Quando o Amor Acontece
11 Capítulo 11- Notícia Inesperada
Notas iniciais
Dia seguinte.
Rosalie dormia tranquilamente, e naquele mundo de sonhos felizes que fora sua noite, Emmett se fez presente como nunca estivera.
No começo foi difícil pegar no sono, pois não parava de repassar em sua mente o beijo. Sim, o beijo que por muitas vezes imaginou, mas nunca teve certeza de que chegaria a acontecer.
No entanto, tão cedo foi retirada de seus sonhos felizes.
- Rosalie, filha acorda.
- Ahn... Mãe, hoje é domingo. Me deixa dormir mais um pouquinho, por favor.
- Filha, seu pai e eu precisamos conversar com você antes que ele vá para o hospital.
- Ok, deixa só eu me trocar e escovar os dentes – disse ao sentar-se na cama esfregando os olhos.
- Apenas escove os dentes e lave o rosto para despertar, depois você termina querida.
- Nossa. O que aconteceu mãe? – Rosalie levantou-se da cama indo para o banheiro.
- Querida, estamos te esperando lá embaixo.
- Já estou indo, mãe.
Alguns minutos depois, Rosalie desceu as escadas ainda usando seu pijama.
- Bom dia, pai!
- Bom dia, filha – disse ao beijá-la na testa.
- Sente, querida.
- O que houve? Não estou gostando desse suspense – disse ao sentar-se no sofá puxando uma almofada para o colo.
- Rose, nós precisamos voltar para Chicago – Carlisle falou calmamente esperando pela reação da filha.
- O QUÊ? – a menina pulou do sofá em um átimo como se aquele estofado estivesse em chamas. – Co... Como assim temos que voltar para Chicago?! Estou voltando para meu quarto, isso só pode ser um pesadelo tenebroso – fez menção de ir em direção as escadas.
- Rosalie, estou falando sério, precisamos voltar, sua avó está muito doente.
- Eu não quero voltar para Chicago e além do mais, ela pode ser tratada por outro médico, pai.
- Você também não queria vir para Norritown, lembra?
- Mas eu não quero ir. Não agora... Mãe fale alguma coisa, me ajude.
- Rose, filha, não fique nervosa. Sua avó está mesmo muito doente e seu pai quer está com ela nesse momento.
A menina passava as mãos nos cabelos tentando achar uma saída.
- O quê? Por acaso ela está com câncer?! – ironizou sem pensar na resposta que ouviria.
- Sim, sua avó, minha mãe, está com câncer. Mesmo que eu não seja oncologista, não posso deixá-la enfrentar isso sozinha. Temos que apoiá-la. Vai ser bom para ela estar com a família.
- E eu? Quem se importa comigo?! – Rosalie andava de um lado para o outro enquanto seus pais permaneciam de pé.
- Nós nos preocupamos com você, somos seus pais, querida – Esme falou um pouco magoada com as palavras da filha.
- Não, não se preocupam – gritou. – Estou cansada de mudar porque papai foi transferido ou porque fulano ou sicrano está doente. Vocês sempre fazem o que é melhor para os outros, só não faz o que é melhor para mim. Agora mesmo estão rasgando meu coração, porque se eu for obrigada a voltar para Chicago, o outro pedaço vai ficar aqui e nunca mais poderei ser feliz.
- Filha, não estou entendendo porque todo esse drama para ficar aqui – Esme falou tentando afagar o rosto da filha, mas a menina se afastou.
- Quem sabe podemos voltar algum dia... – Carlisle tentou melhorar a situação.
- Não, não, não... – a menina bateu o pé enquanto chorava de raiva. – Eu não quero ir. Um dia... Um dia pode ser tarde demais e um dia não faz parte do meu vocabulário.
- Filha, não fique assim. Lá você vai reencontrar seus antigos amigos e vamos estar com sua avó.
- Mãe, por Deus, parem de pensar nos outros e pensem em mim.
