Notas iniciais
Oi gente! Peço mil perdões pela demora, o capítulo já estava pronto, mas eu estou sem net. O próximo está quase, e assim que achar um lugar, postarei :) O capítulo tá tristinho, mas o final acho que vocês vão gostar! Enjoy it!

– Ah menino – ela falou e desmanchou o sorriso. — Ela foi pra Buenos Aires...

A frase que saiu da boca de Ruth deixou meu coração em pedaços. Não conseguia acreditar que Naty havia ido embora depois de tudo que acontecera. Isso me entristeceu, porque eu sabia que tinha a maior parcela de culpa por isso. Mesmo já sabendo o que acontecera, eu precisava de mais respostas.

– Quando foi isso? — eu perguntei à Ruth.

– Ela foi para o aeroporto três horas atrás... A essa hora deve estar embarcando no avião. Sinto muito – ela falou notando minha tristeza.

– Tudo bem – eu falei chateado. — Obrigado!

– De nada, menino!

Eu sai, um pouco abalado, mas não totalmente. Ela poderia ter ido, mas eu, com certeza, não desistiria de Naty tão facilmente. Fui para minha casa, procurei minha mala e coloquei algumas roupas dentro. Sim, eu iria atrás de Naty em Buenos Aires. Não poderia deixar tudo acabar assim, eu precisava falar com ela, pedir desculpas e dizer que a amo. Sim, eu a amo, e demorei demais para saber que mesmo não me lembrando de Naty como eu deveria, ela fez parte da minha vida, e ela me faz muito bem. Eu precisava dela, precisava do amor de Naty e precisava dar meu amor a ela que sempre foi tão boa comigo, mesmo quando eu não merecia. Terminei de arrumar tudo e liguei para Léon, alguém precisava saber que eu estava indo.

– Maxi, você tem certeza? Você tem que se lembrar que não pode passar por muitas coisa, e acho que uma viagem de avião nesse momento realmente é uma delas...

– Eu preciso fazer isso Léon! — falei disposto a não desistir.

– Isso é perigoso... Você deveria esperar... Ela vai voltar, Maxi. Tem a faculdade pra terminar e tudo o mais – León tinha uma voz muito preocupada.

– Quando ela voltar, pode ser tarde demais! Já me decidi, vou fazer isso!

– Apesar de eu não concordar com essa sua ida repentina, só tenho que dizer... Maxi, tome cuidado – ele me advertiu. — Me ligue quando chegar lá e se precisar de qualquer coisa.

– Eu vou tomar! Obrigada León – agradeci e desliguei o telefone.

Depois da ligação, peguei minha mala, chamei um táxi e fui para o aeroporto. Mesmo não tendo comprado passagem com antecedência, consegui comprar uma para pegar um voo ainda no dia. Eu teria que esperar por aproximadamente três horas no aeroporto, mas não tinha problema se fosse pra encontrar Naty logo.

POV Naty

Talvez eu estivesse me precipitando. Talvez minha escolha tivesse sido a certa. Talvez a errada. O que eu sabia é que não conseguia mais aguentar aquele sentimento de estar perto de Maxi e não tê-lo. De passar o dia todo ao lado dele e não poder beijá-lo e declarar meu amor pra ele. Então, eu parti. Parti para Buenos Aires após tanto tempo. Parti para a cidade onde perdi o meu primeiro amor. Parti para perto de meus pais.

Meu avião acabara de aterrizar, meus pais já sabiam que eu estava vindo para casa, então, eu esperava encontrá-los me esperando após o desembarque. E sim, eles estavam lá. Assim que me viram, minha mãe acenou e eu sorri. Corri ao encontro deles e os abracei muito forte.

– Que saudade eu estava de vocês! — falei ainda no abraço.

– Nós também, filhinha – minha mãe falou e nos soltamos. — É bom te ter aqui...

– É bom estar de volta! — sorri.

Pegamos minha única mala na esteira e seguimos para casa. O caminho foi de muita conversa, mamãe perguntava coisas sobre a faculdade ou sobre a vida em Córdoba e papai sobre como estavam meus avós. Não demorou muito e logo ele estacionava na frente da nossa casa. Ela ainda era a mesma de um ano atrás, mas para mim, parecia muito diferente. Entrei e fui para meu quarto. Meus pais não haviam mexido em nada, tudo estava no mesmo lugar que eu havia deixado antes do acidente. Aproximei-me do meu mural e olhei algumas fotos do meu primeiro semestre na faculdade de Baires. Havia foto com amigos, colegas, professores e algumas com a Joaquim. Na verdade, as fotos com Joaquim se espalhavam por outras partes do quarto. Senti lágrimas se formando nos meus olhos.

