Bulma acordou ao ser pousada no chão.

- O que se passa? — perguntou esfregando os olhos.

De repente, sentiu a mão de Vegeta tapar-lhe a boca.

- Cala-te! Fica aqui e não te mexas!

Bulma acenou com a cabeça sobressaltada. Que se passaria?

Num instante, Vegeta já não estava ao lado. Bulma espreitou rocha e viu Vegeta a falar com um homem gordo e cor-de-rosa. Seria um amigo ou outro soldado do tal Frieza?

O soldado começava a elevar-se no ar mas continuava a falar com Vegeta. Bulma dava tudo para conseguir ouvir a conversa.

Olhandobem, Vegeta era bastante atraente. Possuía um corpo bastante desenvolvido e era bastante charmoso. Quando deu por si, Bulma estava completamente babada.

- Bulma Briefs! Mas que raio é que andas a fazer?! — resmungou consigo própria.

De repente sentiu o chão a tremer e as pedras à sua volta começavam a elevar-se. Olhou para o príncipe e viu este rodeado por ums uma luz intensa. O outro soldado começou a fugir e então, só com uma bola de energia, Vegeta reduziu o homem a cinzas.

Lentamente,Bulma saiu do esconderijo.

- Estás bem? — perguntou a Vegeta.

Este olhou para ela com desdenho, agarrou-lhe o braço e levou-a até à rocha.

- Preciso que construas aquilo. Agora.

- Mas aqui não dá jeito nenhum. — disse Bulma.

- Agora!

- Eu construo um num sítio mais apropriado. Por enquanto, temos este. — disse puxando do seu habitual radar.

- Tinhas um radar pronto a ser usado e não me disseste?! — perguntou Vegeta furioso.

- Claro! Se tivesse dito, tinhas-mo tirado e deixado para trás!

- E quem te disse que não faço o mesmo agora?

- Não serias capaz de me abandonar aqui no meio do nada...

Vegeta sorriu maleficamente e arrancou o aparelho das mãos da jovem.

- Achas que não? — perguntou enquanto se elevava no ar.

- Hei! Não me podes deixar aqui! Que tipo de homem és tu?! — a jovem gritava furiosa atirando pedras ao guerreiro.

Vegeta ria-se e afastava-se lentamente até que desapareceu no horizonte.

Bulma deixou-se cair de joelhos e começou a chorar. O que lhe tinha passado pela cabeça para confiar naquele monstro? Agora não sabia onde estava e a que distância estava de casa. Olhou à sua volta. Não havia nada para além de rochas e água. Deixou-se estar na rocha a chorar impulsivamente. Só pensava em Yamcha e nos seus amigos. Queria tanto que Krillin passasse por ali...

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- Terráquea parva! — Vegeta ria-se — Pensava ela que mesmo com o radar na mão eu a trazia comigo. Realmente substimou-me. Ainda por cima sendo ela daquele planeta nojento!

Ligou o radar. Este indicava uma esfera bastante perto. Sorriu e voou até lá. Começava a avistar uma pequena aldeia. Ao passar o último monte viu a esfera do dragão. Mas estava na mão de um dos soldados do Frieza. Apressado, escondeu-se. O dispositivo do soldado acusou uma força e este pôs-se alerta. O outro que o acompanhava perguntou:

- O que foi?

- O meu dispositivo acusou alguém com uma grande força aqui mesmo ao nosso lado.

- Hum...que estranho — disse o outro soldado ligando o seu dispositivo — O meu não acusou nada...O teu deve estar avariado.

- Já não seria a primeira vez. — o soldado que tinha a esfera desvalorizou- Bem, vamos embora.

- Espera! Estás a esquecer-te aqui dos nossos amigos?

O soldado apontava para os nameks que habitavam naquela aldeia. Estes tremiam dos pés à cabeça.

- Não te esqueças do que o mestre disse...nada de testemunhas. Se não houver ninguém para relatar que aqui estivemos melhor é.

- Sim, tens razão. — o soldado sorriu maleficamente.

Sem qualquer tipo de escrúpulos, os soldados começaram a matar os nameks atirando-lhes com raios de energia. Quando acabaram o serviço levantaram voo e foram-se embora.

Vegeta, que continuava escondido, olhou para o radar e murmurou

- A única coisa que receio com este radar, é que não consigo prever a aproximação dos inimigos. Se calhar não teria sido má ideia ter aguentado mais algum tempo com aquela mulher até ela construir o dispositivo... — abanou a cabeça sacudindo os seus pensamentos. Não iria voltar para junto da terráquea. Vegeta sempre foi desenrascado. Haveria de conseguir fazer as coisas sem ajuda. Sem levantar muito o seu Ki, seguiu em perseguição dos dois soldados. Com sorte, estes conduziam-no às restantes esferas do dragão.

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- Não posso continuar aqui... — murmurou Bulma soluçando — Sou um alvo fácil. Tenho de encontrar um abrigo.

Levantou-se com pesar e começou a caminhar pelo deserto. Ligou o outro radar que trazia na mochila. Com alguma sorte, pelo caminho, ainda encontrava alguma esfera do dragão. Depois de a ter, Vegeta seria obrigado a levá-la.

- Escondo-a bem escondida e depois ele não tem outro remédio se não levar-me com ele. — Bulma planeou — Ele nem imagina com quem se meteu...

O tempo estava quente e o fato não ajudava.

- Tenho saudades das minhas roupas... — murmurou, suando — Preciso de água.

Chegou junto ao rio, pousou a mochila, e bebeu água. Felizmente a água de Namek era boa e fresca. Depois, descalçou-se e sentou-se com os pés dentro de água para refrescar um bocadinho.

De repente, o seu radar começou a tocar. Bulma pegou nele apressadamente para ver a imagem de uma esfera a aproximar-se a grande velocidade. Vinha na sua direcção. Seria Vegeta já com o primeiro prémio do seu roubo?