Química

11 E o feriado apenas começa


POV Rachel

–I-Isso é ..? – Ele não terminou, apenas apontou para o meu corpo.

Kurt ainda sustentava a expressão de espanto enquanto esperava pela resposta. Assenti com a cabeça.

– Tenho a leve impressão que não foi o Finn que fez isso.

–Não – Rapidamente coloquei a saída em frente ao meu corpo para poupar mais constrangimento, sentei ao lado de Kurt na cama. – Por favor não pense que eu sou uma viciada em sexo e que fica enganando seu irmão. Eu realmente gosto dele. – Na minha cabeça isso soava muito hipócrita, falo que gosto de um, mas meu corpo está todo marcado pela boca de outro. Amaldiçoei Noah por ser tão irresistível.

–Devagar, estou tentando apagar essa imagem da minha cabeça. – Ficamos um tempo calados – Posso saber quem? – Abaixei a cabeça totalmente encabulada.

–Infelizmente não, não posso falar. Está com raiva de mim?

–Não. Estou surpreso, não tem porque, você não está com meu irmão, disse em alto e bom som que não estava disponível. Eu apenas pensei que você e meu irmão fossem vingar sabe?

–Eu sou apaixonada pelo Finn, isso todo mundo percebe. Mas isso que eu tenho com o.. – Me interrompi, não podia falar quem era para o Kurt – Com ele.. é físico, nós temos química sabe.

–Então você não gosta dele como gosta do Finn?

–Não, com o Finn há sentimento, já com ele.. é desejo.

–Você é livre e faz o que você quiser, vai lá que para darmos um jeito nisso, ou você terá que usar túnica de freira nessa festa. – Comecei a rir, Kurt era realmente um amigo e tanto. Entrei no banheiro e coloquei uma roupa, quando saí Kurt estava revirando as minhas coisas. Decidimos que eu teria que usar um maiô não muito decotado, afinal, não quero dar explicações do porque eu tenho chupões pelo meu colo e pela minha barriga. Depois de um tempo achamos uma roupa muito conveniente, lanchamos e Kurt foi embora. Tomara que ele não fique estranho comigo. Corri para o meu quarto e comecei a arrumar minha bolsa, eu ia ficar lá só dois dias, mas é melhor prevenir. Fui tomar banho, quando saí Noah estava sentado na minha cama me esperando.

–Oi

–Ei princesa. Se arrumando?

–É.. você pode me dar licença?

–Eu não me importo. – Ele deu um sorriso maroto. Corei.

–Vamos Noah, não faz assim! Por favor.

–Não sei por que, não tem nada aí que eu não tenha visto ou tocado. – Isso bastou para eu ficar totalmente vermelha, corri até o banheiro e fiquei lá dentro. Por que ele tinha que ser tão irritante?! Bufei de raiva.

–Vamos princesa.. saia daí – Ele falou batendo na porta.

–Só vou sair quando você for embora. Vá embora Noah!

–Não faça drama, eu não falei por mal. É apenas a verdade. – Ele começou a rir, que ódio. Que vontade de bater nele, respirei fundo, comecei a canalizar meu ódio. Fechei os olhos e tive uma idéia diabólica. Sai do banheiro e ele estava encostado ao lado da porta, fingi que não notei a presença dele. Fui até minha cômoda, coloquei a calcinha e depois tirei a toalha. Ouvi Noah pigarreando do outro lado do quarto, dei um sorriso vitorioso, ele não estava vendo nada demais, eu estava de costas, mas ainda assim devia ser difícil para ele. Procurei uma roupa qualquer e acabei pegando um vestido, coloquei vagarosamente, ainda sem sutiã para provocar mais. Quando terminei de colocar me virei, Noah estava respirando rapidamente, segurando a maçaneta da porta do banheiro com muita força. Ele estava se segurando, e muito.

–O que foi? – Perguntei inocente. Andei até ele, retirei a mão dele da maçaneta e entrelacei meus dedos nela, dei um selinho demorado nele. – Você não está se sentindo bem? – Falei em seu ouvido, ele apertou minha cintura com uma das mãos. – Calma, respira, daqui a pouco tudo se resolve. – Ameacei beijar ele, mas não o fiz. Deixei ele lá, escorado na parede, de olhos fechados e excitado. Eu sei que é maldade e que eu tinha prometido nunca mais atentar ele desse jeito, mas hoje ele mereceu. Eu ainda estava com raiva dele quando desci e deixei ele lá sozinho. Comecei a separar algumas coisas para levar para a casa, provavelmente hoje não teria nada lá além de bebida. Peguei o número de uma pizzaria, também peguei uma garrafa de champagne escondida dos meus pais, quando subi com as coisas Noah já não estava mais lá. Senti um aperto no coração, não queria magoar ele, acima de tudo, isso não se faz com um amigo. Bom, beijar também não, mas fazer o que né?! Olhei pela janela, a luz estava acesa mas ele não estava lá, fiquei observando um pouco, depois ele apareceu, imaginei que ele tivesse tomado banho. Ele olhou para mim com um olhar sacana.

–VOCÊ VAI PAGAR POI ISSO BERRY! – Ele gritou, eu ri gostosamente ao saber que ele não estava com raiva de mim. Depois ele sumiu de novo, fui terminar de arrumar minha coisas, daqui a pouco Kurt passaria aqui para me pegar. Desci e fiquei lá embaixo vendo TV e esperando ele chegar. Depois de uns vinte minutos ouvi uma buzina, peguei minha mochila, sai e fechei a casa. Entrei no carro e lá estavam, Finn dirigindo, Kurt pulou para o banco de trás com Mercedes e desocupou o banco ao lado de Finn para mim, eu sabia que era de propósito, mas resolvi ignorar.

–Boa noite – Desejei enquanto entrava no carro e ajeitava a minha bolsa no meu colo.

–Boa noite – Todos responderam em coro. Finn estalou um beijo na minha bochecha arrancando uns “Hmmmm” de Mercerdes e Kurt. Revirei os olhos e ele sorriu envergonhado.

–Noah não vai com a gente? – Perguntei curiosa

–Não, ele vai com o carro dele e vai levar a Santana. – Finn falou enquanto começava a dirigir.

–Ahh – Engoli seco só de pensar em Noah e Santana juntos.

–Tudo bem Barbra?

–Ta sim Kurt, tudo bem. – Finn ligou o som animando um pouco o ambiente, involuntariamente começamos a cantar, o coro com as nossas vozes era muito bonito. Dei um sorriso enorme por ter amigos que me faziam tão bem. Finn percebeu, não sabia por que, mas ele riu junto.

–Por que está rindo? – Ele perguntou em meio a risada

–Nada, só estou feliz. – Ele me encarou como se a resposta não fosse o suficiente – Estou muito feliz por ter amigos maravilhosos. – Esclareci – Olha pra frente Finn.

–Eu sei que fazemos a sua muito mais interessante Barbra – Kurt deu um pulo no banco de trás.

Começamos a rir e continuamos a cantarolar, depois de um bom tempo Finn parou o carro em frente a praia, ao lado tinha uma casa enorme, muito grande mesmo. Ele desligou e suspirou.

–Pronto, chegamos! Quem está pronto para festejar??! – Ele perguntou todo animado. Todos dentro do carro começaram a gritar de felicidade.

–O fim de semana é de quem? – Kurt perguntou

–É NOSSO ! – Todos gritaram.


Notas finais
Gentee o capítulo ficou terrível! Comofaz?!