¿Qué Hay Detrás?
13 Eu Vou Cuidar de Você
Notas iniciais
Não tá muito bom, mas é importante para o decorrer da história.
Obrigada à Maia pela recomendação, amei linda! ♥
Espero que gostem...
POV Naty
Maxi ainda tentou me persuadir para que ficássemos mais um tempo na praça, mas a chuva estava forte, e por mais molhados que estivéssemos não era bom ficarmos mais expostos a ela, e corrermos o risco de ficar doentes.
Corremos em direção a minha casa, o lugar mais próximo de nós e fomos direto para baixo da varanda. A casa já estava totalmente escura, provavelmente meus avôs já estavam dormindo. Ficamos parados na varanda alguns minutos até que estivéssemos com as roupas pingando um pouco menos.
- Acho melhor entrarmos — sugeri.
- Que rapidinha você, hein – Maxi falou rindo. – Já tá me chamando pra entrar.
- Engraçadinho... É para nos secarmos, obviamente!
- Sei.
- Então fique aqui na rua passando frio, porque eu vou entrar – falei já abrindo a porta e entrando. – Até amanhã! – ameacei fechá-la.
- Hey, espera... Eu estava brincando! – ele pareceu preocupado.
- Eu também, né – ri.
Maxi então entrou, e fechei a porta atrás de nós.
- Faça silêncio, vovô e vovó já estão dormindo – sorri. – Pode esperar por aqui, vou até lá em cima pegar umas toalhas.
Fui até meu banheiro e peguei duas toalhas, desci as escadas e encontrei Maxi, ainda de pé, no meio da sala, olhando algumas fotos penduradas na parede.
- Você se parece com sua mãe – comentou olhando a foto do casamento de meus pais.
- Sempre me falavam isso, mas depois do acidente, é óbvio que não me pareço mais – falei, referindo-me às cicatrizes.
- Você continua linda, assim como ela! – Maxi exclamou e se aproximou de mim. – Pare de julgar sua aparência por conta disso, você é linda e não é isso que vai mudar – ele falou enquanto passava a mão em meu rosto.
- Apesar de eu não acreditar muito nisso, agradeço – sorri. — Ahhh, te trouxe uma toalha – entreguei a toalha para ele.
- Acredite, é verdade!
- Como você consegue ser assim? – questionei.
- Como? Lindo?
- Não, modesto mesmo – ri. – Eu quis dizer fofo!
- Não é fofura, é amor – ele falou isso, e meu coração acelerou. – Er, eu preciso ir embora – falou rapidamente mudando de assunto e olhando as horas no seu relógio de pulso.
- Mas ainda está chovendo – comentei. – Como você vai ir?
- Posso levar? – perguntou levantando a toalha.
- Claro – sorri.
- Então, problema resolvido!
- Tem certeza?
- Sim. Você precisa descansar, já está tarde, e amanhã temos aula... E bem, preciso ir antes que seu avô apareça aqui com uma arma ou algo do tipo – riu.
- Tenho certeza que ele não faria isso! – ri junto. – E você também precisa descansar, para não fazer isso na sala amanhã, sei de fontes seguras que costumava dormir na sala – comentei.
- Maldito León! – Maxi exclamou rindo. – Agora eu vou mesmo – ele se aproximou, colocou as mãos em minha cintura e me beijou.
Foi um beijo perfeito, cheio de sintonia, tanto quanto os primeiros, e permanecemos nele por alguns minutos, até que nos separamos.
- Boa noite – Maxi falou ainda segurando minha cintura e me olhando nos olhos.
- Boa noite! – respondi, separando-me dele para abrir a porta.
- Tenhas bons sonhos... Comigo – Maxi falou, agora já fora de casa, na varanda.
- Até amanhã, senhor modesto – eu ri, fechando a porta.
- Até – ele colocou a toalha na cabeça e correu na chuva que ainda caia intensamente.
POV Maxi
No final, tudo havia valido mais do que a pena, apesar de eu quase ter estragado tudo! Quando liguei para Naty dizendo que precisava falar com ela, e depois, ficar criando coragem para contar tudo que senti desde a primeira vez que a vi, não imaginava que daria tão certo, que existia reciprocidade nos sentimentos da parte de Naty, e mais ainda, que iríamos nos beijar pela primeira, segunda, terceira vez em um mesmo dia.
