Química
10 Encrencada
POV Rachel
Acordei meio desnorteada, olhei para o relógio já eram dez horas da manhã, arregalei os olhos assustada. Tinha perdido a hora, o que eu ia fazer? Não posso ficar perdendo aula assim! Pulei da cama e corri para o banheiro, tudo bem que não iria adiantar nada, eu não ia conseguir chegar na escola a tempo nem para o terceiro horário. Fiz minha higiene matinal, troquei de roupa, quando sai do banheiro olhei pela janela e tive a visão do inferno, Noah estava apenas de cueca Box, se espreguiçando, com seus músculos a mostra. Fiquei boquiaberta, Noah era gostoso e muito, além de ser extremamente excitante, fui tirada de meus devaneios quando percebi que ele reparou que eu o estava observando, ele deu um sorriso safado e jogou um beijinho para mim, corei ao extremo e sai de frente da janela. Sentei na cama tentando controlar minha respiração, até que reparei uma coisa estranha, eu tinha perdido o horário, por que Noah estava em casa? Fui em direção a janela perguntar isso a ele.
-Por que você est.. — Ele pulou da árvore já me agarrando. Não tive tempo de terminar minha fala. – Wow! – Exclamei, ele não estava devidamente vestido. Ele queria me provocar só pode!
-Não faz isso.. Não me olhe com essa cara de “Eu te quero” que eu acabo me convencendo. – Ele falou começando a beijar meu pescoço.
-No-Noah!
-Meu nome.
-Não faz assim.. – Ele se afastou e me ofereceu o sorriso mais safado que ele conseguia dar. Ele pegou minha mão e colocou no abdômen dele. Respirei fundo, precisava me controlar.
-Você gosta? – Ele perguntou mordendo a minha orelha.
-Ahaaam – Saiu como um gemido, soou mais sexy do que deveria.
Tudo estava quente, mas não havia joguinhos, quando ele me beijou de novo ele foi mais calmo, e em vez de tudo ficar mais excitante, tudo ficou mais calmo e suportável, Noah sabia ser um cavalheiro quando queria. Colocou as mãos na minha cintura, parou de me beijar e deu um sorriso maroto.
-Já começa o dia vendo os outros seminus pela janela né Berry? Ta ficando pior do que eu em! – Noah exclamou seguido de uma gargalhada. Dei um belo de um tapa em seu ombro, ficou até um pouco vermelho.
-Pervertido!
-Tarada.
-Ahhhhhhh Noah você vai ver! – Gritei e comecei a fazer cosquinhas nele, ele estava quase sem roupa então a sensação devia ser pior.
-Não.. Não faz isso Berry! – Ele falou em meio as risadas – Não vem de idéia errada! – Ele começou a correr, eu fiquei parada rindo da cara de assustado dele.
Eu estava tão absorta brincando com Noah que esqueci de perguntar o por que dele estar em casa neste horário. Quando nos acalmamos sentamos na cama.
-Noah.. O que você está fazendo em casa? Não deveria estar na escola? – Ele me olhou confuso e começou a rir – O que é tão engraçado Noah Puckerman? – Perguntei indignada.
-Uai.. o mesmo que você. Você também não foi à escola.
-Mas comigo é diferente, meus pais esqueceram de me chamar.
-Deve ser porque hoje é feriado e ninguém vai para a escola, nem mesmo os nerds como você! Acho que a “brincadeira” de ontem afetou demais a sua cabeça! – Ele falou malicioso. Abaixei a cabeça envergonhada, eu fiquei tão avoada me preocupando em não pensar nele e no que aconteceu que acabei me esquecendo que era quinta feira, dia do feriado.
-Argh você me tira do sério! – Falei levantando e deixando ele sozinho na cama.
-Eu sei que causo esse efeito nas garotas, principalmente em vizinhas taradas que ficam fitando os outros sem roupa pela janela. – Ele falou sarcástico e rindo ao mesmo tempo, ele realmente queria me irritar, e estava conseguindo.
-Sai daqui Noah! Se você veio aqui para me irritar você conseguiu, agora pode ir embora! – Affe, como ele era irritante.
-Não vim aqui para te irritar – Ele fez biquinho
-Ah é? Veio para o que então? – Falei batendo o pé. Ele levantou, começou a andar vagarosamente em minha direção, eu já sentia dificuldade para respirar a cada passo que ele dava. Quando ele fazia isso, meu corpo ficava na expectativa, esperando e ansiando pelo toque dele. Ele chegou bem perto e parou, respirei fundo. Eu estava com raiva dele, mas meu corpo me traia. Ele não fez nada, mordi o lábio odiando essa demora, agarrei a nuca dele e o puxei para um beijo. Ele riu entre o beijo, parece que sabia que eu não iria resistir. Xinguei ele mentalmente por ter esse controle sobre mim, ficamos no maior amasso por uns bons minutos, depois finalizei com um selinho.
-Você devia ficar irritadinha assim mais vezes. – Ele falou lambendo os lábios. Revirei os olhos, ele era tão safado.
-Ta, agora vá trocar de roupa. – Olhei ele de cima a baixo – Melhor, colocar uma roupa né!?
