¿Qué Hay Detrás?

20 Eu Preciso Dizer Que Te Amo


Notas iniciais
Um milhão de anos depois, eu postei! Sei que desculpas não são suficientes, mas desculpem amores, eu tô tentando escrever e postar com frequência, mas não dá tempo :/ Como eu já disse outras vezes, não vou desistir disso! Tenho minhas ideias e quero colocá-las em prática, mas às vezes não consigo escrever, porque tenho muito homework e um teste de inglês terrível se aproximando, então tenho estudado bastante pra isso. Agradeço a todas que continuam lendo mesmo com todo meu atraso nos capítulos. Obrigada, girls!

Após meu banho, eu e Naty almoçamos e a comida estava realmente deliciosa. Ajudei-a arrumar a cozinha, e sentam-nos no sofá para assistirmos algum filme. Passamos a tarde toda em casa comendo e assistindo televisão, até que Naty sugeriu que saíssemos um pouco.

Saímos para andar na rua. O sol já havia ido embora, as estrelas e a lua começavam a brilhar no céu. Caminhamos de mãos dadas em um parque próximo a minha casa, e ficamos conversando durante todo o tempo.

– Achei que você estivesse brava comigo... – comentei.

– Eu tentei, mas não consegui! – ela respondeu rindo.

– Quando você saiu caminhando sem nem olhar para trás, eu fiquei preocupado, achei que você nunca mais fosse falar comigo.

– Eu não conseguiria Maxi, confesso que fiquei muito chateada com a cena que presenciei, mas não conseguiria ficar sem falar com você.

– Aqui não foi nada, é sério, ela só estava diferente e preocupada com as notas dela, me abraçou e eu o retribui, mas meus sentimentos por ela continuam os mesmos!

– Eu sei, não precisa se explicar você já falou sobre isso ontem, eu que fui criança e não quis ouvir e acreditar em você, eu que devo desculpas – ela sorriu com um olhar perdido.

– Claro que não! Você não pelo que se desculpar, eu que precisava, não quero que você não confie mais em mim, porque afinal de contas, eu amo você e não quero desconfianças entre nós... – quando eu falei isso Naty parou instintivamente, e eu parei junto ainda segurando sua mão. – Tudo bem? – perguntei preocupado.

– Sim... Você ouviu o que acabou de dizer?

– Sim, que não quero desconfianças entre nós... – repeti o que acabara de dizer.

– Não, antes disso! – ela disse.

– Que eu amo vo... WOW! – eu nem terminei a frase antes de notar as palavras que tinha dito a Naty.

– Isso mesmo...

– Você não gostou?

– Claro que gostei – ela sorria. – Só não esperava ouvir isso de você agora, estamos juntos há pouco tempo...

– Que parece a vida inteira, acho que eu já poderia ter falado isso muito tempo antes: Natália Rico, eu amo você e quero passar o resto da minha vida ao seu lado!

– Ah Maxi! – ela exclamou com os olhos mareados e jogou os braços em volta do meu pescoço para um abraço que durou bastante tempo.

POV Naty

Maxi acabara de declarar seus sentimentos por mim, e eu não podia estar mais feliz, estávamos no calor de um abraço quando fomos interrompidos por nada menos que pingos de chuva, como da primeira vez. Soltei-me rapidamente do abraço.

– Precisamos ir! – exclamei rapidamente.

– Vamos! – Maxi concordou e corremos para sua casa.

Chegamos bastante molhados ao apartamento de Maxi, apesar de termos corrido. Maxi fechou a porta atrás de nós e começamos a rir. Até me lembrar de que alguns minutos antes da chuva aparecer, estávamos tendo uma conversa que pode se chamar de séria. Olhei para ele ainda sorrindo.

– Sabe Maxi... – eu comecei a falar e ele parou para me ouvir. – Achei que depois de Joaquim e tudo que você já conhece da minha vida, eu iria demorar bastante tempo para me apaixonar de novo, e mais ainda, para dizer isso para outro menino sem medo, mas... Eu amo você também... Na verdade, eu acho que te amo desde o primeiro dia que te vi, desde as primeiras vezes que conversamos e você mostrou não se importar nem um pouco com minha aparência, desde sempre. E eu não poderia estar mais feliz por estar com você!

