Notas iniciais
Há como eu respondi e um dos reviews que recebi, essa semana eu postarei bastante, então aproveite.

17:00h ouvi o despertador do relógio tocar, era hora de buscar as crianças na escola. Ouvi de longe um barulho de carro estacionando em frente de casa, peguei um agasalho e as chaves do carro, quando sai pela porta da frente vi quem havia estacionado.

(Mô) – Mauricio! – era ela? De verdade não estava sonhando ou delirando?

(Mô) – pensei que já tinha ido buscar as crianças! – Finalmente ela estava de volta em casa, mas eu já estava atrasado.

(Mauricio) – Estou indo agora! – Sai correndo, pois o quanto mais rápido fosse mais cedo voltaria – Nos falamos daqui a pouco.

Vi que ela entrou em casa, e sai acelerando para chegar à escola. Quando cheguei lá às crianças todas haviam saído, menos as minhas.

Estava impaciente, batucava o volante com os dedos e movia nervosamente a perna, quando eles finalmente entraram no carro, ajudei rapidamente com os cintos de segurança e sai.

(Gabe) – Papai não sabe o que aconteceu na escola hoje – estava meio perdido em devaneios. – A mamãe veio nos ver hoje!

(Mauricio) – Ahan – respondi automaticamente, só depois de alguns segundos caiu à ficha – Ela foi à escola?

(Ana) – Sim ela saiu faz pouco tempo, disse que precisava voltar a trabalhar, mas que deixaria uma surpresa pra gente em casa – eu estava nervoso, não devia ter deixado ela lá. Deveria tê-la trazido comigo assim poderíamos conversar.

(Gabe) – Ela também disse que logo ela voltaria a ficar em casa com a gente – acelerei o carro, nos últimos metros, felizmente o carro dela ainda estava estacionado.

Parei o carro e sai correndo para encontra-la, ela já descia as escadas. Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa às crianças apareceram correndo.

(Gabe, Ana) – Mamãe! – abraçaram-na forte, fiquei meio inquieto precisava conversar com ela antes que fosse embora.

(Gabe) – Você é a surpresa mãe? – disse fitando-a esperançosamente.

(Mô) – Não meus queridos, as surpresas de vocês estão lá na sala, por que não vão até lá, acho que o papai quer conversar comigo a sós.

(Ana) – Certo. – eles já iam entrando e eu dei um passo já me aproximando.

(Mô) – Antes venha me dar outro abraço, para eu poder ir embora — os dois voltaram correndo com lágrimas nos olhos.

(Mô) – Eu Amo vocês demais – disse dando um beijo em cada um.

Esperei que os dois entrassem e fechassem a porta para começar a falar.

(Mauricio) – Pensei que ficaria dessa vez, porque não me avisou – dei uma pausa para controlar a raiva em minha voz – precisamos conversar.

(Mô) – Você estava atrasado e eu tenho que voltar o mais rápido possível para Londres.

(Mauricio) – Vai encontrar seu príncipe lá – disse em deboche

(Mauricio) – Primeiro não seria certo pedir o divórcio – numa explosão de raiva deixei escapar aquelas palavras ásperas.

(Mô) – Não, mas se você quiser conversar sobre isso – disse me passando um cartão – é um número privado, pode me ligar amanhã discutiremos sobre isso.

Ela foi meio fria na ultima frase, mas antes que me desse às costas vi lágrimas se formarem em seus olhos, se despediu com um aceno de mão e partiu.

Voltei para o carro, e estacionei dentro da garagem, assim que o portão se fechava lágrimas brotavam em meus olhos, arrependimento por ter dito palavras tão rudes, por tê-la deixado triste, por tê-la deixado escapar mais uma vez e por não ter aproveitado para ama-la invés de ficar ali apenas remoendo minha raiva.

Demorou um tempo até eu me recompor e entrar em casa. Vi que as crianças comtemplavam um livro bem grande, invés de brincar com os brinquedos que tinham ganhado, fui até lá ver o que era tão interessante.

(Gabe) – Pai abre logo, a mamãe deixou pra você. Olha. – disse apontando para um bilhete grudado na capa do livro.

(Mauricio) – Certo. – peguei o livro e me sentei no sofá o depositando no colo, as crianças sentaram do meu lado, muito curiosas.

(Ana) – Abre logo!

Tirei o bilhete da capa, revelando uma foto onde estava os quatro sentados naquele mesmo sofá sorrindo, do lado um botão para abrir, o apertei.

Cada folha que virava tinha um pedacinho da nossa história, as primeiras páginas eram fotos minhas e dela desde pequenos, passando pela adolescência e a fase adulta, depois fotos de nós dois juntos, fotos do nosso casamento, nascimento do Gabe, nascimento da Ana, tudo estava naquele álbum, centenas de fotos organizadas, em meio de um texto, um conto de fadas que levava os quatro ao feliz para sempre. A ultima folha do livro era a mesma foto da capa, maior e escrito às palavras felizes para sempre.

Naquela noite coloquei as crianças mais cedo na cama para que pudesse ficar sozinho com meus pensamentos, me sentia um crápula.

Houve uma discussão de quem ficaria com o livro aquela noite. Determinei que primeiro ficasse comigo, no dia seguinte com o Gabe e depois com a Ana.

Fiquei horas folheado aquele livro, até que dormi vencido pelo cansaço e pela ideia que no dia seguinte ligaria para ela e pediria desculpas.

Notas finais
E ai o que acharam mereço um review?