¿Qué Hay Detrás?

18 Olha o Que o Amor Me Faz


Notas iniciais
Oi meninas! Primeiro, queria começar agradecendo a todas pelo apoio quando postei minha "nota de esclarecimento". Fiquei muuuito feliz em ler que vocês querem que eu continue mesmo não postando com frequência, e também que vocês gostam da fic. Fez-me muito bem! A todas que perguntaram e a quem mais interessar, estou na Austrália. Ah, muito obrigada pelos parabéns e vibrações positivas! Enfim, vamos ao capítulo... Espero que gostem!

– Claro técnico.

– Tenho uma consideração muito grande por você, sempre foi muito dedicado e um ótimo jogador. Claro que carrega alguns atrasos no histórico, mas já tive sua idade, e acho que entendo porque se atrasa. Só queria dizer que realmente sinto muito por você não ter sido escolhido...

– Está tudo bem, eu meio que já sabia que não seria escolhido... Fiquei doente em um mau período – comentei.

– Não se culpe, esse tipo de coisa a gente não escolhe, só queria mesmo confirmar para você o grande jogador que és. Não desanime, para o ano que vem você já é o primeiro nome da minha escalação.

– Obrigado, técnico! Boa sorte nos jogos – foi um desejo sincero.

– Esperamos você nos jogos – ele comentou o mesmo que os meninos já haviam comentado.

– Claro – respondi. – Até mais!

– Até.

Após a conversa com o técnico fui para o vestiário tomar um banho e me trocar, encontrei-me com Federico e León, que haviam saído do campo algum tempo atrás.

– E aí, o que o Sr. Bolatti queria? – questionou León rapidamente.

– Falou que sou um ótimo jogador, para não me aborrecer por não ter sido escolhido e tal.

– Você deveria ter sido escolhido – comentou Federico. – Não escolheu ficar doente.

– Eu até entendo o lado dele, faltei treino nos dias mais importantes, e outros puderam se destacar, seria errado da parte dele me colocar e não colocar os que se dedicaram mais.

– Você está tão tranquilo com isso – León comentou dando de ombros.

– Sei lá, faz parte – concordei.

Após a rápida conversa, fui tomar meu banho. Os meninos já haviam terminado de se arrumar, então, foram embora. Quando pronto, caminhei em direção à casa de Naty, queria contar-lhe sobre o que havia acontecido, afinal, ela torceu por mim o tempo todo.

Estranho essa coisa de “caminhar em direção à casa de Naty”, já estava acostumado, por mais que tenham sido só três dias, com ela lá em casa. Assim que cheguei, bati à porta e a própria Naty quem abriu.

– Maxi – ela me abraçou.

– Hey, Naty! – retribui.

– Vem, entra – puxou minha mão para que eu entrasse. – Sente aí, me conta como foi.

– Não foi – comentei enquanto sentava-me no sofá, e Naty se colocava ao meu lado.

– Como assim?

– Não fui chamado.

– Jura? – ela pareceu desapontada.

– Sim, mas tudo bem, eu já imaginava – falei pegando a mão dela.

– Sinto muito, Maxi, sei o quanto você queria isso... Sinto-me culpada! – ela falou e virou o rosto, parando de olhar em meus olhos.

– Culpada? Pelo quê?

– Se você não tivesse se molhado naquela noite, não teria ficado doente, e...

– Naty, não fale isso! – eu a interrompi. – Eu tomaria milhões de banhos de chuva novamente, só para ter um dia como aquele novamente ou para estar com você.

– Ah Maxi, mesmo assim, você treinou tanto, ficou meio ano se preparando para isso, aí eu chego e estrago tudo! Sinto muito! – ela levantou e se afastou um pouco.

– Nada nesse mundo vai ser mais gratificante para mim esse ano do que o fato de eu ter te conhecido – aproximei-me dela. – É só um campeonato, outros virão.

– Não queria que você ficasse triste por não ter conseguido... – ela voltou a fitar-me.

– Mas não estou triste, é sério, o técnico já disse que ano que vem tenho meu lugar garantido.

– Tem certeza?

– Claro Naty – sorri. – Não fiquei assim.

– É porque não quero que nada de mal te aconteça, porque o que te deixa mal me deixa também – ela comentou.

– Não quero que nada de mal aconteça a você também, Naty... Não sei o que eu faria! – falei sério, nunca tinha pensado nisso, mas eu realmente não desejava que nada de ruim acontecesse à Naty, não sei o que eu faria. Envolvidos nesse sentimento, abracei-a forte.