- Rosalie, não fale assim com sua mãe. Peça desculpas! Você está sendo muito egoísta.
- Não, eu não vou pedir. E tem mais, se a vovó vai morrer mesmo, qual a diferença se eu estiver lá ou aqui?
- Rosalie Lilian Hale Cullen, tenha respeito com a situação, você está se referindo a sua avó, não a um animal! – Carlisle falou com voz firme.
A menina respirava irregular e seus olhos demonstravam raiva.
Esme sentou-se no sofá praticamente chorando por toda situação gerada ali e por todas as palavras frias ditas por sua filha.
Carlisle olhou para Esme e depois para Rosalie e disse:
- Vá já para seu quarto e aproveite para arrumar suas malas, porque não sairá de lá até se arrepender de todas as palavras ditas.
- Ótimo, então não sairei de lá nunca mais! – disse subindo as escadas.
- Estaremos voltando para Chicago amanhã à tarde – informou.
- Pouco me interessa quando vai ser. Eu não sairei desse quarto! – bateu a porta com força.
- Onde foi que erramos com a criação dessa menina?! Às vezes ela é tão egoísta – Carlisle falou sentando-se ao lado de Esme no sofá e a abraçando. – Ela pedirá desculpas meu bem, mais cedo ou mais tarde ela pedirá.
- Às vezes nossa filha é tão difícil... – Esme falou com a cabeça apoiada no ombro de Carlisle.
[...]
Enquanto isso no quarto, Rosalie chorava e jogava objetos na parede extravasando sua raiva.
Algum tempo depois, caiu na cama vencida pelo cansaço.
Carlisle foi para o hospital resolver coisas pendentes antes de sua partida.
Por volta da hora do almoço, Esme foi chamar Rosalie para almoçar, mas a menina nada respondeu. Acabou tentando almoçar sozinha, mas nada parecia ter sabor comestível.
Às três da tarde foi chamá-la novamente. A resposta não foi diferente da primeira. Silêncio e mais silêncio.
Esme estava começando a se preocupar, Rosalie não havia comido nada desde a noite passada e estava muito silencioso dentro daquele quarto.
Ás cinco da tarde, novamente, foi chamá-la e dessa vez levando uma bandeja com comida.
- Amor, abre a porta para a mamãe. Vamos conversar, me diz por que realmente não quer ir para Chicago. A mamãe só quer te entender.
Silêncio...
- Está bem, meu amor, quando quiser falar estarei no quarto no fim do corredor. Estou deixando uma bandeja com comida caso esteja com fome.
Esme deixou a bandeja no pé da porta e foi para seu quarto.
Anoiteceu e Rosalie não saiu do quarto ou sequer emitiu algum sinal de que estivesse lá dentro. A bandeja continuou intacta ao pé dá porta.
Carlisle ligou para saber como estavam as coisas em sua casa, Esme relatou cada detalhe do dia. Ele disse para que ela não se preocupasse, que tudo isso era birra de adolescente e logo passaria. No entanto, Esme não estava convicta.
Claro que Rosalie tivera outros ataques de fúria no passado, mas nenhum jamais fora semelhante a esse.
Esme passou toda a noite no sofá do andar de baixo folheando revistas de decoração, não conseguiu pregar o olho a noite inteira. Estava preocupada com a filha.
Ás cinco da manhã Carlisle chegou do hospital, cansado. Encontrou sua esposa cochilando no sofá da sala.
- Querida, o que faz aqui a essa hora? Por que não está na cama?
- Não consegui pregar o olho a noite inteira. A Rose não saiu do quarto nem para comer e a comida que levei para ela continua lá ao pé da porta.
Carlisle começou a se preocupar. A promessa que a filha havia feito de não sair do quarto estava indo longe demais.
- Irei abrir aquela porta, mesmo que ela não queira.
Carlisle foi até a garagem e pegou uma caixa com ferramentas. Subiu as escadas indo em direção ao quarto da filha com Esme em seu encalço.
- O que vai fazer? – Esme perguntou no momento que estavam em frente a porta.