É óbvio que como um bom atrapalhado que sou, eu quase acabei estragando todo o dia falando de “amor”. Não que eu não a ame, mas não poderia ter falado isso no primeiro dia. O que Naty pensaria de mim? As pessoas não se declaram no primeiro beijo. Mas acabou tudo bem, porém, minha vontade era de ter dito que a amava.
Depois que cheguei da casa de Naty, mais molhado que nunca, fui direto para o banho e dormir, apesar de um dia perfeito, amanhã ainda era terça-feira, e precisava acordar cedo para ir à Universidade.
***
Na manhã seguinte, ao contrário do que desejava, não consegui levantar cedo, ou melhor, nem consegui levantar, minha garganta e meu corpo doíam, a minha voz não saía, e o frio tomava conta do ambiente. Não precisava pensar muito para saber que estava com uma gripe daquelas, resultado do maior banho de chuva da história. Apenas desliguei o despertador que tocava ao meu lado e voltei a dormir, sem pensar em nada.
POV Naty
Ontem havia sido um dia perfeito, eu e Maxi, nossos sentimentos, os beijos, tudo! Passei a noite toda pensando em como o dia de hoje seria, após todos os acontecidos, e por isso, assim que meu celular despertou, na habitual 6h00min, não hesitei em levantar, tomar banho, café e sair de casa rumo à faculdade.
Cheguei cedo, mas não o procurei, fui para sala, deixei que tudo acontecesse naturalmente. Vilu já estava lá sentada, escrevendo em seu diário roxo, sentei-me ao seu lado, e assim que me viu, ela o fechou e me olhou.
- Bom dia! – falei sorridente.
- Oi – ela falou sorridente. – E então, tudo bem?
- Ótimo!
- Epa, pode ir me contando isso aí!
- Isso o quê?
- O motivo de seu dia estar assim – ela riu.
Não demorei a contar tudo para ela, e como já imaginava, Violetta ficou bem feliz com toda a história, desde o começo ela já havia insinuado que existia ou existiria algo entre nós, então, só se confirmou.
- Eu sabia que uma hora ou outra isso iria acontecer – ela comentou. – E eu estou muito feliz por vocês!
- Ah, obrigada! Na verdade, eu não sei se ainda é “nós”, porque bem, não conversei com Maxi hoje ainda.
- É claro que são vocês, Maxi estava caidinho por você, só você não tinha visto...
- Será que era assim mesmo? Porque ontem ela disse que conversou com León, que comentou sobre estar na hora de falar dos sentimentos – comentei.
- É claro que estava, e você também estava, ou melhor, está caidinha por ele – Vilu riu.
- Err... – senti meu rosto corar e fiquei sem palavras, fui salva pelo professor que chegou a sala.
- Quem cala, consente! – Vilu falou rindo e virou para frente.
Ri e me sentei para assistir a aula, que por sorte, passou rapidamente para que pudéssemos ir para o intervalo e eu finalmente encontrar-me com Maxi. Saí da sala com Vilu, e como todos os dias, León, Fran e Fede já estavam no refeitório, Maxi ainda não tinha dado as caras, nos aproximamos e nos sentamos com eles.
- Oi pessoal – falei, e todos responderam.
- Vilu, sabe onde está o Maxi? — León perguntou rapidamente.
- Não sei... Ele não estuda com você?
- Sim, mas não estava na aula hoje...
- Novidade! – Federico exclamou.
- Ontem ele havia prometido que viria à aula hoje – comentei.
- Como assim, ontem? – Fran questionou.
- Depois eu te falo – Violetta respondeu.
- Mandei algumas mensagens e tentei ligar, mas não obtive resposta – León voltou a falar.
- Vou tentar ligar pra ele de novo então... Com licença – sorri para todos e fui até o corredor ligar.
Digitei o número de Maxi, o qual já sabia de cabeça, e chamou até que caiu. O fiz pela segunda vez, mas o mesmo aconteceu novamente. Então, comecei a me preocupar. Voltei para o refeitório, para a mesa onde o pessoal estava.
- E aí? – León perguntou.
- Nada também.
- Estranho... Maxi sempre foi de matar as aulas, mas pelo menos atendia o celular, na maior cara de pau, para dizer que estava em casa dormindo. Vou até lá depois da aula...
