¿Qué Hay Detrás?

29 Um Novo Endereço


Notas iniciais
Oie gente, tudo bem? Primeiramente queria agradecer à Naxi1D pela recomendação, muuuito obrigada linda, amei! Depois falar que trouxe aqui mais um capítulo, revelando o que aconteceu com o Maxi e deixando mais dúvidas. Confesso que adorei escrevê-lo... Espero que gostem!

POV Maxi

Não sei o que deu em mim, vi aquela cena de André e Naty juntos e senti um aperto no meu peito. Não entendi o porquê, mas simplesmente não consegui ver os dois ali, de mãos dadas. A única reação que tive foi de sair o hospital dizendo que já havia achado uma solução para o fato de não poder ficar mais sozinho em casa, o que era mentira, não tinha ideia do que fazer.

Eu tinha amigos para o quais eu poderia pedir, mas teria que ir para a casa deles, e não queria sair da minha. Tinha minha avó, mas não queria passar um tempo com ela, com certeza brigaríamos bastante, o que só prejudicaria mais minha saúde. E bem, tinha a Camila. É, essa era uma solução a se pensar.

– Maxi, tudo bem!? – Naty falou saindo do hospital e me dei conta que estava parado de costas para a porta, ao invés de estar indo embora.

– Tudo sim – falei me virando e vi que ela estava sozinha, tentei parecer normal.

– Aconteceu alguma coisa? Você saiu tão diferente, fiquei preocupada...

– Não, tudo bem... Fiquei um pouco nervoso agora que absorvi a história de que poderia ter ficado pior pelo fato de não me cuidar, de estar sozinho em casa. Sou muito descuidado com minha saúde...

– Eu sei – ela falou extremamente baixo, mas consegui ler seus lábios. “Eu sei”, o que ela queria com isso? Será que eu passei por algo semelhante durante o período cujo qual não me lembro? Odeio essa sensação de não saber o que aconteceu na minha vida, não conseguir encaixar Naty nos meus momentos, apesar de saber que ela estava lá. – O que você vai fazer? – agora ela perguntou em um volume normal.

– Vou para a casa da Marcela... – falei rapidamente.

– Boa escolha – ela sorriu aliviada. Por quê?

– Vamos? – André apareceu de repente, então fechei a cara. – Vou deixar vocês em casa.

– Você já vai para a casa da sua avó agora? – Naty me perguntou quando entravámos no carro.

– Não. Vou ajeitar algumas roupas e coisas para levar primeiro.

– Podemos te esperar – André sugeriu.

– Não quero atrapalhar vocês – falei diretamente e até um pouco grosso. – Eu ligo para ela me buscar.

– Ok – Naty, que estava no banco da frente, mas estava virada para mim, virou-se para frente novamente, baixou a cabeça e ficou em silêncio. André apenas dirigiu sem falar nada.

O clima no carro ficou um pouco tenso, talvez eu tivesse sido um pouco insensível demais. Resolvi me desculpar.

– Desculpa gente – falei. – É só porque não quero atrapalhar vocês... Vocês dois estavam fazendo alguma coisa juntos antes de eu resolver ficar mal. Não quero mais atrapalhar isso.

– Estávamos apenas revendo algumas matérias... – André falou e não entendi nada. Revendo algumas matérias juntos? Eles nem estudam juntos. “Você precisa mentir melhor André” foi o que pensei.

– Bom, então podem retomar os estudos, eu vou ficar bem – falei sorrindo enquanto André estacionava em frente ao meu prédio. Desci.

– Liga pra algum de nós qualquer coisa... – André falou enquanto eu procurava as chaves.

– Pode deixar. Tchau – falei e somente André respondeu, dei uma última olhada para dentro do carro e Naty estava com a cabeça baixa, parecia estar chorando. Meu coração deu um nó. Entrei em casa logo.

POV Naty

– Ele acha que temos alguma coisa – foi a primeira coisa que falei assim que André acelerou o carro.

– Você acha? – ele perguntou confuso.

– Claro que sim... Só não entendi o porquê de ele ficar tão chateado com tudo isso – comentei, embora feliz.

– Embora ele não consiga lembrar que vocês tiveram alguma coisa, com certeza em algum lugar da mente dele você ainda está presente – André comentou com seu ar de médico.

– Claro, claro doutor – concordei rindo. – Fico muito preocupada...

– Não fique... Amanhã eu converso com Maxi na universidade e explico tudo, e claro, pergunto se ele já não está mais em casa sozinho.

– Obrigada André, você tem sido um amigão – comentei.

