – gritou correndo para alcançá-la. Em meio a sua correria ensandecida, Vera chocou-se contra outro estudante. – Desculpa! – pediu voltando a correr. – Rose, por favor, espera! – gritou logo que Rosalie abriu a porta do carro.


Rosalie fez cara de tédio largando a porta do carro aberta. Jogou seus livros no banco do carona juntamente com sua bolsa.


- Rose, o que aconteceu? Você chegou atrasada e não falou com ninguém. Simplesmente sumiu durante o intervalo. E, a propósito, você está com uma cara péssima.


- Ah, obrigada por me lembrar – Rosalie ironizou. – Vera, diz logo o que você quer, porque estou exausta e com pressa.


- Só queria saber por que está assim... E que me falasse se conseguiu falar com o gatinho das fotos.


- Não fale esse nome “gatinho”, não suporto ouvir isso outra vez – Rosalie reclamou exalando raiva por seus poros.


Vera assustou-se dando um passo para trás. Algumas vezes Rosalie lhe causava esse tipo reação repentina.


- Desculpa Rose, não queria te irritar. E... Eu vou indo, tchau! – Vera virou-se fazendo seu caminho de volta.


- Vera!


Vera virou-se para olhá-la.


- Desculpa, vai? Você sabe que às vezes não consigo me conter, não sabe?


- Por isso sempre te desculpo. Principalmente quando faz aquelas caras que me fazem tremer.


- De quais caras está falando?


- Ah não é nada, esquece isso vai Rose. Então vai me contar o que houve? – Vera perguntou ainda um tanto receosa da reação da amiga.


- É que na verdade já não aguento mais o Royce. Preciso me livrar dele o quanto antes. Você acredita que ao menos tive tempo de descansar da viagem e assimilar tudo que aconteceu? Aquele imbecil foi recepcionar a mim e minha mãe no aeroporto, mantendo aquela máscara ordinária que só ele faz tão bem. Me obrigou a ir em um jantar com o povinho de seu convívio social. Aqueles homens patéticos e suas esposas boçais. Ainda por cima, não me deixou voltar para casa, tive que passar o que restava da noite naquela mansão assombrada que ele chama de lar. E o pior, tive que mentir para meus pais que estava tudo perfeito, as mil maravilhas. E você acha que dormi? Não! Saí de lá às cinco da manhã, enquanto ele roncava feito um porco depois de fazer tudo que achava ser de seu direito. Cheguei em casa, tomei banho, porque nem pensar de tomar banho lá para dar tempo dele acordar. Deixei um bilhete para minha mãe e vim correndo para cá. Espero sinceramente que ele não me procure hoje. E isso não é tudo. Aquele filho de uma vaca me agrediu.


Rosalie falou tudo de uma só vez como se a válvula de escape que mantinha todas as palavras presas em sua garganta tivesse sido liberada.


Seus olhos estavam cristalinos pela presença de lágrimas, as quais ela lutava para não deixá-las vir à tona.


- Ah Rose... – Vera abraçou Rosalie singelamente demonstrando toda sua compreensão. – Amiga, precisamos encontrar uma maneira de você se livrar do King Kong e rápido! – completou finalizando o abraço. – Mas, antes, você precisa falar com seus pais das ameaças que o Royce te faz. Você não pode ficar em silêncio Rose.


- Não, isso não!


- Mas Rose...


- Não Vera! Não irei falar absolutamente nada para eles, muito menos que o Royce me agride. Está louca?! Olha, Vera, estou indo, preciso dormir um pouco, mas se você quiser vir... Eu sei que gosta da comida de que minha mãe faz. E mesmo eu te tratando mal às vezes, você ainda é minha amiga... – disse um pouco envergonhada.


- Me deixa dirigir, você não está em condições de sentar ao volante.


- Mas e o seu carro? – Rosalie perguntou.


- Ah, depois venho de táxi e pego ele aqui.


- Então tá! – Rosalie concordou entregando a chave do carro para Vera.


Ambas entraram no carro. Rosalie retirou seus livros do banco do carona deixando-os no banco de trás.


- Rose, me dá um minuto para ligar para minha mãe?! – Vera discou o número do celular de sua mãe, esperou que atendesse.


- O que é que você quer, Vera? Fala rápido que estou em uma sessão de limpeza de pele, não tenho tempo para suas bobagens! – Essa foi a forma “gentil” da mãe de Vera atendê-la ao telefone.


- Mãe, é só para avisar que estou indo para a casa da Rose.


- Vai para onde você quiser, desde que não me perturbe.


- Ok, mamãe! – Vera respondeu um pouco triste, finalizando a ligação.


- Vera, não dê ouvidos às maluquices que sua mãe diz. Agora ligue esse carro e vamos embora, antes que eu dê uma de vampira e vá para casa correndo.


- Ai Rose, você é doida!


- Doida?! Doida é o meu apelido! – respondeu sorrindo.


- E lá vamos nós, as malucas problemáticas! – Vera brincou enquanto dirigia para a casa de Rosalie.


- Olha que às vezes posso até ultrapassar o estado de maluquice.


- Não duvido Rose, você é a amiga mais maluca que já conheci na vida.


- Cuidado garota, eu sou perigosa! – Rosalie brincou agora de forma mais descontraída.


- Você me dá medo – Vera confidenciou.


Ambas riram.


Algum tempo depois, Vera estacionou na garagem da casa dos Cullens.


- Mãe, cheguei! E adivinha quem veio junto?


- Ah Rose, para de gracinha! – Vera cutucou Rosalie.


- Oi filha. Vera! Como foi a aula? – Esme cumprimentou as duas na sala de estar. Estava segurando uma revista de decoração aberta em uma página especifica.


- Maçante! – Rosalie respondeu.


- Ah, eu gostei! – Vera respondeu.


- Claro, você estava se agarrando como se o mundo fosse acabar na saída.


- Rose!


Rosalie sorriu.


- Então garotas, vamos almoçar?


- Até que fim vou comer comida de verdade outra vez.


- E por acaso você costuma comer comida de plástico?


- Rosalie, não fale assim com Vera, ela é sua amiga.


- Ah mãe, a Vera já está habituada. Além do mais, ela me adora, sou a melhor amiga que ela tem.


- Ai Rose, como você é convencida! – Vera disse.


- Você sabe que às vezes sou grossa com você, até te xingo, mas se outra pessoa fizer isso, você sabe que bato nela, não sabe?!


As três sorriram. Sentaram-se a mesa, almoçaram falando entre si.


Esme questionou como fora o jantar de Rosalie com Royce. Rosalie, claro, omitiu dizendo que ocorrera tudo bem.


Vera fez sinal disfarçadamente para que Rosalie falasse com a mãe a respeito de Royce, mas Rosalie se negou alertando Vera com um cutucão por baixo da mesa.


Depois do almoço, Vera disse que tudo bem que Rosalie fosse dormir um pouco. Ela ficaria na companhia de Esme sem problema algum. Rosalie aceitou sem reclamar, afinal, estava exponencialmente exausta, precisava de um pouco de descanso.


Vera passou a tarde conversando com Esme como jamais conversara com sua própria mãe.



Notas finais
Rosy_Emm, Nyh_Cah, Karina1825, Relsanli, PaulaBrito, Milleney, Patricia_Ib, Sophiehale, lannafofys, mamita e Luiza_McCarty. Um super obrigada pelos reviews que fazem meu dia feliz!
E aí o que acharam?
Alguém mais concorda com a Vera?
Beijinhos meninas e até mais...
=)