¿Qué Hay Detrás?

30 Entre Nós Dois


Notas iniciais
Oiiiii gente!!! Tudo bom? :))) Cheguei aqui com mais um capítulo, aquele para revelar quem havia chegado lá, que todos estávamos curiosos, inclusive eu hahaha. Sim, porque quando escrevi, eu nem sabia quem ia colocar, e quem colocasse mudaria o rumo da história para diferentes caminhos. Espero que vocês gostem do aconteceu aí! Enjoy it :)

POV Maxi

– Oi Maxi, fico feliz que você tenha ligado... – Naty disse ainda na porta.

– Entre! – dei espaço para ela entrar.

Naty entrou, colocou a bolsa dela próxima do sofá e ficou de pé me observando fechar a porta. Fechei a porta e fiquei observando-a também. Estávamos nos encarando e alguns metros nos separavam.

– Então... – ela começou. – O que aconteceu para você me ligar? – perguntou-me um pouco séria, mas ainda assim divertida.

– Acho que você é a melhor pessoa pra ficar aqui. Dizem que você já cuidou de mim outras vezes...

– É, tentei... – ela comentou e ficou triste de repente.

– Tudo bem? Falei algo errado? – me aproximei.

– Não, não. Só porque lembrei que apesar de ter sempre ajudado, não consegui na última vez...

– Naty, você não tinha o que fazer!

– Mas eu poderia ter tentado – ela falou chateada. – Foi tudo minha culpa!

– Claro que não – coloquei minha mão no ombro dela. – Não foi sua culpa, aconteceu e pronto... Você não poderia ter feito nada.

– Mas...

– Sem mas... Agora voltando ao assunto anterior – tentei quebrar o clima. – Chamei você, porque você a pessoa que mais me conhece atualmente.

– E a Camila? – ela perguntou, tirei a mão do seu ombro e fiquei olhando-a nos olhos.

– Acho que já não somos mais tão próximos, se é que você me entende – lembrei-me do fato de ter terminado com ela antes do acidente como já haviam me dito e também de algumas coisas que tinha olhado em meu celular minutos antes...

– Se você diz... Só acho tudo isso muito estranho entre nós, sabe. É difícil de entender algumas coisas que estão acontecendo.

– Eu sinto muito por isso... É difícil de entender o que se passa na minha cabeça também. Embora eu sinta que algumas coisas estão começando a se clarear – ela sorriu timidamente quando falei isso.

– Enfim, como você está se sentindo? – Naty repentinamente mudou de assunto. Fiquei um pouco perdido, mas resolvi não comentar.

– Tudo bem, nada mudou desde o final das aulas – comentei.

– Que bom! Está com fome? – ela perguntou.

– Um pouco...

– Vou preparar alguma coisa para você comer – falou e saiu para cozinha sem que eu pudesse impedi-la. Naty foi para a cozinha e fiquei meio desnorteado ainda na sala, não sabia o que fazer e nem como seriam as coisas a partir de agora com a chegada dela.

POV Naty

Eu estava em casa estudando quando recebi uma mensagem de Maxi perguntando se eu poderia passar um tempo aqui com ele. Fiquei surpresa? É lógico que sim. Desde o começo achei que Camila seria a escolha dele para vir para cá, não que isso seja uma questão de escolha, mas sim de saúde. E bem, na atual situação Maxi e Camila estavam mais próximos do que eu e ele, porém, Maxi me chamou. Era estranho estar de volta, ainda mais com tanta coisa doida acontecendo entre nós, mas se fosse para o bem dele, eu ficaria em sua casa o tempo possível, mesmo sendo difícil acordar todas as manhãs e dormir toda a noite com ele estando no mesmo ambiente e não podendo viver como antes.

Já havia chegado a casa de Maxi e logo de chegada tivemos mais uma daquelas conversas que já virava hábito entre nós nos últimos dias. Como toda essa situação era difícil para ambos. No entanto, Maxi comentou algo que me deixou com um poquinho de esperanças, ele sente que algumas coisas estão mudando na cabeça dele. Será que ele está começando a se lembrar de mim? Ou pelo menos de alguns momentos que passamos nesses quase três meses? Embora feliz, preferi não criar expectativas e logo mudei de assunto. Agora estou na cozinhando preparando o jantar.

Perdida em meus pensamentos na cozinha, não percebi que Maxi estava encostado na porta me observando. Tomei um susto quando o vi lá.

– Maxi!? – falei ainda assustada. — O que faz aí? Precisa de alguma coisa?

– Não, não. Estava só te observando, desculpa... – ele baixou a cabeça. – Só estava tentando forçar minha cabeça a lembrar de alguma coisa – voltou a olhar para mim.

– Hm, entendo. E então? – perguntei sendo gentil.

– Nada! – ele falou e rumou para a sala rapidamente.

Voltei minha atenção para a comida quando ouvi alguns gemidos vindos da sala. Meu coração gelou! Corri para ver do que estava acontecendo.

Cheguei a sala e Maxi estava ajoelhado no chão com as mãos na cabeça, corri para perto dele e me ajoelhei em sua frente.

– Maxi, tudo bem? O que aconteceu? – perguntei levantando o rosto dele para que pudesse me olhar.

– Quando eu voltei da cozinha, logo depois de falar com você, estava muito chateado e comecei a socar a almofada – reparei pela primeira vez que havia uma almofada ao seu lado. – Acho que não fez bem...

– Você acha? – perguntei quase irônica. – Você sabe que não pode fazer esforços! – repreendi-o. – Vem, levanta do chão e senta no sofá – o ajudei a se levantar e coloquei-o sentado no sofá. – Como você se sente?

– Só um pouco tonto, mas estou bem... Vou ficar mais, prometo! – ele falou me olhando. Eu estava de pé na frente de Maxi.

– Tem certeza? Acho que seria legal se fôssemos ver o doutor.

– Não precisa! – ele falou rapidamente. – Já estou me sentindo bem, foi só um susto...

– Tudo bem então... Fique aí descansando enquanto termino o jantar, e se precisar de alguma coisa, não vá até lá, me chame – comentei.

– Obrigado – ele sorriu.

Sai da sala e voltei a me concentrar no jantar. Estava envolvida preparando o jantar, quando ouvi a campainha tocar. Corri para a sala, porque imaginava que Maxi iria se levantar para atender, e queria que ele evitasse fazer esforços por algum tempo depois do acontecido.

– Eu atendo... – falei rapidamente entrando na sala, quando vi Maxi tentando levantar do sofá. Ele apenas consentiu e permaneceu no mesmo lugar.

Abri a porta. Para minha surpresa, lá estava ela, com uma mala nos pés e toda sorridente. Sorriso esse que desapareceu assim que viu quem abriu a porta.

– Olha só quem está aqui... Você não perde tempo mesmo né.

– Oi pra você também, Camila...

Notas finais
E aí, o que acharam? Deixem aí seus reviews falando qualquer coisa, só pra saber que vocês estão aqui :))) Beeeeijos