– De nada! Sabe – ele começou a falar -, logo que te conheci, primeiro na cantina com o pessoal e depois na sala, confesso que gostei muito de você, mas do que amizade. Contudo, eu vi depois que você e Maxi estavam começando e se aproximar, e mais ainda, que tiveram um relacionamento muito legal, então eu desencanei. E pensei comigo, que poderíamos pelo menos ser bons amigos, e bem, deu certo — ele riu, e eu fiquei feliz, primeiro por ele ter me contado isso e depois, por ter continuado um amigo tão importante mesmo eu tendo ficado com Maxi.

– Obrigada por me contar... Saiba que você também vai ser sempre um amigo importante pra mim. Você tem me ajudado bastante nesses dias.

– E você sabe que pode continuar contando comigo para qualquer momento.

– Digo o mesmo!

– Está entregue – André falou quando chegamos em frente a minha casa. – Até amanhã!

– Até, obrigada por hoje – sorri.

– De nada... E não se preocupe que falarei com Maxi amanhã – sorriu de volta. – Tchau.

– Tchau!

Entrei em casa e fui direto para meu quarto. Tomei um banho demorado, comi alguma coisa e fui dormir. Meus avós provavelmente já estavam dormindo, porque a casa estava muito silenciosa.

*

O dia amanheceu chuvoso, vesti-me com roupas compridas, tomei café, peguei minha sombrinha e fui para aula. Chegando à Universidade fui direto para minha sala, Violetta ainda não estava lá. Sentei-me e não demorou muito para Camila e sua sombra darem as caras.

– Olha, olha quem temos aqui... – falou aproximando-se da minha mesa.

– O que você quer Camila? – perguntei impaciente.

– Você que se dizia tão apaixonada pelo Maxi parece que já está bem de boa com o fato de ele não se lembrar de você né.

– Você se refere a?

– Ao fato de você já estar de namorado novo – riu ironicamente.

– Você tá bem? De onde tirou essa história? Não tenho namorado nenhum! – se já estava sem paciência antes, imaginem agora.

– Não é o que todo mundo anda dizendo por aí... Parece-me que você e aquele estranho nerd do André andam saindo juntos. Boa escolha, vocês são feitos um para outro! – falou e saiu rindo indo sentar-se no fundo da sala.

Eu não precisava de mais nada. Agora as pessoas andavam por aí falando que eu e André namorávamos. Estava chateada rabiscando no meu caderno quando Vilu apareceu e sentou-se ao meu lado.

– O que aconteceu de verdade? – eu já havia entendido sobre o que Vilu falava, e expliquei a história de Maxi me ligar, o hospital, eu e André.

– E quem viu e o que viu eu não sei, mas sei que anda espalhando coisas por aí...

– Mas pelo que você disse André vai falar com o Maxi hoje não, é? – eu assenti. – Então vai ficar tudo explicado, você vai ver.

– Vai sim – concordei.

– E sobre o Maxi, ele está bem agora? O que ele fez em relação a ficar sozinho?

– Ele está bem sim, foi só um susto. Até onde eu sei, ele estava indo para a casa da Marcela...

– Vamos descobrir na hora do almoço.

– Sim, sim.

O professor entrou na sala e começou a aula. Ficamos prestando atenção e tentei não pensar em nada até falar com o Maxi na hora do almoço.

POV Maxi

Estava caminhando para aula, já estava atrasado, mas não fazia questão nenhuma de correr. Já havia também ouvido boatos sobre o novo casal da universidade André e Naty, quando alguém chamou meu nome. Olhei para trás e o vi. Tentei ser simpático.

– Oi André.

– Hey, podemos conversar?

– Não... Estou atrasado para aula – falei seco.

– Nós dois sabemos que você não está nem um pouco a fim de ir para essa aula Maxi – ele falou rindo e interiormente ri e concordei.

– Ok. Sobre o que você quer falar?

– Sobre a Naty... – ele falou se aproximando.

– Não quero ouvir nada sobre ela ou sobre vocês, não é da minha conta.

– Na verdade é – ele falou como se tivesse certeza. – Ela ficou muito chateada com tudo que aconteceu ontem...

– Mas ela tem você para consolá-la – interrompi-o. – Agora me deixa ir, vou tentar chegar à aula... – virei-me novamente e comecei a caminhar.