Ficamos no abraço por algum tempo, então Naty tomou a iniciativa e se soltou, olhou-me fixa e profundamente nos olhos por uns segundos até começar a falar.

– Você deve estar com fome, vou preparar um café reforçado!

– Não precisa, já estou indo, não quero incomodar...

– Claro que precisa você acabou de voltar de um treino, gastou energia, precisa comer – sorriu. – Sente aí enquanto preparo algo pra você.

– Ok, obrigado – sorri.

POV Naty

Preparei um café bem reforçado para Maxi, conversamos por mais algum tempo e ele foi para casa, precisava fazer tarefas e já estava ficando tarde. Arrumei a cozinha e fui para meu quarto estudar também. Vovó e vovô tinham saído e ainda não haviam voltado.

Estava em meu quarto tentando estudar, mas a todo o momento lembrava as horas anteriores, quando Maxi chegou contando que não havia passado. Eu fiquei realmente chateada, e sentindo um pouco de culpa por isso. Ele garantiu que estava tudo bem e foi tão fofo. E assim como ele, não desejo que nada de mal aconteça a ele, não sei o que seria de mim. Não suportaria ver alguém que amo, isso mesmo, amo, passar por algo ruim de novo!

Tentei voltar aos estudos, e depois de relutar um pouco, consegui fazer o que precisava. Tomei um banho e me deitei.

***

Sexta-feira amanheceu chuvosa. A primavera se aproximava, e traria com ela as chuvas, como em todos os anos. Revirei-me um pouco mais que o normal na cama até criar coragem para levantar. O dia além de chuvoso estava também um pouco frio. Troquei-me e desci para o café. Apesar de ter demorado um pouco mais para levantar, estava feliz, havia sonhado com Maxi, como nos primeiros dias em que nos conhecemos. Sonhei que ele havia dito que me amava. Sei que estamos saindo há pouquíssimo tempo, e que talvez ainda demore, mas acho que em mim já existe amor, é estou apaixonada por ele!

Vovó estava na cozinha, conversamos um pouco enquanto eu tomava café, e ela não deixou de notar minha felicidade.

– Você parece muito bem, minha filha – ela comentou tempos depois. – Está com um ar diferente.

– Sinto isso também – respondi. Eu sabia o porquê.

– Sabia o que é isso?

– O quê, vovó?

– Amor – ela sorriu.

– Acho que é – concordei timidamente.

Depois passei em meu quarto, escovei os dentes e fui para a Universidade. Minha primeira aula de sexta era com os futuros médicos, minha matéria optativa.

Quando cheguei, procurei sentar mais ou menos no mesmo lugar da semana passada, e não demorou muito para que o André chegasse e sentasse ao meu lado novamente e começássemos a conversar. Ele notou algo diferente em mim também.

– Bom dia – ele disse sorrindo.

– Bom dia!

– Você parece ótima está manhã...

– Me sinto assim também – respondi. – E você, como está?

– Estou bem – ele deu de ombros. – Acho que alguém está te fazendo muito bem – riu.

– Er...

Fui salva pelo professor, ainda bem! Assim que ele entrou já iniciou sua aula falando rapidamente e passando anotações quase impossíveis de fazer, logo, André parou de falar e me ouvir para prestar atenção, que alívio.

Após a aula fui para o refeitório encontrar-me com o pessoal como todos os dias, cheguei e apenas as meninas estavam sentadas ao redor da mesa.

– Oi garotas! – falei sorrindo e sentando-me junto a elas.

– Oi Naty.

– Ué, cadê o resto do pessoal?

– O técnico chamou o pessoal que foi escalado para uma reunião de última hora – Fran respondeu.

– Maxi não foi escalado, onde ele está então?

– Não? – Vilu ficou surpresa.

– Vocês não sabiam? – elas balançaram a cabeça em negativa. – Não foi escalado, infelizmente. Parece que ter ficado doente não foi muito bom.

– Ah, que droga! – Vilu exclamou. – Mas onde ele está então?

– Boa pergunta, vou descobrir! Volto já – elas assentiram.

Levantei-me e me afastei um pouco do fervo do refeitório para poder telefonar para Maxi. Não foi preciso...

Notas finais
E aí, o que acharam? O que será que aconteceu? Deixem seus reviews! Prometo não demorar demais :) Obrigada por tudo, bj