-Até princesa – Ele me deu um beijo rápido (o que era um milagre no nosso caso), e pulou a minha janela. Me joguei na cama pensando em como eu sou idiota, nem me lembrava que era feriado e graças a DEUS amanhã também não tem aula e logo em seguida fim de semana. Quatro dias em casa, isso era um sonho. Desci para ver se eu ia tomar café ou esperar pelo almoço, quando se acorda tarde essa é uma dúvida cruel. Meus pais estavam lá embaixo arrumando algumas coisas.
-Bom dia pais.
-Bom dia estrela – Meu pai Hiram disse
-Bom dia filha – Meu pai Leroy disse – Acordou tarde em!
-Perdi a hora – Falei dando de ombros, era feriado mesmo.
-Filha, eu e seu pai vamos fazer um pic-nique no parque.
-Programa de família? – Perguntei com os olhos brilhando, meus pais raramente estavam em casa, mas eu sentia falta deles e acima de tudo amava muito eles.
-Infelizmente não meu anjo – Meu sorriso murchou – Alguns amigos do escritório também vão.
-Ahh.. Então cheguem cedo por favor, vamos ver um filme juntinhos a noite.
-Ta bom estrela, chegaremos lá pelas 18 horas. – Meu pai deu uma piscadela para mim e foi saindo pela porta que dava na garagem.
Eu queria passar o dia com os meus pais, mas como não é possível arranjarei algo melhor para fazer. Lógico que antes vou atacar a geladeira, estou com muita fome. Meu telefone tocou enquanto eu fazia um sanduíche. Não olhei quem era, estava ocupada.
-Alô??
-Eii pequena. Tudo bom?
-Ah.. Oi Finn, tudo sim e você?
-Agora estou melhor. O que vai fazer no feriado?
-Até agora nada, por quê?
-Bom estou organizando uma festa. Quer dizer.. não uma feeeesta, um churrasco.
-Que ótima idéia Finn, quer a minha ajuda?
-Na verdade, eu queria a sua presença.
-Ahh.. Tudo bem, que horas?
-Ainda estou vendo isso, mas o Puck também sabe. Peço a ele para te avisar.
-Ta bom Finn, até.
-Até mais tarde pequena.
Desliguei, bom, pelo menos eu não ia ficar trancada em casa esse feriado. Terminei de comer o meu sanduíche, lavei a louça e campainha tocou. Fui abrir a porta.
-Ei Brabra!
-Oi Kurt – Disse toda feliz dando um abraço nele – Tudo bem?
-É mais ou menos, dessa vez sou eu que não posso ficar em casa. – Fiz cara de confusa – Finn e seus machões estão resolvendo umas paradas sobre a tal festa.
-Ahhhh entendi. Quer entrar?
-Uhumm – Ele entrou e fomos para a cozinha.
-Eu só vou terminar aqui e já subimos ta?
-Ta tranqüilo, sinta-se em casa. – Ele começou a rir
-Que engraçado, achei que a casa fosse minha.
-Pura ilusão, eu que deixo você pensar isso.
-Ah é né? – Taquei um pouco de água nele, só por implicância. – Engraçadinho.
Terminei de guardar as louças e subi com Kurt para o meu quarto.
-Então, vai na festa?
-Acho que sim, é hoje?
-Não, eles adiaram para amanhã por que uma prima da minha mãe cedeu a casa perto da praia.
-Nossa que legal, festa na praia.
-Ela nos deixou passar o fim de semana lá, mas disse que a galera da festa de jeito nenhum.
-Haam.. que pena. Mas é melhor que não vai ter muita bagunça.
-Amanhã que horas? E essa tal casa é aonde?
-Bom para você, Puck, Mercedes e Santana, é hoje às nove da noite. – Franzi a testa – A festa é amanhã de manhã, nós vamos hoje a noite, conhecemos a casa, e acordamos cedo para organizar tudo. Não aceito não como resposta Barbra.
-Er.. Pode ser. Mas Puck? Mercedes? Santana?
-Puck, Finn e Santana estão organizando tudo. Eu estou levando você e a Mercedes de brinde para não morrer no tédio. – Comecei a rir exageradamente.
-Então.. o que eu visto amanhã? – Os olhos de Kurt brilharam.
-Mostre-me o que você tem!
Peguei meus biquínis e roupas de praia e fui ao banheiro, comecei a me despir para colocar o biquíni e me assustei. Merda, como eu vou esconder isso? Coloquei o biquíni e coloquei uma saída de praia por cima. Tomara que Kurt não perceba. Sai do banheiro desfilando e rindo juntamente com Kurt.
-Você está muito bem, mas vamos ver se você está vestida para matar. Quero te ver só de biquíni. – Hesitei, não queria passar por isso – Vamos Barbra! Eu sou gay, não tem com o que se preocupar.
Tirei a saída devagar, bem devagar. Já podia sentir meu rosto queimando de vergonha, ele primeiro riu da minha cara, mas depois sua cara foi de espanto. Fechei os olhos desejando que fosse um pesadelo.
-I-Isso é ..? – Ele não terminou, apenas apontou para o meu corpo.
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