– Aí que você se engana... Eu e Naty não temos nada! — ele falou ainda parado no mesmo lugar, eu parei e ele voltou a se aproximar falando ao mesmo tempo. – Eu já desejei que tivéssemos, mas Naty escolheu você. E nós somos amigos, Maxi, eu jamais tentaria algo com ela. Eu e Naty somos colegas em uma aula optativa dela, e por acaso ontem estávamos estudando no momento que você precisou dela, eu fiz minha parte de amigo de ambos e tentei ajudar. Eu não sei o que você viu, o que te incomodou, mas saiba que eu só estou tentando ajudar. Naty está sofrendo bastante com tudo isso, porque não deve ser nada fácil para alguém ter um relacionamento tão intenso com alguém, mesmo que por tão pouco tempo, como vocês dois tiveram, e de um dia para outro fingir que nada aconteceu.

– Não é fácil para mim também, eu não posso simplesmente aceitar as coisas, como se me lembrasse de tudo...

– Eu não estou dizendo que é fácil para você, mas só quero que você não preste tanta atenção no rola por aí... Esses tipos de boatos e tentativas de fazerem você acreditar que Naty nunca foi nada para você serão cada vez mais frequentes, se é que você me entende. Porém, procure mais a fundo antes de acreditar em tudo... Todos os seus amigos estão aí para te ajudar nesse momento. Bom, era isso que eu precisava falar...

– Obrigado cara, talvez eu precisasse ouvir alguma coisa assim de alguém – concordei comigo depois de ouvir o que André acabara de falar. – Desculpa meu comportamento ontem, não sei o que aconteceu comigo depois que vi vocês depois de mãos dadas...

– De nada! É como eu disse para Naty, algum lugar aí na sua cabeça deve te fazer lembrar ela – comentei. – Nessa sua cabeça oca – dessa vez ele falou rindo.

– Perde os amigos, mas não perde a piada hein André – comentei. – Enfim, e obrigado por me falar sobre seus sentimentos em relação à Naty, não fazia ideia...

– Ninguém fazia... Falei à ela também, caso você queira saber.

– Tenho certeza que você vai encontrar alguém muito especial num futuro próximo...

– Eu bem que gostaria, tenho uma pessoa em mente, mas seria impossível conquista-la sendo você, imagina sendo eu... Tão nerd, tão estranho.

– Que nada! Seja corajoso e fale com ela – aconselhei-o. – Agora eu preciso ir, acho que preciso pedir desculpas a mais alguém – comentei.

– Claro, boa sorte! – André falou. – Estou indo para a biblioteca de qualquer forma. Até mais!

– Até mais... Obrigado de novo! – agradeci e me virei pegando o caminho do refeitório.

Estava em meu caminho para o refeitório, quando fui parado por Camila logo na porta. Era o que eu menos precisava agora.

– Maxi, onde você está agora? Sua avó me disse que você saiu da casa dela essa manhã já... Você sabe que não pode ficar sozinho! – ela falava nervosa.

– Tá tudo bem, Camila. Eu vou para a casa de algum dos meninos qualquer coisa...

– Por que você não fica com a Marcela?

– Você tá doida!? Eu fiquei lá uma noite e já foi suficiente, minha vó me irrita demais com aquele jeito todo – falei. Eu havia passado a noite na casa da minha avó, mas não suportaria ficar lá mais, porque antes de dormir brigamos e logo que acordei brigamos de novo, porque ela queria controlar minha vida e meus passos. Bem mais do que preocupação.

– Talvez eu devesse ir para sua casa – ela sugeriu.

– Não precisa... Não quero te atrapalhar.

– Acho que você precisa de alguém lá com você – ela falou por fim.

– Eu sei, eu sei... Vou dar um jeito nisso. Obrigado pela preocupação!

– De nada... Antes de tudo, sou sua amiga Maxi, me preocupo com você.

– Obrigado! – abracei-a.

Após o abraço fui para a mesa com o pessoal, Naty e Vilu haviam acabado de juntar-se a eles, porque as vira passando enquanto conversava com Naty.

– Oi gente – falei sentando-me.

– E aí – falaram em uníssono.

– Como você tá garoto? – Léon perguntou. – Fiquei sabendo que não andou bem ontem.

– Andei fazendo coisas que não deveria, mas fui “salvo” a tempo – falei olhando para Naty que estava quieta.

– E como está na casa da sua avó? – Fran questionou.

– Não está – eles fizeram cara de interrogação. – Voltei para casa já, Marcela me deixa louco, não posso ficar no mesmo lugar que ela.

– Você vai ficar sozinho de novo? – Vilu perguntou preocupada.

– Parece que sim...

– Vai lá para casa então – Federico falou imediatamente.

– Vou ver isso, obrigado!

