¿Qué Hay Detrás?

31 Memórias Não São Só Memórias


Notas iniciais
Oi leitores! Demorei né? Eu sei. Mil desculpas! Final de semestre estava aí, mil coisas para fazer e pouco tempo para conseguir tudo, por isso dei uma afastada, mas... VOLTEI! Já estou quase de férias, só mais uma semaninha, então vai ser mais fácil escrever pra vocês toda semana ou duas vezes por semana dependendo da demanda. Obrigada a todos pela paciência sempre! Então, sobre o capítulo... Uma conversa entre Camila e os demais da casa e uma pergunta que mexerá com a cabeça de todos. O que será? Leiam, descubram e espero que gostem! ;)

POV Maxi

Quando Naty abriu a porta, lá estava Camila, de pé, com uma mala ao seu lado e toda sorridente. Um sorriso que não durou muito mais tempo ao ver quem acabara de recebê-la.

– Olha só quem está aqui... Você não perde tempo mesmo né.

– Oi pra você também, Camila...

– O que você faz aqui? – Camila perguntou seca.

– Eu que pregunto – Naty respondeu do mesmo jeito.

– Vim para ficar com o Maxi, mas parece que você não perdeu tempo... De novo!

– Olha aqui... – Naty alterou a voz, resolvi me meter antes que elas começassem a brigar na porta do prédio e eu tivesse problema com os vizinhos.

– Hey meninas – eu me aproximei delas, e elas pararam de trocar farpas. – Vamos conversar civilizadamente – ri, para tentar amenizar as coisas. Não adiantou. – O que você faz aqui, Cami? – perguntei a menina, que ainda estava parada na porta. Porém, quando viu que eu ia começar a conversar, não hesitou em adentrar meu apartamento juntamente com sua mala.

– Vim cuidar de você, Maxi... Você não pode ficar sozinho. E bem, conversamos sobre isso na aula hoje.

– Conversamos? – perguntei confuso.

– Eu falei para você que eu deveria vir pra cá, que não era certo você ficar sozinho.

– Eu me lembro, mas falei para você que eu iria dar um jeito e não precisava.

– E o jeito que você achou foi chamar a Natália? – Camila ficava cada vez mais irritada.

– Foi.

– Sério!? Sério que você quer que ela te ajude? Você nem ao menos sabe quem ela é. Natália é só uma estranha para você. Ela não sabe como te ajudar, não sabe do que você gosta, do que você precisa... Fui eu quem passou os últimos anos ao seu lado e sei exatamente como tudo funciona para você, Maxi.

– Eu posso não me lembrar de Naty como eu deveria, mas tenho certeza que ela sabe muito mais de mim do que eu mesmo. Tenho certeza que ela é a pessoa certa para estar aqui nesse momento...

– Acho que você está fazendo uma loucura em colocar essa aí dentro da sua casa!

– Essa aí? Isso não é jeito de se referir à Naty, Camila. Não poderia ter feito escolha melhor quando na tarde de você disquei seu número quatro vezes e não apertar “ligar”, em vez disso, eu chamei a Naty. E sabe o porquê eu não apertar o botão verde? Porque antes de fazê-lo resolvi checar meu celular e ele me mostrou algumas coisas sobre você... – comentei me lembrando das mensagens de Camila armazenadas em meu celular.

– Que coisas? – agora ela mudou sua feição para preocupação.

– Suas mensagens falando como o término do nosso namoro tinha sido bom para você, alguns outros xingamentos desnecessários no dia que eu penso ter sido o qual falei com você sobre terminarmos. E também, suas fotos, que eu não sei o porquê de estarem ali, curtindo mil e uma festas com suas amigas. Talvez porque você me as mandou pensando que de alguma forma me afetariam... – sim, naquela tarde, antes de mandar mensagem para a Naty perguntando se ela poderia vir ficar comigo, eu cogitei a ideia de ligar para Camila. Disquei o número dela quatro vezes, mas não completei a chamando, tentando entender se essa seria realmente a coisa certa a fazer. Resolvi dar uma mexida no meu celular enquanto pensava o que falar para Camila, quando encontrei as mensagens dela no arquivo, assim como de todos os meus outros amigos. Pensei que pudesse ser uma boa hora para dar uma olhada e tentar me lembrar de alguma coisa e como minha vida tinha sido nesses dois meses apagados da minha memória.

