Quando Em Namek...
1 Será inimigo?
Namek, um outrora pacífico planeta era agora ameaçado por Freezer e as suas tropas que tinham apenas um objectivo: apanhar todas as bolas de cristal para satisfazer o seu terrível desejo: a imortalidade. Mas não eram únicos em busca de tão precioso tesouro...
- Finalmente chegámos! — exclamou Bulma espreguiçando-se — Já estava farta de estar aqui. Preciso de ver a luz do dia.
- Podes ficar feliz porque aqui não vais ver outra coisa senão luz. — comentou Krillin.
- Não me incomoda nada. — respondeu a jovem premindo o botão de abertura da porta da nave.
Saiu cautelosamente, olhando em volta. Quando percebeu que não havia ninguém nas proximidades saiu da nave e respirou fundo. Era bom sentir ar puro outra vez.
- Não te esqueças que estamos aqui com um objectivo, Bulma: encontrar as bolas de cristal e ressuscitar os nossos amigos. — relembrou Gohan.
- Achas que me esqueci disso? — argumentou com uma lágrima no canto do olho ao lembrar-se de Yamcha que morrera na batalha contra os terríveis Saiyans.
De repente, um tremendo barulho assolou o pacífico ambiente. Assustados, todos olharam para o céu e logo as suas caras mudaram rapidamente.
- Aquela...nave... — murmurou Gohan perplexo.
- Vegeta... — murmurou tremendo.
- Oh, não... — disse Bulma tremendo dos pés à cabeça.
- Mas...como é que ele descobriu? E agora? O que fazemos? — perguntava Krillin receoso.
- Fazemos o que viemos cá fazer. Não vai ser o Vegeta a impedir-nos da nossa missão! — Gohan cerrou os punhos — Já o vencemos uma vez...se for necessário fazemo-lo de novo!
Krillin olhou para o amigo e acenou com a cabeça em tom de aceitação. Depois, agarrou Bulma pela cintura e levantou voo.
- Vamos Gohan. Temos de encontrar um lugar seguro para abrigo. — disse.
Os três companheiros seguiram então viagem.
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O som de aviso de aterragem da nave despertou-o do seu constante treino. Suado, Vegeta tirou o fato até ficar completamente nu e foi beber um refrigerante.
- Tenho de me despachar a encontrar as bolas de cristal... — murmurou — Não posso deixar que aquele verme do Freezer as encontre primeiro.
As imagens do seu planeta vieram-lhe imediatamente à cabeça. Toda a sua vida suportou olhar para o assassino do seu povo e obedecer-lhe. Tinha agora a oportunidade de se ver livre dele para sempre e de vingar a sua família. Pensativo, amachucou a lata do refrigerante num segundo. Depois, respirou fundo e foi tomar um duche.
Enquanto a água quente lhe escorria pelo corpo rígido, lembrava-se da sua batalha na Terra. Nunca se havia sentido tão humilhado como naquela altura. Nunca pensou ser derrotado por ser inferior a ele.
- Malditos... — cerrou os punhos — Hei-de-me vingar de tremenda humilhação.
Depois de relaxar os músculos, vestiu-se, pedou no dispositivo de localização e saiu da nave destemido.
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- Estou tão farta de estar sozinha neste sítio! — Bulma suspirava irritada. — Queria tanto andar com eles à procura das bolas de cristal...não me sinto nada útil enfiada nesta gruta...
Deprimida, foi deitar-se no sofá. Desde que chegou a Namek, Bulma foi deixada numa gruta por Krillin e Gohan que partiram em busca das bolas cristal sozinhos alegando que se encontrassem Vegeta pelo caminho que não a podiam proteger, mas isso não a deixou muito convencida.
"Sei defender-me...." — pensou. Aborrecida e completamente farta de estar fechada ali dentro resolveu arriscar e sair da gruta.
- Não vou ficar aqui sem fazer nada! Eu própria vou encontrar as bolas de cristal! — exclamou pegando no radar — Vou mostrar àqueles dois que sou bastante útil!
Antes de sair, espreitou para o exterior cautelosamente e depois de ter a certeza que não estava ninguém nos arredores saiu com coragem.
- Bem, as bolas de cristal não devem estar muito longe... — murmurou ligando o radar — Tu consegues, Bulma... — e saiu porta fora.
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- Este lago parece-me um bom esconderijo para as bolas de cristal... — Vegeta sorriu trazendo com ele já uma bola de cristal. Lentamente, deixou-a cair para as profundezas do lago. — Tenho de arranjar um sítio melhor para as esconder.
Preparava-se para continuar o seu percurso quando o seu dispositivo de localização começou a piscar. A expressão de Vegeta contraiu-se.