POV Maxi

Naty tinha falado que me amava também, eu nem sabia como explicar a explosão de sentimentos que estava havendo dentro de mim naquele momento, apenas deixei as coisas acontecerem.

– Eu não podia estar mais feliz por estar com você, Naty – falei sorrindo e me aproximei sem tirar os olhos dos delas. Minhas mãos aproximaram-se do seu rosto, e senti seu corpo molhado pela chuva estremecer. Toco sua boca com um dedo e com o mesmo faço o contorno de seus lábios. Naty fecha os olhos e apenas observo ela entreabrir os lábios enquanto faço isso. Ela abre os olhos novamente e olhamo-nos cada vez mais de perto, nossos olhos tornam-se maiores e nossas respirações aos pouco se misturam, tornando-se uma só. Aos poucos nossos lábios se tocam, nossas línguas se encontram e o beijo acontece. Minhas mãos afundam-se nos cabelos cacheados de Naty, e suas mãos tocam meu rosto.

Com o passar do tempo o beijo acelera e quando me dou conta já estamos deitados, ainda molhados em minha cama. E naquela noite passamos a noite, a que talvez tenha sido a melhor de minha vida, juntos. (N/A: não necessita detalhes, algumas coisas são autoexplicativas, né? Hehehe).

Acordei na manhã seguinte ainda feliz com o que havia acontecido, olhei para o lado e Naty dormia como um anjo. Zelei seu sono por alguns minutos e resolvi levantar para fazer café.

POV Naty

Acordei um pouco preguiçosa e fiquei me esticando na cama por alguns minutos, quando abri os olhos e observei que não estava em casa. Parei para lembrar onde estava e quando lembrei ser a casa de Maxi, imagens da noite passada vieram a minha mente e me peguei rindo sozinha.

Um aroma muito agradável adentrou em minhas narinas, e logo depois Maxi apareceu na sala/quarto com uma caneca de café na mão. Olhei para ele um pouco envergonhada, ele se aproximou e me entregou, estava um pouco estranho também.

– Bom dia – sorriu. – Dormiu bem?

– Sim, obrigada! E obrigada pelo café – comentei levantando a caneca que acabara de pegar.

– De nada!

Um silêncio constrangedor invadiu a casa, ficamos apenas tomando café sem falarmos mais nada um com o outro. Aquilo permaneceu entre nós por alguns minutos, até que Maxi quebrou o silêncio.

– Então, quais são seus planos pra hoje?

– Não tenho nada definido – comentei.

– Estava pensando, talvez pudéssemos ir ao cinema...

– Claro, é uma ótima ideia!

– Tudo bem, pego você às 20h.

– Ok – sorri. – Agora preciso ir – comentei, olhando a hora em meu celular. – Meus avós devem estar preocupados.

– Claro – ele respondeu com um ar triste.

Levantei-me, deixei a caneca na pia da cozinha, dei um beijo em Maxi e sai. Já estava fora de casa há algumas horas e provavelmente meus avós estavam preocupados com a minha ausência.

Cheguei a casa e já senti o cheirinho de comida sendo preparada para o almoço, afinal, era próximo das 11h30min da manhã. Entrei e vovó estava na sala passando algumas roupas.

– Bom dia, vovó – sorri encabulada.

– Bom dia, minha amada! Estávamos preocupados...

– Eu estava com Maxi – respondi envergonha.

– Imaginei, por isso não te liguei – ela comentou naturalmente. – Sua amiga Violetta ligou.

– Ah, vou ligar para ela – comentei lembrando que havia visto algumas chamadas dela em meu celular. – Com licença, vovó.

Subi para meu quarto, joguei minha bolsa em qualquer canto e retornei a ligação de Vilu. O telefone chamou apenas duas vezes até que ela atendeu.

– Finalmente! – ela exclamou do outro lado da linha. – Estávamos preocupadas, você sumiu!

– Oi Vilu, sinto muito... Estava com o Maxi – falei rapidamente.

– Com o Maxi? Até agora?

– Sim...

– Hmm – foi a única coisa que ela falou. – Nós precisamos conversar, eu acredito – comentou com uma risadinha.

– Tudo bem, venha aqui mais tarde... Vou ligar para Fran vir também.

– Ela vai sim! Está aqui comigo e muito interessada no assunto – riu.