Comecei pelas mensagens de Camila, e lá estavam elas. As últimas me xingando e falando em como ela estava aproveitando a vida, como eu tinha sido um péssimo namorado. Outras, pouco mais antigas falando em quão errado tinha sido em terminar nosso namoro. Que ela queria conversar comigo, porque a mesma não havia concordado em terminar, que ela deveria decidir isso. E algumas anteriores, provavelmente de quando ainda estávamos namorando, mas já em crise, eram de Camila tendo ataques, mandando mil mensagens iguais perguntando onde eu estava, e algumas falando que “espero que você não esteja com aquela tal de Natália”. E após as mensagens, olhei o arquivo de fotos e novamente encontrei fotos dela falando das baladas e como estava curtindo vida.

Não bastassem as mensagens de Camila, quis dar uma conferida nas mensagens que eu havia trocado com Naty. Eram totalmente diferentes, já tinham um tom amoroso, declarações de eu te amo e coisas do dia a dia. Além disso, meu celular estava cheio de fotos nossas juntos fazendo os mais diversos programas. Comecei a entender que tudo que estavam me falando era verdade, seria só questão de tempo para nossa vida voltar a ser como era.

– Você vai basear sua decisão em mensagens de celular? Elas podem ser alteradas – Camila falava em tom de desespero. – Naty pode muito bem ter feito isso!

– Camila, pare de acusar a Naty! – eu falei olhando firme para Camila e depois mirando Naty, que estava parada perto da porta apenas observando tudo em silêncio. – Tenho certeza que tudo o que ela mais quer o meu bem, e não ficar brincando comigo, como parece que você está fazendo. Desde o dia em que acordei, você só tem tentado me fazer acreditar que tudo estava indo muito bem entre nós, quando na verdade não estava. Todos procuram me mostrar a realidade, falar sobre coisas que aconteceram nesses dois meses, e você só mentiu até agora...

– Menti – ela confessou. – Mas menti porque queria ficar ao seu lado, Maxi – vi que as lágrimas começaram a formar nos olhos de Camila, e senti meu coração apertar. Eu estava sendo rude demais com ela, mas também não podia aceitar tudo que tinha acontecido.

POV Naty

Eu continuava parada próxima à porta, cuja qual Camila havia atravessado minutos antes de se colocar cara a cara com Maxi no meio da sala e iniciar uma conversa cheia de sentimentos entre eles que iam desde ódio até pena como eu podia notar por suas expressões.

Para mim, tudo era uma surpresa. As fotos, mensagens e principalmente o modo como Maxi estava me defendendo quando Camila fazia acusações. O modo como ele comentava sobre o meu jeito de ser e como eu queria o bem dele faziam meu coração explodir de felicidade dentro do meu peito. É claro que eu só queria o bem dele, eu amava Maxi e só queria que ele ficasse bem e que pudéssemos ficar juntos novamente.

A conversa continuava e agora Camila chorava tentando explicar o porquê de mentir. Maxi estava com a feição rígida encarando-a. Eu sabia que ele queria explodir, mas ele estava se controlando, talvez porque estava ciente de que alguns minutos antes de Camila bater na porta ele havia ficado mal.

– Mas você poderia ter ficado do meu lado do mesmo jeito, Cami – ele falou calmo. – Você poderia ter sido minha amiga, ter me contado sobre as coisas que aconteceram como todos os outros fizeram...

– Mas eu não queria ser sua amiga Maxi, eu queria ser sua namorada! – Camila exclamou com firmeza na voz.

– Você viu que nós não demos certo, talvez não fossemos para ficar juntos para sempre...