- Arrancar a fechadura, assim a tiro daí e ela não volta a se trancar.
Passado alguns minutos depois de ter usado algumas ferramentas, enfim Carlisle conseguiu arrancar a fechadura.
Esme ficou boquiaberta ao percorrer o olhar no cômodo. Parecia que o local havia sido atacado por vândalos. Tudo revirado e muitas coisas quebradas. E o mais preocupante: a menina não estava ali, ela havia saído pela janela usando a tradicional Tereza (corda feita com cobertores). Não se sabe em que determinado momento isso aconteceu, o fato é que a garota havia fugido de casa.
- O que essa menina tem na cabeça?! – Carlisle falou ao puxar a corda de cobertores para dentro do quarto.
- Carlisle, estou preocupada, onde será que ela pode ter ido? Ela nunca tinha agido dessa forma antes. Sempre teve o temperamento difícil, mas nunca tinha agido assim.
- Não se preocupe Esme, querida, vamos encontrá-la. Ela fez isso para não ter que voltar para Chicago hoje. Mas irei encontrá-la.
- Como? Não sabemos para onde ela pode ter ido e não está com o celular – Esme falou cabisbaixa ao ver o celular da filha jogado ao chão.
- Nós não sabemos, mas o amigo dela, o Emmett, deve saber... Se é que ela não está na casa dele.
- Então vamos até lá.
- Querida, são seis da manhã, não podemos ir tocar a campainha dos McCarty.
- Tem razão, melhor procurá-la em outro lugar até que seja um horário conveniente para irmos até lá.
Carlisle pegou a chave do carro na mesinha do hall que havia deixado quando chegou.
Entraram no carro em busca da filha fujona. Ou o termo melhor seria: rebelde sem causa?! Bem, o fato é que Esme e Carlisle procuraram por todos os locais que achavam que possivelmente a filha estaria.
Já passava da hora do almoço e nada de notícias da menina, então decidiram que já era hora de ir falar com Emmett.
Exatamente no momento em que iam à loja de artigos esportivos onde Emmett trabalhava, o encontraram no caminho vindo de bicicleta.
Carlisle buzinou e pediu para que ele esperasse, o garoto fez o que ele pediu.
- Emmett, querido, você sabe onde está a Rosalie? – Esme perguntou.
- Na verdade, eu ia passar na sua casa agora para falar com ela. Desde ontem que ligo no celular e só dá caixa postal. Liguei no fixo também, mas caiu na secretaria eletrônica. O que houve, ela está bem?
- Na verdade, Emmett, ela ficou brava ontem cedo e se trancou no quarto. Só hoje percebemos que ela fugiu de casa. Estamos procurando desde então. Pensamos que pudesse estar com você. E já que ela não está com você, só nos resta uma alternativa: pedir ajuda à Polícia para encontrá-la – Carlisle falou preocupado.
- Bem, ela não está comigo, mas acho que sei onde posso encontrá-la.
- Então vem conosco e nos diz onde fica esse lugar.
- Ah, Dr. Cullen, se não se incomoda, eu prefiro ir até lá sozinho. Por favor, não liguem para a Polícia até que eu volte com notícias. Tenho certeza que irei encontrá-la.
- Está bem. Só uma coisa Emmett, por favor, tente convencê-la a voltar por conta própria.
- Pode deixar, Dr. Cullen – dizendo isso, Emmett montou na bicicleta descendo a rua praticamente voando.
- Cuidado, querido! – Esme exclamou preocupada, porém o garoto já estava bem afastado.
- Espero que ele consiga convencê-la a voltar, temos que ir ainda hoje para Chicago – Carlisle disse ao entrar no carro.
- Ao menos agora sabemos que ele vai encontrá-la, e falar com ela. Ele é um bom garoto. Nossa filha tem sorte em tê-lo como amigo – Esme disse enquanto voltavam para casa.
Notas finais
Senti falta de algumas leitoras...
beijinnhos
=)
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