Depois mudamos de assunto enquanto comíamos, falávamos sobre as provas finais e como eu iria ter que aprender algumas matérias de novo. Fede e Fran reclamaram da quantidade de leitura na fase final de curso. Vilu sobre relatórios e mais relatórios. León só tentava me confortar dizendo que nem tínhamos tanta coisa, apesar de eu saber que tínhamos. Naty permaneceu quieta.

O intervalo acabou e todos se levantaram para irem para suas salas. Naty estava mexendo em sua bolsa e me aproximei.

POV Naty

Após o intervalo fui procurar um livro que queria deixar na biblioteca antes de ir para sala e nem vi que o pessoal saiu. Porém, Maxi havia ficado ali e aproximou-se.

– Podemos conversar? – ele perguntou.

– Tudo bem... – respondi calma e chateada ao mesmo tempo.

– Me desculpe por ontem... Eu não queria ter sido aquele idiota que fui. Eu simplesmente não consegui suportar a ideia de ver você e o André juntos. Eu não sei o porquê... E eu sei que vocês dois não tem nada, André já falou comigo.

– Tudo bem, Maxi. Só que é muito difícil entender o que se passa na sua cabeça, você não quer nada comigo, mas também não consegue me ver com outra pessoa... Ontem era o André, sendo meu amigo e me ajudando. Mas você pensou que daqui a pouco eu posso arrumar outra pessoa!? – falar aquilo foi horrível. Eu não arrumaria outra pessoa, não agora enquanto ainda tinha coisas para resolver com Maxi. – Eu não posso ficar para sempre esperando.

– Eu sei que não Naty, e eu entendo você... Desculpe-me por estar sendo desse jeito. Sei que disse para você que precisava de tempo, e que esse tempo deve estar te matando.

– O tempo não está me matando... O que está é não saber o que fazer. Um dia você me odeia, no outro você quer ser amigo, no outro fica com ciúmes de mim. E o mesmo acontece com a Camila... Apesar de tudo, ela não merece ficar sem respostas também.

– Eu sei – ele falou triste. – Vocês duas não merecem isso... – falou por fim. – Vou me resolver com a minha cabeça. Porém, o que eu queria mesmo era te agradecer e me desculpar por ontem... Não sei o que teria sido de mim se vocês não tivessem chegado tão rápido.

– Não foi nada, é para isso que servem os amigos – falei e ele sorriu. – Agora me deixei ir, não posso chegar atrasada – comentei.

– Claro, até mais!

– Até, Maxi... – falei e sai.

POV Maxi

Após a conversa com Naty resolvi ir para casa. Já havia perdido a aula da manhã, e não estava a fim de assistir a aula da tarde. Precisava pensar e resolver minha vida. Precisava pensar no que fazer sobre o fato de ficar sozinho. Se bem que Camila havia se oferecido para ficar comigo, era uma boa ideia, eu a conhecia e ela saberia o que precisaria. Fiquei feliz com a ideia de tê-la em casa comigo. Ia contatar Camila logo mais.

Cheguei a casa e me deitei um pouco, fiquei pensando nas conversas que tive com André e Naty. Não, eles não estavam juntos, nem pensaram em estar, só estavam sendo amigos. Como eu fui burro em julgá-los. André sempre foi meu amigo, jamais faria uma coisa dessas comigo, e eu nem pensei nisso. Naty gostava de mim, também não faria isso. E depois a conversa com a Naty, eu realmente precisava parar de brincar com os sentimentos dela e de Camila, ainda que inevitavelmente. Mas o que fazer? Apesar de eu gostar de Naty, não consigo me lembrar dela e nem esquecer Camila tão rápido, apesar de saber todas as maldades que ela fez.

Minha cabeça estava cheia, eu precisava descansar um pouco. Dei-me a oportunidade de dormir um pouco. Acordei algum tempo depois, olhei as horas e aproveitar para mexer um pouco no celular. Era a primeira vez desde o acidente que parava para olhá-lo profundamente e encontrei algumas fotos com Naty, com o pessoal, com Camila, tudo me trazendo lembranças. Li algumas mensagens também, algumas coisas fortes que não queria ter lido. Fiz o que tinha que fazer, contatei quem tinha que contatar, e deixe meu celular de lado. Liguei a televisão e enquanto estava deitado assistindo ouvi a campainha.

Abri a porta a porta e lá estava ela sorridente, olhei para o chão e tinha uma pequena mala no seu pé. Sorri.

– Obrigado por ter vindo... – eu falei dando espaço para que ela entrasse.

Notas finais
E então, quem temos dessa vez? Deixem suas opiniões, críticas e qualquer coisa que queiram falar nos reviews. Amo vocês! Me sigam no tt: @inlovegarnier