Quando Em Namek...
4 Ataque sem piedade
A esfera estava cada vez mais próxima. Bulma ansiava por ver Vegeta ou Krillin, mas e se fosse outra pessoa? Apressadamente, Bulma agarrou nas suas coisas para se refugiar. Infelizmente, a rocha mais próxima estava a uma distância grande. Bulma concentrou todas as suas forças na corrida. De repente, algo se meteu no seu caminho, o que a fez cair para trás.
- Au! — exclamou massajando o rabo dorido.
Ao olhar para cima viu dois homens a sorrir para ela. Ambos tinham dispositivos iguais ao soldado que Vegeta tinha morto. Isso não podia ser bom...O que lhe chamou mais a atenção foi que um dos homens tinha uma esfera.
- Olá, olá...- murmurou um soldado — Mas quem temos aqui? — inclinou-se para inspeccionar melhor a jovem.
- Não é namek... — disse o outro soldado examinando-a.
- Como te chamas e de onde vens, criatura? — perguntou o soldado endireitando-se.
Queria responder mas o medo impedia-a. Conseguiu reunir forças e, com uma voz rouca respondeu:
- Chamo-me Bulma e venho da Terra.
- Terra? — o soldado olhou para o outro. Agarrou o outro soldado pelo ombro e virou-se para trás sussurrando:
- Terra foi aquele planeta de onde o Raditz nunca voltou e de onde o Vegeta veio ferido...
Bulma queria aproveitar o facto de os soldados estarem a conversar para tentar fugir. Sabia que as hipóteses seriam poucas mas quem sabe o que eles queriam dela.
Reuniu todas as forças e num impulso começou a correr na direcção oposta. Mal tinha dado dois passos e sentiu um aperto forte na barriga. Um dos soldados já a tinha agarrado.
- Larga-me, seu bruto! Quem pensas que és?! — Bulma esperneava na tentativa de se soltar.
- Esta é mexida. — o soldado gozou.
- Sim. Acho que vai agradar ao mestre.
- Sim, vamos levá-la. — disse o soldado que a agarrava.
- Não! — Bulma gritava — Não vou com vocês para lado nenhum! — numa das tentativas de se soltar, agrediu o soldado na cara partindo-lhe o dispositivo.
Furioso, o soldado atirou Bulma para o chão que bateu violentamente numa pedra. Atordoada, Bulma viu o soldado aproximar-se.
- Sua insolente! Eu ensino-te a ter maneiras! — gritou esbofeteando-a.
A jovem foi atirada para o lado. Sentia o sabor do sangue na sua boca. Num acto de desespero, começou a rastejar na direcção oposta.
- Tem calma. Se a matares, já não a podemos levar.
- Paciência! — respondeu o soldado agressivamente.
O seu punho chegou-se para trás e preparava-se para se lançar sobre Bulma. Era o seu fim. Ao menos, com soco daqueles a sua morte seria rápida. Fechou os olhos e esperou o golpe.
- Ah!!!!!
Ouviu um grito de dor que não era o seu. Abriu os olhos devagar para ver Vegeta à sua frente. O soldado que a atacava, contorcia-se em dores agarrado à mão. Esta estava virada ao contrário.
- V-Vegeta!! Seu insolente! Partiste-me a mão!
Rapidamente, o outro soldado pousou a esfera do dragão e lançou-se sobre o príncipe. Sem qualquer dificuldade, Vegeta desviou-se da investida do soldado e agarrou-o pelo pescoço, partindo-o. Aterrorizado, o outro soldado tentou fugir mas Vegeta lançou-lhe uma bola de energia que o atravessou. Ferido gravemente, o soldado caiu no chão, sangrando até à morte.
Vegeta aproximou-se da jovem e sentiu-lhe a respiração.
- Bulma! — gritou ao ver que não respirava. Abanou a jovem e gritou com ela mas sem sucesso — Bulma!!!
Deitou-a no chão e, apressadamente, encostou os seus lábios aos lábios ensanguentados da jovem e tentou reanimá-la. Tentando controlar a sua força, fez pressão no peito da jovem. Repetiu este procedimento várias vezes.
- Não te atrevas a morrer! — gritava voltando a encostar os seus lábios aos dela.
De repente, a jovem começou a tossir. Vegeta encostou a cabeça dela ao seu peito e afastou-lhe os cabelos da cara. Bulma já respirava mas estava inconsciente. Lentamente voltou a pousar a jovem no chão e apressou-se a abrir a mochila da mesma.
- Onde estão os malditos feijões?! — gritava enquanto mexia na mochila. Não os encontrou após procurar em toda a parte. Agarrou na na esfera do dragão e meteu-a na mochila e colocou a mesma ao ombro. Voltou para junto da jovem e pegou-a ao colo, encostando a cabeça ao seu peito. Olhou para a sua luva e reparou que estava cheia de sangue, sangue que vinha da cabeça de Bulma. Tinha que tratar dela o mais rápido possível. Elevou-se no ar e partiu em grande velocidade.
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