Quando 2022 Chegou!
10 The resignation.
Notas iniciais
Dei uma escapada e fui até uma bica perto do estábulo me refrescar com aquela água fresca e geladinha, quando ouvi sua voz suave.
Ela estava vestida com aquela roupa de amazona que apenas realçava suas curvas, com os cabelos soltos, coisa que não via há muito tempo.
Conversava com Tigre, um puro sangue que só apenas ela conseguia montar, era seu cavalo predileto.
(Mô) – Meu amigo, quanto tempo! Senti tanto sua falta – disse massageando o nariz do cavalo – Como você está?
Escondi-me atrás do feno, ”aparentemente ela se importava mais com o cavalo do que com o marido”.
(Mô) – Você que é meu amigo á tanto tempo, me diz o que eu faço Tigre? – o cavalo deu uma bufada
(Mô) – Como faço pra ele me perdoar meu amigo, eu sinto tanta falta dele.
Vi lágrimas descerem por seu delicado rosto, o que me fez abrandar a expressão de raiva no meu.
(Mô) – Lembro que na época em que eu e você nos conhecemos, quando você ainda era um potrinho na barriga da sua mãe, tudo o que eu queria era ser o que sou hoje – mais lágrimas corriam por seu rosto
(Mô) – Mas agora tudo o que eu queria era ficar em casa cuidando dos meus filhos e do meu marido – ela suspirou – se é que ainda posso chama-lo assim.
Escutava paralisado com cada palavra que dizia.
(Mô) – Porque tudo isso tinha que acontecer justamente dois meses atrás, justamente antes deu poder entregar minha demissão, antes de ter pessoas dependendo de mim.
Engoli a seco aquelas palavras que saíram de sua boca. “Ela iria pedir demissão, pra ficar em casa, desistiria de tudo, pela família” lágrimas queimaram em meu rosto.
(Mô) – Tigre! Você tem muita sorte sabia? – ela foi até o muro e pegou os tapetes e a cela – Quando for à hora meu amigo, não se preocupe que eu vou tomar conta de você, mas e agora quem vai tomar conta de mim?
Ora! do que, o que ela está falando, queria levantar e questiona-la, mas nenhum músculo do meu corpo se moveu.
(Mô) – Vamos dar uma volta – ela montou no cavalo e saiu graciosamente pelos campos.
Depois que ela estava longe, consegui me levantar e ir até a bica, onde lavei o rosto.
A avistei de longe se aproximando com o cavalo das crianças, não discutiria isso com ela, não agora.
Fui até o quarto tomar uma ducha e me trocar para o almoço que estava quase pronto, vi Maria juntando os pertences dela.
(Mauricio) – Maria o que está fazendo? – “Que pergunta estúpida”
(Maria) – Juntando as coisas da patroa para levar para o quarto dos pais dela – disse virando o rosto assim que me viu sem camisa – Ela quem pediu.
(Mauricio) – A sim! Junte as coisas, mas deixe-as ai.
(Maria) – Mas...
(Mauricio) – Eu sei, pode deixar que eu mesmo levo até lá se for necessário.
(Maria) – Tudo bem!
(Mauricio) – Vou tomar um banho agora.
Fechei a porta do Box já nu e liguei o chuveiro.
Aquela água quente me fez lembrar seu corpo, de seus toques o que me causou uma ereção, “como sempre”, ela tomava conta de meus pensamentos enquanto me aliviava, assim que terminei gemi seu nome.
(Mô) – Desculpe eu vim buscar minha escova de dente. – me assustei ao ouvir sua voz do outro lado do vidro embaçado – Já estou de saída.
(Mauricio) – Espere! – desligue o chuveiro, enrolando uma toalha na cintura e secando os cabelos com outra. – Preciso falar com você.
(Mô) – Não se preocupe, eu mereci a prensa que levei da minha mãe e da sua. – a olhei meio assustado, mas logo me veio à mente a conversa que tive com meu pai e sogro, e compreendi.
(Mauricio) – Não é sobre isso – coloquei a toalha em volta do pescoço e fui em direção do closet.
(Mô) – Então – percebi que ela observava cada movimento meu, com desejo nos olhos.
(Mauricio) – Eu ouvi... – vesti uma camisa jogando a toalha enrolada no pescoço em cima da cama – a sua conversa com o Tigre agora pouco. – ela disfarçou o susto, pegou a toalha e pendurou na porta do banheiro.
(Mô) – E o que quer falar comigo agora? – ela tinha se aproximado da janela olhando a bela vista que ali havia.
(Mauricio) – É verdade? Sobre a demissão? – coloquei a boxe, e joguei a outra toalha em cima da cama.
(Mô) – Acho que isso não importa mais – ela foi novamente até a cama recolheu a toalha e a pendurou ao lado da outra.
(Mauricio) – Se você diz – dei de ombros e ela voltou a apreciar a paisagem.
(Mô) – Mas, eu preciso te dizer que a razão de eu ter desistido foi forte – disse se encaminhado para a porta – Te explicarei com detalhes depois do almoço.
Ela saiu do quarto, eu sentei na cama pegando uma de suas blusas que estavam dentro de uma sacola e levei até o rosto, sentido aquele cheiro inebriante.
Depois que terminei de me vestir, desci e já estava todos sentados a mesa, conversando animadamente, ela sentava em uma ponta da mesa, eu me sentei na ponta oposta.
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