- Zarbon... — murmurou o príncipe cerrando os punhos.
Vários pensamentos assolaram a mente de Vegeta. Deveria esconder-se? Lutar?
- Não vale a pena esconder-me...o dispositivo dele já me deve ter identificado e se não me identificou já localizou a minha bola de cristal.
Desceu lentamente até ao chão e esperou o adversário. Num instante, já o conseguia avistar. Aproximava-se a grande velocidade até que aterrou mesmo à frente do Saiyan.
- Olá, Vegeta... — sorriu agitando os seus longos cabelos verdes — Esperava encontrar-te por aqui, sabias? És demasiado idiota para tentar tirar as bolas de cristal ao Freezer. — olhou para o lago e sorriu — Não é propriamente o melhor esconderijo...
Vegeta cerrou os punhos e ameaçou avançar para Zarbon.
- Vais mesmo desafiar-me, Vegeta? Tens essa ousadia? Se fores suficientemente esperto, deixas-me levar a bola de cristal e sais deste planeta, porque se tentares fazer-nos frente, vais acabar como o teu povo ridículo. — disse Zarbon avançando para o lago confiante.
Imediatamente Vegeta avançou para o soldado de Freeza erguendo os punhos. Zarbon defendeu com alguma dificuldade as constantes investidas de Vegeta.
- Mas...o que é isto?! — exclamou Zarbon não conseguindo defender-se com facilidade.
De repente, Vegeta desapareceu da frente do soldado, que ficou confuso olhando para todo o lado, aparecendo por cima da cabeça deste. Imediatamente, deu-lhe um pontapé nas costas e este foi projectado contra as rochas.
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- Que barulho foi este?! — exclamou Bulma assustada com o estrondo.
Olhou para a sua esquerda e viu muita poeira no ar. Curiosa, avançou com cautela para a zona do barulho. O local estava cheio de escombros.
- Que se terá passado aqui? — perguntou a si mesma — AHHH!!! — gritou assustada tapando imediatamente a boca e baixando-se.
Conseguia ver o saiyan que atacara o seu planeta e matara os seus amigos não muito longe do local onde se encontrava.
- V-Vegeta... — murmurou tremendo.
De repente, as rochas espalhadas pelo chão começaram a mover-se, saindo delas um ser estranho mas encantador.
- Quem será? — Bulma questionou-se. Com cautela, arrastou-se até um rocha e abrigou-se atrás dela, onde conseguia ver os dois homens mas que eles, pensava, não a conseguiam ver a ela.
- O...o que te aconteceu? — murmurou Zarbon enquanto limpava o sangue que lhe escorria pela testa — Não costumavas ser assim tão forte...
- Essa é a parte engraçada que vocês desconhecem acerca do meu povo. — Vegeta sorriu orgulhoso — Não somos assim tão fracos como vocês pensam. Sempre que combatemos, quanto mais feridos ficarmos mais fortes ficamos após recuperarmos dessa batalha. Como sabes, eu regressei do planeta Terra derrotado e bastante ferido. O tratamento que vocês me deram permitiu que eu me tornasse mais forte. Acho que vos devo um agradecimento.
- Não acredito nisso... — disse Zarbon avançando rapidamente para Vegeta.
Recomeçou então a furiosa luta. Vegeta defendia-se e atacava agilmente enquanto Zarbon se tinha de esforçar bastante para amparar os fortes golpes do príncipe.
Passados alguns minutos, Zarbon caiu de joelhos no chão exausto. Vegeta sentia-se confiante. Para sua surpresa, Zarbon começou-se a rir baixinho.
- Posso saber qual é a graça? — perguntou Vegeta confuso.
- Achas-te invencível? — perguntou Zarbon com um sorriso maléfico no rosto — Deixa-me mostrar-te um coisa...
O soldado pôs-se de pé e começou a concentrar-se. Rapidamente o dispositivo de Vegeta começou a piscar e expressão do príncipe mudou. O corpo de Zarbon começou a modificar-se. Os seus músculos cresciam a olhos vistos.
- Mas...mas o que é isto?! — Vegeta estava pálida perante a elevada numeração que o seu dispositivo lhe apresentava.
O corpo do soldado estava enorme quando finalmente se acalmou.
- Vamos continuar, Vegeta?
Antes do príncipe dos saiyans conseguir responder, já Zarbon estava em cima dele atacando-o sem piedade. Vegeta mal conseguia defender-se. Rapidamente foi projectado contra o chão afundando-se nele. Mesmo depois de ter caído, Zarbon não parava de o atacar. Depois, afastou-se mas continuou em posição de ataque. A custo, Vegeta levantou-se e levitou a grande velocidade no ar.