- Não precisa, vou pra lá agora! – exclamei e todos olharam para mim. – Podem me dizer onde ele mora?
- Claro, olha só... – Vilu começou a falar, ela havia ficado bem feliz com o que eu tinha dito. Explicou-me direitinho onde ficava a casa de Maxi, e não seria muito difícil chegar lá.
- Obrigada... Tchau pessoal – despedi-me e sai, passei na sala, peguei minha mochila e rumei para a casa de Maxi.
As instruções de Violetta tinham sido muito boas, e não demorou muito para que eu chegasse. Maxi morava em um prédio com apenas dois andares e sem porteiro. Na porta da frente havia um interfone com quatro botões. 101, 102, 201, 202. De acordo com os outros, Maxi morava no 201, então, apertei e o interfone tocou. E toquei mais uma vez, a terceira, quando estava virando-me para ir embora, uma voz rugosa falou no interfone.
- Oi.
- Maxi? É a Naty! Está tudo bem?
- Vou abrir pra você – ele falou somente isso e apertou algum botão, liberando minha entrada.
Subi a escada e quando cheguei a frente da porta do 201, ela já estava entreaberta, adentrei no apartamento, e não demorei a ver Maxi jogado na cama, tapado com cobertores até o pescoço. Fechei a porta e tranquei-a, e me aproximei dele.
Maxi, apesar de estar debaixo das cobertas, tremendo de frio, suava. Minha mão foi diretamente a sua testa, e constatei que ele estava com febre.
- Maxi, você está ardendo em febre! – exclamei. – Precisamos chamar um médico.
- Tá tudo bem – ele falou fracamente, sua voz quase inaudível.
- Claro que não, espera aí, vou ligar para vovó e pedir o número de um médico...
E tudo que aconteceu depois disso, aconteceu rapidamente. Liguei para vovó, pedi o telefone de um médico, liguei para o médico, que em menos de meia hora chegou ao apartamento de Maxi e começou a examiná-lo, exames que não demoraram muito mais que quinze minutos, mas que pareceram muito tempo. Tempo no qual permaneci observando os dois e esperando respostas.
- E então, Dr. Tobaldi? – perguntei ao médico assim que ele terminou de fechar sua maleta.
- É um resfriado, acho que ele andou pegando chuva ou algo do gênero – eu, claro, me senti culpada com isso -, deixei a receita de alguns remédios no criado-mudo, e um atestado de três dias, nos quais ele deve ficar em repouso, evitar frio, chuva e mudanças bruscas de temperatura.
- Pode deixar, vou cuidar para que isso não aconteça – afirmei. – E, muito obrigada!
- Não por isso – apertamos as mãos, eu fiz o pagamento e o acompanhei até a porta. – Qualquer coisa, é só me ligar.
- Obrigada. Até mais!
- Até.
Fechei a porta e fui até a cama, onde Maxi estava. Diferente de antes, agora ele estava sentado, com o travesseiro nas costas e os cobertores até a cintura. Sentei-me nos pés da cama e ele sorriu.
- Me sinto culpada por você estar nessa situação – comentei.
- Graças a você não estou pior, por mim, teríamos ficado mais tempo na chuva...
- Mas você poderia ter ficado lá em casa, não precisava ter saído correndo na chuva.
- Eu agradeço, mas não pegaria muito bem eu ficar lá assim, tão rápido.
- Entendo – sorri. – Mas vou me redimir cuidando de você!
- Eu, claro, não vou reclamar – ele riu fracamente. – Obrigado.
- De nada! E começando os trabalhos, vou precisa ir imediatamente tomar banho, enquanto eu arrumo essa bagunça que você chama de cama.
- Estou começando a me arrepender de ter aceitado sua ajuda – falou.
- Se quiser, eu posso ir embora – falei séria.
- Estou brincando! – exclamou rapidamente.
- Eu também – sorri. – Mas não quanto ao banho, vá já! – entrei algumas peças de roupa e uma toalha para ele.
Maxi levantou a contra gosto, e foi em direção ao banheiro com as roupas e a toalha que o entreguei. Enquanto isso, eu fiquei dando uma geral no apartamento.
Notas finais
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Obrigada por não me abandonarem! Bjbj ♥
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