– Quando você quiser conversar, estarei pronta para te ouvir... — minha mãe falou colocando a mão no meu ombro.

– É tão difícil, mãe. Foi e está sendo novamente – comentei e sentei-me ao pé da cama, ela sentou-se ao meu lado.

– Você quer me contar o que aconteceu lá? — eu assenti e comecei a falar.

Contei tudo para minha mãe, desde o primeiro dia quando conheci Maxi, como nossa amizade foi se desenvolvendo, como eu confiei nele para contar meu segredo mais profundo. Contei sobre nosso namoro e como éramos felizes. E falei sobre Camila, como ela atentava para acabar com o nosso relacionamento. E por último, falei do acidente e em como me senti estando pela segunda vez sofrendo por alguém, e mais ainda, como fiquei sem chão quando descobri que Maxi não me reconhecera. E tudo que eu sofri desde então...

– A-aí eu não s-suportei fic-car lá – falei gaguejando por conta do choro. Respirei fundo tentando me acalmar. — Era difícil estar ao lado dele todos os dias, eu achei que ia superar, mas quando ele me chamou pra ficar lá e me disse todas aquelas coisas durante a noite, eu senti que era hora de partir...

– Filhinha, fique calma... Tudo vai se resolver, pense um pouco em tudo isso. Você ama esse menino, e pelo que me disse, ele te ama muito. Tenho certeza que ele precisa de uma explicação, porque querendo ou não, agora você já faz parte da vida dele novamente – ela falou afagando meus cabelos.

– Ele vai entender com o tempo, assim como eu vou superar tudo isso...

– Acho que vocês deveriam conversar, mas você também precisa se acalmar, Naty. Vou deixar você descansar, e se precisar de alguma coisa, estarei na cozinha, sempre pronta para te ouvir – mamãe falou sorrindo, me deu um beijo na bochecha e saiu fechando a porta atrás dela.

Fiquei deitada na minha cama absorvendo tudo que tinha acontecido e acabei caindo no sono.

POV Maxi

Meu voo acabara de aterrizar em Buenos Aires, a viagem tinha ocorrido bem apesar do medo dos meus amigos, e bem, do meu também. Confesso que estava um pouco assustado de viajar nessas condições, mas pela Naty, valeria a pena.

Peguei minha mala na esteira, e antes de pegar um táxi para o hotel que tinha reservado, liguei para León avisando que estava tudo bem. E ele me pediu para ligar em qualquer situação, como já havia falado na primeira vez. Pedi para falar com Vilu, pois ela seria minha aliada para encontrar Naty em Baires. Afinal de contas, a cidade é muito grande e jamais encontraria ela procurando-a por aí. Vilu prometeu me ajudar e ficou muito feliz com tudo que eu estava fazendo.

Cheguei no hotel, e não demorou muito para eu recebesse uma mensagem de Vilu com o combinado. Sorri lendo isso. Começaria minha busca na manhã seguinte. Aquela noite, quando deitei minha cabeça no travesseiro, não consegui dormir por conta dos sentimentos que tomavam conta de mim: medo, amor, dor.

Como não havia dormido bem, assim que o sol começou a bater na janela do hotel, levantei-me. Tomei um banho e desci para tomar o café, já preparado para seguir com minhas ideias logo depois do café.

POV Naty

Na noite passada, um pouco depois de acordar assustada, por ter dormido de roupa e de qualquer jeito na cama, levantei-me e fui me ajeitar para voltar a dormir, dessa vez direito. Olhei meu celular e tinha uma mensagem da Vilu. Ela estava perguntando como eu estava, dizendo que ficou sabendo que eu estava em Baires e lamentou muito. Depois pediu meu endereço, eu estranhei, mas ela me explicou que tinha uma prima morando aqui, e que ela gostaria muito que eu conhecesse e conversasse com a mesma quando me sentisse sozinha, por isso, a menina me visitaria hoje. Um pouco confusa, passei meu endereço.

Estava sentada tomando meu café quando escutei a campainha, meus pais estavam trabalhando, então, levantei-me e fui atender a porta, já imaginei que fosse a prima da Viu. Fiquei surpresa com o que, ou melhor, quem vi. Lá estava ele, cabelos arrepiados, jeans e moletom e feições que eu nunca tinha visto.

– M-maxi – gaguejei. — O que faz aqui?

Notas finais
O que acharam? Como acham que vai ser a conversa? Deixem seus comentários aqui, que ficarei muito feliz em saber que ainda me acompanham :) Beijos :* Se quiserem, esse é me tt: @mariacorso