- Não desistes pois não, Vegeta? — perguntou Zarbon lançando-se em perseguição do príncipe.
Vendo o soldado de Freezer a aproximar-se, Vegeta juntou as mãos e formou uma bola de fogo lançando-a contra o inimigo.
Com muita facilidade, Zarbon desviou a bola de fogo e, perante a perplexidade de Vegeta deu-lhe um valente murro no estômago e depois nas costas, fazendo com que o príncipe caísse com força no chão. Depois, uma enorme luz começou a formar-se na sua boca. Cá em baixo, Vegeta virava-se de barriga para cima a muito custo. Quando olhou na direcção de Zarbon, a única coisa que viu foi a enorme bola de fogo que vinha na sua direcção. Sem tempo para escapar, Vegeta protegeu a cabeça com os braços e foi atingido.
Bulma assistia horrorizada a esta luta. Não esperava ver Vegeta perder um combate tão facilmente. Quem seria aquele homem tão horripilante e forte? De uma coisa tinha a certeza, era maldoso e devia ser evitado. Quando a poeira provocada pela bola de fogo se dissipou, Bulma viu Vegeta imóvel no chão coberto de sangue e com as roupas todas rasgadas. Depois, viu Zarbon a descer e a pegar no príncipe pela cabeça. Uma nova luz formava-se na sua boca. Sem se conter, Bulma gritou:
- Não! — tapou imediatamente a boca. Não percebera porque tinha gritado quando viu que Vegeta ia ser morto. Não sentia nenhuma empatia por ele. Aliás, odiava-o por ter assassinado os seus amigos.
A luz na boca de Zarbon desapareceu e o olhar do feroz soldado incidiu sobre Bulma. Deixou cair Vegeta no chão e voou na direcção da jovem que estava petrificada.
- Olha, olha...quem temos aqui? — sorriu maliciosamente já próximo de Bulma.
A jovem, horrorizada, arrastava-se pelo chão, tentando escapar ao terrível monstro. De repente, sentiu-se a levitar. Zarbon tinha-a agarrado pela perna e rapidamente a virou para ele.
Por...por favor... — Bulma murmurava.
Zarbon abriu lentamente a boca e uma nova luz formava-se nela. Bulma estava perdida. Sabia que não havia escapatória possível. De repente foi atirada para o chão. Olhou para cima, desnorteada e podia ver Vegeta com um braço à volta do pescoço de Zarbon. Os olhos do príncipe incidiram por um segundo nos dela, pois foi rapidamente atirado para o chão por Zarbon. Bulma aproveitou para fugir e refugiar-se por baixo dos escombros provocados pelo combate. Por um pequeno buraco, conseguia ver Vegeta novamente caído e Zarbon com um pé por cima dele. Lentamente, o braço do soldado ergueu-se e aponto o dedo a Vegeta. Depois, numa fracção de segundo, uma bola de fogo atingiu o príncipe no peito e este ficou imóvel. Bulma tapou a boca de horror. Tinha de se acalmar. Pelo que havia estudado acerca dos dispositivos de localização que eles usavam, quanto mais acelerado o seu coração estivesse mais provável era o dispositivo detectá-la. Respirou fundo e tentou acalmar-se.
Zarbon começou a olhar em redor. Estava à procura da jovem. Começou a rondar o local. Sabia que ela não podia ter ido longe mas o seu dispositivo não a localizava.
Eventualmente, acabou por desistir e mergulhou no lago. Segundos depois, saiu com a bola de cristal na mão e desapareceu no horizonte.
Bulma permaneceu escondida por uns minutos até ter a certeza de que ele já não se encontrava naquele local. Lentamente, saiu do esconderijo e olhou na direcção de Vegeta. O príncipe continuava imóvel. Estaria morto? Lentamente, a jovem aproximou-se e debruçou-se sobre ele com algum receio. Vegeta assustava-a. Sempre que olhava para ele, lembrava-se do que este fizera aos seus amigos. Sabia que devia deixá-lo ali, mas também sabia que a única razão para aindar estar viva era ele. Vegeta tinha-lhe salvo a vida e Bulma era incapaz de lhe virar as costas agora.
Decidida a ajudá-lo, Bulma encostou a sua cabeça ao peito de Vegeta. Ele estava vivo! A jovem rapidamente se levantou, pegou na sua bolsa e tirou de lá uma cápsula. Ao atirá-la para o chão esta transformou-se num veículo. A muita custo, Bulma conseguiu sentar o príncipe inconsciente dentro do veículo e arrancou em direcção à gruta. Sabia que os seus amigos a iam condenar por o ajudar e sabia que muito provavelmente se iria arrepender desta acção, mas algo lhe dizia que tinha de o salvar...
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