– OK, espero vocês mais tarde!

– Tchauzinho – Vilu disse por fim e desligou.

Após a ligação fiquei mais alguns minutos jogada em minha cama pensando em tudo que havia acontecido. E quão rápido havia acontecido. Como minha vida tinha mudado tão rapidamente em pouco tempo. Primeiro havia conhecido o Maxi. Em uma semana já estávamos apaixonados. Ontem declarando nosso amor e terminando a noite como terminamos. Depois de tudo que havia acontecido em minha vida, toda história de Joaquim, não imaginava que conseguiria voltar a viver e ser feliz como estava sendo naquele momento.

Voltei à realidade. Arrumei meu quarto que ficou bem bagunçado pela semana corrida de aulas. Tomei um banho e desci para almoçar. Durante o almoço conversei sobre coisas ambíguas com meus avós, e em nenhum um momento minha noite fora de casa foi comentada, o que me deixou feliz, por meus avós sabiam onde e com quem eu estava. Depois ajudei vovó a limpar a cozinha e pouco antes de terminar ouvi a campainha. Corri para atender.

– Natália – disse Vilu rindo. – Vamos lá, nos conte tudo!

– Hey apressadinha – Fran a retrucou. – Você nem perguntou como ela está...

– Então, como você está? – e antes que eu respondesse, ela falou de novo. – Agora conte tudo! – nós três caímos na risada.

– Talvez fosse interessante vocês duas entrarem – comentei lembrando-as de que estavam paradas na porta.

– Com licença – Fran disse e elas entraram.

– Vem, vamos lá em cima!

As meninas passaram pela cozinha e cumprimentaram minha avó, depois fomos para meu quarto. Elas se ajeitaram para sentar entre minha cama e a cadeira da escrivaninha.

– Então – Vilu começou. – Você tem alguma coisa para nos contar?

– Ai meninas, até tenho, mas fico envergonhada de falar isso – comentei.

– Vamos lá, estamos entre amigas... Conte-nos! – Fran me incentivou.

– Bem, vocês já devem imaginar... — e contei para elas o que aconteceu.

Ficamos conversando por algumas horas sobre isso e sobre outras coisas da vida. Quando me dei conta já era próximo das 19h30min e eu nem estava pensando em me arrumar. Catei meu celular pelo quarto para enviar uma mensagem ao Maxi, porém já tinha uma mensagem dele e algumas ligações perdidas.

Naty,

Fiquei sabendo que as meninas estão com você, logo, os garotos estão sozinhos, e resolvemos fazer um programa juntos hoje. Sei que combinamos o cinema, mas acabou que hoje é o dia dos amigos, haha.

Amo você!

Â

Respondi a mensagem avisando que tudo bem, que hoje iria fazer alguma coisa com as meninas. Elas também estavam mexendo em seus respectivos telefones.

– Parece que hoje é dia do clube do Bolinha! – Fran falou rindo.

– E nós, o que vamos fazer? – Vilu falou por fim. – Já que estamos liberadas, vamos gastar o vale-night – riu.

– Vamos sair pra comer? – Fran sugeriu.

– E depois podemos pensar em outra coisa, talvez um cinema ou um barzinho – comentei.

– Ótimo! Vamos então?

– Vou me arrumar, um minuto! – comentei, afinal, eu estava em casa, então não vestia nada muito especial. Troquei-me rapidamente, passei uma maquiagem leve e saímos.

Paramos para jantar em um restaurante árabe no centro da cidade, muito famoso por sua comida boa e acessível aos estudantes. Escolhemos um bom lugar, fizemos nosso pedido e ficamos conversando. Engraçado que podíamos ter falado a tarde toda, mas ainda tínhamos assunto.

O jantar foi bem agradável. Assim que terminamos e pagamos a conta, resolvemos optar pela opção barzinho a cinema para terminar a noite. Caminhamos um pouco até chegarmos na “rua dos bares” e escolhemos o pub irlandês, nosso favorito, diga-se de passagem, Barzen Head. Entramos e enquanto procurávamos uma mesa, avistamos algo não muito agradável.

Notas finais
Então, o que acharam? Por favor, preciso muito saber o que vocês acharam para poder continuar escrevendo! Beeeeijos!