– Não ficamos juntos porque essa aí – ela falou apontando pra mim – apareceu e estragou tudo. Tenho certeza que ainda estaríamos juntos se a Natália não tivesse começado a estudar na UNC.

– Naty não tem culpa do nosso término... Se não tivéssemos terminado naquele dia, não demoraria a acontecer – Maxi falou tentando dar fim na conversa. – Mesmo assim, agradeço por você ter vindo aqui hoje na intenção de cuidar de mim. Se você se permitir, sei que poderemos ser bons amigos...

– Amigos... Não quero ser sua amiga, já falei! – Camila se exaltou novamente. – Já falei o que quero de você. E saiba – falou pegando a mala no chão abrindo a porta -, se você não vai ser meu namorado, não vai ser de mais ninguém! – falou batendo a porta atrás de si. Olhei assustada para Maxi, que se sentava novamente no sofá, e me aproximei dele. Havia ficado transtornada com o que Camila acabara de dizer.

– Não se preocupe – Maxi falou antes de eu começar a falar, talvez tenha notado o espanto em meu rosto. – Ela já falou isso outras vezes quando terminamos. O jeito que ela encontra de eu “não ser de mais ninguém” é espalhando alguns boatos pesados ao meu respeito. Acho que eles nem adiantaria mais, todo mundo já está cansado disso – ele sorriu.

– Você tem certeza? – eu tentava melhorar enquanto absorvia o que Maxi tinha falado.

– Tenho sim! Camila não faria algo perigoso contra mim...

– Porque ela gosta de você – eu terminei a frase sentindo um alívio no peito.

– Bom, não queria falar para não me achar né – ele riu e eu ri junto, finalmente quebrando o clima pesado que havia pairado sobre aquela sala naquela noite.

– Então garanhão – eu falei sorrindo. – Acho melhor irmos dormir, amanhã ainda é sexta-feira, e você precisa descansar depois dessa noite agitada.

– Você está certa, vamos sim! Vou escovar meus dentes...

– Vou arrumar o sofá enquanto isso – comentei.

– Ah sim – ele falou mudando o tom de voz e seguiu para o banheiro.

Arrumei minha cama no sofá, ajeitei a cama de Maxi para que ele pudesse se deitar logo que terminasse sua higiene noturna. Quando o mesmo saiu do banheiro, adentrei o ambiente, tomei um banho rápido e escovei meus dentes. Voltei para a sala/quarto e Maxi já estava deitado. Aproximei-me da cama.

– Tudo bem? – perguntei. – Precisa de alguma coisa?

– Não, tá tudo bem. Obrigado!

– De nada... Vou estar logo ali no sofá, se precisar de qualquer coisa, por favor, me chame.

– Pode deixar. Boa noite! – ele falou sorrindo.

– Boa noite – respondi, apaguei as luzes e segui para o sofá.

Não sei há quanto tempo estava dormindo quando senti uma mão tocando meu braço e alguém chamando meu nome. Ainda estava meio zonza tentando entender se me chamavam em sonho ou em realidade quando a voz se tornou mais firme e eu então entendi que não era sonho.

– Naty, Naty – ele falava enquanto tocava meu braço.

– Maxi!? – finalmente realizei que era ele que estava me chamando. Abri os olhos rapidamente e me sentei no sofá em susto. – Tudo bem? O que aconteceu? Você precisa de alguma coisa. Me fala o que você está sentindo – eu simplesmente joguei todas essas perguntas nele. Ouve um momento de silêncio, até que Maxi fez uma pergunta que me deixou perturbada.

– Quem é Joaquim?

Notas finais
Então, o que acharam? Deixem seus reviews com qualquer opinião ou qualquer coisa mesmo só pra saber quem tem gente aqui lendo :) Sabendo que vocês me acompanham, eu vou ficar mais inspirada pra postar. Plus: tenho uma nova ideia de fic, vocês gostariam de outra? Se quiserem saber mais sobre a frequência das postagens, só seguir no tt @inlovegarnier. Beijos!!!